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Tiroteio na Maré fecha Linha Amarela e criança é baleada dentro de escola

Foto: Reprodução

A Linha Amarela precisou ser interditada na manhã desta quarta-feira após um tiroteio na Maré provocar pânico na região e deixar uma criança baleada dentro de uma sala de aula. O confronto também atingiu estruturas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, segundo relatos de estudantes.

O bloqueio da via ocorreu por volta das 10h50, na altura da Vila do João, segundo o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura (COR-Rio). A interdição chegou a ser suspensa, mas foi retomada minutos depois devido à permanência do confronto armado.

A criança baleada estudava em uma escola do complexo. Ela foi socorrida para a Clínica Geremias, dentro da comunidade, e deve ser transferida para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, que possui maior estrutura para atendimento pediátrico. Seu estado de saúde não foi divulgado.

Na UFRJ, estudantes relataram que uma sala do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), identificada como F2018, foi atingida por disparos. Imagens feitas no local mostram projéteis no chão. Um tiro também teria acertado o banheiro feminino da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). O helicóptero da Polícia Civil chegou a pousar na área da faculdade devido à operação.

Segundo a Polícia Civil, agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) foram mobilizados após informações de um possível avanço de traficantes armados para invadir uma comunidade rival na Maré. A operação foi iniciada para evitar um confronto ainda maior entre facções.

Vídeos gravados por moradores mostram rajadas intensas de disparos. Em resposta, a Fiocruz acionou o nível 3 de segurança no Campus Maré, orientando servidores a permanecerem dentro dos prédios e a evitarem deslocamentos entre os campi Manguinhos e Maré.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que ao menos quatro unidades da região precisaram interromper parte do funcionamento devido à operação policial.

A ação continua em andamento, e o COR-Rio segue monitorando os impactos na mobilidade e segurança da área.

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