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Cultura Destaque Diário do Rio

Dia Nacional do Livro Infantil: autora Angela Guerra disponibiliza ebook para acesso

Em homenagem ao Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado neste domingo, 18 de abril, a autora Angela Guerra disponibilizou na internet o ebook do livro “Confusão na Floresta”.

Todos podem acessar gratuitamente o formato digital do livro infantil por meio do site da autora: angelaguerra.redesemfronteiras.com. O ebook está disponível na versão em português e também em inglês.

O leitor pode visualizar o ebook no próprio navegador de internet (computador, tablet ou smartphone), baixar o arquivo em formato ePUB para ler o livro no Kindle, Kobo, ou fazer o download direto na Amazon.

O Ebook está preparado com link de acessibilidade e inclusão social em formato audiobook e linguagem em texto sem formatação.

Dia Nacional do Livro Infantil

A escolha da data em comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil é uma homenagem ao escritor Monteiro Lobato, um dos mais influentes escritores da Literatura Brasileira do século XX.

Ele nasceu no dia 18 de abril de 1882, motivo pelo qual esse dia é também chamado de Dia de Monteiro Lobato, considerado o pai da literatura infantil brasileira. Dentre suas obras infantis, a mais destacada é o “Sítio do Pica-pau Amarelo”, uma coleção de aproximadamente 25 livros de histórias, escritas entre 1920 e 1947.

A data é dedicado ao fomento da leitura, sobretudo, na escolarização básica infantil e destaca a importância do hábito de ler desde cedo visto que o livro é um importante instrumento de conhecimento e cidadania.

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Notícias do Jornal

Nobel de Medicina é de cientistas que pesquisaram vírus da Hepatite

Dois cientistas norte-americanos e um britânico venceram o Prêmio Nobel de Medicina de 2020 pelo trabalho na identificação do vírus da Hepatite C, que causa cirrose e câncer de fígado, anunciou o órgão que concede o prêmio nesta segunda-feira (5).

As descobertas dos cientistas Harvey Alter, Charles Rice e do britânico Michael Houghton significaram que agora existe uma chance de erradicar o vírus da Hepatite C completamente, disse o comitê.

“Antes do trabalho deles, a descoberta dos vírus das hepatites A e B foram passos críticos adiante”, disse a Assembleia do Nobel do Instituto Karolinska, da Suécia, em comunicado sobre o prêmio de 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão).

“A descoberta do vírus da Hepatite C revelou a causa dos casos remanescentes de hepatite crônica e tornou possível testes sanguíneos e novos medicamentos que salvaram milhões de vidas.”

Embora os prêmios Nobel estejam sendo concedidos normalmente neste ano, eles foram ofuscados pela pandemia do novo coronavírus.

A Fundação Nobel cancelou o tradicional banquete, que é a parte central das comemorações em dezembro, e entregará as medalhas e os diplomas em um evento televisivo, em vez de ao vivo em Estocolmo.

Os vencedores deste ano serão convidados para comemorar juntamente com os que vencerem em 2021, considerando que a pandemia tenha arrefecido até lá.

O Nobel de Medicina é o primeiro a ser anunciado a cada ano. Prêmios também são concedidos nas áreas de Ciência, Paz e Literatura desde 1901 e foram criados pelo empresário e inventor da dinamite Alfred Nobel.

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Brasileiro com muito Orgulho

Ruy Castro – Jornalista e Escritor

A capacidade investigativa aliada a um criterioso interesse por temas nacionais são características marcantes de seus livros. A qualidade do texto, aprimorado pela experiência como jornalista, também é aspecto de realce em sua obra. Considerado um dos mais importantes biógrafos do Brasil, tem uma longa trajetória jornalística em renomados veículos de comunicação das cidades de Rio de Janeiro e São Paulo.

Aos 4 anos, aprende a ler sozinho, sentado no colo da mãe enquanto ela lia em voz alta a coluna do autor Nelson Rodrigues no jornal Última Hora. Autodidata, Ruy persegue o caminho da escrita como objetivo de vida. Aos 17 anos, muda-se com a família para o Rio de Janeiro para continuar os estudos.

Em 1967, então com 19 anos, é contratado para o primeiro emprego como jornalista no periódico Correio da Manhã. O ofício é exercido durante mais de duas décadas em redações de importantes jornais e revistas do país como O Pasquim, Jornal do Brasil e Manchete.

No início da década de 1990, resolve se afastar das redações e passa a se dedicar à literatura. Alimentado pelo vínculo afetivo com a obra de Nelson Rodrigues, escreve O Anjo Pornográfico: A Vida de Nelson Rodrigues (1992). Vencedor do prêmio Esso de Literatura (1994), é uma obra seminal do estilo pessoal que Ruy Castro constrói como escritor.

O tom literário dramático, exagerado, encontrado na biografia, não é casual, mas uma escolha consciente do autor, um jogo literário deliberado que busca retratar a vida de Nelson Rodrigues em seu particular e real tragicidade, aspecto definitivo da famosa obra do dramaturgo pernambucano.

Escreve algumas obras ficcionais, a primeira delas é o romance Bilac Vê Estrelas (2000), trama que envolve ficção e personagens reais – como o escritor Olavo Bilac – no cenário de um Rio de Janeiro modernizado à moda parisiense do início do século XX.

Em 2007, publica Era no Tempo do Rei, também um romance de ficção histórica, em que narra as peripécias do imperador menino, Dom Pedro I, e seu amigo plebeu Leonardo, em meio às disputas políticas que ocorrem no Brasil colônia após o desembarque da família real em terras brasileiras.

Muito embora publique obras de ficção, crônicas e livros de reconstituição histórica, como Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova (1990), debruça-se, em especial, sobre as biografias, que o tornam célebre. Os temas que norteiam a escolha das obras biográficas e de reconstituição histórica não são apenas as histórias de vida dos biografados, mas também assuntos de interesse pessoal do escritor, como futebol, a vida boêmia, a sociedade carioca e o alcoolismo.

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Destaque Notícias

Brasil perde 4,6 milhões de leitores em quatro anos

O Brasil perdeu, nos últimos quatro anos, mais de 4,6 milhões de leitores, segundo dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. De 2015 para 2019, a porcentagem de leitores no Brasil caiu de 56% para 52%. Já os não leitores, ou seja, brasileiros com mais de 5 anos que não leram nenhum livro, nem mesmo em parte, nos últimos três meses, representam 48% da população, o equivalente a cerca de 93 milhões de um total de 193 milhões de brasileiros.

As maiores quedas no percentual de leitores foram observadas entre as pessoas com ensino superior – passando de 82% em 2015 para 68% em 2019 -, e entre os mais ricos. Na classe A, o percentual de leitores passou de 76% para 67%.

O brasileiro lê, em média,  cinco livros por ano, sendo aproximadamente 2,4 livros lidos apenas em parte e, 2,5, inteiros. A Bíblia é apontada como o tipo de livro mais lido pelos entrevistados e também como o mais marcante.

Esta é a 5ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró Livro em parceria com o Itaú Cultural.

Foram feitas 8.076 entrevistas em 208 municípios entre outubro de 2019 e janeiro de 2020. A coleta de dados foi encomendada ao Ibope Inteligência. A pesquisa foi feita antes da pandemia do novo coronavírus, não refletindo, portanto, os impactos da emergência sanitária na leitura no país.

Internet e redes sociais

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Zoara Failla, a internet e as redes sociais são razões para a queda no percentual de leitores, sobretudo entre as camadas mais ricas e com ensino superior.

“[Essas pessoas] estão usando o seu tempo livre, não para a leitura de literatura, para a leitura pelo prazer, mas estão usando o tempo livre nas redes sociais”, diz.

“A gente nota que a principal dificuldade apontada é tempo para leitura e o tempo que sobra está sendo usado nas redes sociais”, completa.

O estudo mostra que 82% dos leitores gostariam de ter lido mais. Quase a metade (47%) diz que não o fez por falta de tempo. Entre os não leitores, 34% alegaram falta de tempo e 28% disseram que não leram porque não gostam. Esse percentual é 5% entre os leitores.

A internet e o WhatsApp ganharam espaço entre as atividades preferidas no tempo livre entre todos os entrevistados, leitores e não leitores. Em 2015, ao todo, 47% disseram usar a internet no tempo livre. Esse percentual aumentou para 66% em 2019. Já o uso do WhatsApp passou de 43% para 62%.

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Cultura

Camões aLive – live poética

Camões aLive é o mais recente trabalho de Roberto Souza e Isabella Castro, uma Live Poética com a obra do poeta português Luís de Camões. Em regime de quarentena, a dupla transmitirá no dia 23 de agosto (domingo) um espetáculo com poesias de Camões numa live stream em seu próprio apartamento no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.

Se valendo de sua criatividade cênica, os dois criam uma atmosfera visual, sonora, teatral e poética, fazendo de Camões aLive uma experiência estética completa por internet, integrando texto, som, imagem e interatividade. A live poética será transmitida em tempo real às 17h (Brasília) | 21h (Lisboa) pelo site www.camoesalive.com e também pelo YouTube https://youtu.be/7c60qnhNdtE. Os internautas podem se inscrever antecipadamente nas páginas para receberem o lembrete do evento virtual.

Da extensa obra do poeta português, destacam-se em Camões aLive alguns trechos do épico mundialmente famoso Os Lusíadas e alguns de seus sonetos de amor mais cativantes como Amor é fogo que arde sem se ver. Declamados pelo ator Roberto Souza e com direção de arte da iluminadora e cenógrafa Isabella Castro, eles transportam o lirismo de Camões para um patamar cênico, ampliando o sentido (brilhante) de sua poética com muita teatralidade. A trilha sonora original é do compositor Flavio Abbes, que cria verdadeiras paisagens sonoras que dão um toque final à encenação.

A ideia de trabalhar com a obra de Camões surgiu de forma espontânea. Além de Roberto ser admirador da escrita do poeta português, alguns poemas do “dante lusitano” estiveram presentes em última empreitada do casal, o projeto de arte integrada “Espaço público não é privada”, que ficou em cartaz no Espaço Cultural Sergio Porto (Rio de Janeiro/RJ) em agosto de 2019 com uma exposição de artes visuais e uma peça teatral.

“Perdi meu pai em maio, durante a quarentena, e foi ele que me apresentou à obra de Camões. Ele estava internado quando tivemos a notícia de que havíamos sido contemplados pelo edital e cheguei a ler Os Lusíadas para ele no hospital. Camões aLive acabou sendo também uma homenagem a meu pai”, conta Roberto Souza.

aLive
A transmissão de Camões aLive se divide em duas partes. A primeira é a encenação dos poemas, como em uma apresentação teatral tradicional, com duração de aproximadamente 30 minutos. Em seguida, os artistas seguem em um bate-papo com os internautas sobre o processo de criação, com a possibilidade de apresentarem um bis com os poemas favoritos da plateia virtual.

A encenação apresenta três facetas de Camões e a primeira é a heróica, com recortes do épico Os Lusíadas. Inspirada em retratos e até mesmo em esculturas de Luís de Camões e de Vasco da Gama, Isabella Castro, que também assina a direção de arte e iluminação, criou uma releitura de uma indumentária do Século XVI para a figura de um navegante.

O segundo momento, lírico, traz a ideia do amor barroco, de luz e sombra, que é ao mesmo tempo é sublime e carnal, e desconstrói a imagem do herói anterior, revelando uma figura mais humana. O terceiro, também lírico, traz um caráter biográfico de Camões com a dor da morte de sua amada Dinamene no mesmo naufrágio em que o escritor por pouco não perde os manuscritos de Os Lusíadas.

“Entre as referências da direção de arte está o teatro imagem de Bob Wilson. A cenografia trabalha o fundo em cores em contraste com a silhueta do ator e o desenho que isso cria, remetendo ao retrato na pintura”, explica Isabella Castro.

Apesar de terem ganhado um edital em tempos de pandemia, Roberto e Isabella fugiram da ideia de aproveitar a atmosfera de casa para o espetáculo. O casal, que trabalha junto e namora há dois anos, criou um ambiente próprio para Camões aLive em um cantinho do quarto. Assim como no teatro, a ideia foi criar um ambiente cênico. A dupla ganhou espaço arrastando a cama para perto do guarda-roupa para que cenário, luz, figurino e câmera coubessem nesse estúdio poético e de fantasia.

Pandemia
Em um contexto de pandemia da Covid-19, restou à dupla a possibilidade de explorar seu trabalho criativo em novas plataformas, agora em vias digitais – vale lembrar que as contribuições de Flavio Abbes (Trilha Sonora) e Catharina Rocha (Assessoria de Imprensa) também se deram remotamente. Mas tratando-se de Roberto Souza e Isabella Castro, isso não parece ser um grande complicador, pois a integração entre diferentes suportes artísticos sempre foi uma característica constante em seus trabalhos.

Contemplado pelo Edital Cultura Presente nas Redes da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, de caráter emergencial para o fomento de produções culturais em tempos de pandemia, o projeto encontra seus recursos para sua realização. E mesmo em estado de emergência, sob isolamento social e com todas as contingências de uma quarentena, Camões aLive surge na internet como mais um espaço de respiro, beleza, sensibilidade e afeto, conferindo à arte o status de necessidade essencial, sendo uma atividade fundamental para que possamos manter uma mente saudável e uma vida social solidária.

Sinopse:
Camões aLive é uma “Live Poética” com a obra do poeta português Luís de Camões. Declamados pelo ator Roberto Souza e com direção de arte da iluminadora e cenógrafa Isabella Castro, a dupla transporta o lirismo de Camões para um patamar cênico, ampliando o sentido (brilhante) de sua poética com muita teatralidade. Em quarentena, o casal transmite pela internet poemas de Camões – como os sonetos de amor e trechos de “Os Lusíadas” – e se mantém conectado para interagir com os internautas.

Ficha técnica:
Poesia: Luís de Camões
Atuação e texto de apoio: Roberto Souza
Direção de arte e Identidade visual: Isabella Castro
Trilha Sonora: Flavio Abbes
Assessoria de imprensa: Catharina Rocha – Máquina de Escrever Comunicação
Realização, idealização e produção: Roberto Souza e Isabella Castro
Contemplado pelo Edital Cultura Presente nas Redes da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro.

Serviço:
Data: 23/08/2020 (domingo)
Horário: 17h (Brasília) | 21h (Lisboa)
Canal: www.camoesalive.com | https://youtu.be/7c60qnhNdtE
Entrada: gratuita. Classificação indicativa: Livre. Duração: 50 min.

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Fica a Dica

Bienal Internacional do Rio terá atividades permanentes

Apesar da pandemia, a Bienal Internacional do Rio terá atividades constantes através da internet. Entre as atrações da Bienal que estarão disponíveis, está o Café Literário, onde são feitos os debates do evento. A versão na web terá convidados discutindo temas relevantes para a sociedade, em que o livro é o fio condutor.

O site da Bienal terá ainda espaços para compras de livros, encontros com autores, participações em palestras, além de outras ações.

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Cultura Destaque O Rio que o Carioca Não Conhece

Conheça mais sobre a história do Rio em 10 livros

Por Sandro Barros

Se você já não aguenta mais ver live e séries de TV nessa quarentena, que tal sair dessa rotina e buscar novas emoções? Uma excelente opção para isso está na literatura. E se você é também apaixonado pelo Rio de Janeiro, selecionamos dez livros que falam sobre a fascinante Cidade Maravilhosa e, é claro, dos cariocas, sempre através de narrativas que vão da ficção à realidade mais crua. As obras podem ser adquiridas pela internet ─ versão digital ou impressa ─ por preços acessíveis. Aventure-se então em um bom livro!

O Cortiço

É impossível pensar no Rio sem levar em conta a história das favelas e a figura mítica do carioca debochado. ‘O Cortiço’, publicado em 1890 por Aluísio de Azevedo, é uma obra de ficção que descreve o ambiente precursor das favelas na cidade. Pobreza, exclusão, humildade e as minorias daqueles tempos nos fazem pensar sobre os espaços e vícios insalubres no Rio de Janeiro antigo.

1808

O livro é uma sátira sobre a chegada da Família Real Portuguesa ao Rio, em 1808. Mais do que o teor humorístico da narrativa, ‘1808’, de Laurentino Gomes, acaba sendo um retrato interessante sobre a formação da cidade para o leitor atento ─ e dá pistas importantes sobre como a política local e nacional se configurou por ali.

Cemitério dos Vivos

Autoficção de Lima Barreto, o romance ─ que ficou inacabado ─ ‘Cemitério dos Vivos’ foi escrito entre 1919 e 1920 e conta sobre sua internação por depressão e alcoolismo no Hospital Nacional dos Alienados. Atualmente, o local sedia o campus da Praia Vermelha da UFRJ. A história fala sobre importantes marcos arquitetônicos e sociais do Rio.

Fim

O patrimônio mais importante do Rio é, provavelmente, o povo carioca. Se você se interessa mais por pessoas do que pelas cidades em si, uma boa pedida pode ser ‘Fim’, de Fernanda Torres. O livro fala sobre cinco amigos no Rio de Janeiro, que dividem memórias dos momentos mais importantes de suas vidas quando estão prestes a morrer.

Cidade Partida

Retrato fundamental sobre a vida nas favelas cariocas. A relação dos habitantes com a violência é um tema central de ‘Cidade Partida’, de Zuenir Ventura, que não é uma narrativa pessimista como todo: a história de Vigário Geral também deu origem à mobilização popular que fez nascer o movimento Viva Rio. O livro traz depoimentos muito tocantes.

Carnaval no Fogo

Apesar do nome, o livro não trata do Carnaval em si, mas de fatos que fazem com que o Rio seja a cidade complexa e efervescente ─ com auge no Carnaval ─ que é hoje. Em ‘Carnaval no Fogo’, com um apanhado de histórias de todas as épocas na cidade, Ruy Castro dá destaque às pessoas e anedotas mais intrigantes da capital fluminense nos últimos 500 anos.

O Beijo no Asfalto

De Nelson Rodrigues, publicado em 1960, ‘O Beijo no Asfalto’ é uma peça importante para entender a sociedade carioca daqueles tempos. Inspirado numa história real com algumas modificações, o livro tem como fio condutor um beijo entre dois homens durante uma cena de atropelamento e o furor que isso causa na sociedade e na vida pessoal de um deles.

Histórias de Vida e Morte

De Luiz Eduardo Soares, o mesmo antropólogo que publicou o livro em que ‘Tropa de Elite’ se baseou, ‘Rio de Janeiro: Histórias de Vida e Morte’ é um mergulho profundo nos temas políticos mais tristes da cidade: tráfico de drogas, corrupção policial e violência. Indicado para quem quer entender de verdade os bastidores das mazelas do Rio.

A Voz do Alemão

O jovem Rene Silva se uniu à jornalista Sabrina Abreu para contar histórias que geralmente não são ouvidas. Em ‘A Voz Do Alemão’, histórias de moradores do Alemão e do próprio Rene formam um panorama justo sobre a vida no morro, com todas as belezas e brutalidades que a realidade local inclui.

História do Rio De Janeiro Através da Arte

A história da cidade através de pinturas, gravuras, desenhos e fotografias de vários artistas. A autora Luciana Sandroni criou o Pão de Açúcar como narrador dessa história, que começa na evolução geológica da cidade, passando pelos homens da pré-história, pelos índios, os portugueses, as guerras, a fundação da cidade, os engenhos de açúcar e muito mais.

Capas dos livros: Divulgação

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Brasileiro com muito Orgulho Notícias do Jornal

Milton Hatoum – O descendente de libanês que já vendeu mais de 200 mil livros

Descendente de libaneses, nasceu na cidade de Manaus, no Amazonas. Depois dos estudos secundários na capital, mudou-se para São Paulo. Três anos depois ingressou na Universidade de São Paulo e foi perseguido ainda na FAU pelo DOPS da ditadura, por envolvimento com o DCE da USP.

Em 1978, passou a lecionar História da Arquitetura na Universidade de Taubaté, onde permaneceu até pedir o afastamento devido a uma bolsa de estudos que lhe havia sido concedida na Europa.

Em 1980, viajou para a Espanha como bolsista do instituto Iberoamericano de Cooperación. Nesta década, viveu entre Madri e Barcelona. Logo depois, mudou-se para a França, onde cursou pós-graduação na Universidade de Paris III.

Milton escreveu quatro romances: Relato de um Certo Oriente, Dois Irmãos, Cinzas do Norte, que venceu o Prêmio Portugal Telecom de Literatura e todos os três primeiros ganhadores do Prêmio Jaboti e Órfãos do Eldorado.

Aos 68 anos, já vendeu mais de 200 mil exemplares no Brasil e já traduziu para doze países, como a Itália, França, Espanha. Em suas obras, costuma falar de lares desestruturados com uma leve tendência política.

Em suas duas últimas obras, Dois Irmãos e Cinzas do Norte, Milton Hatoum fez uma sutil crítica ao Regime Militar Brasileiro. Hatoum publicou também ensaios e artigos sobre literatura brasileira e latino-americana em revistas e jornais do Brasil, da Espanha, França e Itália.

Alguns de seus contos foram publicados nas revistas Europe, Nouvelle Revue Française (França), Grand Stree (Nova York) e Quimera (México). Participou de várias antologias de contos brasileiros publicados na Alemanha e no México, e da Oxford Anthology of the Brazilian Short Story.

 

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Fica a Dica

Conheça mais sobre a Literatura Brasileira com obras clássicas

As principais obras nacionais estão disponíveis no formato de audiobooks, ampliando o acesso à população brasileira

A cultura brasileira é composta por um conjunto de obras literárias reconhecidas pelo seu valor estético, social e político. Alguns nomes ficaram famosos por descreverem a realidade através das palavras e por incentivarem o movimento literário do país durante décadas: Machado de Assis, Graciliano Ramos, Mário de Andrade, Aluísio Azevedo, Rachel de Queiroz, Manuel Antônio de Almeida

Os audiobooks tornam a leitura ainda mais fácil e acessível para os brasileiros, por meio do aplicativo disponível para download nos smartphones. Aproveite a quarentena dando ouvidos à sua imaginação.

Acesse :- http://www.autibooks.com

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Cultura Destaque

Cultura Presente nas Redes recebe inscrições de todo o estado do Rio 2020

Anunciado na última semana pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SECEC), o “Cultura Presente nas Redes” é um edital que tem como objetivo fomentar a cultura em todas as regiões do estado do Rio durante o período de isolamento social para combater a Covid-19. Para isso, está sendo investido um total de
R$ 3.750 milhões do Fundo Estadual de Cultura para auxiliar os profissionais da área nesse período, com a seleção de 1,5 mil apresentações e premiação de R$ 2,5 mil  para cada produção.
Até a manhã desta segunda-feira (20), a SECEC recebeu 1.500 inscrições, que seguem abertas até o próximo dia 25. A secretária de Estado de Cultura e Economia
Criativa, Danielle Barros, explica que cada uma das dez regiões do estado terá a sua seleção. A quantidade de vagas foi definida pelo número de habitantes.
– Uma das dúvidas que estamos recebendo é sobre a forma de seleção. Por ser um edital para todo o estado, definimos que a concorrência será dentro da região.
Um projeto do Norte Fluminense não vai concorrer com um da capital, por exemplo. O estado do Rio é grande, cada região tem as suas características próprias, por isso o mais certo será esse tipo de seleção – conta Danielle Barros.
Levando em consideração a quantidade de habitantes por região, as vagas do edital foram separadas desta forma: capital (583), Metropolitana II (320), Metropolitana III (180), Noroeste (31), Norte (84), Serrana (85), Baixadas Litorâneas (74), Médio Paraíba (80), Centro – Sul (26) e Costa Verde (37). “Após 22 anos, vamos conseguir
utilizar o Fundo Estadual de Cultura para o seu objetivo principal: fomentar a cultura em todo o estado. Estamos conseguindo isso com muito trabalho da nossa equipe e
com o apoio do governador Wilson Witzel”, completa a secretária.
Para concorrer a uma das vagas do “Cultura Presente nas Redes”, é preciso ter pelo menos um ano de atuação em sua respectiva área. As ações culturais serão
exibidas em plataformas digitais do proponente e estarão divididas em quatro eixos: manifestações artísticas, criação de conteúdos digitais, oficinas culturais à distância e conteúdos audiovisuais.

Poderão se inscrever no edital on-line: pessoas físicas maiores de 18 anos, artistas e produtores residentes no estado do Rio comprovadamente há mais de um ano.

Para participar, basta preencher a ficha de inscrição que está no site (http://cultura.rj.gov.br/fundo-estadual-de-cultura/ ) da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e deverão ser anexados os documentos: RG e CPF, comprovante de residência dos últimos três meses e portfólio de atividades, provando o período de atuação

de pelo menos um ano de atividades na área cultural.

Poderão ser contempladas ações culturais nas áreas de música, literatura, artes visuais, audiovisual, dança, teatro, circo, moda, museus, cultura alimentar e expressões culturais populares inéditas, exclusivamente realizadas no âmbito do Estado do Rio de Janeiro.
Acesse o link do edital: