Categorias
Destaque Diário do Rio Educação Notícias

UFRJ lança vaquinha para recuperação de prédio atingido por incêndio

A UFRJ iniciou uma campanha para atrair doações privadas para o Fundo de Apoio à recuperação do prédio Jorge Machado Moreira, edificação que sofre com problemas de manutenção e, desde 1957, já passou por dois incêndios, o mais recente no mês de abril.

Pessoas físicas ou jurídicas privadas poderão contribuir com o depósito de qualquer valor em uma conta específica aberta no Banco do Brasil. Um Comitê Gestor composto por membros da UFRJ e da Fundação Coppetec irá administrar os recursos, com total transparência para acompanhamento dos donativos e suas aplicações.

Os valores serão utilizados para recuperação dos espaços físicos do prédio e aquisição de equipamentos e mobiliário. Entre as obras previstas para a edificação, estão incluídas revisão geral da parte elétrica, intervenções para recuperação dos pilares e das fachadas, impermeabilização da cobertura dos blocos C e D, recuperação estrutural das áreas afetadas pelos incêndios e implantação do projeto de combate a incêndio e pânico.

A estimativa de custos para a recuperação dos espaços atingidos pelos incêndios está em torno de R$ 4 milhões, enquanto para a recuperação total do edifício, inclusive com adaptações preventivas contra novos sinistros, esse valor estaria próximo de R$ 15 milhões.

Os interessados em contribuir com o Fundo de Apoio para a recuperação do prédio Jorge Machado Moreira podem realizar depósito em favor da Fundação Coppetec, na conta-corrente 55.735-8, da agência 2234-9, do Banco do Brasil, remetendo o recibo do depósito para o site da transparência do Fundo de Apoio ou para o e-mail: doador.reitoria@coppetec.ufrj.br.

Categorias
Destaque Diário do Rio Notícias Notícias do Jornal

Pais fazem vaquinha e vão à Justiça por remédio de R$ 12 milhões para filho com doença rara

Por Alan Alves

Uma luta incessante. Assim tem sido a vida do casal Susane Fernandes, 36, e Antonio Carlos, 38, moradores do Vigário Geral e pais do pequeno Gabriel, de 1 ano, diagnosticado com uma doença rara e progressiva chamada atrofia muscular espinhal (AME). A criança precisa de um medicamento produzido no exterior que custa cerca de R$ 12 milhões para que a doença não avance e possa, inclusive, levá-lo à morte.

O problema é que o remédio, chamado Zolgensma e conhecido como o mais caro do mundo, só tem eficácia se administrado até os 2 anos de idade, e os pais estão correndo contra o tempo. O medicamento é aplicado em dose única e não é disponibilizado pelo SUS.

Os pais entraram na Justiça para que a União forneça o medicamento e ainda realizam campanhas nas ruas e até uma vaquinha na internet para arrecadar fundos.

A AME afeta aproximadamente 1 a cada 10.000 bebês no mundo. A doença é genética e causa a morte de células do sistema nervoso responsáveis pelo movimento dos músculos. Com o passar do tempo, o paciente não consegue, por exemplo, se movimentar, engolir alimentos ou respirar sozinho.

Pais montaram vaquinha, fazem campanhas na rua e entraram na Justiça para conseguir remédio. (Foto: Arquivo pessoal)

“A gestação, o parto e até os 6 meses do nosso príncipe foi tudo um sonho. Até que, após uma consulta ao pediatra, foi identificado um possível atraso no desenvolvimento motor dele. Fomos então ao neuropediatra, ele fez vários exames, em outubro, recebemos o resultado positivo para AME. Nosso mundo desabou. A partir de então corremos atrás da vida do nosso filho e demos início a campanha Ame o Gabriel”, diz a mãe, Susane.

Gabriel passa por sessões diárias de fisioterapia (motora e respiratória), fonoaudiologia, terapia ocupacional, além de consultas periódicas com pediatra, neuropediatra e nutrólogo. Ele ainda usa um aparelho de ventilação mecânica não invasiva para respirar melhor.

Enquanto não conseguem o Zolgensma, os pais administram outra medicação usada no tratamento dos pacientes com AME, a Spinraza, que está disponível no SUS e cujo uso é para a vida toda.

“Fomos em busca de tratamentos que fossem beneficiar o nosso filho para que ele tenha uma vida mais digna e humana. Só que o nosso foco é conseguir Zolgensma, que é dose única e que vai ajudar muito ele”, diz.

A ação movida pela família para obrigar a União a pagar o remédio corre na 3ª Vara Federal Cível, em Brasília. “A gente está esperando a manifestação da União e a decisão da Justiça. Trata-se de um caso de saúde de urgência, mas a gente ainda não tem previsão de quando essa decisão deve sair”, disse o advogado da família, Daniel Lamarca.

“O desafio é grande, mas acredito com todas as minhas forças de que com Deus e cada anjos envolvido em nossa causa, o meu filho terá a oportunidade de receber esse tratamento que mudará sua vida”, diz a mãe.

Como ajudar

Os interessados em ajudar podem entrar em contato com a família pelo Instagram @ame_o_gabriel ou através da vaquinha online, pelo site: www.vakinha.com.br/vaquinha/ame-o-gabriel.

Categorias
Brasil Destaque Diário do Rio Meio Ambiente Notícias Notícias do Jornal

Crianças arrecadam R$ 23 mil com vaquinha para restaurar área de Mata Atlântica

Por Alan Alves 

Duas crianças de 8 e 11 anos conseguiram arrecadar R$ 23 mil com uma vaquinha para plantar mudas de árvores em uma área de Mata Atlântica. O Marcello (8) e a Olivia (11) realizaram o financiamento coletivo com a intenção de restaurar uma área equivalente a um campo de futebol em uma antiga fazenda de café em Itu.

Eles conseguiram o suficiente para o plantio de 1.474 mudas e ainda contaram com a ajuda da a Fundação SOS Mata Atlântica, que contribuiu com outras 193 mudas parar atingir a meta de área plantada.

A iniciativa dos dois amigos de escola começou após uma visita à base de restauração florestal da ONG em Itu, em janeiro de 2019. No local, são produzidas mudas de árvores nativas da Mata Atlântica – aproximadamente 450 mil por ano – e usadas nos projetos de restauração florestal.

Vaquinha organizada pelas crianças arrecadou R$ 23 mil. (Foto: Marcelo Ferreli/SOS Mata Atlântica)

Após conhecerem um pouco mais sobre as características da Mata Atlântica e dos riscos da degradação do bioma para o meio ambiente e para a
sociedade, os dois tiveram a ideia de plantar um campo de futebol de árvores.

A leitura de livros na escola também fez criar nos dois o espírito de cooperação com o meio ambiente.

“Tudo começou na minha escola quando eu estava no segundo ano. Li um livro chamado SOS Planet Earth e li algo que me inspirou a levantar
dinheiro para ajudar as florestas tropicais da América do Sul”, disse Marcello.

“No dia da visita à base em Itu, o Marcello perguntou se ele plantasse uma muda ajudaria. Eles disseram que sim e aí tivemos essa ideia”, conta Olivia.

A vaquinha foi lançada em abril de 2019 (Dia da Terra) na plataforma GoFundMe. Nessa época, o Marcello morava no Canadá e a Olívia no Brasil, mas a distância não atrapalhou os planos dos amigos, que divulgaram a
campanha nas redes sociais, colégios e entre colegas e familiares.

Em setembro de 2020, Olivia entregou o cheque simbólico com o valor arrecadado para a Fundação SOS Mata Atlântica e fez o plantio da primeira muda do “Campo dos sonhos” dela e de Marcello, que não pode estar presente, mas que presenciou tudo por videoconferência.

Árvores serão plantadas em área do tamanho de um campo de futebol. (Foto: Marcelo Ferreli/SOS Mata Atlântica)

A propriedade onde as mudas serão plantadas possui mais de 500 hectares, onde acontecem ações de educação ambiental, mobilização, cursos e capacitações. Mais da metade do território da propriedade foi recuperado com o plantio de árvores nativas do bioma, e algumas já alcançam 10 metros de altura.

Na área de restauração em Itu, uma pesquisa identificou 20 espécies nativas de mamíferos que passaram a ocupar o território, sendo que seis encontram-se em algum grau de ameaça de extinção, o que demonstra a importância da área para a conservação da diversidade local e regional.

“Quando conhecemos algo, no caso a Mata Atlântica, e entendemos a sua importância, é um grande passo para que ações como essa aconteçam. Ficamos muito felizes pelo engajamento das crianças em prol da Mata Atlântica, que ainda precisa ser mais conhecida por boa parte da população brasileira”, afirma Kelly De Marchi, coordenadora de Educação Ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica.