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Programa Antártico do Brasil completa 40 anos

Uma terra onde a ciência e a paz reinam absolutas. Nos dias de hoje, parece difícil imaginar um lugar assim no planeta. Mas ele existe. E fica no ponto mais ao sul da Terra. A Antártica corresponde a um arranjo geopolítico único no mundo. No dia 1º de dezembro de 1959, 12 países assinaram o Tratado Antártico. O documento pôs fim às disputas que existiam por porções de terra desse imenso continente. Com isso, abriu caminho para a liberdade de exploração científica da região, em um regime pacífico de cooperação internacional.  

O Brasil só viria a assinar o tratado em 1975 e em 1983 passou a integrar a chamada Parte Consultiva, com direito a voz e voto sobre as decisões relacionadas ao presente e o futuro do continente e de seus incalculáveis recursos naturais. Para ser membro consultivo, o pré-requisito exigido pelo tratado é justamente que o país promova algum tipo de pesquisa na região.

Atualmente, portanto, o Brasil compõe um seleto grupo de 29 países que têm estações científicas na Antártica e que poderão decidir os rumos de tudo o que esteja relacionado à exploração da região. E essa história começou justamente em janeiro de 1982, há exatos 40 anos, quando o governo brasileiro lançou o Programa Antártico (Proantar) e levou os primeiros cientistas para o continente, a bordo, na época, do navio oceanográfico W. Besnard.

“Esse projeto começa ainda no governo Geisel, em 1975, com adesão do Brasil ao Tratado Antártico, seguindo pelos anos 1980, com inauguração da estação científica, depois passando por todos os governos do período democrático até o momento atual. Certamente é umas das políticas de Estado mais bem-sucedidas do país, diferente das descontinuidades de projetos nacionais que estamos acostumados”, disse Paulo Câmara, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB) e o primeiro coordenador científico designado para a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), a casa do Brasil no continente de gelo.

Câmara esteve na estação de outubro a dezembro do ano passado, na primeira leva de cientistas brasileiros que pisaram na Antártica após quase dois anos de paralisação por conta da pandemia da covid-19. Esse hiato nas pesquisas, que afetou praticamente todos os países que atuam no continente, acabou impedindo que o Brasil estreasse os modernos laboratórios científicos construídos para a nova Estação Comandante Ferraz.

Fundada em 1984, a estação sofreu um incêndio de grandes proporções em 2012. Na tragédia, dois militares morreram e 70% das instalações foram perdidas. O governo federal investiu cerca de US$ 100 milhões na obra de reconstrução, e a unidade recebeu os equipamentos mais avançados do mundo.

A entrega da base pronta ocorreu justamente no início de 2020, mas não deu tempo de retomar os projetos científicos porque cerca de dois meses depois foi decretada a emergência de saúde global provocada pelo novo coronavírus.

A volta dos pesquisadores para o continente de gelo não teve a mesma logística de antes. Por causa das restrições da pandemia, o tempo de permanência, que era de cerca de um mês, foi estendido para aproximadamente três meses, e agora ocorre em duas etapas ao longo do ano, e não seis, como antes. Além disso, os cientistas tiveram que ficar 10 dias embarcados a bordo do navio de apoio oceanográfico da Marinha, o Ary Rongel, fazendo quarentena e sendo submetidos a exames de covid-19. Pessoas com comorbidades não puderam viajar. O tempo de viagem também aumentou. O percurso anterior era feito via Punta Arenas, no extremo sul do Chile. Até ali, os pesquisadores chegavam por via aérea. Em seguida, embarcavam num navio para atravessar o tempestuoso Estreito de Drake até a Península Antártica, ou faziam um novo voo direto até o continente austral. Com o Chile fechado, a viagem foi feita de navio a partir do Rio de Janeiro direto para a Antártica, um percurso que durou cerca de 20 dias em alto mar.

Em uma área de 4,5 mil metros quadrados, a nova estação tem capacidade para hospedar 64 pessoas. O novo centro brasileiro de pesquisas na Antártica conta com 17 laboratórios de última geração. Os quartos da base, com duas camas e banheiro privativo, abrigam pesquisadores e militares com muito mais conforto do que antes. A estação também conta com acesso à internet 4G, sala de vídeo, locais para reuniões, academia de ginástica, cozinha e um ambulatório para emergências.

“As instalações são formidáveis. Conforto que antes não se tinha aqui, nos permite processar os dados que coletamos aqui e ter um bem-estar garantido. E com tudo ainda novo, é um prazer imenso compor o primeiro grupo de pesquisadores que faz uso de tudo isso que é feito para o nosso trabalho. Ter esses subsídios e todo o propósito de estar aqui e fazer ciência faz tudo parecer um sonho de pesquisador”, disse Dafne Anjos, estudante do décimo semestre do curso de Ciências Biológicas da UnB, que está na Estação Comandante Ferraz desde novembro de 2021, no primeiro grupo que retomou as pesquisas. Envolvida com pesquisas sobre musgos antárticos, Dafne Anjos deve ficar pelo menos até fevereiro na base, coletando amostras e analisando suas composições.

Entre as unidades reativadas recentemente, está a estação meteorológica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apelidada de “meteoro”, que faz medições automáticas diretamente da base brasileira na Antártica. Outra instalação de pesquisa que retomou suas atividades foi o módulo VLF (Very Low Frequency), que realiza estudos sobre a propagação eletromagnética na ionosfera (parte alta da atmosfera terrestre). Foi dali que cientistas puderam acompanhar, em dezembro do ano passado, o eclipse total do Sol. Esse fenômeno, que ocorre quando Sol, Terra e Lua estão totalmente alinhados, só pôde ser visto completamente da Antártica.

Em todas as unidades da estação foram instaladas portas corta-fogo e colocados sensores de fumaça e alarmes de incêndio. Nas salas onde ficam máquinas e geradores, as paredes são feitas de material ultrarresistente. No caso de um incêndio, elas conseguem suportar o fogo durante duas horas e não permitem que ele se espalhe por outros locais antes da chegada do esquadrão anti-incêndio. A estação tem ainda uma usina eólica que aproveita os fortes ventos antárticos. Placas para captar energia solar também foram instaladas na base e vão gerar energia, principalmente no verão, quando o sol na Antártica brilha mais de 20 horas por dia.

“Aprendemos lições ao longo desse processo, a ponto de hoje termos essa estação extremamente tecnológica e segura, com uma série de recursos que permitem a gente realizar pesquisa científica de ponta na Antártica”, destaca o capitão de mar e guerra Marcelo Gomes, da Marinha, que é subsecretário do Proantar.

Do ponto de vista estrutural e tecnológico, a estação científica brasileira está entre as mais modernas da Antártica, só perdendo em importância para a Estação McMurdo, a enorme base científica dos Estados Unidos, praticamente uma pequena cidade que pode abrigar mais de 2 mil pessoas, e a Estação Polo Sul Amundsen-Scott, localizada no Polo Sul geográfico da Terra, também controlada pelos norte-americanos.

A Antártica é considerada o principal regulador térmico do planeta, pois controla as circulações atmosféricas e oceânicas, influenciando o clima e as condições de vida na Terra. Além disso, é detentora das maiores reservas de gelo (90%) e água doce (70%) do mundo, além de possuir incontáveis recursos minerais e energéticos. Sua dimensão também impressiona: são mais de 14 milhões de quilômetros quadrados, quase duas vezes o tamanho do território brasileiro (8,5 milhões de quilômetros quadrados).

Para o Brasil, que é considerado o sétimo país mais próximo da Antártica, estudar e compreender os seus fenômenos naturais é literalmente uma questão de sobrevivência no futuro.

“A Antártica está esquentando e isso vai criando distúrbios na sua atmosfera. Essas correntes marinhas que sobem da Antártica para o Brasil garantem, por exemplo, a qualidade da água que permite o desenvolvimento de peixes pescados na nossa costa. Tem também a influência no regime de chuvas, já que a massa de ar frio e seco da Antártica sobre para a América do Sul, onde se encontra com a massa de ar quente e úmido vinda da Amazônia. O equilíbrio desse fluxo, onde ora uma predomina sobre a outra, é que garante períodos alternados de seca e chuva que, são essenciais para o funcionamento da agricultura”, explica Paulo Câmara.

O coordenador científico da estação brasileira na Antártica enumera ainda outras pesquisas relevantes desenvolvidas no continente gelado. Uma delas investiga espécies de fungo endêmicos da região que poderiam ser usados no desenvolvimento de fungicidas para combater a ferrugem asiática, uma doença causada por outro tipo de fungo que afeta mundialmente a agricultura, gerando perdas bilionárias em lavouras como a da soja.

Com o avanço acelerado das mudanças climáticas e o exaurimento dos recursos do planeta, os olhos de todos devem se voltar para a Antártica dentro de algumas décadas. “A Antártica é o último reduto de recursos naturais da Terra, é uma reserva para a humanidade”, enfatiza Câmara.

 

Agência Brasil

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MPF vai apurar acidente que destruiu dois casarões de Ouro Preto

Poucas horas após parte do Morro da Forca vir abaixo e destruir duas construções no centro de Ouro Preto (MG), o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da ocorrência.

Em nota, o MPF justificou a iniciativa citando os “evidentes danos ao patrimônio cultural”, já que parte do conjunto arquitetônico municipal é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e está inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

“O MPF vai apurar as circunstâncias em que o fato se deu e pedir esclarecimentos aos órgãos envolvidos na tutela dos referidos bens quanto ao motivo do incidente, dimensão dos danos e seus efeitos”, informou o MPF, em nota.

O MPF quer que a prefeitura informe se há, em Ouro Preto, outros imóveis em risco iminente de serem atingidos por novos deslizamentos ou desmoronamentos e que providências o município está adotando para impedir que isso ocorra. Já do Iphan, os procuradores esperam receber um parecer sobre a extensão do dano cultural causado pelo acidente desta quinta-feira, bem como uma relação das construções históricas em situação de risco na cidade e quais medidas já foram adotadas para proteger o conjunto arquitetônico local.

Uma das construções destruídas esta manhã foi um casarão do século 19, o Solar Baeta Neves. Segundo o Iphan, o imóvel integrava o Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto, mas estava interditado desde 2012, quando foi atingido por um deslizamento de terra que comprometeu parte da edificação. Ainda de acordo com a autarquia federal, a Defesa Civil já vinha monitorando a área desde o fim do ano passado, por conta do risco das fortes chuvas que atingem Minas Gerais causarem um acidente como o desta manhã.

Apesar do prejuízo histórico e cultural, o deslizamento não feriu nenhuma pessoa. Conforme o barbeiro Fábio Rogério Alves contou à Agência Brasil, o trânsito de veículos e de pessoas próximo à área atingida tinha sido interrompido pouco antes de parte do talude cair sobre as construções. Alves foi uma das primeiras pessoas a perceber que parte do Morro da Forca viria abaixo e, junto com outras duas pessoas, incluindo uma funcionária da prefeitura, alertou quem passava pelo local.

“Antes mesmo dos bombeiros chegarem, pouco antes da queda do morro, já tínhamos isolado a passagem de veículos e de pedestres. Como o terminal [de integração localizado a cerca de 300 metros] ainda não estava funcionando, não havia muita gente circulando naquela hora”, disse Alves.

Segundo ele, os dois casarões atingidos estavam embargados e lacrados há vários anos e não costumavam ser acessados por ninguém. Dono de uma barbearia de onde se vê o local do deslizamento, Alves disse que já havia testemunhado ao menos um acidente parecido, no mesmo lugar, em 2011. “O terreno ali é bastante instável”.

 

 

Agência Brasil

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Previsão de chuva fraca a moderada reduz preocupação no estado do Rio

O Rio de Janeiro tem, na tarde desta quinta-feira (13), previsão de chuvas fracas a moderadas em todas as regiões, e deve diminuir a força dos temporais que castigam o estado há quase uma semana, especialmente as regiões norte e noroeste.

Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Civil do Rio (Sedec-RJ), todas as regiões registram áreas de inundação, deslizamentos, alagamentos ou quedas de árvore. O estado tem 7.788 desalojados e 735 desabrigados.

Desde sábado (8), o Corpo de Bombeiros fez mais de 400 atendimentos relacionados às chuvas, mas, até o momento, não há registro de mortes. De acordo com a Sedec, 13 municípios decretaram situação de emergência: Carmo, São João da Barra, Paraíba do Sul, Santa Maria Madalena, Cachoeiras de Macacu, Cambuci, Natividade, Santo Antônio de Pádua, Aperibé, Itaocara, Bom Jesus do Itabapoana, Laje do Muriaé e São Francisco do Itabapoana.

São João da Barra e Campos

Em São João da Barra, no norte estado, a BR-356 foi interditada após o rompimento de um dique, o que fez com que as águas do Rio Paraíba do Sul invadissem a rodovia, perto do distrito de Barcelos. Segundo o governo estadual, sete pontes ficaram comprometidas e foi necessário maquinário específico para fechar o buraco.

A prefeitura divulgou hoje duas rotas alternativas de acesso ao município: “entrar em Barcelos, seguir por Campo Novo, Venda Nova e Beira do Taí, passando por Pipeiras, Palacete, Vila da Terra e retornando a BR-356 no trevo de Caetá. Outra opção é seguir pela RJ-216, no sentido Baixada Campista até Mussurepe, passar por São Bento, Cazumbá e Sabonete”.

Nesta quinta-feira, foi proibido o tráfego de ônibus, micro-ônibus, carretas, caminhões-betoneiras e veículos de carga nas estradas vicinais do município. A exceção é para veículos pesados que atendem serviços públicos essenciais, transportam combustíveis, gêneros alimentícios e medicamentos e ônibus exclusivamente para transporte público de passageiros.

Em visita ao município, o governador Cláudio Castro anunciou a liberação de R$ 20 milhões para obras de reparo nos locais atingidos pelas chuvas. Castro disse que, desde dezembro, as cidades mais afetadas recebem apoio do Comitê das Chuvas e do Programa Pacto RJ, que prevê a reforma das estradas estaduais. O desassoreamento de rios em 2021, feito pela Secretaria Estadual do Ambiente, recebeu R$ 200 milhões, e mais R$ 50 milhões estão sendo aplicados em contenção de encostas.

O nível do Rio Paraíba do Sul, que tinha atingido 7 metros (m) na noite passada, recuou para 6,95 m na manhã desta quinta-feira. A cota de transbordo na cidade é de 8 m. Com o objetivo de definir as ações que precisam ser adotadas, quatro secretários acompanharam o governador na visita a São João da Barra.

Em Campos, também no norte fluminense, diminuiu o nível do Paraíba do Sul, que estava acima da cota de transbordo e, com isso, diminuíram as preocupações com alagamentos. A BR-356 está com um trecho interditado no distrito de Três Vendas, onde uma manilha que passa por baixo da rodovia rompeu-se com a força do Rio Muriaé. Estão sendo feitos reparos no local, onde foi preciso construir uma barreira para desviar a água do rio.

Região serrana

O município de Teresópolis, na região serrana, permanece em estágio de atenção por causa dos acumulados e da previsão de continuidade de chuva fraca a moderada ao longo do dia.

Em decorrência dos altos índices acumulados para 30 dias e do grande volume de chuva que caiu na cidade até esta madrugada, o Centro de Monitoramento e Comunicação da Defesa Civil Municipal acionou preventivamente as sirenes do Sistema de Alerta e Alarme com a mensagem de mobilização, enquanto as agentes da Defesa Civil percorriam os bairros para avaliar a situação.

Em Petrópolis, também na região serrana, já choveu mais do que o previsto para todo o mês de janeiro. Embora tenha diminuído a intensidade, a chuva ainda causa preocupação por causa do acumulado. A previsão para o mês era 300 milímetros (mm), mas, em 12 dias, choveu 449 mm. A Defesa Civil está em alerta.

 

 

Agência Brasil

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Prefeitura de Campos monitora vazão do Rio Paraíba do Sul

A prefeitura de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, monitora a elevação do nível do Rio Paraíba do Sul. De acordo com a Secretaria Municipal de Defesa Civil, em nove horas o nível subiu 26 centímetros, chegando à cota de 10,91 metros às 9h15 de hoje (12). Pelos cálculos do secretário de Defesa Civil, Alcemir Pascoutto, mantida a média de elevação de dois a quatro centímetros por hora, a cota de 11 metros pode ser atingida ainda nesta quarta-feira.

Desde quinta-feira (6), a Defesa Civil monitora o Paraíba do Sul. Nesse dia, a pasta emitiu alerta sobre acumulado significativo de chuvas em Campos. As previsões também indicavam a possibilidade de grande volume de chuva em toda a região de influência hídrica do rio. Além do Paraíba do Sul, o Setor de Monitoramento também acompanha o comportamento de todos os afluentes e da calha principal, porque eles impactam diretamente o nível do Paraíba do Sul na cidade.

Nos pontos onde a água do rio está voltando pelas galerias, as equipes da Defesa Civil e do governo seguem colocando sacos de areia, ao mesmo tempo em que equipes técnicas estão realizando vistorias para verificação de todas as informações que chegam sobre pontos de risco.

“Estamos de prontidão, concentrando todos os nossos esforços para minimizar os possíveis impactos das cheias. Nosso foco é o povo, dar assistência ao povo, fazer chegar informação e auxílio a todas as pessoas afetadas, que precisam do governo nesse momento. O prefeito Wladimir está atuante junto com o Gabinete de Crise, definindo com a Defesa Civil as medidas a serem tomadas a cada mudança de cenário”, disse o secretário da Defesa Civil.

No final da tarde de ontem (11), como medida preventiva, a Defesa Civil interditou a ponte Barcelos Martins, no centro, logo após o Rio Paraíba do Sul ultrapassar a cota de transbordo, atingindo 10,43 metros. “A interdição é necessária, uma vez que a correnteza do rio está forte e há acúmulo de vegetação nos pilares da ponte, o que acaba provocando pressão nos pilares, podendo comprometer a estrutura da ponte”, justificou a prefeitura.

Para impedir o tráfego de motocicletas, bicicletas e a passagem de pedestres, a Guarda Civil Municipal está no local. “A desinterdição só acontece depois que o nível do Rio Paraíba é normalizado e a Defesa Civil realiza vistoria”, completou a prefeitura.

De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro (Sedec-RJ), o número de desalojados em consequência das chuvas que caem desde sexta-feira (7) subiu para 7.800, e há cerca de 700 desabrigados nos municípios atingidos pelos temporais, especialmente nas regiões norte e noroeste do estado.

Conforme a secretaria, agentes estaduais continuam visitando as áreas atingidas para verificar a situação e prestar todo apoio às defesas civis municipais. A Sedec-RJ e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) estão mobilizados para atuar na prevenção e na diminuição dos danos causados pelas chuvas que atingem o estado do Rio. Todas as regiões registram áreas de inundações, deslizamentos, alagamentos e quedas de árvores.

De acordo com a Defesa Civil, até o momento, os municípios de Bom Jesus do Itabapoana, Natividade, Trajano de Moraes, Santa Maria Madalena, São Sebastião do Alto e Cachoeiras de Macacu decretaram Situação de Emergência.

Desde sábado (8), o CBMERJ realizou mais de 360 atendimentos relacionados às chuvas. Até o momento, não há registro de mortos.

As avaliações do Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Rio de Janeiro (Cemaden-RJ) indicam, para as próximas horas, a previsão de chuva fraca a moderada isolada durante a manhã e pancadas de chuva moderada a ocasionalmente forte, de forma isolada, a partir da tarde, em todas as regiões do estado.

 

Agência Brasil

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Chuvas no Rio desalojam 2 mil pessoas e provocam inundações

As chuvas no estado do Rio de Janeiro ainda causam dificuldades à população. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Civil (Sedec-Rio), os dados compilados até o momento mostram que há cerca de 2 mil pessoas desalojadas e 350 desabrigadas em todo o estado. Todas as regiões registram áreas de inundações, deslizamentos, alagamentos e queda de árvores.

As enchentes nas regiões norte e noroeste do estado foram causadas pelo transbordamento de rios, alguns com origem em Minas Gerais, onde várias cidades também sofrem com as chuvas.

A preocupação é com o nível das águas dos rios Muriaé, Carangola, Itabapoana, Pomba e Paraíba do Sul, que passa por pelo menos dez cidades – Itaperuna, Italva, Natividade, Porciúncula, Bom Jesus do Itabapoana, Laje do Muriaé, Cambuci, Aperibé, Santo Antônio de Pádua e Cardoso Moreira.

Na região serrana, conforme a Sedec-Rio, houve registros de deslizamentos, alagamentos, interdições de vias, quedas de muros e de árvores em Carmo, Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Cordeiro, São Sebastião de Alto, Cantagalo, Macuco e Trajano de Moraes.

Na região sul, um deslizamento de terra obstruiu a passagem de via em Mendes.

Na Região Metropolitana, também há registros de deslizamentos, desabamentos, quedas de árvores e de quedas de muros em Niterói e em Cachoeiras de Macacu.

De acordo com a Defesa Civil, os municípios de Rio Claro e de Itaperuna homologaram processo para situação de emergência e outras cidades estão com os processos em avaliação. “Com o reconhecimento da situação de emergência pelo estado, os municípios podem contar com a ajuda financeira do governo federal”, informou a Defesa Civil.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a BR 356 tem interdições no trecho entre os quilômetros 36 e 37, altura de Itaperuna, por causa de alagamentos. Outro trecho fechado ao trânsito na mesma rodovia é no quilômetro 99, em Cardoso Moreira. Na BR 101, há interdição no quilômetro 190, em Casimiro de Abreu, onde ocorreu uma abertura de cratera. O trânsito está sendo desviado para o distrito de Rio Dourado.

No município do Rio de Janeiro, o Sistema Alerta Rio, órgão de meteorologia da prefeitura, indicou que a previsão é de céu nublado a encoberto com pancadas de chuva moderada a partir desta tarde, mas podem ser fortes à noite. O tempo segue instável na cidade do Rio de Janeiro.

A meteorologista do Alerta Rio Judith Rodrigues disse que a circulação em altos e médios níveis da atmosfera influencia as condições de tempo na cidade. “Nas próximas horas, a tendência é de aumento de nebulosidade e o cenário meteorológico é favorável para pancadas de chuva isoladas”, alertou.

Os ventos variam de fracos com até 18,5 km/h, a moderados, de 18,5 km/h a 51,9 km/h. As temperaturas ficam estáveis em relação a ontem (10), com máxima de 29°C.

O Alerta Rio recomenda à população que fique atenta aos canais do COR, que além de comunicarem as previsões de chuva do Sistema Alerta Rio, em tempo real, 24 horas por dia, orientam sobre como agir em casos de alagamentos, ventos fortes e chuvas com raios, entre outros.

Os comunicados são publicados no site do COR, nas redes sociais (@operacoesrio no Twitter, Instagram e Facebook) e no aplicativo COR.Rio, como também em avisos para a imprensa. As imagens do Radar Meteorológico, podem ser acompanhadas no app COR.Rio, onde os usuários podem também ver a lista de sirenes acionadas e de pontos de apoio da Defesa Civil municipal.

A Sedec-RJ e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) continuam mobilizados para prevenir e minimizar danos causados pelos temporais em todo o estado. Desde sábado (8) os Bombeiros realizaram cerca de 280 atendimentos relacionados às chuvas. Até o momento, não há registro de mortos.

As previsões do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Rio de Janeiro (Cemaden-RJ) indicam núcleos de chuva fraca a moderada em todas as regiões do estado.

A Defesa Civil destacou que as mensagens que podem ser recebidas por celular são importantes para a prevenção de desastres. Para se cadastrar basta enviar um SMS com o número do CEP para 40199. O serviço é gratuito e atualmente já conta com mais de 1,6 milhão de registros.

 

Agência Brasil

 

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Calor acumulado em oceanos bate novos recordes em 2021, alerta estudo

Dá Agência Brasil

O calor acumulado nos oceanos bateu novos recordes pelo sexto ano consecutivo, mostra pesquisa com dados até 2021, publicada hoje (11) na revista científica Advances in Atmospheric Sciences.

Os 23 autores do trabalho, de 14 institutos de vários países, alertam que as temperaturas no mar bateram recordes pelo sexto ano consecutivo. Lembram que são resultados do fim do primeiro ano da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030).

O relatório resume dois conjuntos de dados internacionais, do Instituto de Física Atmosférica (IAP, na sigla original), da Academia Chinesa de Ciências, e dos centros nacionais de Informação Ambiental, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla original), dos Estados Unidos (EUA), que analisam observações sobre o calor nos oceanos e seu impacto desde a década de 50.

O aquecimento dos oceanos “está aumentando incessantemente, em nível global, e este é um indicador primário da mudança climática induzida pela humanidade”, disse um dos autores do documento, Kevin Trenberth, do Centro Nacional de Investigação Atmosférica do Colorado.

No último ano, os estimaram que os primeiros 2 mil metros de profundidade em todos os oceanos absorveram mais 14 zettajoules de energia sob a forma de calor do que em 2020, o equivalente a 145 vezes a produção mundial de eletricidade em 2020.

Toda a energia que os seres humanos utilizam no mundo em um ano é cerca de metade de um zettajoule (um zettajoule é um joule, unidade para medir energia, seguido de 21 zeros).

Além de calor, os oceanos absorvem atualmente entre 20% e 30% das emissões de dióxido de carbono produzidas pela humanidade, levando à acidificação das águas, disse Lijing Cheng (IAP), acrescentando que “o aquecimento dos reduz a eficiência da absorção de carbono e deixa mais dióxido de carbono no ar”.

Os cientistas também avaliaram o papel de diferentes variações naturais, como as fases de aquecimento e arrefecimento conhecidas como El Niño e La Niña, que afetam grandemente as mudanças de temperatura regionais.

Segundo Lijing Cheng, as análises regionais mostram que o forte e significativo aquecimento dos oceanos, desde o fim dos anos 50, ocorre em todos os lugares e que as ondas de calor marinhas regionais têm enormes impactos na vida marinha.

De acordo com Lijing Cheng, o estudo mostra também que o padrão de aquecimento dos oceanos é resultado de mudanças na composição atmosférica relacionadas com a atividade humana.

“À medida que os oceanos aquecem, a água expande-se e o nível do mar sobe. Os oceanos mais quentes também sobrecarregam os sistemas climáticos, criando tempestades e furacões mais poderosos, bem como aumentando a precipitação e o risco de inundações”, alertou.

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Chuva segue causando mortes e estragos em MG

As fortes chuvas que há semanas atingem Minas Gerais continuam afetando a população e causando prejuízos e transtornos de todo tipo. Casos de rios transbordando, alagamentos e inundações se espalham por várias regiões do estado, e os números de desabrigados e desalojados não param de aumentar.

Desde o início da estação chuvosa – que, este ano, começou em outubro, um mês antes que o habitual – ao menos nove pessoas já perderam suas vidas devido às chuvas e suas consequências. Neste número não estão incluídas as dez mortes causadas pelo desprendimento de um bloco de pedras no Lago de Furnas, em Capitólio (MG), no último sábado (8). As causas desta tragédia ainda estão sendo apuradas, mas autoridades estaduais já anteciparam que parte do paredão rochoso pode ter ruído por efeito da ação das águas.

Até a manhã de hoje (10), prefeituras de 145 das 853 cidades mineiras já tinham decretado situação de emergência. Na divisa entre Conceição do Pará e Pará de Minas, na região central do estado, moradores estão deixando residências em áreas sob risco de serem atingidas pelo potencial rompimento da barragem hidrelétrica da Usina do Carioca e eventual aumento do nível do Rio São João.

Devido à intensidade das chuvas, a mineradora Vale e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) paralisaram parte de suas operações no estado. Em nota, a Vale informou que interrompeu a circulação de trens na estrada de ferro que liga Vitória (ES) a Minas Gerais, o que afeta o escoamento de parte de sua produção. A medida, segundo a empresa, visa a garantir a segurança dos seus empregados e da população. Além disso, a mineradora garante estar monitorando suas barragens.

A decisão da CSN atinge tanto suas atividades em mineração, quanto siderúrgica. Em um comunicado ao mercado, as companhias CSN e CSN Mineração informam que suspenderam, temporariamente, as operações de extração e movimentação na mina Casa de Pedra, em Congonhas (MG) e a operação portuária de carregamento de minério no Terminal de Carvão (Tecar), no Porto de Itaguaí (RJ).

De acordo com a Defesa Civil estadual, em toda a região metropolitana de Belo Horizonte foram registrados, entre 20h da última sexta-feira (8) e as 7h de hoje, pelo menos 287 pedidos de socorro a pessoas ilhadas; 120 ocorrências de desabamentos, desmoronamentos ou algum colapso estrutural; 30 chamados relacionados a deslizamentos ou soterramentos e 38 pedidos de corte e retirada de árvores caídas em vias públicas ou sobre imóveis.

Ainda na capital, uma mulher de 42 anos de idade morreu soterrada neste domingo (9). A casa da vítima, cujo nome não foi divulgado, desabou e, quando os bombeiros chegaram, já encontraram a mulher sem vida. Além disso, parte da estrutura de um prédio do bairro Buritis desabou e os moradores só puderam retornar as suas casas depois que Defesa Civil descartou o risco do prévio ruir.

Também neste domingo, parte de um terreno (um talude) deslizou e atingiu residências do centro da cidade de Dores de Guanhães, a cerca de 100 quilômetros de Ipatinga. Os bombeiros socorreram quatro pessoas que foram levadas ao hospital municipal, onde uma das vítimas faleceu.

Na cidade de Rio Piracicaba, a cerca de 50 quilômetros de Itabira, na região central do estado, moradores ficaram ilhados depois que o rio de mesmo nome subiu. Já em Divinópolis, a cerca de 250 quilômetros de distância, ao menos 58 pessoas tiveram que deixar suas residências e se abrigar na casa de parentes, amigos ou hospedagens particulares.

No momento da publicação desta reportagem, bombeiros estavam tentando localizar duas supostas pessoas soterradas, uma em resgatar ao menos duas pessoas soterradas, uma em Brumadinho, outra em Ouro Preto, onde, no sábado (8), um deslizamento de terra atingiu uma casa, matando um homem de 55 anos, Geraldo Neves. Só em Ouro Preto, mais de 170 pessoas foram desalojadas, ao menos três casas foram destruídas e a prefeitura já decretou situação de emergência.

 

Agência Brasil

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MG já contabiliza mais desabrigados pelas chuvas que no último ano

Faltando ainda quase três meses para o fim do atual período chuvoso em Minas Gerais, o número de pessoas desabrigadas no estado já é mais de duas vezes superior ao total registrado em toda a estação chuvosa de 2020/2021.

Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, de 1º de outubro de 2021 até hoje (8), 3.185 pessoas tiveram que deixar suas casas e ir para abrigos públicos. Parte destas pessoas pode já ter retornado a suas residências. Mesmo assim, o número revela a gravidade da atual situação: em toda a temporada de chuvas anterior foram contabilizadas 1.608 pessoas desabrigadas.

O total de prefeituras mineiras que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública nesta temporada também é mais de duas vezes superior ao do período 2020/2021: 132 contra 58, respectivamente.

Além disso, as recentes chuvas e suas consequências (inundações, alagamentos, deslizamentos etc) já desalojaram a 13.350 pessoas que tiveram que se abrigar, temporariamente, nas casas de parentes, amigos, vizinhos ou em hospedagens particulares. Entre o início de novembro de 2020 e março de 2021, este número chegou a 14.598.

Outra consequência da soma de fatores meteorológicos que tem potencializado as precipitações – e que pode ajudar a explicar o aumento dos números – é que, na atual temporada, as chuvas começaram a se intensificar em outubro de 2021. Em 2020, como de costume, isto só ocorreu a partir de novembro. Além disso, regiões mineiras onde não é comum chover tanto também estão sendo atingidas por tempestades.

“Em anos anteriores, as chuvas pareciam estar mais concentradas. Agora não. Várias regiões do estado estão sendo atingidas e as situações são muito distintas. Há locais onde as águas já abaixaram, permitindo às prefeituras limparem as ruas e algumas famílias retornarem a suas casas”, disse, à Agência Brasil, a tenente-coronel Gracielle Rodrigues Santos, da Defesa Civil estadual.

“As intempéries climáticas têm favorecido este quadro. Os efeitos do [fenômeno climático] La Niña e a Zona de Convergência do Atlântico Sul têm trazido muita umidade para Minas Gerais, afetando as médias históricas”, acrescentou a tenente-coronel antes de fazer um alerta: “Ainda vamos ter bastante chuvas pela frente”.

Seis pessoas já perderam a vida nos últimos três meses. E o solo encharcado e a continuidade das chuvas em muitas localidades seguem causando estragos e transtornos em todo o estado. Esta manhã, parte de uma casa desabou no bairro Vila Leonina, em Belo Horizonte. Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve vítimas e, provavelmente, o acidente tem relação direta com o volume de chuvas. Ainda na capital mineira, o telhado de um estacionamento desabou sobre os carros parados em um bairro Santa Efigênia na tarde desta quinta-feira (6). Um homem descansava no interior de um dos veículos atingidos, mas não foi sofreu ferimentos graves.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma frente fria vinda do litoral causará mais chuvas intermitentes em praticamente todo o estado, durante o fim de semana. Por isso, a Defesa Civil recomenda que as pessoas fiquem atentas a sinais como trinca ou rachaduras em paredes, pisos ou no solo; terrenos vertendo água; inclinação atípica e postes ou árvores; portas e janelas que tenham emperrado repentinamente.

Caso sejam surpreendidos pelas chuvas, as pessoas devem evitar áreas de inundação e procurar se proteger em local seguro, evitando se abrigar sob árvores ou próximo a estruturas metálicas. Para receber avisos da Defesa Civil, basta enviar uma mensagem de texto (SMS) por celular para o número 40199, informando o CEP da região sobre a qual quer ser informado das condições meteorológicas.

 

 

Agência Brasil

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Prefeitura decreta situação de emergência em Teresina

A prefeitura de Teresina decretou situação de emergência devido aos estragos causados pelas fortes chuvas que atingem a cidade nos últimos dias. Segundo a Defesa Civil municipal, 17 mil pessoas vivem em áreas onde a elevação do nível dos rios Parnaíba e Poti ameaça provocar alagamentos.

“Além de adotarmos uma série de medidas de assistência a essas famílias, estamos decretando situação de emergência na cidade, para podermos atuar com mais rapidez no atendimento às vítimas de enchentes”, informou o prefeito José Pessoa Leal, ontem (2).

De acordo com o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Olívio Bahia Neto, choveu mais na capital do Piauí entre a sexta-feira (31) e as 9h da manhã de hoje (3) do que o volume esperado para todo o mês de janeiro, de 199,6 milímetros (mm) contra 196,8 mm.

Ainda segundo Neto, deve continuar chovendo na região, ainda que menos intensamente, até pelo menos a próxima sexta-feira (7). Além da umidade elevada e das altas temperaturas, uma área de alta pressão potencializa as chuvas que atingem uma extensa área que vai do leste do Pará ao litoral do Ceará.

O gerente-executivo da secretaria municipal de Defesa Civil, João Batista Alves, disse à Agência Brasil que a cidade permanece em estado de alerta. Esta manhã, socorristas removeram 15 famílias de áreas de risco no bairro São Joaquim, na zona norte da capital, para uma escola municipal. No total, 117 famílias já foram retiradas de áreas alagadas e uma pessoa morreu após seu carro ser arrastado pela força da água e cair em um córrego de cerca de dois metros de profundidade. Outros cinco ocupantes do veículo foram resgatados com vida.

Em nota, o governo do Piauí informou que, devido às chuvas de verão, a elevação do nível das águas dos rios que banham Teresina e outras cidades piauienses já é esperada, mas que, até o momento, “a situação está controlada”.

Técnicos da secretaria estadual da Defesa Civil (Sedec) vêm monitorando os principais cursos d´água, além de se manter em contato com autoridades municipais. Ainda de acordo com o governo estadual, a expectativa do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) é que o nível do Rio Parnaíba se estabilize próximo a Teresina, não ultrapassando a cota de alerta

De acordo com boletim enviado pela CPRM nesta segunda-feira, o nível do Rio Parnaíba, em Floriano, está acima da cota de alerta para a capital.

 

Agência Brasil

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Cantareira opera no menor nível para dezembro dos últimos seis anos

O nível do Sistema Cantareira, que abastece a região metropolitana de São Paulo, é o mais baixo dos últimos seis anos para um mês de dezembroHoje (27), o sistema opera com 24,9% de sua capacidade, um quarto do que comporta, de acordo com o boletim informativo da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O Cantareira é o maior reservatório paulista e é responsável pelo abastecimento de água para 46% da população da região metropolitana.

A média histórica de chuvas em dezembro no manancial é de 207,6 mm, segundo a Sabesp, mas, neste mês, só houve a precipitação de 89,3 mm, faltando apenas quatro dias para dezembro acabar.

Nestes últimos seis anos, o menor volume para o mês de dezembro registrado no Cantareira havia ocorrido em 2015, quando sistema precisou operar abaixo de sua capacidade e utilizar a reserva técnica, chamada de volume morto. Desde então, a maior capacidade observada no sistema para um dia 27 de dezembro ocorreu em 2016, quando o Cantareira registrou o volume de 46,1% , quase o dobro do que foi marcado hoje.

Em dezembro de 2013, poucos meses antes do estado de São Paulo enfrentar a sua maior crise de abastecimento, o sistema Cantareira operava com 27,9% de sua capacidade, pouco acima do registrado hoje. Por isso, a atual situação do manancial preocupa especialistas, que preveem uma nova crise de abastecimento no estado. A Sabesp nega.

Por meio de nota, a companhia informou que não há risco de desabastecimento para a região metropolitana de São Paulo neste momento, mas reforçou que há necessidade de que as pessoas façam um uso consciente da água.

Ainda segundo a Sabesp, a região metropolitana de São Paulo é composta por sete mananciais e, com isso, é possível a transferência de água entre eles, conforme a necessidade operacional. “Um conjunto de medidas vem sendo adotado para a segurança hídrica e preservação dos mananciais em momentos como o atual: integração do sistema (com transferências de água rotineiras entre regiões), ampliação da infraestrutura e gestão da pressão noturna para maior redução de perdas na rede”, informou a companhia, em nota.

Apesar de estarem hoje em uma situação melhor que o Cantareira, os demais sistemas também registram uma capacidade menor do que a registrada em 2013, poucos meses antes do estado paulista enfrentar sua mais grave crise hídrica.

O volume do Alto Tietê está atualmente em 40%; do Guarapiranga em 56%; do Cotia em 35,9%; do Rio Grande em 82,9%; do Rio Claro em 46,6%; e, do São Lourenço, em 75,7%. Em 2013, para comparar, o volume do sistema Rio Claro estava acima de 100%  e, o de Cotia, acima de 75%.

A captação de água do Sistema Cantareira é condicionada ao nível de armazenamento de água do manancial observada no último dia de cada mês. Foram criadas cinco faixas,  definidas por uma resolução conjunta da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), em 2017, que devem ser seguidas pela Sabesp.

Os cinco níveis criados pela resolução são os seguintes: normal, quando o nível do reservatório é igual ou maior que 60%; atenção, quando é igual ou maior que 40% e menor que 60%;  alerta, quando está maior que 30% e menor que 40%; restrição, quando é maior que 20% e menor que 30%; e especial, quando o volume acumulado é menor que 20%. As faixas orientam os limites de retirada de água do sistema.

Como no dia 30 de novembro o sistema estava com 25,97% de sua capacidade total, ele está operando atualmente na fase de restrição – fase que deve ser mantida caso no dia 31 de dezembro seja anotado um volume entre 20% e 30%.

Para evitar o desperdício de água, a Sabesp criou o site Eu Cuido da Água, com dicas para o consumidor. Entre as medidas que podem evitar o desperdício,estão o ato de ensaboar a louça toda a louça antes de enxaguá-la; tomar banhos mais curtos e evitar a lavagem de veículos.