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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Niterói acaba de ganhar uma casa aconchegante e comida com afeto

Foto: Dueto Fotografia

O Jardim Icaraí é considerado um bairro de referência na gastronomia da cidade de Niterói. E agora acaba de ganhar um restaurante inusitado, ou melhor, uma casa aconchegante, de ambiente familiar, para receber um vizinho, amigos e fazer parte da família. Trata-se da Casa Di Lucy – um lugar que remete a nossa memória afetiva, uma viagem pelo tempo. Alberto, Patricia e Paulo Sauerbronn são sócios e idealizadores da casa, que leva o nome da mãe de Alberto e em seu cardápio toda família tem seu espacinho e homenagem.

 

Em todo o seu ambiente, a casa é decorada com varal de roupas penduradas, igualzinho um quintal de casa de avó. São modelos variados, desde peças íntimas até camisas, saias, bermudas. Além das samambaias presas no teto e vasos com espada de são jorge. “Em certo momento, temos a impressão que Lucy vai aparecer para recolher a roupa do varal”, diz Patricia Sauerbronn, umas das sócias e idealizadora da casa que leva o nome da tia de seu marido, Paulo.

Frango Danado (Foto: Fabiane Borges)

No cardápio, sob a batuta do Chef Tucu, de nacionalidade argentina, entradas criativas, doces artesanais e pizzas com sabores variados. Cada uma leva o nome de uma tia da família e de mães dos seus amigos, mulheres que fizeram história em sua trajetória afetiva.

E assim como todo o cuidado de mãe, todas as pizzas são feitas com fermentação natural, as melhores farinhas italianas e bem acompanhadas por um mimo: uma porção extra do divino molho de tomate da casa para convidar você a mergulhar sua bordinha ao fim do prato.

Se é que sobrará bordinha pra isto. Com tamanho único de 27 cm, os valores das redondas variam entre R$29,00 a R$47,00. Na foto, a pizza Lélia, em homenagem a irmã de Lucy, uma versão da casa da Marguerita com mozarela de búfala, tomate confit, alho, azeite e manjericão fresco. (R$37,00). 

 

De entrada, algumas opções como Coalho Danado, preparado com cubos de queijo coalho grelhado acompanhados do mesmo molho oriental, agridoce e picante, flambado na cachaça e perfumado com limão e coentro. (R$19,00); Frango a passarinho danado, que são tulipas de frango grelhadas no molho oriental agridoce e picante, flambadas na cachaça e perfumadas com limão e coentro. (R$23,00).

Além do chef Tucu, quem também faz parte do time da Casa di Lucy é a padeira e pizzaiola Beatriz Tavares, que é uma apaixonada pela fermentação natural. Às terças e sextas-feiras tem produção de fornadas extras de Sourdough e Focaccia, para que alguns ‘aLucynados’ sortudos possam levar estas delícias para comer em casa.

 

A Casa Di Lucy é um passeio pela infância. As paredes são coberturas por porta-retratos com fotos de família e o cliente é encorajado a levar seu registro para fazer parte do mural e se sentir ainda mais em casa. Uma série de frases típicas de mãe também tem destaque na decoração e são expostas em pequenos quadros: “Só levanta quando terminar”, “Vou contar até 3! 1…”, “Tudo EU nessa casa!”, “Eu avisei”, “Eu não sou mãe de todo mundo”, “um dia você vai me agradecer”, “Não faz mais que sua obrigação”, Me respeita, que eu sou sua mãe”, “Tira esse pé sujo e cima do meu sofá!”, “Pede pro seu pai”, Porque não! Já falei!”, “Deixa a mãe dar um beijo que sara.”, “Quem é o amor da vida da mãe?”. Essas são algumas das frases que são impossíveis não lembrarmos de nossas mães, um verdadeiro cantinho de nostalgia.

Serviço:

Rua Nóbrega 156, Icaraí – Niterói

Cel: (21) 99189-6642

Abre todos os dias, das 18h às 24h

66 lugares

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Últimos dias para 4ª Edição do Festival 2ª BLACK

Foto: Caroline Lima

O Rio de Janeiro foi palco de um dos movimentos teatrais mais importantes da história do Brasil: O TEN – Teatro Experimental do Negro, idealizado por Abdias do Nascimento.  Após o surgimento do TEN, o teatro nacional não seria e não é mais o mesmo, pois ele fortaleceu e inspirou a criação de inúmeros movimentos teatrais que buscavam fomentar a arte negra a nível nacional e internacional, como os projetos: “A Cena tá Preta” (Salvador/BA), Segunda Preta (Belo Horizonte/MG) e Segunda Crespa (São Paulo/SP). O Rio de Janeiro também se tornou palco de mais um movimento que visa unir pensadores da arte negra, fomentando a ocupação de espaços como verdadeiros pontos de encontro com a realização da 2ª Black.

Para 2020, daremos continuidade a uma ocupação artística iniciada em 2018 de forma itinerante, que circulou por 03 espaços na cidade do Rio de Janeiro com mais de 100 artistas e um total de 43 performances apresentadas. As apresentações ocorrerão entre 06 e 17 de maio de 2020, em espaço cultural a ser divulgado em data posterior, sendo este sediado na cidade do Rio de Janeiro.

As linguagens artísticas e atividades contempladas neste edital são:

Teatro: Performances e experimentos teatrais, que envolvam um ou mais atores, nas linguagens  dramáticas, líricas ou épicas, podendo incluir elementos na linguagem audiovisual e abarcar os múltiplos gêneros: auto, comédia, drama, fantoche, musical, tragédia e tragicomédia.

Circo: números performáticos que envolvam malabares em geral, equilíbrio, intervenções com palhaços, acrobacias aéreas, clowns, parada de mão, báscula, antipodismo, mastro chinês, contorcionismo, mágicas, e outros que estejam no contexto circense.

Dança: números de dança, entendendo-se o uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia) ou improvisados (dança livre). Podendo ser dança solo (ex.: coreografia de solista no balé, sapateado, samba); dança em dupla (ex.: tango, salsa, kizomba, valsa, forró etc); dança em grupo (ex.: danças de roda, sapateado, gavota), dança folclórica (ex.: catira, carimbó, reisado etc); dança histórica (ex.: sarabanda, bourré, gavota etc); dança cerimonial (ex.: danças rituais indianas); dança étnica (ex.: danças tradicionais de países ou regiões), dança cênica ou performática (ex.: balé, dança do ventre, sapateado, dança contemporânea); dança social (ex.: dança de salão, axé music, tradicional).

 

SEGUNDA BLACK consiste na realização de mostra NÃO competitiva de performances ou experimentos teatrais nas modalidades de artes cênicas adulto, tendo como objetivos: fomentar as artes cênicas e promover o intercâmbio entre grupos e público, além de destacar e divulgar novos talentos, promover atividades de formação e debates entre artistas e profissionais da área.

LINK DO FORMULÁRIO http://www.segundablack.com.br/

 

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Destaque Rio

Defensoria do Rio questiona Cedae e quer fazer acordo de ressarcimento financeiro para a população

A coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, defensora Patrícia Cardoso, disse que “há indícios de vícios” na prestação do serviço de fornecimento de água da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). A defensoria trabalha para formular um acordo de ressarcimento aos consumidores que receberam água turva e com mau cheiro na região metropolitana da capital fluminense.

A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), a Cedae, as promotorias do Meio Ambiente e do Consumidor do Ministério Público do Rio de Janeiro e os dois Procons receberam pedido de esclarecimento feito em pela Defensoria e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e têm até o dia 28 para responder.

Depois de receber as respostas, o órgão vai definir como serão as bases do pedido de ressarcimento aos consumidores pelo fornecimento de água sem condições normais. Segundo Patrícia, “há indícios de vícios” na prestação do serviço e o fato de entregar a água com coloração, cheiro e gosto inadequados, em conjunto com a demora da empresa para a solução do problema e o desencontro de informações, já configura um dano aos consumidores.

“Se a gente não conseguir fazer um acordo com a Cedae com o objetivo de compensar os consumidores pelos danos experimentados, a gente, provavelmente, irá judicializar, mas isso tudo vai depender das provas que conseguirmos carrear nos autos do nosso procedimento investigatório”, declarou.

Para a coordenadora do Nudecon, se além disso, for comprovado que a água está contaminada o dano será ainda maior. Na visão da defensora, ainda tem o problema da população ter ficado alarmada e começar a comprar água mineral, aumentando os seus gastos. “Isso não pode ser ignorado”.

No entendimento de Patrícia Cardoso, mesmo que seja divulgado um laudo conclusivo de potabilidade da água tratada pela Cedae para a condição de consumo, a Defensoria vai manter a intenção de fechar um acordo com a companhia para ressarcimento dos consumidores. “Depende primeiro do dano. A gente ainda não sabe a causa exata do dano. Se é uma água com cor, cheiro e sabor alterado, ou se a água estava contaminada. É a primeira coisa a examinar, depois é a extensão do dano. E aí a gente vai pensar na maneira mais adequada de requerer essa indenização”, contou.

Embora admita que o desconto dos danos nas contas dos consumidores é uma das possibilidades de forma de ressarcimento, a defensora não acredita que a Cedae vá aceitar este tipo de reparo. “É muito difícil a Cedae concordar com isso, porque, inclusive, já se pronunciaram quanto a isso, mas pode ser uma saída”, completou.

Witzel descarta descontos

Ontem, depois de visita à Estação de Tratamento de Água do Guandu, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel descartou a possibilidade de a Cedae fazer descontos nas contas dos consumidores, porque é uma empresa de capital fechado, submetida às regras de mercado e não houve comprovação, por meio de laudos, de que a água estava imprópria para o consumo.

“A empresa só pode tomar uma decisão dessa se fosse identificado que ela diretamente foi responsável por algum fato que pudesse ter causado a impossibilidade de consumo da água. A água nunca esteve impossibilitada de ser consumida e geraram informações controversas, cujas fontes não são oficiais e as pessoas consumiram água mineral”, apontou o governador em entrevista desta quinta-feira.

Atendimento Nudecon

Patrícia Cardoso informou ainda que o serviço de atendimento da Defensoria aos consumidores, tem recebido várias denúncias. “Desde que começou essa história, o telefone do Nudecon toca o dia inteiro com consumidores reclamando. Estou dando a orientação para aguardar a conclusão do nosso procedimento e a saída dos laudos”, indicou.

Quem precisar de orientação sobre seus direitos no Nudecon pode ligar para o telefone 2868-2100 (ramais: 121 ou 307), ou, ir à sede do núcleo, na Rua São José, 35/13º andar, no Centro.

PROTESTE  notificou Cedae e Agenersa

Diante das constantes reclamações  a respeito da qualidade da água fornecida pela Cedas, a PROTESTE, entidade que trabalha em defesa ao consumidor, notificou extrajudicialmente a Cedae e a Agenersa (Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro) para questionar se a causa do problema já foi definitivamente identificada e quais medidas a empresa do governo do Estado do Rio de Janeiro está tomando para diminuir os transtornos ao consumidor.

Além disso, pelo número 4003-3907 os especialistas da PROTESTE orientam o consumidor de acordo com cada caso. A Associação também conta o canal Reclame no site, onde os consumidores informam sobre a situação da água em sua casa e seu relato será encaminhado para a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro).

Quem já detectou problemas já pode seguir algumas orientações dos especialistas: fazer fotos da água que apresentar coloração, guardar notas fiscais de gastos com a compra de água mineral e eventuais despesas com medicamentos e consultas, além de atestados médicos.

 

 

 

 

 

 

 

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

“Tom na Fazenda” em nova temporada no Teatro Petra Gold

Armando Babaioff e Gustavo Vaz (Foto: Renato Mangolin)

Tom na Fazenda foi agraciado com os prêmios da Associação de Críticos de Teatro de Québec, Cesgranrio, Shell, APTR, Botequim Cultural, Questão de Crítica e Cenym.  Este ano, o espetáculo vai circular pelo Canadá, Estados Unidos e França. De 3 a 12 de março, “Tom na Fazenda” cumpre temporada no Usine C, em Montreal, e, no dia 20 do mesmo mês, haverá uma apresentação no Quick Center for the Arts, em Connecticut. De 3 a 26 de julho, a peça faz parte da programação do Festival de Avignon.

A peça é baseada na obra Tom à la Farme, do autor canadense Michel Marc Bouchard. Foi numa conversa com um amigo que Babaioff tomou conhecimento do filme Tom na Fazenda (2013), adaptação da peça homônima, com direção do franco-canadense Xavier Dolan. Arrebatado pela obra, o ator começou a traduzir a peça, que aborda a inabilidade do indivíduo para lidar com o preconceito, a impotência, a violência e o fracasso.

Em cena, o publicitário Tom (Armando Babaioff) vai a uma fazenda no interior para o funeral de seu companheiro. Ao chegar, descobre que a sogra (Soraya Ravenle) nunca tinha ouvido falar dele e tampouco sabia que o filho era gay. Nesse ambiente rural e austero, Tom é envolvido numa trama de mentiras criada pelo truculento irmão (Gustavo Vaz) do falecido, estabelecendo com aquela família relações de complicada dependência. A fazenda, aos poucos, vira cenário de um jogo perigoso, onde quanto mais os personagens se aproximam, maior a sombra de suas contradições.

FICHA TÉCNICA

Texto: Michel Marc Bouchard.

Tradução: Armando Babaioff.

Direção: Rodrigo Portella.

Elenco: Armando Babaioff, Soraya Ravenle, Gustavo Vaz e Camila Nhary.

Cenografia: Aurora dos Campos.

Iluminação: Tomás Ribas.

Figurino: Bruno Perlatto.

Direção Musical: Marcello H.

Guitarras e violões: Jr Tostoi e Marcello H.

Preparação Corporal: Lu Brites.

Coreografia: Toni Rodrigues.

Programação visual: Bruno Dante.

Mídias Sociais e Contrarregra: Egídio La Pasta.

Hair Stylist: Ezequiel Blanc.

Assistente de cenografia: Manu Libman.

Assistente de figurino: Luísa Marques.

Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela.

Produção executiva: Milena Monteiro.

Produção: Galharufa Produções.

Idealização: ABGV Produções Artísticas 

 

SERVIÇO

 TOM NA FAZENDA

Temporada: de 1 a 16 de fevereiro de 2020 – de sexta a domingo, às 19h30.

Local: Teatro Petra Gold – Sala Marília Pêra. Rua Conde de Bernadotte 26, Leblon. Tel.: 2529-7700.

Ingressos: R$ 70 (sexta e sábado) e R$ 80 (domingo) – meia-entrada para os casos previstos em lei.

Duração: 120 min. Lotação: 400 lugares. Classificação etária: 18 anos.

Facebook e Instagram: @tomnafazenda

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Muita calma em 2020!

    Foto: Reprodução

Todo fim de ano vemos o tradicional corre-corre de festas, confraternizações, as luzes decorativas iluminando as cidades e mais pessoas e veículos transitando pelas cidades. Mas quando dezembro se vai e chega janeiro, parece que as ruas se esvaziam e as pessoas se recolhem.

Por exemplo, em São Paulo, a maior cidade do país, as ruas estavam mais vazias e havia diversos avisos de férias coletivas, diminuindo o ritmo da apressada engrenagem que move essa metrópole. Reflexão só é possível com silêncio, interno ou externo. E janeiro é o mês para refletirmos sobre os antigos planos de anos velhos que podem ou não ser reciclados no ano novo.

Desde 2015, parei de fazer lista de projetos. Estabeleço uma única meta a ser atingida para o ano que se inicia, tendo como meta depender única e exclusivamente de minhas ações. Afinal, mal temos controle sobre nossas vidas, que dirá a do outro.

Percebi que no dia a dia, fica difícil cumprir uma lista de desejos em meio a tantas outras listas de tarefas que temos de cumprir, como as de casa, do trabalho, estudos etc. Por isso, defino uma meta realista para o novo ano e, se, por acaso, alguns itens da velha listinha reciclada forem realizados, ótimo, mas não os tenho como META.

Celina Moraes (Foto: Divulgação)

Aprendi que disciplina e um pouco de dedicação diária, semanal ou mensal ao longo do ano é essencial para concretizar nossos sonhos. Assim, de pouco em pouco, a meta vai se transformando em realidade e é gratificante alcançar o que planejamos; traz uma sensação indescritível de vitória.

Esta é a minha dica para você em 2020. Se quiser renovar uma antiga lista de desejos, excelente, mas se estabelecer uma única meta que dependa exclusivamente de você e de sua dedicação ao longo deste novo ano, terá uma grande sensação de vitória ao alcançá-la. Trabalhe diária, semanal e mensalmente para planejar e implementar seus projetos, não contando assim apenas com a sorte. É incrível como planejamento e dedicação são milagrosos.

 

Finalizo com o extrato de um poema de Carlos Drummond de Andrade, publicado no livro “Receita de Ano Novo”, que traz uma receita infalível para seguirmos rumo às nossas aspirações para 2020. “/…/ Você já reparou que ninguém deseja calma a ninguém, na época de desejar coisas? Deseja-se prosperidade, paz, amor, isso e aquilo (‘tudo de bom para você’), mas todos se esquecem de desejar calma para saborear esse tudo de bom, se por milagre ele acontecer, e principalmente o nada de bom, que às vezes acontece em lugar dele. Como você está vendo, não chega a ser um voto que eu dirijo a mim próprio, pelo correio. É uma vacina.”

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Especialista dá dicas valiosas para o caminho do autoconhecimento e combate a ansiedade

Foto: Reprodução

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país com o maior número de pessoas que sofrem de ansiedade. Nas capitais, principalmente, temos a sensação que nossa vida está passando de forma incrivelmente rápida. Essa rotina de alta intensidade e velocidade se torna, por vezes, muito cansativa, com pouco tempo para pensar, organizar as ideias e objetivos maiores, que de fato impactariam nossa realidade positivamente. Em decorrência disso, muitas pessoas abrem mão dos seus sonhos para focar apenas em uma rotina automatizada e em algumas vezes, em atividades que não fazem sentido para elas mesmas.

Uma proposta para solucionar essa fluidez desesperada vem do autor Wagner Mota, que, em seu novo livro, O código da realização, publicado pela Literare Books International, auxilia o leitor, propondo um método, em cinco passos para buscar e concretizar seus sonhos de forma equilibrada e aderente ao seu real propósito. O autor, que também é advogado, palestrante e coach, traz a relação entre vários  âmbitos da vida, tais como: social, afetivo, profissional e explica como eles estão interligados,  trazendo exemplos de como trabalharmos àquele aspecto mais negligenciado; o que acaba alavancando os demais. A palavra chave é o equilíbrio.

Para ser capaz de conciliar esses aspectos, o leitor aprenderá conceitos de grande relevância para a vida, como por exemploaspectos da psicologia positiva, identificação de tipos de perfis, caminhos para o autoconhecimento, realização mais ágil dos objetivos e como aplicar este aprendizado em seu dia-a-dia. Cada técnica apresentada contém grande riqueza científica e social, e são evidenciadas algumas ferramentas, para englobar os diversos perfis que estejam dispostos às mudanças necessárias.

 

Sobre o autor

Wagner Mota é autor, palestrante, advogado, estudioso de neurociência, mentor de carreira. Criador do método O código da realização com alunos em cinco países. Instrutor de Coaching; credenciado ao International Coaching Council – ICC. Master Business Administration pela Escola de Negócios da PUC/RS. Trabalhou durante 12 anos na área de RH da 4ª maior empresa do mundo em seu segmento – Sabesp e, desde 2011, atua como gestor jurídico na mesma Cia.; é consultor formado pela Adigo Desenvolvimento, com fundamentos na Antroposofia e especializado em análise de perfil. Estudioso da cultura e filosofia chinesa com formações como instrutor com mestres brasileiros e chineses. Ministra treinamentos, seminários e palestras. É cofundador da I9BR, também realiza trabalhos voluntários como mentor de carreira para jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Fafá de Belém apresenta o show “Humana” no Clube Manouche

Foto: Reprodução

Fafá de Belém se uniu a mulheres cujo trabalho nunca tinha gravado como Letrux, Fátima Guedes, Adriana Calcanhotto e Ava Rocha, para trazer ao mundo o disco “Humana”, o 26º de sua carreira. Além disso, pela primeira vez interpretou composições de Jards Macalé e Wally Salomão e de Lulu Santos. Para mostrar o repertório deste disco, Fafá aporta no palco intimista do Clube Manouche, em duas sessões, nos dias 31/01 e 1º/02, sexta e sábado.

Sob a produção musical de Arthur Nogueira, o álbum, que apresenta uma versão mais densa e pungente da cantora paraense, foi um dos mais aclamados de 2019. “Esse disco foi para um outro caminho que o público não estava esperando. É um disco que fala do humano de cada um de nós, o lado que desabafa, que fica indignado, o lado verdadeiro de cada um”, conta Fafá.

Com direção teatral de Paulo Borges e direção musical de Zé Manoel, o show apresenta um repertório que inclui as músicas do disco como “O Resto do Resto” (Fátima Guedes), “Ave do Amor” (Ava Rocha/Arthur Nogueira), “Alinhamento Energético” (Letícia Novaes – Letrux), “O Terno e Perigoso Rosto do Amor”, composta por Adriana Calcanhotto a partir de poema de Jacques Prévert, e também “Dona de Castelo” (Jards Macalé/Waly Salomão), “Toda Forma de Amor” (Lulu Santos) e “Revelação” (Clésio Ferreira/Clodo Ferreira), versão muito conhecida na voz de Fagner. Fafá também interpreta algumas canções do seu repertório com o perfil do novo trabalho, como “Dentro de Mim Mora um Anjo” (Sueli Costa/Cacaso) e “Bilhete” (Vitor Martins/Ivan Lins).

No palco estará acompanha pelos músicos Allen Alencar, guitarra, João Deogracias, baixo, Zé Manoel, piano, e Richard Ribeiro, bateria.

Serviço

ShowFafá de Belém no show “Humana”

Local: Clube Manouche/Casa Camolese (Rua Jardim Botânico, 983, Jardim Botânico, Tel: 3514-8200)

Datas e horário: 31 de janeiro e 01 de fevereiro, sexta e sábado, 22h

Ingressos: Primeira e segunda fila: R$ 250,00 (inteira), R$ 200,00 ((ingresso solidário: com 1 kg de alimento não perecível) e R$ 175,00 (meia entrada). A partir da terceira fila: R$ 200,00 (inteira), R$ 150 (ingresso solidário: com 1 kg de alimento não perecível) e R$ 100,00 (meia entrada) https://manouche.byinti.com

Classificação: 18 anos

Estacionamento no local (tarifado)

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

William Marks canta Elvis Presley no Rio

Foto: Divulgação

O inesquecível Elvis Presley – cantor norte-americano que morreu precocemente, aos 42 anos, em 1977 – será homenageado por um grande intérprete de seu repertório: o paulista William Marks. O tributo ao ídolo, que faria 85 anos neste início de 2020, será no dia 28 de janeiro (terça-feira), às 19h30, no Teatro Rival Refit.

Sem trajes, violões réplicas, passos coreografados e truques, Marks oferece interpretações dos maiores hits do Rei do Rock, acompanhado da banda THE MINERS. Com mais de 80 sucessos de Elvis em seu repertório, o artista se vale de sua privilegiada voz para levar a quem o ouve em uma viagem musical, intensa, acolhedora e emocionante, soando tão semelhante às versões originais que chegam a assustar.

“Normalmente os fãs, admiradores e imprensa, o homenageiam em agosto, mês de sua morte. Eu, particularmente, acho que Elvis ainda está vivo! Sua obra é imortal, ele é o maior intérprete de todos os tempos e dificilmente algum outro artista o superará… Por isso, acredito que 8 de janeiro, dia de seu aniversário, é a data ideal para relembrarmos o seu incrível legado musical, diz William Marks.  

O roteiro do show do dia 28 está recheado de pérolas do repertório de Elvis. Entre os clássicos gravados pelo ídolo, William Marks escolheu para cantar sucessos como “Love Me Tender”, “I Can’t Stop Loving You”, “It’s Now Or Never”, “Always On My Mind”, “Bridge Over Troubled Water”, “Unchained Melody”, “Blue Suede Shoes”, “Jailhouse Rock” e “Suspicious Minds”.

Sobre William Marks

Em sua trajetória artística, William Marks tem diversos marcos, como a vitória no disputado quadro “Quem Sabe, Canta”, do Programa Raul Gil. Também já se apresentou na cidade de Memphis, onde Elvis reinou, e até mesmo gravou no Sun Studio, onde Elvis fez seus primeiros registros na mitológica gravadora Sun Records.

Ficha Técnica
Direção artística: William Marks
Direção musical: Kátia Moreno
Músicos: William Marks (voz, violão e guitarra), Cajú (bateria), Pedrinho (teclados) e Gringo (baixos acústico e elétrico)
Produção: Circuito Musical e Cris Paltronieri

Serviço

Teatro Rival Refit – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro. Data: 28 de janeiro (terça-feira). Horário: 19h30. Abertura da casa: 18h. Ingressos: R$60 (inteira), R$30 (lista amiga), R$40 (promoção para os 100 primeiros pagantes). Venda antecipada pela Eventim – http://bit.ly/TeatroRival_Ingressos2GIaEKp Bilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h Censura: 18 anos. https://www.teatrorivalrefit.com.br/Informações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.

*Meia entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede Pública, Assinantes O Globo e Funcionário Refit

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Cultura Destaque

Corpo de Tunai é cremado no Rio. Familiares, amigos, artistas e músicos se despedem do cantor e compositor cantando ‘Frisson’

Por Claudia Mastrange

O corpo do cantor e compositor Tunai foi cremado na tarde da segunda, 27 de janeiro, no Memorial do Carmo, no Cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio. Familiares, amigos e colegas músicos e compositores se despediram do artista em clima de muita emoção. Tunai morreu em casa, no bairro de Santa Teresa, no Rio,,aos 69 anos, vítima de parada cardíaca.

Regina Mucci, mulher de Tunai revelou que “ainda não caiu a ficha”. Ela estava assistindo TV com o marido e foi dormir antes de Tunai, que queria ver uma maratona com filmes de James Bondi. Pela manhã, ao acordar, o encontrou morto no sofá. “E agora como é que se faz? Depois de 50 anos juntos…. Estou com ele desde os meus 15 anos. É uma vida inteira. Não sei o que fazer, como fazer.. Difícil até respirar sem ele”, contou ela, o tempo todo amparada pelos filhos André e Daniela, familiares, amigos e companheiros de trabalho de Tunai.

A mulher de Tunai, Regina (à esquerda de óculos) com a filha Daniela: despedida (Foto Diário do Rio)

Nomes como o maestro Wagner Tiso, que estava em turnê com Tunai na produção ‘Saudade da Elis – as Aparências Enganam’, show que abriu o projeto Diário do Rio Musical, em setembro de 2019, esteve no velório. O músico Victor Biglione e a cantora Jane Duboc também estiveram presentes

Emocionadíssima, Jane não conteve as lágrimas ao falar de Tunai. “Foram 45 anos de amizade. Ele  não era mais um amigo, era um irmão. Vivi grandes momentos da minha carreira com ele, um excelente melodista e uma pessoa linda, sempre alegre…é uma grande perda”, declarou ela ao Diário do Rio.

Em 1982, Jane conquistou o terceiro lugar no festival MPB Shell cantando ‘Doce Miistério’, de Tunai e Sérgio Natureza, parceiro de Tunai em boa parte das suas mais de 200 canções. Sérgio, que vive no Retiro dos Artistas, também foi se despedir do amigo e parceiro de trabalho. Outro companheiro de estrada que fez questão de dar adeus a Tunai foi o percussionista Edinho Souza. “Obrigado por esses mais de 20 anos tocando juntos, cara. Foi uma honra ter estado ao seu lado”, declarou o músico durante a pequena cerimônia, antes do processo de cremação. “Vivemos muitos momentos bons com nossa música. Eu tinha que vir”, disse.

O grupo Roupa Nova enviou coroa de flores

O filho de Tunai, André, ao lado da irmã Daniela e da mãe, leu uma Oração de Santo Agostinho em homenagem ao pai. Os presentes rezaram ainda as orações do Pai nosso e da Ave Maria e a viúva Regina lembrou de histórias doces e curiosidades familiares do maridão e que , como bom mineiro, não deixava faltar queijo em casa. “São essas lembranças que vão ficar”, disse. Todos cantaram ‘Frisson’ e aplaudiram o arista que, além de belas canções, vai deixar muita saudade.

“Estou muito feliz e quero celebrar a vida”

Nascido em Ponte Nova, na Zona da Mata mineira, José Antônio de Freitas Mucciera Irmão do também cantor e compositor João Bosco, Tunai teve a música como parte de sua vida desde a infância. Sua mãe, Maria Auxiliadora de Freitas Mucci, a dona Lilá, tocava violino num grupo de serestas e mantinha também um coral. Ele iniciou o seu curso de Engenharia Civil na cidade de Ouro Preto. Depois de se transferir para Belo Horizonte, onde concluiu seu curso, trabalhou durante um tempo como engenheiro, mas acabou correndo atrás do grande sonho e vocação: a música.

“Eu ainda ficava lá e cá com a Engenharia… Mas quando Elis Regina gravou ‘As Aparências Enganam’, em 1979, tive certeza que a música era meu caminho definitivo. Elis me abiu as portas. Aí deixei de ter dúvidas e mergulhei de cabeça”, contou ao Diário do Rio, o autor do sucesso ‘Frisson’, Tema da novela ‘Suave Veneno’, de 1984, a canção ganharia muitas versões ao longo dos anos, nas vozes de artistas como Elba Ramalho e Ivete Sangalo.

Tunai foi gravado pelas maiores estrelas da música brasileira, entre elas Gal Costa (‘Eternamente’ e ‘Olhos do Coração’), Fagner (‘Azul da Cor de Um Blues’), Fafá de Belém (‘Se Eu Disser’’), Emílio Santiago (‘Perdão’) e Zizi Possi (‘Numas’). Atualmente, segundo a família, estava trabalhando em uma versão musical para um poema de Fernando Brant.

Wgner Tiso e Tunai fizeram o show de estreia do projeto ‘Diário do Rio Musical’

Em novembro de 2019, além da turnê com Wagner Tiso, o artista gravou, em 02 de novembro, no Vivo Rio, um DVD em comemoração a seus 40 anos de carreira, com apoio do Diário do Rio. Estava felicíssimo e cheio de planos. “O show é no dia dos mortos, mas estou celebrando a vida, Claudia querida! Estou muito, muito feliz. Consegui resgatar varias músicas minhas que estavam presas na antiga (gravadora) Polygram, lancei o álbum ‘Caderno de Lembranças’ e agora, esse DVD… Só tenho mesmo que comemorar!”, afirmou, com toda a sua habitual simpatia. Está certo Tunai, os amantes da música te aplaudem e fazem sim, um brinde à vida.

Fotos: Luis Adenauer