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Pacto de resgate ambiental 2022

No último dia 08, foi realizado no Casa Shopping que fica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o 20° Seminário do dia mundial do meio ambiente aonde foi apresentado o PACTO DE RESGATE AMBIENTAL por um território sustentável.

O Evento contou com a presença de várias autoridades no assunto. E o fundador Presidente do MEPRA/Lagoa Viva e Diretor de sustentabilidade da ACIBARRA/falou da importância do evento em entrevista ao Jornal DR1  (Acesse o Canal do Jornal no YouTube) e o Jornal também entrevistou o Presidente da ANI – Associação Nacional e Internacional de Imprensa,  Sr. Roberto Pinho que falou da importância dos governantes se preocuparem com o Meio-ambiente e da importância da Emancipação dos bairros Barra da Tijuca e Jacarepaguá-RJ.


Assista entrevista na integra,  acessando o canal do Jornal DR1.

O Evento contou com a presença da CEO do Jornal Dra. Ana Cristina Campelo, o diretor do Jornal DR1 Dr. Carlos Augusto Aguiar e do  jornalista David Antunes, colunista e colaborador do Jornal.

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Tartaruga-verde deixa lista de espécies ameaçadas de extinção

O Ministério do Meio Ambiente (MMA)  divulgou, nesta semana, uma nova edição da Lista Oficial das Espécies Brasileiras Ameaçadas de Extinção. Pela primeira vez, a tartaruga-verde ficou fora da relação. Na nova lista, três espécies de tartaruga marinha também registraram melhora de situação.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Brasil concentra de 15% a 20% da diversidade biológica do planeta e está no topo dos 17 países megadiversos, que abrigam cerca de 70% das espécies em todo o mundo. Dessa forma, a Lista Oficial das Espécies Brasileiras Ameaçadas de Extinção é resultado de um dos maiores esforços em avaliação da biodiversidade empreendidos em nível global.

Entre as espécies da fauna, 1.249 foram consideradas ameaçadas, das quais, 358 estão criticamente em perigo, categoria de maior risco atribuído. Além disso, 425 foram listadas como em perigo e 465 como vulneráveis. Há ainda uma ave considerada extinta na natureza: o mutum-do-nordeste, que sobrevive em cativeiro em programas de conservação ambiental.

A nova lista traz o anúncio da extinção do Boana cymbalum, uma espécie de sapo que habitava a Serra de Paranapiacaba, em Santo André, interior de São Paulo. O animal soma-se a oito que já eram considerados extintos no Brasil em levantamentos anteriores – um anfíbio, seis aves e um roedor. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela avaliação do risco de extinção da fauna, investigou ao todo 8.537 animais.

Já o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, responsável pela pesquisa da flora, examinou a situação de 7.524 plantas. Foram listadas 3.209 espécies ameaçadas: 684 estão criticamente em perigo, 1.844 em perigo e 681 vulneráveis.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a lista deverá ter, a partir de agora, atualizações publicadas anualmente. Espera-se que menor intervalo entre a avaliação e categorização de uma espécie resulte em ganho para a conservação e para a aplicação de políticas públicas ambientais.

“Antes, era preciso esperar a avaliação ou reavaliação de todas as espécies para que a lista fosse atualizada, resultando em demora para atualização do estado de conservação daquelas avaliadas no início do ciclo. Para se ter uma ideia, a lista publicada agora está com as atualizações referentes às atualizações realizadas entre 2015 e maio de 2021. A partir de 2023, a nova atualização vai trazer as espécies avaliadas entre maio de 2021 e final de 2022”, diz, em nota, o MMA.

Na comparação com a lista anterior, 280 espécies saíram e 1.462 entraram. De acordo com o MMA, as novas inclusões refletem a expansão dos estudos e a ampliação do universo de espécies avaliadas, além do amadurecimento das instituições envolvidas nesse esforço.

O ministério enfatiza que a atualização da lista permite aprimorar a coordenação do processo de monitoramento e avaliação do estado de conservação da biodiversidade. Uma das estratégicas envolve a instituição de planos direcionados para espécies específicas – já existem mais de 90. “Esses instrumentos são, em sua maioria, recentes, com no máximo dez anos de existência”, diz o MMA.

O esforço conta, em alguns casos, com o envolvimento decisivo do terceiro setor. O exemplo pioneiro é o do Projeto Tamar, que tem mais de 40 anos de experiência.

Em parceria com o ICMBio, instituições do terceiro setor atuam em diversas frentes de preservação das tartarugas marinhas, como resgate de animais feridos, preservação de áreas de desova, educação ambiental em comunidades praianas e orientação aos pescadores. Como resultado desse trabalho, vem sendo observada, nos últimos tempos, uma recuperação das populações. A nova lista confirma essa tendência.

Cinco das sete espécies de tartarugas marinhas que existem no mundo desovam no litoral brasileiro. Com exceção da tartaruga-verde, que saiu da lista, todas as outras visitantes da costa brasileira são consideradas ameaçadas. No entanto, três das espécies registraram mudança para categorias de menor ameaça: a tartaruga-oliva e a tartaruga-cabeçuda passaram para o status vulnerável, deixando de estar em perigo. Já a tartaruga-de-pente passou de criticamente em perigo para em perigo, enquanto a tartaruga-de-couro se mantém como criticamente em perigo.

Conforme nota divulgada pelo ICMBio, a nova listra mostra que 220 animais tiveram melhora no estado de conservação, dos quais 144 deixaram a relação e 76 mudaram para categorias de menor risco.

Entre as espécies da flora que registraram melhora, está uma planta do gênero Acritopappus, típica da Chapada Diamantina. Uma reavaliação a tirou da categoria de criticamente em perigo e a transferiu para em perigo. O mesmo ocorreu com o faveiro-de-wilson, uma árvore encontrada em áreas de Mata Atlântica e Cerrado de Minas Gerais.

 

 

Agência Brasil

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Site conscientiza consumidor sobre reciclagem e indica locais próximos para coleta de materiais

O site Rota da Reciclagem está de cara nova. Elaborado há quase quinze anos pela Tetra Pak, fabricante de embalagens longa vida, para indicar ao consumidor os locais mais próximos para o descarte dos resíduos recicláveis gerados dentro de casa, agora o site passa a funcionar como um canal que traz informações gerais sobre a indústria recicladora.

“O objetivo principal continua sendo o de indicar cooperativas, comércios e pontos de entrega voluntária mais próximos para o descarte de itens recicláveis como as embalagens longa vida, mas entendemos que ainda há um trabalho importante de conscientização da população que pode ser feito por meio de conteúdos”, explica Valeria Michel, diretora de Sustentabilidade da Tetra Pak Brasil e Cone Sul. Hoje, o Rota da Reciclagem conta com mais de 4.500 pontos mapeados em todo o Brasil para a entrega de materiais.
Dentre as novidades da nova versão do site está a aba “Coleta Seletiva”, em que é possível identificar quais tipos de produtos são recicláveis, quais são orgânicos e quais têm um descarte diferenciado (a exemplo de pilhas, baterias e aparelhos eletrônicos). Já na aba “Mundo da Reciclagem”, o usuário aprende como ocorre a separação das camadas que compõem a embalagem longa vida (papel, plástico e alumínio) e no que esses materiais se transformam se descartados corretamente.

“Sabemos o quanto facilitar o descarte correto pode ser uma forma de motivar a separação dos resíduos recicláveis e fazer com que isso se torne um hábito. Por isso, nosso orgulho em reformular uma plataforma tão importante para nós e deixá-la ainda mais interessante e útil para os consumidores”, informa Valeria.

Atualmente, a Tetra Pak atua com mais de 30 indústrias recicladoras em diferentes regiões do País. Quando direcionadas para reciclagem, as caixinhas pós-consumo servem de matéria-prima para a fabricação de uma variedade de produtos, como peças de bicicletas, pisos, telhas, móveis, dentre outras possibilidades. Em 2021, cerca de cem mil toneladas de embalagens da Tetra Pak foram direcionadas para reciclagem.

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Projeto Ilhas do Rio lança manifesto pela conservação dos oceanos

Entrou no ar o vídeo Um Manifesto pelo Oceano, em defesa dos oceanos e mares. Inédito, o vídeo será transmitido pelo canal do do Projeto Ilhas do Rio no YouTube e, posteriormente, veiculado nas mídias sociais.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador geral do Ilhas do Rio, Clerio Aguiar, disse que o objetivo do projeto é “dar voz ao oceano, que está lá, com todas as suas belezas naturais, mas sofrendo um impacto tremendo da poluição”.

Participam da campanha os Embaixadores do Oceano Ilhas do Rio, que vão levar mensagens de alerta e de esperança sobre o futuro desses mares. Entre os embaixadores, estão a empreendedora carioca Olivia Rabacov; o modelo Alex Trevelin; a medalhista olímpica de vôlei de praia Ágatha Rippel; o jornalista Clayton Conservani; o campeão mundial de surf adaptado e o idealizador do projeto Adaptsurf para deficientes, Henrique Saraiva.

Aguiar, que também preside a organização não governamental (ONG) Instituto Mar Adentro, informou que, no vídeo, as pessoas levantam cartazes representando o oceano e apelam à população para que cuide melhor dele. “Que não suje, não polua, que o preserve e conserve o máximo que puder, porque o impacto é muito grande.”

A campanha critica hábitos de consumo e de vida da sociedade, que têm gerado muito desequilíbrio para a vida na Terra, sem perder, porém, a esperança de um mundo melhor. A ideia é não só mobilizar, mas conscientizar a sociedade a não poluir os oceanos.

Aguiar destacou as cinco ilhas, ou vórtices, onde as correntes concentram os detritos que acabam no oceano. “Boa parte do lixo plástico vai para esses lugares”. A maior das ilhas supera em tamanho o estado norte-americano do Texas e fica no Oceano Pacífico. “Só isso já dá para ver a dimensão do impacto.”

Ele explicou que, diferentemente do que ocorre com as florestas, onde a destruição é fácil de ser detectada, no oceano é praticamente impossível identificar claramente os danos causados. Segundo Aguiar, as ilhas de plástico “são termômetros para que se tenha certeza de que algo tem de ser feito”. A campanha tentará despertar a população para a necessidade de manter o oceano vivo. “É como se fosse o oceano dizendo: ‘cuidem de mim’.”

Com o Projeto Ilhas do Rio, o Instituto Mar Adentro visa à conscientização ambiental. Aguiar disse que não se conseguirá limpar todas as praias do mundo, mas afirmou que é preciso conscientizar as pessoas a não sujar. “Praia mais limpa é aquela que menos se suja. Não é aquela onde se cata mais lixo”. Não se deve sujar, nem jogar lixo na praia ou na rua porque, quando chove, o lixo é levado para o mar, acrescentou.

Aguiar destacou que o vilão não é só o plástico que acaba indo para os oceanos, mas também o microplástico (pequenas partículas de plástico) contido em muitas embalagens de alimentos e bebidas. Ele chamou a atenção para o fato de os peixes se alimentarem dos microplásticos presentes no oceano e serem, posteriormente, comidos pelo ser humano. “Então, [o homem] está comendo plástico também. É uma cadeia de poluição que a gente não enxerga”.

Outras consequências negativas são o branqueamento de barreiras de corais e a morte de animais marinhos pelo consumo de plástico.

A campanha tem outras ações, entre as quais a produção de um vídeo com pescadores da Colônia de Copacabana Z13, abordando a problemática do plástico, e um mutirão de limpeza, realizado nas praias do Leblon e de Ipanema no dia 22 de maio, Dia da Biodiversidade. O objetivo do vídeo foi chamar a atenção para o volume de plástico produzido, consumido, descartado e lançado no oceano diariamente.

Gravado em um quiosque na praia do Leblon, o vídeo de 3 minutos simula uma situação rotineira de entrega de pescado e destaca o perigo de haver mais plástico que peixe já na próxima década, além de apresentar imagens reais da poluição no mar do Rio de Janeiro, incluindo o impacto direto na vida marinha e na pesca artesanal. No vídeo, os pescadores Manoel Rebouças, presidente da Colônia Z13, e seu filho, Manasi Rebouças, relatam décadas de transformação do ambiente marinho, impactado pela poluição urbana.

No Mutirão de Limpeza, voluntários conseguiram retirar 16,4 quilos de lixo nas praias de Ipanema e do Leblon, incluindo vidros, plásticos, guimbas de cigarro, madeira, isopor e máscaras de proteção. No dia do mutirão, uma tenda foi montada no calçadão da praia, para descarte de resíduos eletrônicos, e mais de 100 quilos desse material foram recolhidos. Os resíduos coletados foram doados para a Cooperativa Popular Amigos do Meio Ambiente Ltda (Coopama) para reciclagem e destinação correta.

 

 

Agência Brasil

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Recicla Orla promove série de debates sobre sustentabilidade nesta quarta

Prestes a comemorar três anos desde sua fundação, o Recicla Orla, projeto de sustentabilidade da Orla Rio com a startup Polen, vai realizar uma série palestras buscando estimular o desenvolvimento sustentável. No dia 08 de junho, o projeto vai promover uma série de debates com especialistas de diversas áreas como de estratégia e valoração de resíduos, financiamento de projetos de economia circular e de crédito de carbono. O evento acontecerá no salão de convenções do Hotel Fairmont, em Copacabana, e terá com transmissão ao vivo pelo canal doYoutube através do link: https://www.youtube.com/orlarioYoutube da Orla Rio  

“Casamos as celebrações do aniversário do Recicla Orla com a Semana Mundial do Meio Ambiente para comemorar da melhor forma, fazendo uma grande ação promovendo a conscientização e disseminação de informação. Esse evento é muito importante para nós, não só pela data, mas também como uma grande preparação para a RIO+30, sensibilizando empresas e público sobre o tema e comprovando que é possível o desenvolvimento sustentável”, diz João Marcello Barreto, presidente da Orla Rio.
O ciclo de palestras terá painéis como Turismo e Sustentabilidade com João Dias, gerente de sustentabilidade da Accor América Latina; Bolsa de ativos ambientais com Chicão Bulhões, advogado e ex- Secretário de desenvolvimento econômico, inovação e simplificação da cidade; Estratégias para o desenvolvimento da Economia Circular no Estado do Rio de Janeiro com João Leal, superintendente de desenvolvimento econômico sustentável do Estado do Rio de Janeiro, Irlaine Alvarenga Cidade, superintendente de sustentabilidade do Estado do Rio de Janeiro e Flavio Lopes, presidente da COMLURB e sobre Praticagem contra a poluição nos oceanos, com Everton Schmidt, CEO Praticagem RJ;

As mesas redondas terão mediação do Danilo Maeda, head da Beon Estratégia ESG, e todas as palestras serão transmitidas ao vivo de forma gratuita pelo canal do Orla Rio no YouTube.

No mesmo dia, o Recicla Orla e a Orla Rio vão apoiar o evento, #VemProAbraço, um mutirão de limpeza por toda praia de Copacabana, a partir das 12h. Com 25 postos espalhados na areia, a iniciativa vai ser realizada pela ONG Route Brasil e terá equipe e toda a rede de voluntários do Recicla Orla, que ainda darão um grande abraço na praia de Copacabana.

Sobre o Recicla Orla

O Recicla Orla é um projeto de sustentabilidade de coleta e reciclagem de resíduos sólidos descartados na orla do Rio. Criado em 2019 pela Orla Rio em parceria com a Polen, startup de sustentabilidade, e com apoio do iFood, o projeto consiste na colocação, gestão e operação de pontos de entrega voluntária localizados nos quiosques da orla. Desde o início do projeto já foram recicladas mais de mil toneladas de materiais como plásticos, papéis, vidros e metais. Atualmente, são 56 PEVs distribuídos pelos quiosques do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon e a previsão é de expansão para a Barra da Tijuca ainda neste ano.

 

Agenda:

08/06

Mutirão de limpeza – Copacabana

Horário: das 12h às 14h

Local: Praia de Copacabana
Ciclo de Palestras da Semana do Meio Ambiente

14:00 às 14:20 Turismo e Sustentabilidade

João Dias – Gerente De Sustentabilidade Accor América do Sul
14:20 às 15:00 Tecnologias e soluções para a economia circular:

Lucas Faveri — Diretor Biosector Recicláveis

Eduardo Lima — CEO da EVA Energia

Alexandre Mendes — Diretor de Saneamento do Instituto Rio Metrópole
15:00 às 15:20 Bolsa de ativos ambientas

Chicão Bulhões – Advogado e ex Secretário de desenvolvimento econômico, inovação e simplificação da cidade
15:20 às 16:00 Estratégias para o desenvolvimento da Economia Circular no Estado do Rio de Janeiro

João Leal — Superintendente de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Estado do Rio de Janeiro

Irlaine Alvarenga Cidade — Superintendente de Sustentabilidade do Estado do Rio de Janeiro

Flavio Lopes — Presidente da COMLURB
16:00 às 16:20 A Praticagem contra a poluição nos Oceanos

Everton Schmidt — CEO Praticagem Rio
16:20 às 17:00 Experiências do setor produtivo na aplicação da Economia Circular

Camila Borges – Especialista de Sustentabilidade iFood

Leonardo Soares — Presidente CEDAE

Amando Varella — Co-CEO Papirus
17:00 às 17:20 Painel Logística Reversa e Economia Circular — Case Polen

Renato Paquet — Fundador e CEO Polen
17:20 às 18:00 Regulamentações federais — Mercado de Carbono e Certificado de Crédito de Logística Reversa

Gustavo Pinheiro — Diretor Instituto Clima e Sociedade

Renata Vilarinho — Diretora Polen

Luiz Gonzaga — Presidente da ABETRE

Transmissão gratuita via link

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De 2013 a 2021, mais de 800 mil toneladas de embalagens foram recuperadas pelo programa “Dê a Mão para o Futuro- Reciclagem, Trabalho e Renda”

O programa de logística reversa “Dê a Mão para o Futuro — Reciclagem, Trabalho e Renda” celebra o Dia Internacional da Reciclagem (17 de maio), compartilhando seus resultados positivos de 2021, ao atingir um volume de recuperação de resíduos recorde, de 147.183 mil toneladas de embalagens recicláveis, a maior marca desde que teve início a série histórica em 2013. O marco ultrapassa a meta de 22% da massa global de embalagens inseridas no mercado nacional.

Idealizado e coordenado há 16 anos pela ABIHPEC — Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, o Programa “é realizado em parceria com a ABIMAPI — Associação Brasileira de Biscoitos, Massas Alimentícias e Bolos Industrializados e a ABIPLA – Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional.

O número expressivo foi alcançado em meio ao segundo ano pandêmico no Brasil, quando aumentou a flexibilização das medidas restritivas, o que permitiu impulsionar a concretização de parcerias com novas cooperativas, redes e organizações de reciclagem de materiais recicláveis, integrando milhares de catadores.

Além disso, o “Dê a Mão para o Futuro” adotou estratégias para expandir sua abrangência geográfica, estando presente agora nas 27 Unidades Federativas do país, via 179 cooperativas, localizadas em 125 municípios.

De 2013 a 2021, o Programa “Dê a Mão para o Futuro”, somou um total de 802.500 toneladas de massa recuperada e encaminhada para reciclagem, fruto de um investimento total de mais de R$ 100 milhões, feito sempre com base em relações formais com cada uma das cooperativas ou redes participantes do Programa, o que inclui desde o início, a elaboração de um planejamento estratégico participativo dos investimentos a serem realizados e assim, estabelecendo e mantendo a confiança e a transparência com tais organizações parceiras.

Em 2021, foram mais de R$ 18 milhões destinados à compra de equipamentos, adequação de infraestrutura, capacitação e assessoria técnica – entre outros investimentos – que beneficiaram o trabalho de 6.074 mil catadores.

O Programa “Dê a Mão para o Futuro” é uma iniciativa que não só valoriza as pessoas, como impacta positivamente a vida delas. O programa apresentou uma evolução expressiva na renda média mensal dos catadores em relação ao ano anterior. Em 2020, 52% recebiam acima de um salário mínimo mensal. Em 2021, esse índice subiu para 77%. Vale ressaltar que a maioria dos catadores impactados pelo Programa são mulheres 56% e 44% são homens.

Indicadores de Sustentabilidade

Em 2021, o Programa “Dê a Mão para o Futuro” foi selecionado pela segunda vez pela Comissão Econômica para América Latina e o Caribe -CEPAL (ONU), como um exemplo de iniciativa sustentável pelos resultados alcançados e ainda, considerando-se o modelo estruturante de trabalho com as cooperativas, o programa hoje, atende a sete dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

O CEPAL (ONU) analisou as iniciativas do programa e concluiu que a atuação do Programa “Dê a Mão para o Futuro” criou impactos positivos na geração de emprego e renda, além da promoção do desenvolvimento local e redução das desigualdades de gênero, de raça e geracionais.

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Cidades brasileiras apostam em parques naturalizados para melhorar a qualidade de vida de crianças e suas famílias

Com o objetivo de oferecer uma infância com brincadeiras ao ar livre, interação com espaços públicos de qualidade e mais verdes, algumas cidades já começam a implantar parques naturalizados – espaços ao ar livre e multifuncionais, desenvolvidos a partir de elementos naturais e com múltiplas possibilidades de interação, exploração e criação – como Fortaleza (CE), Caruaru (PE) e Niterói (RJ). Além destas, há projetos em andamento em outras cidades que compõem a Rede Urban95 Brasil.

Essas cidades têm em comum o fato de serem integrantes da Rede Urban95 Brasil, que estimula a criação de diversas políticas públicas voltadas à primeira infância. A implantação de parques naturalizados em ambientes urbanos vem sendo liderada pelo Instituto Alana, organização de impacto socioambiental que promove o direito e o desenvolvimento integral da criança.

Parques naturalizados possibilitam que as crianças possam brincar de forma mais criativa e livre, além de ensinar sobre o valor da natureza e incentivar o vínculo afetivo com seus bairros. Com essa iniciativa, as cidades reforçam também a importância para a comunidade de que áreas verdes são essenciais – proporcionando sombra, controle de temperatura e qualidade do ar. Além do que, cores e aromas deixam as cidades mais alegres e bonitas.

“Será que quando planejamos as cidades, pensamos nas crianças de 0 a 3 anos e seus cuidadores? Porque essas crianças vivem os espaços urbanos de forma diferente de um adulto. Por exemplo: elas demoram mais tempo para atravessar uma rua, respiram 4 vezes mais que um adulto e, na altura que elas estão, recebem muito mais ar poluído – dos escapamentos de carros e caminhões. É uma pandemia invisível. Precisamos pensar em estratégias para melhorar isso. É uma construção nas relações entre as cidades, mas sobretudo na relação entre as pessoas”, argumenta Claudia Vidigal, representante da Fundação Bernard van Leer no Brasil.

Em Niterói, no bairro Barreto, o projeto Rotas Caminháveis contou com a orientação da Urban95 e do Instituto Alana e tem como objetivo desenvolver e ampliar soluções sustentáveis de mobilidade e espaço público, com foco no desenvolvimento de crianças entre zero e 6 anos, através da incorporação do conceito de primeira infância nas estratégias de planejamento urbano e na construção de edificações implementadas pela cidade.

Já em Caruaru foi inaugurado recentemente o primeiro parque da primeira infância, localizado no bairro Monte Bom Jesus. O parque naturalizado conta com texturas, cores e muito verde para facilitar o desenvolvimento das crianças. A área verde também tem baixo custo, pois nela é reaproveitado bastante material. O bairro é um dos dos pontos mais emblemáticos da cidade, pois tem 630 metros de altitude e oferece uma bela vista panorâmica de Caruaru.

Ainda no Nordeste, na Barra do Ceará, o bairro mais antigo e populoso de Fortaleza, o microparque Seu Zequinha faz parte de uma iniciativa voltada à recuperação de espaços degradados e expansão de áreas verdes na cidade. Essa estratégia também foi elaborada no contexto da Rede Urban 95. Após o projeto piloto em dois espaços, a prefeitura agora pretende ampliar a iniciativa para 40 novas áreas já mapeadas. A proposta é transformar pequenas áreas urbanas, muitas vezes degradadas, em espaços de convivência e contato com a natureza, cada vez mais rara para aqueles que vivem em centros urbanos.

“As crianças que vivem nas cidades têm cada vez menos acesso à natureza. A experiência ao ar livre e o contato com a natureza é fundamental para o desenvolvimento e saúde integral durante a infância. Os Parques Naturalizados são paisagens para o brincar livre e criativo que contribui na garantia de direitos de crianças e adolescentes viverem em ambientes saudáveis como garantido na Constituição Federal com absoluta prioridade”, completa Paula Mendonça, do Instituto Alana.

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Meio Ambiente lançará programa de substituição de frota, diz ministro

O Brasil é um dos mais importantes fornecedores de créditos de carbono do mundo. O Brasil é responsável por menos de 3% de emissões globais. É uma oportunidade de gerar créditos de diversas formas e exportar aos países e empresas que precisam compensar emissões.

Com uma frota de mais de 460 mil veículos com mais de 20 anos de fabricação e ainda circulando, o Brasil enfrenta o desafio ambiental de “aposentar” esses veículos e diminuir a quantidade de emissões de carbono de origem automotiva. Para tanto, o governo federal prepara um programa de incentivo de troca de veículos pesados que deve ser lançado nos próximos dias, anunciou na última terça-feira (5) o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

“É um programa que vai incentivar o caminhoneiro a trocar o seu veículo por um veículo novo, que com certeza vai economizar combustível e evitar a emissão de poluentes”, informou.

Segundo Leite, o programa deverá se chamar Renovar, mas ainda não foram revelados detalhes de quais vantagens serão oferecidas ou quem será beneficiado pela iniciativa.

O ministro informou que o país ganhou destaque no cenário internacional pela oferta de créditos de carbono e pela rápida adaptação à matrizes sustentáveis e renováveis de energia.

Sobre a recente participação na reunião da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre políticas ambientais – organização a qual o Brasil pleiteia fazer parte. Joaquim Leite explicou que a administração pública está empenhada em participar do mercado global verde e oferecer soluções sustentáveis para parceiros.

“O grande desafio atual e global são as energias renováveis. O Brasil conseguiu ir a esse encontro e mostrar políticas que o governo federal vem fazendo, como de biometano, como de energias renováveis e de hidrogênio verde”, disse.

“O Brasil, sim, é parte da solução e fará uma contribuição global em energias renováveis”, complementou.

No quesito resíduos sólidos, o ministro atualizou o número de lixões que tiveram as atividades encerradas no âmbito do programa Lixão Zero, que tem como objetivo extinguir a prática de acúmulo de detritos sólidos em aterros. “Ë um programa que tem dado bons resultados. São 647 lixões que já foram fechados. É uma agenda importante e estamos no caminho certo: eliminar os lixões a céu aberto no Brasil.”

 

 

Agência Brasil

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Greve Global pelo Clima pede justiça climática e a transição para um novo sistema socioeconômico

Nesta sexta-feira (25), jovens ativistas se reuniram em 13 cidades do Brasil na Greve Global do Clima para exigir justiça climática e a transição para uma mudança sistêmica e inclusiva na sociedade. A greve é organizada pelo movimento Fridays For Future (“Sextas-feiras pelo Futuro”, em tradução livre), liderado pela juventude, e tem como tema “Ruína ou Revolução”, que reivindica um novo sistema socioeconômico que freie os impactos da crise climática, faça uso racional dos recursos naturais e reduza a desigualdade social.
“Com o atual cenário de emergência que vivemos hoje, não só no Brasil mas no mundo, fica evidente que as gerações passadas falharam brutalmente conosco. Milhares de jovens ao redor do globo não deveriam ter que ir às ruas para reivindicar o direito a ter um futuro e a pensar sobre suas próprias vidas. Cientistas apontam que essa próxima década será crucial para definir o futuro da humanidade, por isso, não podemos falhar mais uma vez. A juventude está indo às ruas neste dia para gritar em uma só voz, será ruína ou revolução”, afirma Mikaelle Farias, ativista do Fridays For Future Brasil.
Dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em fevereiro, revela que nas regiões onde vivem pessoas em maior situação de vulnerabilidade social, a mortalidade causada por eventos climáticos extremos foi 15 vezes maior na última década do que nas mais adaptadas aos impactos do clima. Segundo o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas, quatro entre dez pessoas no mundo vivem em condições vulneráveis à mudança climática, principalmente em países da África, Ásia e América do Sul. O avanço do desmatamento na Amazônia também contribui com a piora da crise climática. Só no último mês, dados do sistema Deter (Inpe) apontam um aumento de 62% no desmatamento na Amazônia em relação ao mesmo período de 2021.
A agenda da greve conta com mobilizações nas diferentes regiões do Brasil, com ações já confirmadas no Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Brasília, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Seguindo todas as normas de segurança em combate à Covid-19, a greve contará com a mobilização de forma presencial. A agenda completa com as atividades e locais onde as greves vão acontecer podem ser encontradas na página oficial do Fridays Brasil.

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Força-Tarefa em Defesa da Amazônia permanecerá mais um ano na região

A Força-Tarefa da Advocacia-Geral da União (AGU) em Defesa da Amazônia vai permanecer por mais um ano na região, a contar a partir de amanhã (24). A portaria da AGU, determinando a prorrogação, foi publicada hoje (23) no Diário Oficial da União.

A força-tarefa foi instituída em setembro de 2019 para atuar em demandas judiciais que tenham por objeto a defesa de políticas públicas ambientais prioritárias da União, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) nos estados que integram a Amazônia Legal.

Em ações realizadas no ano passado, a força-tarefa ajuizou cobranças judiciais contra infratores ambientais que totalizaram mais de R$ 3 bilhões.

De um desses infratores, A AGU conseguiu o bloqueio de aproximadamente R$ 5,2 milhões pelo desmatamento de 228,3 hectares de floresta no município de Lábrea, no Amazonas. Além disso, a Justiça também determinou a suspensão de incentivos e benefícios fiscais e de acesso a linhas de crédito.

 

 

Agência Brasil