É o terceiro inquérito que a PF pede ao STF para investigar Lulinha, também suspeito de corrupção passiva no Ministério da Saúde
A Polícia Federal (PF) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido formal para a instauração de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As suspeitas recaem sobre a prática de tráfico de influência, em um novo desdobramento de investigações.
Recentemente, Lulinha já foi alvo de autorização do ministro André Mendonça para investigação sobre suspeitas de tráfico de influência e corrupção passiva no Ministério da Saúde. Na ocasião, o objetivo seria favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS.
Agora, o foco se volta para o suposto tráfico de influência em benefício de empresas com as quais Lulinha possui parcerias. A 3Structure It LTDA, atuante no setor de tecnologia, é uma das empresas citadas. Esta companhia detém contratos com o governo federal que somam R$ 55.721.051,62 em vigência. A PF investiga se Lulinha teria se valido do nome do presidente da República para viabilizar negócios e investimentos para essas empresas.
Em resposta às acusações, a defesa de Lulinha afirmou que ele tem sido vítima de perseguição devido ao fato de ser filho do chefe do Poder Executivo. O advogado Marco Aurélio de Carvalho criticou a atuação de setores da PF, que, segundo ele, estariam prestando um desserviço e utilizando a independência da instituição de forma indevida.
“Ao que parece, esses setores estão promovendo uma pesca probatória, que só teve precedentes na história do país na chamada operação Lava Jato”, declarou o advogado. Ele acrescentou que, na visão da defesa, trata-se de uma “verdadeira caçada” contra Fábio Luís, que carrega o peso do sobrenome.





