Investimento prevê utilização de imagens de maior resolução do INPE e ferramentas tecnológicas para ampliar a identificação de focos de calor e fortalecer o combate aos incêndios florestais no Brasil
O avanço das queimadas e os impactos das mudanças climáticas têm impulsionado a busca por soluções tecnológicas para a preservação ambiental. O governo federal anunciou investimentos de R$ 147,6 milhões destinados à modernização do monitoramento de incêndios florestais, com a utilização de inteligência artificial (IA) e imagens de satélite de maior resolução produzidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
A iniciativa busca aprimorar a identificação de focos de calor, ampliar a capacidade de análise das áreas atingidas e fornecer informações mais precisas aos órgãos responsáveis pela prevenção e pelo combate ao fogo.
Inteligência artificial a serviço do meio ambiente
A aplicação da inteligência artificial representa uma nova etapa no acompanhamento das queimadas brasileiras. Com o processamento automatizado de grandes volumes de dados, será possível identificar padrões, analisar imagens e reconhecer alterações na vegetação que possam indicar a presença de incêndios.
Essas ferramentas também poderão auxiliar na avaliação de áreas de risco, permitindo que autoridades ambientais direcionem recursos e equipes de maneira mais eficiente.
A expectativa é reduzir o intervalo entre a identificação de ocorrências e a adoção de medidas de resposta, especialmente em regiões de difícil acesso.
Imagens de satélite mais detalhadas
O INPE desempenha papel fundamental no monitoramento ambiental brasileiro, utilizando sistemas de observação por satélite para acompanhar desmatamentos, queimadas e mudanças na cobertura vegetal.
Com imagens de maior resolução, será possível obter informações mais detalhadas sobre a localização e a extensão das áreas afetadas pelo fogo.
A tecnologia poderá beneficiar o acompanhamento de biomas como Amazônia, Cerrado e Pantanal, frequentemente ameaçados por incêndios durante os períodos de estiagem.
Entretanto, a detecção de focos de calor não significa necessariamente a confirmação de um incêndio florestal, sendo necessária a análise das informações pelos órgãos competentes.
Monitoramento terá precisão de 30 metros
Uma das principais novidades do projeto SIM-Biomas será a melhoria da resolução espacial do mapeamento das áreas queimadas. Atualmente, fora do Cerrado, o sistema nacional opera com resolução de um quilômetro. A previsão é alcançar 30 metros em todos os biomas brasileiros.
O projeto também integrará os sistemas Prodes e Deter, combinando informações detalhadas sobre desmatamento com alertas produzidos em tempo quase real. A iniciativa será financiada pelo Fundo Amazônia, administrado pelo BNDES, com execução prevista de cinco anos.





