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Versos & Diversos: A sensibilidade do cotidiano.

Foto: Reprodução Internet
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Há um mundo sutil que nos escapa na correria dos dias, mas que se revela por inteiro através dos olhos da poesia. Em nossa poesia, convido os leitores a resgatar o olhar puro da infância e enxergar o extraordinário que habita nas coisas simples — no sussurro de uma pedra, no fluxo das águas ou na luz de uma lamparina. Este poema, com linguagem rítmica e profunda, é um sopro de esperança e um lembrete de que a vida, em sua essência, é um livro cujas páginas jamais se apagam. Confiram:

Encanto invisível

Coisas simples, mistério,

pedra sussurra velho refrão.

Mundo oculto, império,

guarda segredos, canção.

Rio espelho, tempos passados,

flui memórias, marés.

Águas, vidas, fados,

velhos sonhos, antigos revés.

Lamparina, labaredas,

acende noite, esferas.

Guia almas, veredas,

futuro, sonhos, quimeras.

Árvore sábia, folhas ao vento,

histórias, tempo deixou.

Páginas, versos; galhos, lamento;

livro, vida que nunca apagou.

Coisas comuns, mito espreita,

olhe com olhos de criança.

Verdade poética, coração aceita,

verás mundo com esperança.

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