Categorias
Destaque Educação Rio

Bolsista com déficit auditivo é aprovado em segundo lugar na UERJ

As dificuldades financeiras e os 50% de déficit auditivo jamais desanimaram o jovem Hugo Machado, de 17 anos, em sua implacável busca pelo conhecimento. Morador do Engenho Novo, o mais velho dos três filhos da dona de casa Shirlene Machado acaba de ser aprovado em segundo lugar para o curso de Ciências Contábeis na UERJ.

Estava conversando com um amigo, quando ele me avisou que tinha saído o resultado. Logo procurei meu nome, a página demorou para carregar. Assim que vi, pensei: ‘será que sou eu mesmo’? Lembrei de todas as questões, tudo o que vi na escola. Tudo o que a gente sonhava e pensava quando entrasse na faculdade veio à tona. Foi uma emoção muito grande, uma experiência sensacional, valeu a pena cada esforço e dedicação – comemora Hugo, que, em 2020, aos 16 anos, foi aprovado no Colégio Naval, mas o déficit auditivo o impediu de ingressar na Marinha.

Aluno do Banco Carioca, programa da Prefeitura do Rio que concede bolsas de estudos integrais ou parciais para pessoas com renda familiar de até 3 salários mínimos, Hugo é muito grato ao CEL Intercultural School, onde estudou do 9º ano ao 3º ano do Ensino Médio:

O ambiente do CEL me fez aprender muito mais rápido, pois os professores sempre estiveram abertos para dúvida, inclusive fora da matéria. Sempre levava perguntas fora da escola para meus professores, algumas eram nível faculdade, e eles sempre me ajudavam e me motivam. E meus colegas sempre tinham sede por mais conhecimento, e esse networking me impulsionou nos estudos e olimpíadas – agradece o agora universitário.

Durante seus anos escolares, Hugo também colecionou medalhas na OBA (Olimpíada de Astronomia), Olimpíada de Matemática e ainda representou a escola na natação do Intercolegial. Ali ganhou o apelido de Cesar Cielo.

No CEL aprendi a amar o conhecimento, me desenvolvi na redação, aprimorei o respeito, o cuidado com o meio ambiente e a explorar meus limites. A escola, professores e alunos sempre foram super inclusivos comigo – reconhece.

Dona Shirlene, cujo um dos filhos mais novos é autista, não segura a emoção ao falar da importância do CEL na vida de Hugo:

 Fez um diferencial pra vida inteira. A vida do meu filho foi transformada a partir do CEL. O colégio, que sempre o tratou com excelência, injetou vida, futuro, possibilidade, vontade de vencer, garra, e dinamismo. O resultado que ele conseguiu neste vestibular não tem preço. Ele é estudioso, mas o CEL potencializou infinitamente mais os talentos que ele tinha. Foi como uma mola propulsora na vida do meu filho.

Hugo, que em setembro completa 18 anos, tem muitos sonhos. O maior deles é trabalhar em um banco e, no futuro, empreender ou gerir um fundo de investimento em empresas na área de impacto socioambiental e reinventar o mundo com soluções para o aquecimento global.

Outro sonho do filho mais velho de dona Shirlene é se aperfeiçoar no inglês e fazer intercâmbio no exterior.

Alguém duvida de que ele pode chegar lá?

Categorias
Brasil Destaque Notícias Política Rio Saúde

Uerj iniciará vacinação de grupos prioritários contra a Covid-19 na próxima semana

A partir de segunda-feira (26/04), o posto para pedestres no campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) começará a imunizar pessoas de 45 a 59 anos pertencentes aos grupos prioritários, seguindo o calendário por idade elaborado pela Prefeitura do Rio. Entre eles, estão indivíduos com comorbidades e deficiências permanentes, conforme  lista  do Plano Nacional de Imunização (PNI), além de trabalhadores da ativa da saúde, educação, serviços de limpeza urbana, motoristas e cobradores de ônibus e transporte escolar, policiais civis e militares, guardas municipais, bombeiros e agentes penitenciários. A vacinação acontece de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h.

Professores, técnicos administrativos e terceirizados da Uerj que estejam na ativa incluem-se na categoria de trabalhadores da educação e poderão ser imunizados no campus Maracanã ou em outros locais da rede municipal de vacinação. Para atender aos diversos públicos, a universidade ampliou a estrutura montada em frente à Concha Acústica Marielle Franco, que conta agora com o dobro da equipe de vacinadores, envolvendo o corpo de enfermeiros e técnicos do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), além de docentes, residentes e estudantes voluntários.

De acordo com a pró-reitora de Extensão e Cultura, Cláudia Gonçalves, a expectativa é que haja um fluxo maior de pessoas procurando a Uerj para se imunizar, por isso a necessidade de criar uma logística especial para o atendimento. 

“Nós vamos vacinar todo esse grupo prioritário seguindo a regra fundamental que é a idade, sem flexibilização, começando com 59 anos e assim sucessivamente a cada dois dias”, afirmou Cláudia.

A entrada para o posto de pedestres da Uerj é pelo portão 1 da Avenida Radial Oeste, ao lado do acesso às estações de trem e metrô. Quem for de carro pode entrar pelo portão 7 da Avenida Radial Oeste e estacionar na área ao lado do Teatro Odylo Costa, filho. 

Vacinação solidária

Junte-se à Uerj e ajude a combater a fome que aflige milhões de pessoas neste momento tão difícil. A universidade participa da campanha Rio contra a Fome, arrecadando itens de cesta básica para organizações da sociedade civil que atuam em favelas e periferias da cidade. Vale contribuir com alimentos não perecíveis, material de limpeza e higiene pessoal, além de álcool em gel. 

Documentos exigidos para a vacinação dos grupos prioritários

Todos devem levar documento de identidade, número do CPF e, se possível, caderneta de vacinação.

Pessoas com comorbidades – laudo ou atestado que comprove a comorbidade, contendo a assinatura do médico ou QR Code para validação de autenticidade no  modelo Cremerj . Serão aceitas também as três últimas receitas médicas do remédio utilizado. Entre as comorbidades descritas como prioritárias estão diabetes mellitus, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e renais crônicas.

Pessoas com deficiência permanente – laudo médico ou receituário que comprove a condição ou cartão de gratuidade no transporte público. Estão incluídas as deficiências físicas, auditivas, intelectuais, psicossociais, visuais, múltiplas e transtorno do espectro autista. 

Trabalhadores dos grupos prioritários (devem estar na ativa) – contracheque comprovando vínculo com a profissão e local de trabalho, ou declaração assinada do estabelecimento em que atuam. É preciso observar atentamente o calendário por idade divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde.

Categorias
Destaque Diário do Rio Educação Notícias Notícias do Jornal

Uerj adia vestibular 2021 para julho por causa da pandemia

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiu adiar o Exame Único do Vestibular Estadual 2021, do dia 2 de maio para 18 de julho. A medida foi tomada, segundo a instituição, em função da pandemia da Covid-19 e das “projeções negativas das autoridades sanitárias e das instituições científicas, bem como da Comissão para Acompanhamento e Suporte à Tomada de Decisão sobre o Coronavírus no Âmbito da Universidade”.

O modelo de prova e os programas das disciplinas permanecem os mesmos.

Os candidatos que se inscreveram, mas perderam o prazo para escolha do curso terão uma nova oportunidade. O sistema será reaberto de 14 a 18 de abril, quarta-feira a domingo.

Aqueles que desejarem optar pelas cotas também poderão enviar os documentos necessários neste período. O acesso deve ser feito pelo site www.vestibular.uerj.br.

Categorias
Destaque Diário do Rio Fazendo a Diferença Notícias Notícias do Jornal Social

Estudantes se unem em campanha solidária de doação de sangue para hospital

Estudantes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram se unir para tentar amenizar um problema que se agravou durante a pandemia: a queda no número de doações de sangue. Um grupo de veteranos encampou a missão de convocar calouros e demais alunos da instituição para doar sangue ao Banco de Sangue Herbert de Souza, do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe/Uerj), ato solidário que pode salvar até quatro vidas com uma única iniciativa.

Com aulas remotas e diante das restrições pela pandemia, os alunos decidiram montar um site para organizar a lista de doadores e fazer agendamentos. A ideia é ter, diariamente, até 10 doadores de cada curso. A restrição tem como finalidade evitar aglomeração, porém, não limitará a ação, pois a campanha se estenderá até julho.

Integrantes dos centros acadêmicos, Diretório Central dos Estudantes e atléticas dos cursos de graduação decidiram aderir à campanha, que foi intitulada Juntos pela Vida. A iniciativa, lançada neste mês, pretende estimular a doação de sangue entre os discentes de todos os campi.

A campanha é inspirada no Projeto Sangue, atividade de extensão da Faculdade de Enfermagem que, no início de 2020, antes da pandemia, plantou a idéia de estimular os calouros à doarem sangue. O que seria um trote solidário acabou se expandindo para uma conscientização geral do corpo estudantil.

“Esta campanha tem a importância de salvar vidas e de podermos criar uma cultura de doação de sangue dentro da comunidade da Uerj; uma cultura de salvar vidas”, diz Caio Cler dos Santos, aluno do 8º período de Engenharia Química, presidente do Centro Acadêmico do Instituto de Química e um dos veteranos organizadores da campanha.

Na opinião da assistente social e e também organizadora Regina Rangel, a união gerada por todos já aponta o sucesso que a ação pretende alcançar. “A Campanha Juntos pela Vida é fundamental para unificar a comunidade acadêmica, por meio da organização dos estudantes em prol da importância da doação de sangue, principalmente neste momento de pandemia”.

Ecoar ações que unem a comunidade é um dos maiores ganhos, na opinião da chefe do setor de hemoterapia do Hupe e professora da Faculdade de Ciências Médicas Flávia Miranda Bandeira, responsável técnica pelo Banco de Sangue. “Uma campanha assim traz consciência de coletividade e sociedade, provoca a sensação de pertencimento e cidadania, além de mostrar a união de todos pelo bem maior que temos: a vida”.

Os interessados em doar precisam ter entre 16 e 69 anos, mais de 50 kg, estar em boas condições de saúde, não ser portador de doenças cardíacas ou diabetes, não ter tido hepatite após os 10 anos de idade, não estar grávida e/ou amamentando e não ter ingerido bebida alcoólica 12h antes da doação. Além disso, pessoas que tiveram covid-19 só poderão doar 30 dias após o desaparecimento dos sintomas. As doações são agendadas pelo site: https://doity.com.br/juntos-pela-vida.

Categorias
Destaque Diário do Rio Notícias

Drive-thru da Uerj volta a aplicar segunda dose da vacina contra a covid-19

O drive-thru de vacinação contra a Covid-19 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) volta a funcionar a partir desta quinta-feira (25) até o dia 1º de abril, exclusivamente para aplicação da segunda dose de todos que já foram vacinados no campus Maracanã. Na data agendada para o retorno, é necessário levar o comprovante da primeira dose e documento de identidade. O atendimento será de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, com entrada pelo portão 7, na Avenida Radial Oeste.

De acordo com a pró-reitora de Extensão e Cultura da Uerj, Cláudia Gonçalves, a previsão é que sejam vacinadas cerca de 2 mil pessoas neste período.

Já para aqueles que buscam a primeira dose da vacina, o posto para pedestres montado em frente à Concha Acústica Marielle Franco segue atendendo, conforme o calendário da Prefeitura do Rio e a disponibilidade do imunizante.

O funcionamento é de segunda a sexta-feira, também das 9h às 15h, com entrada pelo portão 1, na Avenida Radial Oeste, perto do acesso às estações de trem e metrô. Quem for de carro poderá entrar pelo portão 7 e estacionar na área próxima ao Teatro Odylo Costa, filho.

A estrutura de vacinação da Uerj, que conta com a participação de voluntários como professores e residentes da Faculdade de Enfermagem, além de estudantes de diferentes cursos na função de escribas, já imunizou cerca de 25 mil pessoas. A coordenação é da Pró-reitoria de Extensão e Cultura e da Faculdade de Enfermagem, com a parceria das equipes da Policlínica Piquet Carneiro e do Hospital Universitário Pedro Ernesto.

Vacinação na Uerj

Drive-thru: segunda a sexta, das 9h às 15h, de 25 de março a 1º de abril.

Posto para pedestres: segunda a sexta, das 9h às 15h, conforme calendário da Prefeitura do Rio.

Categorias
Destaque Diário do Rio Educação

Uerj divulga edital para a realização do Vestibular 2021, marcado para 02 de maio

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) divulgou o edital do Vestibular Estadual 2021. Como anunciado anteriormente, a seleção desta vez será realizada em um único dia (2 de maio), incluindo questões objetivas e redação. Serão oferecidas 5.731 vagas para os cursos de graduação do 1º e 2º semestres deste ano.
Todos os candidatos que se inscreveram para o Exame de Qualificação estão automaticamente inscritos no novo exame. Mas a escolha do curso deverá ser registrada, de 23 de março a 8 de abril, pelo site https://www.vestibular.uerj.br.
Aqueles que não efetivarem o procedimento serão considerados desistentes. A opção pelo sistema de cotas e envio on-line de documentação comprobatória acontece no mesmo período.
A parte objetiva englobará 60 questões de múltipla escolha relacionadas às  seguintes disciplinas: Biologia, Física, Geografia, História, Língua Estrangeira, Língua Portuguesa / Literatura, Matemática e Química. O conteúdo cobrado inclui também a leitura do livro “Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto.
Já para a redação, a obra de referência é “1984”, de George Orwell. O local e o horário de realização do exame serão informados no cartão de confirmação, com emissão prevista para 13 de abril. A duração será de cinco horas.
A classificação final, que sai no dia 7 de junho, será baseada no somatório das pontuações obtidas na prova objetiva (total de 90 pontos) e na redação (10 pontos). Para cada curso, foram definidas duas disciplinas de maior relevância, cujas respectivas notas serão consideradas como critério de desempate entre os candidatos.
Os quadros de vagas disponíveis e conteúdos programáticos, assim como as instruções específicas para os candidatos ao sistema de cotas também se encontram no site https://www.vestibular.uerj.br.
Categorias
Notícias do Jornal Rio

UERJ adia vestibular para 2 de maio

 

O Vestibular 2021 da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que estava marcado para acontecer em 28 de fevereiro, foi adiado para o dia 2 de maio. A instituição realizará uma prova única por causa da pandemia da Covid-19.

A universidade informou que a mudança na data do exame de todos os 46.209 já candidatos foi alterada automaticamente e que, futuramente, eles só precisarão escolher o curso em que desejam ingressar, bem como informar a opção pelo sistema de cotas.

A prova reunirá questões objetivas e a redação. Dois livros de literatura permanecem entre os conteúdos cobrados: “Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, para a área de Linguagens da parte objetiva, e “1984”, de George Orwell, para a redação.

Conforme a UERJ, as mudanças no vestibular levaram em consideração o aumento de casos de Covid-19 no estado e têm como base um parecer da Comissão criada internamente para avaliar os riscos da pandemia no meio acadêmico.

Categorias
Destaque Rio Saúde

Uerj inicia vacinação de idosos contra a Covid-19

 

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) começou a vacinar contra a Covid-19 os idosos com 99 anos ou mais, nesta segunda-feira (01/02). A imunização acontece no campus Maracanã no esquema drive-thru e vai ocorrer sempre de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, de acordo com as faixas etárias determinadas pelo Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, seguindo o calendário divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. O calendário prevê uma idade por dia, ou seja, nesta terça-feira (02/02), serão vacinados aqueles com 98 anos, e assim o procedimento seguirá nos próximos dias.

A primeira a chegar para se vacinar foi Haymee Lima Figueiredo, de 99 anos. A idosa que está morando na casa da neta temporariamente, completará 100 anos do dia 21 de maio e não escondeu a alegria de ser a imunizada. “Estou muito feliz, em breve vou poder sair sem máscara, encontrar os familiares e voltar a morar na minha casa”, ressaltou.

Neta de Haymme, a professora Sanny Cotta disse que a avó sempre foi muito ativa e estava na expectativa de tomar a vacina. “Minha avó sempre morou sozinha, mesmo com 99 anos, mas ela levou um tombo e, desde então, ficou com alguma dificuldade de locomoção. Com a pandemia, achei melhor levar ela para morar comigo, até se recuperar totalmente. Agora, com a vacina, ela está com esperança de retomar a vida dela como era antes “, explicou.

Para o reitor em exercício da Uerj, Mario Sergio Alves Carneiro, é um orgulho a Uerj poder ajudar no processo de vacinação. “É uma alegria colocar a Uerj nesse processo de vacinação, prestando esse serviço à população. O reitor Ricardo Lodi já havia determinado que a Uerj se colocasse à disposição e logo depois recebemos a proposta da prefeitura de criar o esquema drive-thru e nós aceitamos na hora. Temos uma área de Saúde muito importante e todos esses profissionais estarão trabalhando para vacinar a nossa população”.

Fotos : Carlos Magno

Categorias
Destaque Saúde

Faça a sua parte: proteja vidas, inclusive a sua!

Por Sandro Barros

Muitos ainda não se deram conta de que vivemos uma catástrofe que assombra o mundo. Outros sabem disso claramente, mas optam por negligenciar essa realidade. E uma boa parte, felizmente, sabe que temos um sério problema devido à pandemia da covid-19, um grande desafio para a humanidade, e que só vamos superá-lo com união, trabalho, fé e determinação.

É preciso ter a consciência de que cientistas de todo o planeta estão trabalhando incansavelmente para descobrir uma vacina capaz de acabar com esse pesadelo em que se transformou o novo coronavírus. Enquanto não é criada uma vacina e a contaminação não é controlada, a recomendação de especialistas é a de que todos devem manter o distanciamento social.

Mas, lamentavelmente, muitas pessoas não levam a sério as recomendações de médicos e cientistas e se portam como se estivessem em férias. O triste exemplo que veio da Itália, onde as autoridades em princípio menosprezaram o poder de destruição do vírus − e agora paga um preço altíssimo por isso −, parece não ter sensibilizado uma parcela significativa da população.

Em diversas cidades brasileiras, inclusive o Rio de Janeiro, a flexibilização da quarentena, com abertura de alguns estabelecimentos comerciais, soou para muitos como se fosse um ‘grito de liberdade’, como se ir à rua, com uma parcela sequer usando máscara, fosse algo sem consequência. Assim, temos visto uma grande circulação de pessoas, inclusive em shoppings e nas orlas. Mas, ao não respeitar as recomendações dos especialistas, essas pessoas estão colocando em risco sua própria saúde, bem como a saúde de seus familiares e amigos.

Instinto de sobrevivência

Vivenciamos uma situação que não é fácil. Termos rompido a ‘normalidade’ bruscamente, distanciados da rotina de antes por meses, pode trazer um tipo de desespero emocional, afetando diretamente nosso comportamento. São dias e dias de privações, medos e ansiedades, durante os quais recebemos muitos estímulos negativos e poucos estímulos positivos. São reações humanas, sabemos disso.

No entanto, devemos considerar algo que, pelo menos por enquanto, parece ser unânime: o coronavírus está ganhando a ‘guerra’. Somente no Brasil são 1.344.143 casos confirmados e 57.622 mortes pela doença, segundo informações do Ministério da Saúde de 28 de junho. Então, manter o distanciamento social também é uma forma de preservar outra face da natureza humana: o seu instinto de sobrevivência.

Não atender as recomendações de se manter em quarentena também significa um desrespeito aos milhares de profissionais da área de saúde, que colocam suas vidas em risco em defesa da sociedade. É também ofensivo para outras categorias, como policiais, bombeiros, garis entre outras, que igualmente se arriscam no dia a dia.

Enfim, se desejamos vencer a covid-19 e construir um mundo melhor, mais justo e solidário, é fundamental seguir as recomendações dos cientistas. Temos − e devemos − cobrar dos governantes um total compromisso com o bem-estar da população, mas isso só não é o bastante. Cada um de nós precisa também fazer a parte que nos cabe. E você, está fazendo a sua?

Ficar em casa segue sendo o mais seguro

Estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tornou mais fácil identificar lugares onde, segundo pesquisadores, a chance de ser infectado pelo novo coronavírus é maior. Os resultados parecem comprovar o que já é protocolo sanitário em todo o Brasil: a residência é o lugar mais seguro para as pessoas neste momento.

A equipe de virologistas responsáveis pelo levantamento coletou amostras de lugares públicos de alta circulação na cidade de Belo Horizonte. O método utilizado foi parecido com os testes realizados para detectar a presença do vírus no organismo: o ‘swab’ ─ um tipo de cotonete alongado que, quando friccionado contra superfícies, coleta o material em repouso ─ foi usado em pontos de ônibus, corrimãos, entradas de hospitais e até mesmo bancos de praças. Das 101 amostras colhidas, 17 continham traços do novo coronavírus.

Matheus Westin, infectologista e professor de medicina da UFMG, a organização dos lugares em categorias de risco faz sentido. Ele explica que há três critérios básicos para avaliação de risco de locais públicos. “Para se avaliar o risco de um determinado local, levamos em consideração três elementos: o número de pessoas que podem portar a infecção, o nível de aglomeração esperado nos ambientes e a chance de haver pessoas com a infecção no local”.

O médico lembra ainda que objetos também podem ter partículas infecciosas inertes. Frutas, verduras, caixas e outros itens que ficam expostos podem carregar o vetor de infecção. O estudo classificou as áreas de risco de acordo com os três pilares sanitários identificados pelos médicos.

O estudo mostrou também que profissionais que trabalham na linha de frente de combate ao novo coronavírus estão muito mais suscetíveis ao contágio, já que a proximidade com infectados é inevitável. Segundo Westin, o investimento em equipamentos de proteção individual (EPIs) de qualidade é crucial, e pode definir se o profissional médico será contaminado ou não ao tratar pacientes.

O site da UFMG afirma que o estudo não pode ser considerado científico, mas que as evidências corroboram a escala de perigo de infecção.

Estudo da Uerj recomenda a suspensão da flexibilização social no estado do Rio

Pesquisadores na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) que integram o portal Covid-19: Observatório Fluminense, recomendaram, em 24 de junho, ao governo do estado do Rio a suspensão das medidas de flexibilização social, caso as taxas de óbitos e infecções por coronavírus permaneçam subindo.

A análise da 25° semana epidemiológica, compreendida entre 14 e 20 de junho, traz um alerta para os governos do estado e municípios. O relatório recomenda que haja investimento em testagem em massa para detectar casos assintomáticos e, dessa forma, reduzir a propagação do vírus. Além disso, o estudo aponta que se o aumento de casos persistir por muito tempo, “os efeitos em termos de mortalidade podem ser catastróficos”.

Para o professor Lisandro Lovisolo, um dos coordenadores do portal, os casos vão aumentar e será necessário tomar medidas de contenção novamente. “O movimento recente da epidemia na cidade do Rio de Janeiro indica que ela volta a ganhar força”. O professor analisou que a reabertura ocorreu de forma muito rápida. “Podia ter esperado um pouco mais”, revelou.

O estudo desenvolvido pela Uerj revela ainda que, caso o estado do Rio de Janeiro fosse considerado como um país, estaria hoje na sétima posição no ranking dos países, com uma razão de 511 mortos por milhão de habitantes, empatado com a Suécia. Segundo o relatório, a cidade de Niterói, na região metropolitana, apresenta a maior incidência de casos confirmados de covid-19 por 100 mil/habitantes. Já a capital fluminense lidera com o maior número de óbitos.

Categorias
Esportes

Uerj lança Museu Virtual do Esporte com exposição sobre a Copa de 1970

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) lançou oficialmente nesse domingo (19) o Museu Virtual do Esporte (eMuseu do Esporte), que receberá colaborações da população para perpetuar a história das várias modalidades esportivas e suas paixões e legados principais. Na abertura, foi inaugurada a primeira exposição temporária virtual intitulada Ciência x Mitos: lições da Copa de 1970 para o atual momento, com curadoria e acervo de Lamartine da Costa, professor da pós-graduação de Educação Física da Uerj e idealizador do projeto junto com a pesquisadora Bianca Gama.

Lamartine da Costa disse que a ideia de ter um museu virtual que destacasse todos os esportes, e não apenas o futebol, surgiu há dois anos, por iniciativa sobretudo de Bianca Gama, que foi aluna do programa de pós-graduação em ciência do esporte e do exercício, do qual Costa é professor colaborador.

Bianca Gama detalha que a ideia, nascida nas aulas de doutorado, se transformou em um projeto incubado no Departamento de Inovação da Uerj (InovaUerj), com objetivo de dar visibilidade a iniciativas e pessoas ligadas ao esporte em geral. “A intenção é criar um museu através da construção colaborativa de toda a sociedade, incentivando, promovendo, divulgando e registrando a importância que o esporte tem em nossas vidas, como agente de transformação social, além de mostrar a enorme paixão que desperta”, salientou.

Inovação e colaboração

O museu tem oito exposições programadas. A ideia, disse Costa, é fazer exposições temporárias temáticas com autores, como é tradição da museologia, e exposições colaborativas.

“São pessoas que tiveram algum evento relacionado ao esporte que mandam uma foto e um fato, ou duas fotos e dois fatos. A exposição será dessas pessoas com essas figuras. Uma comissão vai selecionar, orientar e melhorar os trabalhos. É um trabalho colaborativo, tanto da parte do pessoal que opera o museu, a maioria de voluntários, e os assistentes que vão produzir suas próprias exposições. É uma ideia interessante. Você combina o que era da tradição com a inovação, dentro de um contexto tecnológico”, revelou o professor da Uerj.

Lamartine da Costa avalia que houve nos últimos tempos um certo distanciamento das pessoas em relação aos museus. A proposta do eMuseu do Esporte atrai novas pessoas e valoriza a cultura do passado, a história dos esportes de maneira geral. “É uma ideia interessante, que envolve o indivíduo comum como expositor, ainda mais nesse período de isolamento social causado pela pandemia do coronavírus. Você tem que ser criativo e elaborar atividades para as pessoas. Todo mundo tem interesse em publicar sua própria história, principalmente o pessoal do esporte que tem isso como uma característica, guarda fotos, acontecimentos. É um pessoal ideal para uma exposição colaborativa”.

Seleção de 1970 (Foto: Reprodução)

Conhecendo o salão

O eMuseu do Esporte terá galerias permanentes e, a partir de junho, oferecerá visitas virtuais aos interessados. A partir de hoje, entretanto, o público que acessar o museu poderá conhecer o salão de exposições. Lamartine da Costa informou que haverá duas versões. Uma, mais sofisticada, tem um avatar, que é ele próprio, que mostra a primeira exposição temporária, destacando detalhes interessantes para os visitantes. Outra versão é mais simples e se destina a celulares e computadores. Costa observou também que há exposições interessantes para crianças.

Das galerias permanentes que serão criadas, quatro são de confederações brasileiras desportivas. “Quer dizer, o próprio esporte formal do Brasil aderiu à ideia. Temos aí uma potência proximamente”, concluiu Costa.

A diretora do InovaUerj, Marinilza Bruno de Carvalho, salientou a alegria que era poder ver projetos como esse se transformando em realidade. “A ideia do eMuseu nasceu dentro da Uerj, por meio do projeto de uma doutoranda nossa. Que essa plataforma cresça e ajude a difundir o esporte como potência e inclusão social”.

Com informações da Agência Brasil