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Inatividade aumenta mortes por doença cardiovascular na pandemia, diz pesquisa

Da Agência Brasil

Estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostra que a inatividade física na pandemia pode aumentar as mortes por doenças cardiovasculares em até 200 mil novos registros no longo prazo. O Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada & Nutrição, da Faculdade de Medicina, projetou em março de 2020, a partir da revisão de 50 estudos, que a falta de exercícios teve um crescimento de 50%.

Uma das pesquisas, que foi base para a análise, mostra que a falta de atividade física é responsável por cerca de 9% da mortalidade anual, resultando em cerca de 5 milhões de mortes por ano no mundo. Outros dados encontrados mostram que mesmo a inatividade de curto prazo (até um mês) pode aumentar o fator de risco para as doenças do coração.

“Nós temos dados que de fato confirmam que a inatividade física cresceu, e cresceu especialmente nos grupos clínicos que foram mais expostos a essa condição de isolamento social”, disse Bruno Gualano, professor da Faculdade de Medicina da USP. O estudo recebeu o prêmio 2020 Impact Award do American Journal of Physiology – Heart and Circulatory Physiology, por ser o artigo mais citado da revista no último ano, com 77 citações.

As informações foram utilizadas na formulação de políticas públicas. “Muitos programas de atividade física a distância, política públicas, infelizmente não no nosso país, mas em países europeus, no próprio Estados Unidos, para a promoção de atividade física.”

Gualano destacou que o exercício foi encarado pela comunidade científica e pelos tomadores de decisão como um fator de risco importante que precisava ser combatido durante a pandemia.

Recomendações

O pesquisador ressaltou que a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é a prática de 150 a 300 minutos por semana de atividade física moderada a vigorosa. “É aquela atividade que a gente faz conversando com alguém ao lado e que a gente sente uma certa dificuldade para conversar.” No Brasil, cerca de 50% da população é considerada inativa.

Ele afirmou, no entanto, que é preciso manter os cuidados para a prática diante dos riscos da covid-19. “A atividade física é essencial, mas a academia de ginástica não é. O que eu quis dizer com isso? Que a academia não é importante? Não, é importante, mas não é vital. Significa que eu consigo manter meus níveis de atividade física sem me entranhar numa academia que não traga as condições ideais de proteção”, explicou.

Efeito protetor

O grupo de pesquisa também se debruçou sobre o fator de proteção dos exercícios para as formas mais grave de covid-19. Foram avaliados 200 pacientes internados com a infecção, relacionando a condição ao nível de atividade física praticada.

“O efeito protetor da atividade física vai até a página três. Há uma resposta protetora no geral, mas para quando a gente avalia o paciente grave, com comorbidade, com obesidade, de uma idade mais avançada, com doenças crônicas associadas, que são fatores agravantes da covid, esses fatores parecem superar o efeito protetor da atividade física.”

Gualano destaca, portanto, que a recomendação é que se faça atividade física, tendo em vista que ela reforça a resposta imune do organismo e previne condições que são fatores de risco para a covid grave, como obesidade, diabete tipo 2 e hipertensão.

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Tiroteios entre policiais e suspeitos deixam nove mortos no Rio

Trocas de tiros entre policiais e suspeitos de tráfico de drogas em diferentes pontos do Rio de Janeiro, na terça-feira (27), deixaram 18 pessoas baleadas e, dessas, nove morreram.

Os confrontos aconteceram no Morro dos Prazeres, no Rio Comprido, no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, e no Morro da Providência, na região central. Ainda houve registro de confrontos nas comunidades de Mangueira e Lins, ambas na Zona Norte.

A Polícia Militar informou que os ataques foram promovidos por traficantes da região e que não havia operações sendo realizadas nas comunidades no momento. A Defensoria Pública do Rio de Janeiro, no entanto, pediu mais explicações sobre as ações.

Além de mortos e feridos, os confrontos levaram três postos de saúde a fecharem as portas e, com isso, a vacinação contra a Covid-19 que ocorria nos locais foi suspensa.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que as pessoas baleadas foram socorridas e encaminhadas para unidades de saúde do Rio. Para o Hospital Souza Aguiar, foram  levados nove feridos, mas quatro já chegaram mortos à unidade.

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Número de internações e de mortes de idosos tem queda no Rio com vacinação

Da Agência Brasil 

De janeiro a março deste ano, as internações e mortes de idosos com mais de 80 anos diminuíram no estado do Rio. Segundo levantamento da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde, nesse período, houve queda de 49% nas internações e de 44% nos óbitos decorrentes de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de pacientes acima de 90 anos. Entre os idosos com idade acima de 80 anos, as mortes diminuíram 22% e as hospitalizações, 33%.

A principal avaliação  é que o início da vacinação para essa faixa etária tenha causado a redução de internações e óbitos.

O secretário estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves, disse que, desde o primeiro lote de vacinas chegou ao estado, a secretaria buscou enviar, de forma rápida, as doses aos municípios.”Toda nossa operação logística é feita pensando no resultado, na ponta, na vida de cada cidadão. Constatar esta redução de óbitos e internações, com pouco mais de dois meses de vacinação, associada a outras medidas, nos dá esperanças da reversão do cenário atual da epidemia”, afirmou.

Até o momento, 329.062 idosos com 80 anos ou mais foram vacinados no estado do Rio. Até a manhã desta segunda-feira (5), 1.316.104 pessoas tinham sido vacinadas e 374.909, recebido a segunda dose. A expectativa é que nos próximos dias nova remessa de vacinas seja entregue ao estado pelo Ministério da Saúde.

A subsecretária de Vigilância em  Saúde, Cláudia  Mello, disse que, mesmo com números positivos, os dados registrados continuam sendo analisados para fundamentar os resultados da vacinação. Ela destacou que a pandemia continua e que as medidas de restritivas e de prevenção serão mantidas, como o uso obrigatório de máscara, a frequente higienização das mãos e o distanciamento social. “Precisamos continuar avaliando esses dados para que tenhamos informes cada vez mais precisos”, afirmou.

Variantes

Na semana passada, a Secretaria de Saúde iniciou um dos maiores sequenciamentos de variantes da covid-19 do país. Com investimento de R$ 1,2 milhão, o estudo vai analisar 4.800 amostras nos próximos seis meses, com o objetivo de monitorar a evolução das variantes da covid-19, melhorar ações epidemiológicas e possibilitar a ampliação precoce de números de leitos e de medidas restritivas, além de identificar a incidência das novas cepas na população fluminense.

O estudo, que procura entender melhor as modificações sofridas pelo SARS-CoV-2, vai analisar 400 amostras a cada 15 dias. Atualmente, está na fase de compra de insumos e separação de amostras. O objetivo é que os primeiros vírus sejam sequenciados na segunda quinzena de abril.

O estudo é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj)  – com recursos de R$ 1,2 milhão – e conta ainda com a parceria do Laboratório Nacional de Computação Científica, do Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, do Laboratório  Central (Lacen), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio.

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No pior momento da pandemia, Brasil tem pico de 1.910 mortes em 1 dia

O Brasil passa por seu pior momento na pandemia. O país registrou, nesta semana, os maiores picos no número de mortes por covid-19, o mais alto deles na quarta (3), quando foram contabilizados 1.910 óbitos.

Entre terça (2) e a quarta, o Brasil também teve o 2º dia com mais novos casos registrados: 71.704. O dia com maior número de novos diagnósticos confirmados foi 7 de janeiro (87.843).

A semana com recorde de mortes entre 21 a 27 de fevereiro (8.244 óbitos), conforme boletim divulgado pelo Ministério da Saúde — o resultado representou um aumento de 11% sobre a semana anterior, que teve 7.445 mortes. Essa mesma semana teve 378.084 novos casos, aumento de 11% em relação à anterior. O total ficou pouco abaixo do recorde de 379.061 novos diagnósticos positivos, registrado na metade de janeiro.

Com mais de 261 mil mortes, o Brasil segue como o 2º país com mais óbitos, atrás dos EUA (511 mil óbitos). O país também é o 3º no ranking com maior número de casos (10,7 milhões), atrás de Índia (11 milhões) e EUA (28,5 milhões).

Ação de governadores

Governadores de 14 estados enviaram uma carta ao presidente Jair Bolsonaro pedindo ajuda para agilizar compra de vacinas. Eles querem que os ministérios da Saúde e de Relações Exteriores acionem entidades estrangeiras e organismos internacionais e peçam intermediação e apoio inclusive da Organização Mundial da Saúde. “Se não tivermos pressa, o futuro não nos julgará com benevolência”, escreveram.

A carta foi enviada logo depois de Bolsonaro criticar, durante uma visita a Goiás, as medidas mais restritivas adotadas por governadores e prefeitos em várias regiões do país.

Em meio a isso, o Ministério da Saúde formalizou a intenção de compra de 38 milhões de doses da vacina da Janssen e outras 100 milhões de doses da Pfizer, única que, até o momento, possui registro definitivo na Anvisa. A pasta ainda informou que espera fechar a compra de 13 milhões de doses da vacina produzida pelo laboratório Moderna para 2021.