As fortes chuvas que atingem a Zona da Mata de Minas Gerais provocaram um cenário de destruição e luto em várias cidades da região. Em Juiz de Fora, o temporal já deixou 16 mortos e 440 pessoas desabrigadas, segundo informações da prefeitura. Diante da gravidade da situação, o município decretou estado de calamidade pública na madrugada desta terça-feira (24) e suspendeu as aulas em todas as escolas da rede municipal.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais seguem mobilizadas nas áreas mais afetadas e realizam buscas por pelo menos 45 pessoas que continuam desaparecidas. Deslizamentos de terra, alagamentos e desabamentos de imóveis foram registrados em diversos bairros, dificultando o acesso e o resgate de vítimas.
Moradores relatam momentos de pânico durante a madrugada, quando a intensidade da chuva aumentou rapidamente e rios e córregos transbordaram. Muitas famílias tiveram que deixar suas casas às pressas e buscar abrigo em escolas, igrejas e centros comunitários improvisados pela Defesa Civil.
Situação crítica também em Ubá
A cidade de Ubá também enfrenta consequências severas do temporal. De acordo com a prefeitura, seis pessoas morreram em decorrência das chuvas e duas estão desaparecidas. Na noite de segunda-feira (23), um rio transbordou e inundou a Avenida Beira Rio, uma das principais vias do município, deixando carros submersos e interrompendo o tráfego.
Equipes de resgate trabalham para atender ocorrências e avaliar danos estruturais, enquanto moradores contabilizam prejuízos e tentam recuperar o que restou após a água baixar. Até o momento, as autoridades não divulgaram a identidade das vítimas.
Alerta e mobilização
A Defesa Civil mantém alerta para novas pancadas de chuva na região, o que aumenta o risco de novos deslizamentos e enchentes. Autoridades orientam a população a evitar áreas de risco, encostas e margens de rios, além de procurar abrigo seguro em caso de emergência.
A tragédia reacende o debate sobre infraestrutura urbana, ocupação irregular de encostas e necessidade de obras de prevenção para minimizar os impactos de eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes no país.
Enquanto as buscas continuam, cidades da Zona da Mata vivem dias de dor, solidariedade e esperança por sobreviventes.




