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Regras mais duras para conter a covid-19 entram em vigor em São Luís

Começaram a valer hoje (5) medidas mais rigorosas que o governo do Maranhão impôs para restringir a circulação de pessoas na Ilha de São Luís e, assim, tentar conter o aumento do número de casos e de mortes pela covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, o estado tinha, até ontem (4), 4.227 casos confirmados da doença e 249 mortes.

O chamado lockdown, ou bloqueio máximo, foi adorado por determinação da Justiça Estadual, a pedido do Ministério Público do Maranhão, em virtude da pandemia do novo coronavírus. O Maranhão é a primeira unidade da federação a determinar o bloqueio total de quase todas as atividades comerciais não essenciais, com multas e outras punições para quem descumprir a medida.

As novas regras para circulação de pessoas, funcionamento de estabelecimentos comerciais e tráfego de veículos se aplicam também às cidades de Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Inicialmente, irão vigorar por dez dias, ou seja, até o próximo dia 14.

Todos os negócios considerados não essenciais à manutenção da vida e da saúde estão proibidos de funcionar. O uso de máscara é obrigatório em locais públicos e de uso coletivo e quem desrespeitas as novas regras estabelecidas no Decreto 35.784 pode ser multado ou sofrer outras punições.

Vias de acesso à Ilha de São Luís, avenidas da capital e rodovias estaduais foram bloqueadas e apenas caminhões e veículos a serviço de órgãos públicos, como ambulâncias e viaturas policiais, estão podendo entrar ou deixar a ilha. Como o transporte de produtos está liberado e os mercados funcionando, o governo estadual pede às pessoas que evitem estocar alimentos e itens de higiene e limpeza. O que não impediu uma corrida aos estabelecimentos nos últimos dias.

Só quem trabalha em atividade considerada essencial ou que saia de casa por necessidade (por exemplo, ir ao mercado ou a um serviço médico) pode circular livremente pelas ruas. Os trabalhadores essenciais precisam levar consigo uma declaração do empregador atestando o tipo de serviço desempenhado. A relação das atividades classificadas como essenciais consta do Decreto 35.784, que detalha todas as medidas preventivas e restritivas para o período.

Já quem não possui o comprovante, se abordado por agentes de segurança pública, precisará apresentar a justificativa verbalmente, podendo ter que comprová-la. Como ônibus (que funcionarão com pontos de paradas reduzidos), táxis e transporte por aplicativo estão liberados, caberá aos passageiros, eventualmente, comprovar o motivo para estarem nas ruas.

Autorização para funcionar

Estão autorizados a funcionar normalmente: bancos e casas lotéricas; postos de combustíveis; abastecimento de água e luz; coleta de lixo; imprensa; serviços funerários; telecomunicações; segurança privada; bem como serviços de manutenção, segurança, conservação, cuidado e limpeza em ambientes privados (empresas, residências, condomínios). O aeroporto de São Luís pode operar normalmente, enquanto o serviço de ferryboat (balsa) está disponível apenas para ambulâncias, viaturas oficiais e para o transporte de cargas e de profissionais da saúde em serviço.

Além disso, desde que se atentem às normas, hotéis e pousadas; oficinas mecânicas e borracharias; pontos de apoio para caminhoneiros nas estradas (como restaurantes e pontos de parada); lavanderias; comércio de álcool em gel; indústrias do setor de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza também podem continuar atendendo aos clientes, observando as regras de higiene e os cuidados para evitar aglomerações.

Hospitais, clínicas, laboratórios e consultórios médicos também funcionarão normalmente, mas o governo maranhense recomenda que consultas e procedimentos não emergenciais sejam adiados sempre que possível.

No Twitter, o governador Flávio Dino afirmou que as medidas são uma tentativa para conter o aumento do número de casos e de mortes pela covid-19 no estado. “Vale a pena o esforço, para que possamos voltar ao normal o quanto antes”, escreveu Dino em uma de suas postagens no microblog. “Entrada e saída da Ilha de São Luís apenas com fluxo de caminhões. Isso é altamente importante para a proteção da saúde dos 217 municípios maranhenses. Agradeço a colaboração de todos”, comentou Dino em outro post.

Com informações EBC

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Cultura Destaque

Ator Flávio Migliaccio é encontrado morto em sítio

O ator Flávio Migliaccio, 85 anos, foi encontrado morto, vítima de suicídio,  no sítio que morava, em Rio Bonito, na serra do Sambê, no Rio de Janeiro.O caseiro do sítio foi quem encontrou o corpo do ator, que chamou o 35º Batalhão de Polícia Militar.
Flávio teve uma carreira dedicada à televisão e em trabalhos na rede Globo. O último trabalho na TV foi em 2019, em ‘Órfãos da Terra’, onde ele fazia o Mamede Aud.
Ele participou de novelas como ‘Rainha da Sucata’, ‘Perigosas Peruas’, ‘A Próxima Vítima’, ‘Senhora do Destino’ e ‘Passione’, entre muitos outros trabalhos.

Foto: Reprodução

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Saúde

Primeiros afetados pela covid-19 no Brasil tinham, em média, 39 anos

A média de idade dos primeiros pacientes diagnosticados com a covid-19 no Brasil, de 39 anos, foi mais baixa do que a observada em outros países. Associado ao fato de que, na fase inicial da epidemia, grande parte desses pacientes pertencia às classes sociais mais elevadas, isso pode ter contribuído para que o país tenha registrado uma taxa de hospitalização equivalente à metade da média internacional – de 10% contra 20% de outros países.

As conclusões são de um estudo internacional, liderado por pesquisadores brasileiros. Os resultados preliminares da pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) no âmbito do Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE), foram descritos em artigo publicado na plataforma medRxiv, ainda em versão pré-print (sem revisão por pares).

“A condição econômica desses primeiros pacientes infectados permitiu que tivessem maior acesso a testes diagnósticos, por exemplo, facilitando inicialmente o isolamento social e a diminuição do contágio”, disse o pesquisador da Fiocruz e um dos autores do estudo, Julio Henrique Rosa Croda.

Os pesquisadores analisaram as características epidemiológicas, demográficas e clínicas dos casos confirmados de covid-19 durante o primeiro mês da epidemia no Brasil. Para isso, usaram principalmente a base de dados REDCap, criada pelo Ministério da Saúde no início do surto da doença para notificação de casos.

As análises dos dados indicaram que, entre 25 de fevereiro e 25 de março, foram confirmados 1.468 casos de covid-19 no Brasil, dos quais quase a metade (48%) foi de pessoas entre 20 e 39 anos de idade. Do total de casos registrados à época, 10% precisaram de internação e apresentaram como fatores de risco associados à hospitalização doenças cardiovasculares e hipertensão.

Fotos: Pixabay

“Pode ser que a média de idade dos pacientes com covid-19 hospitalizados no Brasil seja menor do que a média mundial porque teriam maior prevalência de comorbidades em comparação com a população na mesma faixa etária de outros países. Mas essa hipótese ainda não foi confirmada”, afirma Croda.

A menor média de idade de pacientes infectados e hospitalizados no Brasil em comparação com outros países também pode estar relacionada ao fato de que esse grupo etário, entre 20 e 39 anos de idade, representa uma parcela expressiva – de 32% – da população brasileira, ponderam os pesquisadores.

Classes

Para avaliar se os primeiros casos notificados de infecção pelo SARS-CoV-2 (novo coronavírus) estavam relacionados ao perfil socioeconômico dos pacientes, os pesquisadores analisaram os casos registrados na região metropolitana de São Paulo, com base em dados de geolocalização do endereço dos pacientes. As análises revelaram que as regiões com maior renda per capita média apresentaram maiores taxas de testagem.

“Constatamos que há uma disparidade socioeconômica no acesso ao teste de diagnóstico de infecção pelo novo coronavírus no Brasil que persiste à medida que o número de casos da doença tem se expandido”, avalia Croda.

Os pesquisadores também observaram que, durante o primeiro mês da epidemia, apenas 33,1% dos casos foram confirmados em laboratórios de saúde pública e o restante em laboratórios privados. “Inicialmente, a doença ficou mais restrita à população mais rica do país e, no final de março, ocorreu uma transição e passou a atingir a população mais pobre”, analisa Croda.

O artigo ‘Epidemiological and clinical characteristics of the early phase of the COVID-19 epidemic in Brazil’ pode ser lido na internet.

Com informações da Agência Brasil

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Política

Defesa de Moro pede ao STF que libere íntegra de depoimento dado à PF

Os advogados de defesa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, encaminharam um pedido ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (4) para que a íntegra do depoimento de Moro à Polícia Federal, que aconteceu no sábado (2), seja liberada para a imprensa.

O pedido foi feito em petição direcionada ao relator do caso, o decano Celso de Mello, e diz que Moro “não se opõe à publicidade dos atos praticados nestes autos” por considerar que há interesse público no conteúdo do depoimento.

“Considerando que a imprensa, no exercício do seu legítimo e democrático papel de informar a sociedade, vem divulgando trechos isolados do depoimento prestado pelo Requerente em data de 02 de maio de 2020, esta Defesa, com intuito de evitar interpretações dissociadas de todo o contexto das declarações e garantindo o direito constitucional de informação integral dos fatos relevantes”, diz o documento.

O depoimento faz parte do inquérito em aberto que investiga as acusações feitas por Moro no momento de sua demissão. Segundo o ex-ministro, o presidente Jair Bolsonaro teria tentado interferir nas funções da Polícia Federal para obter informações sobre investigações que envolvessem sua família.

Nesta segunda, Bolsonaro fez pouco caso do depoimento de Moro e chamou de “fofoca” um print de conversa apresentado pelo ex-ministro como prova contra o ex-presidente. “Tem aqui um print do Antagonista. Ta escrito embaixo ‘mais um motivo para troca’. Realmente eu escrevi isso e to dizendo que isso é fofoca, ta legal?”, disse o capitão na saída do Palácio do Planalto.

A Procuradoria-Geral da República, por meio de Augusto Aras, também encaminhou a Celso de Mello pedidos de oitiva de três ministros de Estado de Bolsonaro – Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno Ribeiro Pereira (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência) e Walter Souza Braga Netto (Casa Civil).

Além deles, também devem ser ouvidos a deputada federal Carla Zambelli (PSL/SP), os delegados da Polícia Federal Maurício Valeixo, Ricardo Saadi, Carlos Henrique de Oliveira Sousa, Alexandre Saraiva, Rodrigo Teixeira e Alexandre Ramagem Rodrigues, o que, segundo a PGR, viria no sentido de “que prestem informações acerca de eventual patrocínio, direto ou indireto, de interesses privados do presidente da República perante o Departamento de Polícia Federal, visando ao provimento de cargos em comissão e a exoneração de seus ocupantes”.

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Política

Reforma ministerial pode deixar Guedes fora do governo

O governo terá uma participação ainda mais acentuada de militares em cargos de segundo e terceiro escalões. É a forma que Bolsonaro encontrou para compensar o ingresso de políticos indicados por partidos direitistas e fisiológicos do chamado centrão. Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Tereza Cristina (Agricultura) poderão ser removidos.

Os estrategistas do Palácio do Planalto, que formam o seu núcleo duro, constituído por oficiais-generais e os filhos de Bolsonaro, projetam um governo baseado nas Forças Armadas. Será executado um plano de reforma ministerial a ser executado no pós-crise da pandemia de coronavírus. A principal base de sustentação será formada por militares.

Reportagem dos jornalistas Renato Onofre e Talita Fernandes na Folha de S.Paulo demonstra que os militares controlam oito dos 22 ministérios e estão em 1.349 cargos do Executivo. Além destes, é preciso contabilizar outros 881 postos ocupados por membros das três forças no Ministério da Defesa.

A reportagem assinala que novos oficiais serão colocados em posições estratégicas em ministérios. Os postos-chave hoje do Palácio do Planalto já são controlados por generais.

Bolsonaro já indicou que pretende nomear mais nomes das Forças Armadas no Ministério da Justiça, o que já começou a ocorrer no Ministério da Saúde, com a nomeação do general Eduardo Pazuello, indicado pelo próprio Bolsonaro para a Secretaria-Executiva da pasta.

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Destaque Rio

Prefeitura do Rio fecha ruas perto de agências da Caixa para reduzir aglomerações

A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou às 6h de hoje (5) interdições de dez ruas onde ficam agências da Caixa, para reduzir aglomerações. Grandes filas têm se formado em frente a esses locais, já que muitos têm ido receber o auxílio emergencial de R$ 600 concedido pelo governo federal.

As interdições ocorrerão de segunda a sábado, das 6h às 16h, e foram decididas em comum acordo com a direção do banco.

O prefeito Marcelo Crivella havia entrado em contato com o banco, para tentar resolver o problema das aglomerações, e o próprio banco pediu o fechamento das ruas onde há mais filas.

Além da interrupção do trânsito, haverá guardas municipais apoiando o banco do lado externo das agências. O uso de máscaras e a manutenção de uma distância segura entre uma pessoa e outra continuam sendo recomendados.

As vias interditadas são:

1. Rua Cônego de Vasconcelos, em Bangu, entre as ruas Clemente Ferreira e Francisco Leal
2. Rua Cardoso de Morais, entre a Avenida Guilherme Maxwel e a Rua Francisca Heiden;
3. Avenida Bras de Pina, entre a Rua Ibiapina e a Rua dos Romeiros;
4. Uma faixa da Rua Euclides Faria, entre a Rua Doutor Miguel Vieira Ferreira e a Rua Uranos;
5. Rua Dias da Cruz, entre a Rua Vinte e Quatro de Maio e a Rua Ana Barbosa;
6. Rua Guaraí, entre a Avenida Cesário de Melo e a Rua Uruna;
7. Rua Felipe Cardoso, sentido Avenida Brasil, entre a Rua General Olímpio e Avenida Isabel;
8. Uma faixa da Estrada do Mendanha, sentido Santíssimo;
9. Travessa Macejana e uma faixa da Avenida dos Italianos, sentido Madureira, entre a Estrada do Barro Vermelho e a Travessa Macejana;
10. Avenida Sargento de Milícias, entre a Rua Cícero e a Avenida Pastor Martin Luther King Júnior.

Com informações e foto da Agência Brasil

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Brasil Destaque

MPF pede apuração de caso de jornalistas agredidos por bolsonaristas em Brasília

O procurador-geral da República, Augusto Aras, oficiou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP/DFT), nesta segunda-feira (4), para pedir uma investigação sobre o caso dos jornalistas agredidos por manifestantes bolsonaristas no domingo (3), na capital federal. O ataque ocorreu durante mais um ato pró-ditadura realizado por seguidores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que também participou do protesto.

O documento assinado por Aras é endereçado à procuradora-geral de Justiça do MP/DFT, Fabiana Costa Oliveira Barreto, chefe da instituição. “Tais eventos, no entender deste procurador-geral da República, são dotados de elevada gravidade, considerada a dimensão constitucional da liberdade de imprensa, elemento integrante do núcleo fundamental do Estado Democrático de Direito”, afirma Aras no ofício, ressaltando também que a agressão ocorreu na data em que se comemora o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Durante a cobertura do protesto, pelo menos dois repórteres e dois fotógrafos foram violentados por manifestantes. Segundo o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF), que acompanha o caso, os relatos que chegaram à entidade dão conta de que as agressões incluíram socos, empurrões e pontapés, além de xingamentos.

Durante a confusão, o fotógrafo Dida Sampaio, do jornal O Estado de São Paulo, por exemplo, foi derrubado de uma escada enquanto fotografava o presidente. Ele levou socos e chutes no estômago e precisou ser socorrido para o hospital. Ao tentar ajudar o amigo, o fotógrafo Orlando Brito, de 70 anos, foi empurrado e teve os óculos quebrados. Integrantes de equipes de apoio também foram agredidos e os profissionais precisaram ser retirados do local por agentes da Polícia Militar (PM).

Augusto Aras, procurador-geral da República

O caso gerou uma série de críticas e manifestações oficiais por parte de autoridades do Judiciário, do Congresso Nacional e da sociedade civil organizada. Após as intensas provocações, a Polícia Civil do Distrito Federal anunciou, nesta segunda (4), que vai investigar o caso.

A presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga (Zequinha), sublinha que a entidade e os sindicatos que reúnem membros da categoria defendem que esse e os demais casos de agressão a profissionais de imprensa sejam denunciados em duas vias, a do repúdio público e a da formalidade, por meio da cobrança de investigações junto aos órgãos competentes em cada situação.

“Isso é muitíssimo importante pro fim da impunidade, e a impunidade, como sempre lembra também em suas campanhas a Federação Internacional dos Jornalistas, é o combustível da violência”, disse Zequinha.

Bolsonaro

Durante o protesto de domingo (3), ao ser avisado por um assessor que uma equipe da TV Globo estava sendo expulsa do local, o presidente Jair Bolsonaro minimizou o fato. “Também condenamos a violência. Contudo, não vi tal ato, pois estava nos limites do Palácio do Planalto e apenas assisti a alegria de um povo que, espontaneamente, defendia um governo eleito, a democracia e a liberdade”, disse o mandatário.

Depois, durante conversa com seguidores na porta do Palácio da Alvorada, o presidente se referiu ao ato como “uma manifestação espontânea da democracia” e disse que os ataques seriam de “algum maluco” que, segundo ele, “deve ser punido”.

Desde sua atuação como parlamentar na Câmara dos Deputados, onde teve mandato durante quase 30 anos, Bolsonaro é associado a manifestações de ataques a jornalistas e à liberdade de imprensa. Segundo levantamento da Fenaj divulgado no domingo (3), somente nos quatro primeiros meses deste ano o presidente proferiu 179 agressões do tipo. Foram 28 ocorrências de agressões diretas a jornalistas, duas direcionadas à federação e 149 tentativas de descredibilização da imprensa.

Com informações do Brasil de Fato / Fotos: Reproduções

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Rio

AGU recorre contra troca da direção de hospital federal no Rio

Termina hoje (5) o prazo dado pela Justiça Federal no Rio de Janeiro, em decisão proferida na quinta-feira (30), determinando que o Ministério da Saúde tome providências quanto ao atendimento de hospitais federais no Rio de Janeiro em meio à pandemia da covid-19. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ontem (4) da decisão.

A juíza Carmen Silvia Lima de Arruda, da 15ª Vara Federal no Rio de Janeiro, acusou a direção do Hospital Federal de Bonsucesso de omissão e intimou o Ministério da Saúde a tomar medidas administrativas para substituir o corpo diretivo.

Ela também pediu esclarecimentos sobre compra de material e emprego de pessoal no combate à covid-19 por hospitais federais e das Forças Armadas no estado.

A AGU argumenta que a decisão de exonerar a diretoria do hospital é uma “arbitrariedade judicial”. “O Poder Judiciário invadiu a esfera administrativa e impôs uma obrigação em desacordo com o texto constitucional”, informou a AGU, em nota.

Plano de Contingência

No texto da decisão, a juíza descreve que o hospital de Bonsucesso não apresentou o Plano de Contingência para enfrentamento da covid-19; não esclareceu sobre o deslocamento dos médicos recém formados, em especialização ou em residência médica para auxiliar na atual contenção; e não comprou teste para detecção do novo coronavírus para o corpo funcional, nem adotou qualquer providência para fazer a testagem; e não há previsão de compra de equipamentos de proteção individuais (EPI).

A juíza relata também a existência de 240 leitos de enfermaria e 30 de UTI ociosos por falta de pessoal e um total de 654 profissionais afastados e sem previsão de retorno.

A Ação Civil Pública foi movida pela Defensoria Pública da União (DPU). A assessoria de imprensa do Hospital Federal de Bonsucesso informou que não iria se pronunciar sobre a questão, que está sendo tratada pelo Ministério da Saúde. O ministério foi procurado pela reportagem, mas não se pronunciou.

Com informações e foto da Agência Brasil

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Cultura

Presidente da Funarte que comparou o rock ao satanismo reassume o cargo

O maestro Dante Henrique Mantovani foi nomeado novamente para a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Ele havia sido demitido pela Secretária de Cultura, Regina Duarte, e foi readmitido nesta terça-feira (5). A decisão foi assinada pelo ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto.

Dante causou polêmica no cargo quando fez um vídeo para o seu canal dizendo que o rock ativa drogas, sexo, aborto e satanismo. Um dia antes de assumir o cargo, Regina anunciou que o tiraria do cargo e cumpriu sua promessa logo no primeiro dia como secretária de Cultura.

Desde então, dois meses depois, a Funarte estava sem um presidente. Isso porque Regina está tendo problemas para escolher uma equipe. Vários nomes indicados para posições importantes da Cultura vêm sendo vetados pela militância bolsonarista. Na semana passada a secretária finalmente conseguiu definir um nome para ser o nº 2 da pasta. A atriz escolheu o advogado Pedro Horta.

Jair Bolsonaro chegou a criticar a secretária. Na semana passada, em conversa com apoiadores na frente do Palácio da Alvorada, o presidente reclamou da ausência de Regina em Brasília, apesar de dizer, em seguida, que também ama a “namoradinha do Brasil”.

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Economia

Vendas do Dia das Mães devem encolher quase 60% devido à pandemia

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que a crise provocada pelo novo coronavírus vai acarretar uma queda histórica do volume de vendas no varejo, no Dia das Mães de 2020. Em comparação com o ano passado, a entidade projeta um encolhimento de 59,2% no faturamento real do setor na data, considerada a segunda mais importante no calendário varejista brasileiro.

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a projeção de queda para o Dia das Mães por causa da pandemia ficou acima das perdas estimadas para a Páscoa (-31,6%). “O Dia das Mães deste ano ocorrerá em meio ao fechamento de segmentos importantes para a venda de produtos voltados para a data, como vestuário, lojas de eletrodomésticos, móveis e eletroeletrônicos. Já a Páscoa tem como característica a venda de produtos típicos em segmentos considerados essenciais, como supermercados, que permaneceram abertos desde o início do surto de covid-19”, disse, em nota.

De acordo com a CNC, o ramo de vestuário e calçados é o que apresenta a maior expectativa de encolhimento durante o Dia das Mães, com queda de 74,6%, seguido pelas lojas especializadas na venda de móveis e eletrodomésticos, com perda de 66,8%, e pelo segmento de artigos de informática e comunicação, com retração de 62,5%.

Segundo o economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes, o comércio deverá registrar retração em todos os estados durante a data. “São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, unidades da Federação que respondem por mais da metade das vendas voltadas para o Dia das Mães, tendem a registrar perdas de 58,7%, 47,4% e 46,6%, respectivamente”, afirmou. Em termos relativos, três estados do Nordeste deverão registrar as maiores perdas: Ceará (-74,2%), Pernambuco (-73,5%) e Bahia (-66,2%).

Com informações e foto da Agência Brasil