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Solon e Marllos: pai, filho e o sonho olímpico no polo aquático

 

 

A história do polo aquático no Brasil está diretamente ligada à família Santos. A começar pelo saudoso nadador e jogador da modalidade Álvaro Augusto dos Santos, que, entre outros feitos, inaugurou a primeira piscina olímpica da América Latina, em plena Baía de Guanabara, em 1935. Solon, filho de Álvaro, completa 50 anos da modalidade em 2022. Seu filho, Marllos, aos 27 anos, representa, com muito orgulho, obviamente, a terceira geração de uma família acostumada a conquistas.

Solon não acompanhou as façanhas do pai como atleta nas piscinas, uma vez que Álvaro tinha 40 anos quando o herdeiro nasceu. Mas Solon, hoje com 60 anos, vem desfrutando do privilégio de treinar Marllos, de 27, no Tijuca Tênis Clube:

É uma emoção muito grande ver meu filho seguindo o caminho do pai e do avô, sendo ele a terceira geração de aquapolista da família. É importante ser hoje seu técnico, que me deixa orgulhoso de saber que ele herdou a paixão da família pelo polo aquático.

E, como não poderia deixar de ser, Solon teve influência na escolha do filho pelo polo aquático:

Comecei a jogar no Botafogo com 12 anos, mas já havia praticado desde mais novo em diversos clubes por onde meu pai passou e com 14 anos decidi entrar na rotina de treinos sérios de equipe.

Um dos principais nomes da modalidade no Brasil, Solon, além de troféus como atleta, vem colecionando conquistas como treinador. Entre elas, ter comandado, durante oito anos, o projeto de polo aquático da Rocinha. Seu maior legado lá.

 É saber que pude contribuir na formação de vários jovens que começaram comigo e estão brilhando em clubes do Rio e da seleção brasileira. Eles se formaram como cidadãos do bem e brilham em suas vidas profissionais.

O pai de Marllos também fez história pelo Flamengo, clube que defendeu nas Olimpíadas de 1984, em Los Angeles, e pelo Botafogo, cuja camisa ele vestiu e honrou por 30 anos.

Ter tido uma carreira nesses dois clubes me deixa muito orgulhoso – conta Solon, que é atleta emérito do Alvinegro e laureado e hall da fama pelo Rubro-Negro.

E qual a melhor lembrança dos Jogos de 84?

 A cerimônia de abertura, por saber que o mundo todo estava reunido para esta grande festa do esporte.

O maior sonho do caçula da família é justamente repetir o feito do pai na Olimpíada. Só que a missão não é das mais fáceis. Desde 84, o Brasil só disputou a modalidade nos Jogos em 2016, por ter sido sede.

E o que falta para o polo aquático brasileiro voltar a figurar no principal evento esportivo do planeta?

Mais investimento e intercâmbio com os países de ponta para podermos ter o polo aquático classificado no Pré-Olímpico – aponta Solon, enumerando desafios como a falta de investimento para o Brasil voltar à competição.

GRATIDÃO AO CEL

Campeão pela seleção brasileira sub-18, da Taça Brasil, pelo Fluminense, e sul-americano, pelo Botafogo, Marllos também colecionou vitórias e amigos nos 3 anos nos quais estudou no CEL Intercultural School:

As melhores memórias que eu tenho do CEL são as amizades de atletas que também estudavam lá, a grande forma como o colégio proporciona aos alunos conciliarem esporte com a educação. Pra mim era uma rotina até tranquila, pois os treinos de polo são só na parte da noite, assim conciliava estudo durante o dia e os treinos à noite.

Solon, que foi técnico da escola no Intercolegial, também é grato ao colégio na formação do filho:

O CEL teve uma grande importância em sua formação profissional, com seus professores e sua referência como escola padrão.

Pelo colégio, pai e filho foram campeões juntos. Mais uma emoção para a família Santos.

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Tendências de beleza que chamaram atenção nas Olimpíadas

*Por Giovanna Fraguito

Nas Olimpíadas de Tóquio, encerradas domingo (dia 8), muitas tendências de beleza conquistaram os esportistas, desde cabelos coloridos, nail arts, até roupas feitas à mão.

Entre os atletas brasileiros os exemplos são muitos, como o cabelo verde e amarelo da Ana Marcela Cunha, medalhista de ouro na maratona aquática; ou o cabelo rosa da skatista Leticia Bufoni, que competiu na modalidade street.

Os homens também entraram nas tendências, o ouro nos saltos ornamentais, Tom Daley, se tornou uma febre no Twitter com suas roupas de tricô quando foi flagrado tricotando nas arquibancadas. E o skatista, medalha de prata, Pedro Barros, descoloriu o cabelo e competiu com o visual descontraído.

Além disso, as nails arts encantaram nas unhas dos atletas, a fadinha do skate, Rayssa Leal, levou a medalha de prata no street com unhas pintadas nas cores amarelo, azul e verde, em referência à bandeira do Brasil. O surfista Italo Ferreira, medalha de ouro, também decorou as unhas, com expressões em japonês e a palavra “fé”.

Todas essas tendências de beleza foram usadas pelos atletas como uma forma de expressão, de passar mensagens e, claro, de homenagear durante os Jogos.

 

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Brasil derrota a Espanha e é bicampeão olímpico no futebol em Tóquio

Da Agência Brasil

Com dose extra de emoção, o Brasil venceu a Espanha por 2 a 1 na manhã deste sábado (7), em Yokohama (Japão), e garantiu o segundo ouro consecutivo do futebol masculino em Jogos Olímpicos. O heroi da final foi o atacante Malcom, que entrou na prorrogação e decidiu. Com o resultado, o país somou seu sétimo ouro nos Jogos de Tóquio, igualando o desempenho no Rio, cinco anos atrás.

Brasil e Espanha fizeram um duelo equilibrado e movimentado desde o início. Aos 15 do primeiro tempo, Diego Carlos salvou em cima da linha o que seria o gol espanhol. Aos 37, após checagem do VAR, foi assinalado pênalti do goleiro Unai Simón em saída atrapalhada da meta, atropelando Matheus Cunha. No entanto, na cobrança, Richarlison chutou por cima do gol, desperdiçando a chance de abrir o placar.

Porém, não demorou para o Brasil conseguir enfim sair na frente. Nos acréscimos da primeira etapa, Daniel Alves salvou um cruzamento de Claudinho que sairia pela linha de fundo. A bola subiu e Matheus Cunha ganhou dos zagueiros espanhois para dominar e chutar com precisão no canto esquerdo do goleiro: 1 a 0.

Na volta para o segundo tempo, a Espanha recuperou o jogo de posse de bola, enquanto o Brasil passou a se focar no contra-ataque. Foi assim que Richarlison quase ampliou. Aos seis minutos, ele recebeu na área, driblou o zagueiro e chutou. O desvio do goleiro Simón foi o suficiente para a bola sair da trajetória das redes e encontrar o travessão.

A Espanha também parou no travessão por duas vezes, até marcar aos 16. Soler cruzou da direita e Oyarzabal, de primeira, finalizou longe do alcance do goleiro Santos.

Daí em diante, a Espanha manteve a posse da bola, criando dificuldades para a seleção brasileira, mas sem conseguir transformar a vantagem em liderança no placar.

Na prorrogação, o técnico André Jardine substituiu Matheus Cunha por Malcom, uma substituição que se mostraria decisiva.

Recuperando o fôlego, o Brasil passou a dominar o jogo, utilizando principalmente o lado esquerdo, com o próprio Malcom e o lateral Guilherme Arana. O lance capital aconteceu aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação.

Malcom recebeu lançamento longo pela esquerda, passou pela marcação ao dominar a bola e saiu na cara do gol. Ele tocou na saída do goleiro para dar a vitória e o ouro ao Brasil.

O gol representou a conclusão de uma história curiosa do atacante de 24 anos. Ele fez parte da lista inicial de Jardine, mas não foi liberado pelo seu clube, o Zenit, da Rússia, por ainda ter uma final a disputar com o time. Posteriormente, com a lesão e o corte de Douglas Augusto às vésperas da viagem para o Japão, ele acabou sendo reconvocado, agora já com a permissão do Zenit. Ele foi o último atleta a se apresentar à seleção para a Olimpíada.

O Brasil, que até 2016 colecionava decepções no futebol masculino em Olimpíadas, agora tem dois ouros. Há cinco anos, o palco foi o Maracanã. E neste sábado, o Estádio de Yokohama, o mesmo onde a seleção conquistou seu último título da Copa do Mundo, em 2002.

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Brasil bate Coreia do Sul e pega EUA na final do vôlei feminino

Da Agência Brasil

A seleção brasileira de vôlei feminino derrotou a Coreia do Sul por 3 sets a 0, parciais de 25/16, 25/16 e 25/16, nesta sexta-feira (6), e se classificou para a disputa da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio contra os Estados Unidos.

Campeão olímpico em Pequim 2008 e Londres 2012, o vôlei feminino do Brasil está de volta a uma final de Jogos após decepcionar na Rio 2016, quando foi eliminado nas quartas de final pela China.

Diante da Coreia do Sul, adversária que havia derrotado por 3 a 0 na estreia em Tóquio, a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães fez outra boa partida.

Pouco antes do jogo, o Brasil perdeu a oposta Tandara, que está fora da Olimpíada após notificação de suposta violação de regra antidoping, de acordo com o Comitê Olímpico do Brasil. Rosamaria substituiu Tandara no time titular e fez 10 pontos. A maior pontuadora da partida foi Fernanda Garay, com 17.

Mais cedo, a seleção dos Estados Unidos se classificou para a final depois de vencer a Sérvia, que conquistou a medalha de prata no Rio. O ouro ficou com a China há cinco anos.

Os EUA, medalhistas de bronze em 2016, avançaram para a decisão de domingo com uma vitória por 25/19, 25/15 e 25/23 sobre a campeã mundial na Ariake Arena.

A oposta norte-americana Andrea Drews marcou 17 pontos, enquanto Jordan Larson fez 15. Jordan Thompson permaneceu no banco devido a uma lesão no tornozelo.

Os Estados Unidos conquistaram três medalhas de prata e duas de bronze no vôlei feminino, mas nunca a de ouro.

Larson, de 34 anos, que disputa sua terceira Olimpíada, tem uma prata e um bronze. “Espero completar a série”, disse ela.

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Meninas do vôlei batem Comitê Olímpico Russo e vão às semifinais

Da Agência Brasil

Invicta, a seleção brasileira de vôlei feminino venceu nesta quarta-feira (4) o Comitê Olímpico Russo (ROC, na sigla em inglês) por 3 sets a 1 e avançou às semifinais da Olimpíada de Tóquio. A partida teve parciais de 23/25, 25/21, 25/19 e 25/22. O confronto aconteceu na Arena de Ariake, na capital Tóquio.

Na próxima fase, a seleção brasileira vai duelar com a Coreia do Sul, que foi derrotada para o Brasil na fase de grupos por 3 sets a 0. O confronto será realizado na sexta-feira (horário de Brasília), ainda sem horário definido.

Na primeira fase, as brasileiras terminaram na liderança do Grupo A. Além das coreanas, compunham a chave a República Dominicana, Japão, Sérvia e Quênia. Nestes confrontos, foram apenas três sets perdidos, dois para as dominicanas e um para as sérvias.

O jogo

No primeiro set, o Comitê Olímpico Russo ficou á frente no placar durante todo o tempo. Logo no início, ele abriu 4 a 0 no placar. Em seguida, as brasileiras conseguiram reduzir a diferença para um ponto, entretanto as russas venceram a parcial por 25 a 23.

O segundo set iniciou mais equilibrado. A primeira vez que o Brasil passou à frente no marcador foi quando estava 3 a 2. Em seguida, as adversárias das brasileiras cresceram na partida, fazendo 8 a 4.

As comandadas pelo técnico José Roberto Guimarães precisavam reagir, e conseguiram diminuir a distância para um ponto (9 a 8). Mas as russas estavam alertas no confronto e fizeram 14 a 8. A partir daí começou a reação brasileira, com virada em 18 a 17. Posteriormente, o Brasil fechou a segunda parcial por 25 a 21.

Na terceira etapa, o confronto permaneceu equilibrado até o Brasil abrir três pontos de vantagem (7 a 4). Na sequência, as brasileiras emplacaram diferença de cinco pontos (12 a 7). Posteriormente, embora as russas tenham lutado pela virada, sofreram derrota de 25 a 19.

O quarto e último set começou parecido com o terceiro, com o placar acirrado até o Brasil fazer 7 a 4. Na sequência, as russas viraram o jogo para 17 a 15. O vira-vira brasileiro começou quando o time de Zé Roberto fez 20 a 19. Na reta final, as brasileiras saíram vitoriosas por 25 a 22.

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Ana Marcela Cunha é ouro na maratona aquática

Da Agência Brasil

A brasileira Ana Marcela Cunha conquistou a medalha de ouro na prova dos 10 quilômetros (km) da maratona aquática da Olimpíada de Tóquio (Japão). Ela venceu a prova nesta terça-feira (3) na Marina de Odaiba com o tempo de 1h59min30s8.

A atleta da Unisanta, de Santos, esteve no pelotão da frente durante praticamente toda a prova. Nos 5,2 km de prova, ela cravou a marca de 1h02min30s5, mais de três segundos à frente das perseguidoras mais próximas. Após cair para o quarto lugar, a nadadora voltou a assumir a ponta aos 8,6km para seguir na liderança até cruzar o pórtico de chegada.

A medalha de prata ficou com holandesa Sharon van Rouwendaal (ouro na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro), que fez o tempo de 1h59min31s7, enquanto a australiana Kareena Lee ficou com o bronze, com a marca de 1h59min32s5.

Na carreira, a baiana de 29 anos já foi eleita seis vezes a melhor atleta do mundo em maratonas aquáticas. Além disso, ela é tetracampeã mundial em provas de 25 km (2011, 2015, 2017 e 2019) e campeã pan-americana em Lima (2019) na prova de 10 km. Nos Jogos de 2008 (Pequim), ela finalizou na quinta posição. Após não se classificar para os Jogos de 2012 (Londres), Ana Marcela voltou a competir no Rio de Janeiro, em 2016, quando acabou no 10º lugar.

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Brasil bate México nos pênaltis e vai à final contra Espanha no futebol masculino

Da Agência Brasil

O sonho do bicampeonato continua vivo. A seleção brasileira de futebol masculino se classificou na manhã deste terça-feira (3) para a final da Olimpíada de Toquio (Japão) após derrotar o México nos pênaltis por 4 a 1, já que o placar de 0 a 0 permaneceu até o final da prorrogação. O confronto foi realizado no estádio Ibaraki Kashima, na cidade de Kashima. O  adversário brasileiro na final será a Espanha que derrotou o Japão na prorrogação por 1 a 0. A briga pelo ouro será no sábado (7), às 8h30 (horário de Brasília). 

Os brasileiros Daniel Alves, Gabriel Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier converteram suas batidas, assim como o volante mexicano Carlos Rodrígues. Já Eduardo Aguirre e Vásquez desperdiçaram as finalizações.

Esta é a quinta final olímpica da seleção brasileira de futebol masculino. Em três oportunidades ficou com a prata: em Los Angeles 1984 (contra a França), Seul 1988 (diante da União Soviética) e em Londres 2012 (contra o México). Já na Rio 2016, o Brasil ficou com a medalha de ouro contra a Alemanha, no Maracanã.

Jogo

O Brasil dominou o jogo em grande parte do primeiro tempo. Mas a primeira oportunidade foi dos mexicanos. Aos 8 minutos, após cobrança de escanteio, Henry Martín cabeceou à direita do goleiro Santos. Cinco minutos depois, aos 13, foi a vez da equipe comandada por André Jardine responder em chute cruzado do lateral-esquerdo Guilherme Arana.

Aos 22, o capitão Daniel Alves cobrou falta forte, provocando defesa do goleiro Ochoa. De tanto pressionar, o árbitro Gerogi Kabakov (Bulgária) marcou pênalti aos 27, quando Douglas Luiz foi derrubado por Esquível. Entretanto, o juiz consultou o árbitro de vídeo e voltou atrás na decisão, cancelando a penalidade.

Restando cinco minutos para o intervalo, os mexicanos cresceram na partida e quase abriram o placar. Aos 41, em contra-ataque, Romo recebeu dentro da área e chutou forte, obrigando difícil defesa de Santos.

No segundo tempo, com menos um minuto de bola rolando,  Martín finalizou forte, de longa distância. Uma bola  venenosa, mas Santos, atento, conseguiu realizar a defesa. Aos 20, Antony, do Brasil, chutou rasteiro no canto direito de Ochoa, desta vez faltou força para dificultar a vida do goleiro.

O lance mais perigoso do confronto saiu aos 36 em uma cabeçada do atacante Richarlison na trave direita do México. Se a bola entrasse, poderia ter sido o gol do acesso à final dos Jogos Olímpicos.

Prorrogação

Após o placar marcar 0 a 0 durante no tempo normal, a disputa continuou na prorrogação. No primeiro tempo, o lance de maior perigo foi um chute de Arana cruzado, de longa distância, que saiu à esquerda da baliza mexicana.

Após o intervalo, o confronto continuou da mesma maneira, com as duas equipes mais conservadoras. Elas se estudaram até o final do jogo, que terminou em cobrança de pênaltis.

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“Minnie” do Parque de Madureira faz sucesso no skate aos 4 anos de idade

 

 

A menina fã da Rayssa Leal já pensa em ser atleta e disputar olimpíadas

O Brasil tem Rayssa leal, a Fadinha do skate, a atleta brasileira mais jovem a conquistar medalha de prata e o coração de esportistas, jornalistas e torcedores do mundo todo nas Olimpíadas de Tóquio. Assim como no Maranhão, lugar onde mora a skatista, o Rio de Janeiro também tem uma promessa para o esporte.

Aos 4 anos de idade, Elisa de Freitas Messias, a “Minnie” do Parque de Madureira, desliza nas pistas chamando atenção dos frequentadores do local pelo tamanho e desempenho nas manobras. Sempre acompanhada dos pais Leidiane Messias e Gilson Freitas, companheiro e incentivador na vida e no esporte, a pequena brinca e se diverte na pista.

Com apenas 1 ano e 10 meses Elisa ganhou um patinete da tia avó e logo começou a praticar. Ganhou confiança e passou a frequentar a pista Downhill. Foi paixão à primeira vista. O pai percebeu o interesse e a incentivou a andar em seu skate.

Ela adorou e não parou mais. Quando completou 3 anos de idade recebeu o seu primeiro skate. Apesar do incentivo, os pais afirmam que não cobram desempenho e que para ela é apenas diversão. “ Elisa ama andar de skate. É uma diversão, principalmente nos finais de semana” disse Leidiane.

A pequena é fã da Rayssa e tentou acompanhar a competição, mas dormiu no colo do pai antes do resultado. Assim como toda criança, Elisa gosta mesmo de brincar, se divertir e estudar: “Quero ser escritora e skatista. Também gosto de cantar, ler e escrever”, conta a menina.

O pai da Elisa, Gilson Freitas, é professor de educação física, é amigo e o seu companheiro de diversão: “Vamos ao Parque apenas para nos divertir, brincar e fazer novos amigos.

É importantíssimo ela praticar esporte, pois eu acho que a prática da atividade física, seja ela qual for, deveria ser realizada nos 4 cantos do nosso país por qualquer pessoa independente da classe social, idade, cor ou gênero”.

Gilson afirma que independente dela se tornar uma atleta de alto rendimento ou não, a prática do esporte irá prepará-la para a vida. No esporte, temos superação, desafios, dedicação, socialização, inclusão, queda, levante, perda, ganho; em suma, tudo isso ela poderá levar por toda sua vida. Além de fazer bem para o corpo, o esporte faz bem para a alma.

Já a mãe “coruja” entende que é um esporte bem radical para uma criança de 4 anos: “Meu coração fica acelerado, palpitando forte a cada descida de skate, e de patinete também; Mas ao mesmo tempo sinto uma vibração tão forte quando eu vejo a alegria dela e o seu belo sorriso estampado no rosto. Fico feliz quando ela consegue fazer o percurso e as manobras corretas do jeitinho dela”.

Leidiane sente dó em cada queda, cada ralado e machucados:” Mas ainda bem que inventaram, que beijinho de mãe e pai, cura tudo! Dou um monte de beijinhos, jogo água pra lavar o machucado e dou água para ela beber. Aí ela vai se acalmando, para de chorar e eu volto a incentivá-la a andar de skate novamente. A mãe repete a frase que o pai ensinou: “Caiu levanta e anda de novo”.

A conquista da Rayssa trouxe visibilidade para o esporte, mas o Brasil ainda precisa avançar no apoio e investimento para os atletas. “Nós, como pais da Elisa, vamos fazer de tudo para que no futuro ela possa ser uma grande atleta e faremos grandes sacrifícios, porém, quantos tem um talento em casa e não tem a oportunidade de ver os seus filhos praticando um esporte pela falta de investimento e de incentivo?!” Questionam Leidiane e Gilson, pais da menina.

Apesar das dificuldades e falta de infraestrutura, acreditamos e incentivamos o sonho dela, pois a Elisa afirma que quando crescer vai ser uma boa skatista. Com certeza é o nosso sonho também, pois temos fé de ver a nossa pequena “Minnie” um dia nos jogos olímpicos trazendo medalha!

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Bronze olímpico nos 50 m livre coroa regularidade de Bruno Fratus na natação

Da Agência Brasil

A medalha de bronze conquistada no último sábado (31) por Bruno Fratus na final dos 50 metros (m) livres da Olimpíada de Tóquio (Japão) coroou aquele que é um dos atletas mais regulares da natação mundial. Foi a 91ª vez que o fluminense de 32 anos nadou na marca dos 21 segundos. Segundo a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), ele é o atleta que mais atingiu o tempo na história da prova.

Na final, Fratus cravou 21s57, ficando somente dois centésimos atrás do francês Florent Manandou, que levou a prata. O ouro foi conquistado pelo norte-americano Caeleb Dressel, com 21s07, quebrando o recorde olímpico da prova, que pertencia ao brasileiro César Cielo (21s30). Ouro nos Jogos de Pequim (China), em 2008, Cielo segue como recordista mundial, com os 20s91 atingidos no Campeonato Brasileiro de 2009.

Fratus já era candidato a medalha na prova cinco anos atrás, nos Jogos do Rio de Janeiro, após o bronze conquistado no Mundial de 2015, em Kazan (Rússia), mas ficou em sexto lugar. Nos dois Mundiais seguintes, conquistou a prata. Em 2019, conquistou o ouro dos 50 m livres nos Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru). Resultados que consolidaram o brasileiro no cenário da disputa mais veloz da natação.

“Antes da prova, a Mi [Michelle Lenhardt, esposa e treinadora] disse para eu me permitir ser feliz. Vocês [jornalistas] sabem que tenho uma cobrança muito grande em cima de mim. Às vezes, meu trabalho psicológico é botar o pé no freio. Hoje [sábado] eu consegui não me cobrar tanto. Foi incrível”, disse o nadador, que, após receber a medalha, quebrou o protocolo e correu até a esposa para beijá-la.

“Isso mostra o quanto você não faz a parada sozinho. Publicamente, queria agradecer dois caras. Um é o César [Cielo], que mostrou que era possível. No começo da carreira, se eu não tivesse a oportunidade de treinar e competir tantas vezes com o que eu acho ser o maior velocista da história, não teria chegado aqui. E agradecer ao Fernando Scheffer [bronze nos 200 m livre em Tóquio], que mostrou essa semana que era possível. Várias vezes, quando estava ansioso eu pensava: o Scheffão fez e você pode fazer também”, completou.

A medalha de Fratus foi a 15ª da natação brasileira na história olímpica (uma de ouro, três de prata e 11 de bronze). Com dois pódios em Tóquio, o Brasil melhorou o desempenho em relação aos Jogos do Rio de Janeiro, quando passou em branco nas piscinas.

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Rebeca Andrade conquista ouro para o Brasil na ginástica artística

Da Agência Brasil

A ginasta Rebeca Andrade conquistou neste domingo (1º) a primeira medalha de ouro na ginástica artística para o Brasil, nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Ela venceu no salto e alcançou o lugar mais alto no pódio.

É a segunda medalha de Rebeca Andrade nos Jogos de Tóquio. Ela já havia conquistado a prata no individual geral.

A paulista Rebeca Andrade, de 22 anos, com essas duas conquistas, é a primeira brasileira na ginástica artística a conquistar o ouro e a prata em  uma mesma edição dos Jogos Olímpicos.