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Cultura Fica a Dica Rio

Três espetáculos infantis premiados ganham temporada online e gratuita em março

 

 

Governo FederalGoverno do Estado do Rio de JaneiroSecretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc apresentam:

TRILOGIA DO AMORcomposta pelos musicais A GaiolaContos Partidos de Amor e Vamos Comprar um Poeta, é apresentada em temporada on-line e gratuita no mês de março. Com direção de Duda Maia, os espetáculos abordam temas presentes no dia a dia das crianças, dos pais e das mães.

 

Nesta situação de isolamento, estamos nos distanciando dos amigos e parentes. O lugar onde moramos se tornou o local de trabalho, escola e espaço de lazer.

Muitas vezes, esse convívio intenso se torna repetitivo e cansativo. Pensando em levar alegria e poesia, a Palavra Z Produções Culturais irá proporcionar um delicioso encontro com a arte.

Durante três fins de semana de março, de 13 a 28, adultos e crianças poderão, de suas casas, assistir a três musicais premiadíssimos. São espetáculos que provocam o pensamento, atiçam a criatividade e estimulam o diálogo entre pessoas de todas as idades.

A temporada, com patrocínio da Lei Aldir BlancGoverno Federal e Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, será transmitida gratuitamente através do canal youtube.com/palavraz. Todas as sessões têm início às 16h. Reúna a família para assistir e se deleitar com essas três histórias amorosas.

Os espetáculos:

A Gaiola conta a história de amor e de separação entre uma menina e um passarinho, interpretados por Carol Futuro e Pablo Áscoli. No palco, os personagens iniciam uma história de amor e amizade quando o passarinho cai, ferido, na varanda da casa da menina.

Na trama, a menina se dedica a cuidar do pequeno bicho e, à medida que vão convivendo, se apegam um ao outro até se apaixonarem. Ele fica curado e na hora da despedida se deparam com a vontade de ficar juntos. Um dia, a menina flagra o passarinho na gaiola encantado com a beleza do dia lá fora e uma crise se instala entre os dois. Venha conhecer como a história termina. Uma história de Amor e Liberdade.

À Adriana Falcão, autora do livro de mesmo nome e que inspirou a peça, rendeu uma indicação ao Prêmio Jabuti.

Serviço:

A Gaiola

Canal: youtube.com/palavraz

Sessões: Dias 13 e 14 de março de 2021

Horário: 16h*

Classificação: Livre

Duração: 50 minutos

* Ao final da sessão, haverá bate-papo com a diretora Duda Maia (sáb e dom), Eduardo Rios (sáb) e Carol Futuro e Pablo Áscoli (sáb e dom)

A Gaiola foi o destaque da 3ª Edição do Prêmio CBTIJ 2016, ao conquistar sete estatuetas: Melhor Espetáculo; Melhor Texto Adaptado – Adriana Falcão e Eduardo Rios; Melhor Direção – Duda Maia; Melhor Atriz – Carol Futuro; Melhor Cenário – João Modé; Melhor Iluminação – Renato Machado; e Música Original – Ricco Viana, Eduardo Rios e Adriana Falcão. E no 11º Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil, venceu nas categorias: Melhor Espetáculo; Melhor Direção – Duda Maia; e Melhor Cenário – João Modé. A Gaiola foi também o espetáculo vencedor do Prêmio Botequim Cultural 2016, levando todos os prêmios, sendo eles: Melhor Espetáculo; Melhor Direção – Duda Maia; Melhor Atriz – Carol Futuro; Melhor Ator – Pablo Áscoli; e Melhor Texto – Eduardo Rios e Adriana Falcão.

Contos Partidos de Amor apresenta a história de quatro pessoinhas apaixonadas e ciumentas, que discutem sobre relações possessivas e amorosas. A encenação se dá através de diálogos bem-humorados, uma sofisticada linguagem de movimento e uma direção musical que alinhava toda a encenação, as músicas em alguns números são tocadas pelo próprio grupo de intérpretes – Diego de AbreuIsadora MedellaJuliana Linhares e Tiago Herz. A obra apresenta canções e contos originais de Eduardo Rios, inspirados na obra de Machado de Assis.

“Esbarrei com ‘Contos de Amor e Ciúme’, gostei do título e só depois vi que era do Machado de Assis. Fiquei entusiasmada em criar uma peça para crianças sobre o ciúme, a partir do universo do escritor”, lembra Duda Maia. “Todos nós sentimos ciúme e a criança também é muito ciumenta”.

Para ela “teatro para o público infantil não tem que ser apenas uma história legal, precisa ser necessário, trazer reflexões para quem assiste. É preciso não subestimar nem a inteligência das crianças e nem a capacidade de elas travarem diálogos importantes com os adultos”, acredita.

Serviço:

Contos Partidos de Amor

Canal: youtube.com/palavraz

Sessões: Dias 20 e 21 de março de 2021

Horário: 16h*

Classificação: Livre

Duração: 60 minutos

* Ao final da sessão, haverá bate-papo com a diretora Duda Maia, Eduardo Rios e elenco

Contos Partidos de Amor foi espetáculo vencedor do 11º Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil, nas seguintes categorias: Melhor Direção – Duda Maia; e Melhor Figurino – Kika Lopes.

Vamos Comprar um Poeta, inspirado em livro homônimo de Afonso Cruz, narra a chegada de um poeta à casa de uma família comum. Nesse lar, moram um pai, que só pensa em ganhar dinheiro; uma mãe, que organiza todos os dias os trabalhos domésticos; uma menina esperta e curiosa que gosta de entender o significado das coisas; e um menino apaixonado, que adora fazer contas.

O Poeta ensina os pequenos a observarem borboletas, escreverem os próprios poemas e a darem abraços. A montagem cria uma divertida reflexão sobre a nossa capacidade de invenção, o significado de produtividade e a importância da amizade. O espetáculo mistura música, poesia e dança em um cenário que traz elementos de um parque, tornando a encenação lúdica e dinâmica.

A peça, dirigida por Duda Maia, tem adaptação de Clarice Lissovsky, direção musical de Ricco Viana e elenco formado por Letícia MedellaLuan Vieira e Sergio Kauffmann.

Serviço:

Vamos Comprar um Poeta

Canal: youtube.com/palavraz

Sessões: Dias 27 e 28 de março de 2021

Horário: 16h*

Classificação: Livre

Duração: 60 minutos

* Ao final da sessão, haverá bate-papo com a diretora Duda Maia e elenco

“Vamos Comprar um Poeta” arrematou o prêmio de Melhor Espetáculo Infanto-Juvenil de 2019, pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), e Prêmio CBTIJ foi vencedor nas categorias Texto Adaptado, para Clarice Lissovsky; Direção, para Duda Maia; Coletivo de Atores e Atrizes, para Letícia Medella, Luan Vieira e Sergio Kauffmann; Cenário, para André Cortez; Iluminação, para Renato Machado; além das indicações de melhor Música Original, para Ricco Viana, Clarice Lissovsky e Juliana Linhares; e Direção de Produção, para Bruno Mariozz.

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Peça literária NA SALA COM CLARICE, com Odilon Esteves, encerra temporada (online e de graça) pelo CCBB

O projeto patrocinado pelo Banco do Brasil segue os moldes de um acontecimento gastronômico, oferecendo ao público um “cardápio literário” com entrada, prato principal e sobremesa, representados pelos contos e crônicas da autora. Serão oferecidas 15 opções para cinco serem escolhidas e apresentadas na sequência. A peça tem duração de 60 a 90 minutos, variando em função das escolhas do dia.

A cada rodada da apresentação, que é gratuita, alternam os elementos oferecidos ao público para estimular sua escolha: leitura de pequenos trechos; apresentação das sinopsesexposição de objetos relacionados aos textos, sem que o público conheça sequer seus títulos.

O critério de seleção das obras seguiu uma linha afetiva “Escolhi primeiramente textos que me atravessam, que me intrigam, alguns que me divertem, muitos que me emocionam, outros que me questionam, uns que me colocam diante do espelho ou à beira do mistério indizível. Depois tive que abrir mão de muitos contos, porque queria quase tudo. Meu critério era muito amplo, quase uma falta de critério. Então cortei da lista, primeiro, os contos mais extensos que, sozinhos, já dariam uma peça. Mas fui me dando conta de que a seleção estava diversa, uma espécie de panorama de muitas das facetas de Clarice e achei bom que assim fosse. Primeiro porque a obra dela é mesmo multifacetada e sempre me chegou de formas igualmente diversas. E porque todos nós somos mesmo muito vastos, cheios de nuances e contradições. E especialmente Clarice nunca se furtou de procurar conhecê-las, de mostrá-las, de mergulhar nelas”, conta Odilon.

Esse caráter interativo possibilita que o público se posicione subjetivamente diante do leque de opções que lhe é oferecido, contribuindo para que haja um entrelace dos imaginários comuns dos espectadores reunidos naquela sessão. Um formato que visa aproximar ainda mais o público do acontecimento cênico-literário, implicando-lhes em sua construção e considerando cada dia como um percurso único.

A proposta deste projeto é apresentar alguns de seus textos na íntegra, oralizando a palavra escrita com vistas a potencializar o encontro desta com o público. Um trabalho que pretende ser acessível e convidativo, mas sem simplificações. O espectador será munido de ferramentas para acessar outras camadas da obra de Clarice, praticamente sem cortes no seu original.

A aplicação do método das Ações Vocais (de Constantin Stanislavski), que Odilon Esteves vem estudando desde 2002, aproxima o espectador do texto e das imagens propostas pela autora. O minimalismo da encenação visa concentrar-se no essencial, descartando tudo o que seja supérfluo no cenário e figurino, ou redundante e ilustrativo no movimento e na ação física, para dar espaço à imaginação do espectador e jogar com ela. A escuta como lugar de potência.

Clarice aos olhos do ator

“A escrita de Clarice já reverberou em mim de muitas formas. A primeira obra que conheci foi “A hora da estrela”, na adolescência. E Macabéa me doía, porque eu conheci várias Macabéas no norte de Minas Gerais, onde nasci. Porque eu amo várias Macabéas que cuidaram de mim quando criança ou trabalharam para minha família, e muitas morreram antes de eu saber o que fazer por elas.

Quantas vezes as contradições humanas nos textos de Clarice me convidaram a encarar as minhas próprias! Quantas vezes me senti estrangeiro, mesmo na cidade onde nasci! Tenho fotos em que pareço triste, mas na lembrança tenho certeza de que estava alegre, a despeito de não estar sorrindo. Em seus livros, encontro mundos onde caibo. E onde cabem meus amigos, minha família, e todo o mundo que desconheço.

Além do mais, seu dia a dia ordinário tem aura de realidade mítica. Clarice teve algum convívio, foi lida e admirada por muitos dos meus ídolos: Chico Buarque, Fernanda Montenegro, Carlos Drummond de Andrade.

E junto do seu amor por Recife, tem também uma relação forte com Minas. A proximidade com tantos mineiros, a admiração profunda por Lúcio Cardoso, a amizade com Fernando Sabino, a carta em que fala sobre “Grande Sertão: Veredas” de Guimarães Rosa… Na crônica “Das vantagens de ser bobo”, que é um estandarte contra a cultura da esperteza, essa doença do “levar-vantagem-em-tudo-e-a-qualquer-custo” tão recorrente  no Brasil, ela descreve o bobo como a antítese do esperto, e afirma que há lugares que facilitam ser bobo, e Minas Gerais é um exemplo disso. Enfim… queria ter sido contemporâneo dela, mas só nasci onze meses após sua morte. E no entanto, abraçado a seus livros, atravessei a pandemia na companhia de Clarice.”

| CCBB, CENTENÁRIO DE CLARICE e TEATRO ON-LINE|

O CCBB começou as comemorações do centenário de Clarice em março de 2020 com a estreia, no Rio de Janeiro, do musical “A HORA DA ESTRELA – O Canto de Macabéa”, protagonizado por Laila Garin. Uma semana depois, a temporada teve que ser suspensa em função do isolamento físico. Para não dar uma pausa a essa comemoração tão importante, NA SALA COM CLARICE chega para uma celebração via streaming.

“O CCBB sempre fomentou novos formatos, sabe da importância disso. Como espectador e frequentador deste espaço vi a renovação acontecer muitas vezes. Além disso a celebração do centenário de Clarice Lispector não podia parar. “NA SALA COM CLARICE” continua a festa começada com “O CANTO DE MACABÉA” e, segundo o próprio CCBB, este musical volta à cena em 2021, quando as condições sanitárias permitirem”, comenta Odilon.

Atualmente os 4 CCBBs reabriram, mas continuam ofertando programação digital, como forma de permitir às pessoas uma alternativa cultural aos eventos presenciais.

| SINOPSE |

NA SALA COM CLARICE – peça literária on-line, em celebração ao centenário de Clarice Lispector, em que o público escolhe, a partir de um cardápio de textos da autora, quais gostaria de ouvir naquela sessão. Obras que compõem um panorama de suas múltiplas facetas, incluindo narrativas em que podemos perceber a própria Clarice em diferentes fases da vida.

| FICHA TÉCNICA |

Textos: Clarice Lispector. Concepção e atuação: Odilon Esteves. Codireção e direção de arte: Fernando Badharó. Trilha sonora: Barulhista. Iluminação:Lucas Pradino. Intérprete de Libras: Marcella Alves de Sousa. Produção Executiva: Ricelli Piva. Direção de produção: Juliana Sevaybricker. Produção: Agentz Produções

Duração: de 60 a 90 minutos (dependendo das escolhas do público)

Classificação etária: 12 anos

Ingressos gratuitos pelo sitehttps://www.sympla.com.br/nasalacomclarice

Lotação: 995 pessoas

| TEMPORADA + PALESTRAS|

Apresentações: 06 a 20 de dezembro | 09 a 31 de janeiro | sábados às 20h e domingos às 19h

Sessão especial “Centenário de Clarice”: 10/12 (quinta-feira) às 20h

Sessões com intérprete de LIBRAS: 18/12 e 29/01 (sextas-feiras) às 20h