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Prefeitura do Rio libera praias nos dias úteis e flexibiliza outras restrições; veja o que muda

A prefeitura do Rio de Janeiro liberou as praias nos dias úteis e flexibilizou outras medidas restritivas. As novas regras constam em decreto do prefeito Eduardo Paes (DEM), publicado na sexta-feira (23) no Diário Oficial, e foram anunciadas durante apresentação do 16° Boletim Epidemiológico sobre a situação da Covid-19 na cidade.

As novas regras entraram em vigor no primeiro minuto deste sábado (24) e vão até o dia 3 de maio.

O Decreto nº 48.767 traz algumas liberações, como a ampliação do horário de funcionamento de algumas atividades. No período do novo decreto, as atividades não-essenciais, como restaurantes, museus, cinema, teatro, clubes esportivos, casas de festas e outros, já poderão funcionar até as 22h. Após este horário, para restaurantes e afins, funcionamento apenas nas modalidades de drive-thu e take away, sem atendimento presencial.

A área de lazer do Aterro do Flamengo estará aberta. Já as atividades essenciais, como supermercados, farmácias, hospitais e outros, podem funcionar sem horários definidos. Os estabelecimentos devem seguir limite de público e demais medidas de proteção à vida para a faixa de risco muito alto, estabelecidas na Resolução Conjunta SES/SMS nº 871, tais como capacidade de lotação máxima de 40% em locais fechados e 60% em locais abertos, garantia do distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas, não permitir formação de aglomerações em filas de espera.

Segue vetada a permanência nas vias, áreas e praças públicas do município no horário das 23h às 5h. Continuam proibidos, aos sábados, domingos e feriados, a permanência em praias, parques e cachoeiras; além das atividades econômicas na areia das praias, incluindo o comércio ambulante fixo e itinerante. Também seguem suspensos o funcionamento de boates, danceterias, salões de dança e casas de espetáculo; a realização de eventos, tais como shows, festas e rodas de samba, em áreas públicas e particulares; a entrada de ônibus e demais veículos de fretamento no município, exceto aqueles que prestem serviços regulares para funcionários de empresas ou para hotéis; a utlização das pistas de rolamento das avenidas Delfim Moreira, Vieira Souto e Atlântica como áreas de lazer.

Situação da Covid-19 na cidade

Prefeitura divulgou o 16º Boletim Epidemiológico. (Foto: Edu Kapps/Prefeitura do Rio)

A prefeitura informou que as médias móveis de atendimentos de síndromes gripal e respiratória aguda grave (SRAG) nas unidades de urgência e emergência e de casos confirmados de Covid-19 mantêm a tendência de queda. E a de óbitos começa a apresentar estabilidade. Mesmo assim, o município segue em alerta, mantendo a faixa de risco muito alto e as medidas de proteção à vida.

Desde março de 2020, como mostra a nova edição do Boletim Epidemiológico, o município do Rio soma 250.160 casos de Covid-19, com 22.923 óbitos.

Na última semana, 25 casos de variantes do vírus foram identificados na cidade, 14 deles de moradores locais. Desde a identificação do primeiro caso de novas cepas, são 256 casos no município, sendo 197 residentes. São 189 casos da variante brasileira (P.1) e oito da britânica (B.1.1.7). Dos moradores infectados por essas cepas, 22 faleceram, 15 permanecem internados e 160 já foram considerados curados. Dos não moradores do Rio infectados pelas variantes, 24 vieram de Manaus, quatro de Rondônia e 31 de outros municípios.

Vacinação

Até a manhã de sexta (23), 1.333.223 pessoas haviam sido vacinadas com pelo menos a primeira dose. (Foto: Divulgação)

Até a manhã de sexta (23), 1.333.223 pessoas haviam sido vacinadas com pelo menos a primeira dose das vacinas contra o coronavírus, o que representa 19,8% da população. Somente idosos eram 1.101.459. As primeiras pessoas que tomaram a D1 da Oxford/AstraZeneca ainda em janeiro começaram a receber a D2 no dia 19 de abril, conforme prazo indicado pelo fabricante, que é de 12 semanas.

No momento, a vacina disponível para D1 na cidade ainda é a Oxford/AstraZeneca. A D2 para quem tomou a CoronaVac, segundo a prefeitura, está garantida na data indicada no comprovante de vacinação. As pessoas devem retornar para a segunda dose preferencialmente nos mesmos postos onde tomaram a primeira dose e obrigatoriamente no mesmo município.

Os idosos que por algum motivo ainda não tenham se vacinado ou pessoas que completem 60 anos poderão comparecer a qualquer unidade de saúde para serem imunizados. É importante que quem tomou a primeira dose volte no dia marcado no comprovante de vacinação para receber a segunda dose, completando a proteção. Após a vacinação, as notificações de surtos de Covid-19 nas instituições de longa permanência, como os asilos de idosos, zeraram até agora no mês abril.

A partir de segunda-feira (26), começam a ser vacinados novos grupos prioritários. As mulheres desses grupos com 59 anos; na terça, 27, os homens desses grupos com 59; na quarta as mulheres de 58 e na quinta os homens da mesma idade. E assim por diante. Apenas para o grupo de profissionais de saúde as faixas etárias serão diferentes, de 44 anos para baixo, uma idade a cada dia, para ambos os sexos.

Locais de vacinação

A Secretaria Municipal de Saúde conta com 236 unidades de Atenção Primária (Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde), além postos extras espalhados pela cidade. A lista está em coronavirus.rio/vacina.

 

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Cariocas vão a praias da cidade mesmo com proibição

Da Agência Brasil

Apesar da proibição de permanência na areia e do banho de mar em praias de todo o estado do Rio de Janeiro, alguns cariocas decidiram frequentar praias da capital, no primeiro dia do recesso de dez dias estabelecido pelo governo fluminense.

Nas praias da zona sul da cidade, muitas pessoas foram vistas tomando banho de mar e permanecendo na areia, algumas inclusive com guarda-sóis.

O número de pessoas que infringiram as regras de isolamento estabelecidas pela prefeitura e pelo governo do estado, no entanto, era pequeno nas praias visitadas pela reportagem entre o fim da manhã e o início da tarde de hoje (26): Praia Vermelha, Copacabana, Ipanema e Leblon.

Um decreto do governo do estado proíbe a permanência nas praias, a prática de esportes coletivos e o comércio nesses locais até o dia 4 de abril. São permitidos apenas esportes individuais.

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Praias proibidas no Rio

 

Novas medidas publicadas hoje no Diário Oficial determinam a proibição do acesso às praias para conter o avanço da Covid na cidade. A decisão faz parte do pacote de medidas restritivas implementadas pela Prefeitura do Rio de Janeiro e está sendo explicada em entrevista coletiva à imprensa pelo Prefeito Eduardo Paes, nesta sexta-feira (19).As regras se somam às do decreto publicado há uma semana e, a princípio, valem somente para este fim de semana — da 0h de sábado (20) até as 5h de segunda-feira (22).

Proibições:

  • Ficar na areia da praia;
  • Praticar esportes na praia;
  • Tomar banho de mar;
  • Comércio e serviços na praia, incluindo ambulantes;
  • Entrada de ônibus e vans fretados na cidade, exceto de hotéis;
  • Estacionar na orla.
Prefeito Eduardo Paes anuncia novas medidas restritivas: praias e ônibus fretados estão proibidos (Foto: Reprodução TV)

Quiosques podem abrir normalmente, mas as ás áreas de lazer da orla não vão funcionar no domingo.. É proibido permanecer nas areias em qualquer horário, inclusive para a prática de esportes, o banho de mar e o exercício de qualquer atividade econômica, como o comércio ambulante.

A entrada de ônibus e outros veículos de fretamento na cidade também está proibida, com a exceção dos que prestam serviços regulares para os funcionários de empresas ou para hotéis. Neste último caso, os passageiros devem confirmar a reserva de hospedagem.

Fica proibido também  estacionar na orla, exceto para os moradores, idosos, portadores de necessidades especiais, hóspedes de hotéis e táxis.

As áreas de lazer nas pistas das avenidas Delfim Moreira, Vieira Souto e Atlântica, além do Aterro do Flamengo, também estão suspensa.

Foto: Tomaz Silva/ABr

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Orla Rio faz blitz de conscientização nas praias

 

Com a reabertura dos quiosques, a Orla Rio, concessionária que administra 309 unidades da orla do Rio, do Leme ao Pontal, vai reforçar os protocolos de saúde com mais uma edição da Blitz de Conscientização. A ação que está sendo realizada neste final de semana nas praias de Ipanema, Leblon e Recreio para conscientizar a população sobre as regras de prevenção da Covid-19, como o uso da máscara, a higienização frequente das mãos e a necessidade de manter o distanciamento social e evitar aglomerações.

Após contato constante com a Prefeitura do Rio durante a última semana, a concessionária conseguiu mostrar a importância de os quiosques receberem o mesmo tratamento isonômico dos bares e restaurantes, reforçando ainda uma vantagem que eles têm de estarem ao ar livre e serem muito mais adaptados ao enfrentamento do vírus que alguns comércios.

“Estamos orientando os nossos operadores a seguirem todas as regras estabelecidas para que possam manter seus serviços funcionando, entregando com qualidade e, mais do que nunca, preservando a saúde de todos”, diz João Marcello Barreto, presidente da Orla Rio.

Na blitz, os promotores da Orla Rio percorrem o calçadão abordando os frequentadores e distribuindo brindes como máscaras, álcool em gel e ventarola informativa com as regras de prevenção da Covid-19. Novamente, a ação contará com a ajuda dos personagens Carioca Sangue Bom e Zé Furada, criados durante o Projeto Recomeço, para reforçar as boas práticas de forma divertida e de fácil compreensão. O projeto foi implementado em maio do ano passado para preparar os mais de três mil trabalhadores dos quiosques a funcionar com segurança em meio à pandemia do coronavírus.

Além dessa iniciativa, a Orla Rio aumentou a fiscalização dos quiosques com rondas, de domingo a domingo, e reforçou a divulgação de seu canal no WhatsApp (98221-2089), reconhecido pelo Centro de Operações Rio, para que a população envie fotos caso se depare com alguma irregularidade na operação dos quiosques, principalmente relacionada à aglomeração.

“A nossa principal preocupação é a preservação da vida. Por isso é tão importante que cada um faça a sua parte: o dono do quiosque, o funcionário e o cliente. Respeitando os novos hábitos, é possível frequentar a praia e os quiosques de forma consciente e responsável”, completa João Marcello.

Cronograma  da Blitz no Domingo (14/03)

Manhã – 10h às 12h

Ponto de Partida: MILTÃO – Av. Vieira Souto, em frente a R. Maria Quitéria – Posto 9
Ponto de Chegada: Toni do coco Av. Vieira Souto, em frente ao n. 718 – Posto 10

Tarde – 13h às 15h

Ponto de Partida: LA CARIOCA – Av. Delfim Moreira, em frente a Av. Borges de Medeiros – Posto 10
Ponto de Chegada: CANECO 70 – Av. Delfim Moreira, em frente a R. Rainha Guilhermina – Posto 12

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Covid-19: 92% da população do Rio está em cidades com Bandeira Amarela

O novo Mapa de Risco para a Covid-19 no estado do Rio aponta que 92,5% da população está em municípios classificados como de Bandeira Amarela, apresentando baixo risco para a doença. O dado foi revelado nesta segunda-feira (19), pela Subsecretaria Extraordinária das Ações Governamentais Integradas da Covid-19.

Segundo o estudo, apenas duas das nove regiões do estado apresentam risco moderado, com Bandeira Laranja: centro-sul e norte. Nessas duas regiões vivem 7,45% da população do estado.

As sete regiões classificadas em amarelo são: Metropolitanas I e II, Baía da Ilha Grande, Médio-Paraíba, Baixada Litorânea, Noroeste e Serrana. Juntas, elas concentram 92,55% da população do estado.

Na edição anterior do Mapa de Risco, a sétima, divulgada em 2 de outubro, mostrava apenas a Região Centro-Sul em bandeira laranja. A oitava edição compara as Semanas Epidemiológicas 41 (04 a 10 de outubro) em relação à 39 (de 20 a 26 de setembro). Taxa de positividade de pacientes testados para coronavírus; variação de casos e óbitos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG); taxa de ocupação de leitos destinados a SRAG; e previsão de esgotamento de leitos de UTI para SRAG são os indicadores utilizados na análise.

No geral, houve em todo o estado uma redução no número de óbitos (-46,96%) e casos (-33,31%). A taxa de ocupação de leitos de enfermaria destinados aos pacientes de covid-19 ficou em 36,23%, e a de leitos de UTI, em 52,57%. A previsão de esgotamento de leitos de UTI e a taxa de positividade para covid-19, dois dos seis indicadores usados no cálculo, ainda mantêm o estado do Rio na Bandeira Amarela.

As bandeiras e os riscos indicados variam entre as cores roxa (risco muito alto), vermelha (risco alto), laranja (risco moderado), amarela (risco baixo) e verde (risco muito baixo). Cada nível de risco representa um conjunto de recomendações de isolamento social

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Rio tem sol de 40 graus e praias lotadas

Os cariocas parecem não ter mais consciência da pandemia. Neste fim de semana, as areias estavam lotadas e praticamente não havia fiscalização. Na orla de Copacabana, algumas viaturas da Polícia Militar estavam estacionadas nos canteiros do Posto 2 e nos bairros do Leblon e Ipanema, algumas circulavam fazendo ronda local.

Os bairros do Arpoador e Leme, pareciam um domingo tipicamente de verão, com aglomerações, ambulantes e muitas crianças soltas na areia. Grupos de jovens faziam o pagodinho na areia, com cerveja gelada e tocavam alguns instrumentos. Fiscalizar pra que, né Prefeito?

Importante ressaltar que o  decreto da prefeitura em vigor permite as seguintes atividades nas praias:

  • Banho de mar
  • Circulação de ambulantes (entre 7h e 18h)
  • Atividades físicas, com uso obrigatório de máscaras

Além da permanência de banhistas na faixa de areia, seguem proibidos:

  • Venda de bebida alcoólica
  • Altinha
  • Aluguel de cadeiras e barracas

Quem circula em via pública sem máscara pode ser multado em R$ 107.No entanto, o que falta mesmo é fiscalização e ordem na cidade.

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Cariocas ignoram a pandemia e lotam praias cariocas

Cariocas e turistas lotaram as praias cariocas no final de semana que antecedeu o feriadão de 7 de setembro. Praias como Arpoador, Copacabana e Ipanema retrataram a falta de consciência e irresponsabilidade dos banhistas que aglomerados tomaram as areias da zona sul.
A prefeitura diz que aumentou o quadro dos fiscais nas praias e que as multas são aplicadas, mas após uma caminhadinha na orla, a gente percebe que não havia nenhum tipo de autoridade monitorando as areias cariocas.
Ainda nessa semana, o prefeito Marcelo Crivella estuda a possibilidade de liberar uma nova fase de flexibilização, o que pode aumentar os índices de contágio e consequentemente, uma nova onda.

Permanecer na areia da praia está proibido desde março. A multa para quem desrespeitar a regra é de R$ 107, mas entre o trecho Copacabana x Leblon, não encontramos nenhuma fiscalização e nada de multas. Ao que tudo indica, o governo atual é bom de discurso, mas na prática, tudo indica que nada sai do lugar.

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Manchas de óleo ainda representam risco para o mar e à saúde

Há exatamente um ano, manchas de óleo invadiram o litoral brasileiro, afetando mais de 3 mil quilômetros de costa. Mesmo que parte do material poluente tenha sido retirado, especialistas afirmam que os riscos para os ecossistemas marinhos permanecem, podendo causar danos inclusive à saúde humana. Eles defendem a continuidade dos estudos de avaliação dos impactos e o desenvolvimento de tecnologia de monitoramento das águas.

“Embora a imagem degradante das manchas aparentemente tenha sido resolvida, o óleo ainda está lá, gerando impactos pouco visíveis ao olhar comum”, alerta o membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e pesquisador do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), Alexander Turra. “Parte do óleo que atingiu a costa brasileira se acumulou no fundo do mar e se misturou com os sedimentos, formando grumos pegajosos de poucos centímetros que, de tempos em tempos, são lançados nas praias por meio de tempestades e ressacas e seguem liberando compostos químicos no ambiente. O óleo também está presente nos tecidos de organismos marinhos afetados, podendo representar risco para o ambiente e para a saúde humana. Por isso, a continuidade dos estudos é necessária”, alerta.

No final de agosto e início de setembro de 2019, manchas de óleo tomaram boa parte do litoral brasileiro, naquele que se tornou o maior acidente ambiental da história do país. Em junho de 2020, nove meses após o evento, o material poluente ressurgiu na costa de estados como Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A investigação conduzida pela Marinha do Brasil levantou hipóteses de derramamento acidental, intencional, operação ship to ship ou naufrágio de um navio petroleiro, mas a origem do óleo até hoje segue desconhecida. O inquérito, já concluído, apontou que o derramamento ocorreu a 700 quilômetros da costa e viajou submerso por 40 dias.

Segundo o ecólogo e coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Robson Capretz, isso realça a necessidade de monitoramento das águas, considerando a importância do oceano para a manutenção da vida no planeta. “O oceano é responsável pela estabilidade do clima, pela produção de alimentos e estocagem de carbono; além de movimentar a economia, envolvendo setores como transporte, recursos minerais, energia e turismo. Os ambientes marinhos também são fonte de renda e berço de culturas e tradições de populações tradicionais”, destaca.

Turra, que é também responsável pela Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade dos Oceanos, reforça que acidentes como o que ocorreu em 2019 precisam de respostas imediatas das autoridades para reduzir prejuízos. Isso implica em transparência no diálogo, na divulgação das informações, assim como na comunicação constante com a comunidade científica para a interpretação correta dos eventos.

“É preciso que seja desenvolvida tecnologia para identificar e monitorar em tempo real manchas que se aproximam da costa pela superfície ou abaixo dela e todos os navios que passem ao longo da costa brasileira – em especial os navios-tanque. Também é preciso definir procedimentos e indicadores prévios de alerta, como o desligamento do transponder de um navio ou padrão suspeito de navegação, de forma a permitir ação rápida da Marinha”, aponta Turra.

Os especialistas afirmam ainda que é necessário solicitar ações e procedimentos mais rigorosos de combate a fraudes no sistema de rastreamento de embarcações pela Organização Marítima Internacional (IMO) e de responsabilização por crimes ambientais. “O treinamento de profissionais e voluntários, a implantação de instrumentos de vigilância independentes, a elaboração e implementação de protocolos de reação e a alocação de recursos públicos e privados para a prevenção e contingência de acidentes são outros aspectos que devem ser pensados”, reforça Turra.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a zona costeira do Brasil estende-se por mais de 8.500 quilômetros, abrangendo 17 estados e cerca de 400 municípios, do Norte ao Sul do país. Trata-se de uma área extremamente rica do ponto de vista da biodiversidade, com muitas espécies de fauna e flora ainda desconhecidas da ciência e cuja existência fica comprometida diante de acidentes graves como o do ano passado.

No vazamento de 2019, foram afetadas 906 localidades em 127 municípios de 11 estados. Ao todo, o governo federal informa ter desembolsado R﹩ 172 milhões para conter o avanço das manchas e coletar os resíduos. À época, a Marinha divulgou que havia mobilizado 54 organizações militares, 2.700 membros das forças armadas, 16 navios, duas aeronaves, além de embarcações e viaturas pertencentes às diversas capitanias dos portos, delegacias e agências sediadas ao longo do litoral.

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Apesar de proibição, banhistas lotam praias do Rio no domingo

Praias lotadas e com a maior parte dos frequentadores sem máscara. Esse foi o panorama de um domingo de sol forte no Rio de Janeiro. Embora determinação recente da prefeitura da capital fluminense permitisse o banho de mar, e o trabalho de vendedores ambulantes, durante a pandemia de covid-19, a decisão ainda proíbe a permanência nas areias, condição que notadamente não foi respeitada pelas pessoas em diversos locais do Rio

Muitos banhistas estiveram na Praia do Arpoador, ocupando as areias apesar da determinação da gestão municipal. Nas praias de Copacabana houve movimentação e permanência dos banhistas na areia. No local, alguns jovens sequer usavam máscaras enquanto praticavam esportes.

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Cidades do litoral paulista permitem prática de surfe durante quarentena

Algumas cidades do litoral paulista regulamentaram a prática de surfe durante a quarentena adotada para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da regulamentação local, a orientação do governo do estado de São Paulo continua sendo que as pessoas saiam de casa apenas para realizar atividades essenciais.

Em Bertioga, atividades físicas específicas e individuais estão liberadas na areia da praia, em rios e mares, por meio de decreto publicado no último dia 29, desde que respeitadas as medidas de higiene e distanciamento. As atividades, incluindo o surfe, estão permitidas das 6h às 18h, de segunda a quinta-feira. Durante as sextas-feiras, finais de semana e feriados, as práticas estão proibidas.

As seguintes proibições permanecem: utilização de barracas, cadeiras, mesas, guarda-sóis, serviços de praia, consumo de alimentos e bebidas na faixa de areia e estacionar em toda orla.

A prefeitura de Praia Grande, também por decreto publicado em 29 de abril, regulamentou a prática de esportes individuais no mar durante o período das medidas restritivas devido à pandemia. A prática esportiva está permitida entre as 5h e as 8h. Demais atividades na praia continuam proibidas.

Em São Vicente, a liberação da prática de surfe foi anunciada em 19 de abril, entre as 6h e as 10h, desde que não haja aglomeração, mantenha-se o uso individual dos equipamentos utilizados e sejam respeitadas as recomendações de higiene. A prefeitura informou que a Guarda Civil Municipal faz abordagens com orientações sobre as restrições de permanência na faixa de areia.

Caso haja resistência no descumprimento das regras estabelecidas pelo município, o infrator pode ser conduzido à delegacia e responder pelo Artigo 268 do Código Penal, que se trata de infringir determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa.

Com informações e foto da Agência Brasil