Categorias
No Barquinho da Paciência

Da água fedorenta à inocência da geosmina

Da Redação

Mal começava o mês de janeiro e cerca de nove milhões de pessoas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro passaram a sentir mau cheiro e gosto de terra na água que saía das torneiras de suas casas. Lentidão de respostas, especulações em relação às substâncias presentes na água, desinformação e falta de transparência rondaram essa verdadeira novela.

A crise do abastecimento acabou por derrubar o então presidente da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) e virou vitrine para o governador defender novamente a venda da empresa a preço de banana.

Na época, o governo colocou a culpa na geosmina, um composto orgânico amplamente conhecido pelo agradável cheiro de terra molhada. Mas algo não cheirava bem nisso, e não era somente a água. E, em 10 de fevereiro, a Fiocruz avaliou que era necessário e urgente o planejamento de longo prazo da gestão das águas do Rio Guandu e de medidas de contingência e segurança da água, orientadas pela proteção da saúde da população, incluindo o sério enfrentamento da ocupação territorial na bacia do manancial e do controle da poluição das várias fontes existentes, inclusive a praticada pelas indústrias.

Agora em junho, pesquisadores do Instituto de Microbiologia da UFRJ divulgaram uma análise feita na Bacia do Rio Guandu. O estudo chegou à conclusão de que o gosto ruim e o mau cheiro na água não foram provocados pela geosmina. A pesquisa, realizada durante três meses, aponta forte presença de esgotos doméstico e industrial na água do do rio. O documento chama a atenção que a presença de micro-organismos “potencialmente patogênicos e tóxicos na água bruta e no manancial é um alerta para a necessidade de monitoramento dessas águas”.

Tanto a Fiocruz quanto a UFRJ nos apontam o mesmo caminho: cuidar do meio ambiente. Mas, até que todos façam isso, sejam governantes, empresários e população, haja paciência!

Categorias
Carlos Augusto | Opinião

No país governado pelo STF, os valores são invertidos

Hoje vou falar de insegurança jurídica, social e de saúde. Estamos vivendo nesses últimos seis meses uma pandemia moral, jurídica, social e, principalmente, da saúde. Vinte quatro horas por dia os meios de comunicação nos bombardeiam com notícias sobre os números de pessoas contaminadas e mortas pela covid-19. Desde que a pandemia chegou ao nosso país – alguns afirmam que foi em dezembro, outros em janeiro, outros no carnaval e outros em março.

Fato é que após as festividades do carnaval é que as autoridades resolveram assumir que o vírus chegou para dizimar milhares de vidas. “Fique em casa…”, “fique em quarentena…”, “só procure os hospitais quando houver a certeza de que está contaminado…”, “não use máscara…”, “use máscara…”, “só saia de casa com máscara…”, “o pico do contágio será na primeira quinzena de abril…”, “o pico do contágio será em maio…”, “o pico do contágio será em junho…”, “parece que o pico do contágio poderá chegar a julho…”, “use hidroxicloroquina…”, “não use hidroxicloroquina…”, etc.

Em meio à pandemia, o STF, que em 2008 proibiu do uso da algema nas prisões, determinou que os Estados e Municípios são autônomos perante a pandemia e que estão autorizados a tomarem as devidas providências que forem necessárias para conter a propagação. Porém, detona várias demandas jurídicas ao governo federal.

Milhares de trabalhadores perderam e estão perdendo seus empregos, bem como centenas de pequenas e médias empresas fecharam as portas. Manifestantes vão às ruas contra e a favor do presidente, pedem democracia em um estado democrático. O presidente se apresenta perante a pandemia em postura contrária ao STF. O STF determina a liberdade dos presos com diversos tipos de condenações. Cidadãos de bens são algemados porque saíram de casa e foram à praia ou caminharam no calçadão. Hospitais são erguidos, mas faltam médicos, equipamentos médicos e hospitalares, por outro lado sobra corrupção…

Agora, pasmem vocês, a mais nova do STF, cuja estrutura bilionária é mantida por nós, reles mortais contribuintes! Atendendo à ação movida pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) em novembro de 2019, decidiu que em nosso Estado, enquanto durar a pandemia da covid-19, a polícia só poderá subir ao morro para prender bandidos, criminosos, em ‘hipóteses absolutamente excepcionais’, embora não determine quais são as hipóteses.

Na liminar, o ministro Edson Fachin só autoriza operações com justificativa ao MP por escrito, ou seja, as forças policiais terão que apresentar por escrito ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) os motivos para a realização da operação. A decisão do ministro ainda prevê responsabilizar civil e criminal em caso de descumprimento. Em resumo é o seguinte: você é ou tem um ente assaltado, sequestrado ou assassinado, o delinquente foge para o morro ou comunidade e adquire salvo conduto pelo STF.

É óbvio que as ações policiais têm que ser precedidas de forma que cidadãos inocentes nas comunidades ou em qualquer outro lugar do nosso Estado não sejam vítimas, como as que aconteceram recentemente no Salgueiro, em São Gonçalo, e no Morro da Providência, no Centro do Rio.

Toda e qualquer operação policial, seja nos grandes centros, nos bairros ou nas comunidades, deverão sempre ser precedidas de todos os cuidados para que não aconteçam vítimas inocentes. Assim eu penso!

Categorias
Destaque Economia

No Brasil, golpes financeiros crescem 44% na pandemia

Por Sandro Barros

Em condições normais, perceber um golpe virtual já pode ser difícil. Em situações extraordinárias, como a que o mundo vive hoje, em meio à pandemia da covid-19, fica ainda mais complicado. Essa uma das explicações para o recente aumento de golpes financeiros, já que muitas pessoas estão movimentando suas contas por meio digital. E o número é realmente alarmante: segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), houve um aumento de 44% em golpes que usam nomes de bancos ou instituições financeiras para roubar dados e movimentar dinheiro das vítimas.

A maior parte dos ataques segue o modelo do ‘phishing’, no qual a vítima é induzida a dar suas informações. É isso que torna esse tipo de golpe tão eficaz: em vez de quebrar as camadas de segurança do site ou aplicativo (app), os fraudadores usam táticas para que a própria pessoa revele dados confidenciais – como senhas, número do cartão, e-mail, etc. Assim, eles conseguem ganhar acesso à conta e se passar pelo cliente, ou fazer compras online com o cartão. Esse tipo de golpe é aplicado utilizando diversos meios, especialmente redes sociais, e-mails e SMS (serviço de mensagens curtas) ─ este último caso é conhecido como ‘smishing’.

Mas há ainda os golpes à moda antiga, que utilizam o telefone. Eles são mais ou menos assim: uma pessoa liga dizendo ser do banco, ou de algum outro serviço, e pede a confirmação de alguns dados. Parece seguro, pois, em teoria, é apenas uma confirmação, certo? Acontece que, normalmente, o fraudador tem poucas informações (ou nenhuma) e vai enrolando a vítima para que ela revele mais sem perceber que está sendo enganada. Esse golpe também é chamado de ‘vishing’.

Por que tanta gente cai em golpes online?

Em primeiro lugar, é preciso dizer que cair em golpe não é exclusividade de quem tem pouca experiência com a internet. Bons fraudadores conseguem extrair informações mesmo de quem se julga blindado. Na maioria dos casos de ‘phishing’ bem-sucedidos há um excelente uso de engenharia social, uma tática que manipula a vítima a entregar seus dados – normalmente, dando um senso de urgência à mensagem, fazendo a pessoa sentir que ela tem que tomar decisões rápidas e imediatas.

Um exemplo: imagine que você está endividado e recebe um telefonema dizendo que o banco tem uma condição especial de negociação, mas que só vale naquele momento. Ou que está aguardando a aprovação do auxílio emergencial e chega um e-mail dizendo que você precisa apenas enviar alguns dados para receber o depósito. Ou seja, os fraudadores são habilidosos em identificar oportunidades, seja explorando fragilidades ou pegando carona em temas que estão em alta.

Bancos são coniventes

Seja qual for o tipo de golpe que os criminosos utilizem, o fato é que muita gente está sendo roubada, apesar dos bancos afirmarem que estão atentos e que orientam seus clientes a evitá-los. Entretanto, isso já se comprovou ser insuficiente. E mais: muitos dos seus clientes reclamaram que, mesmo após denunciarem terem sido vítimas desse tipo de crime, os bancos nada fizeram concretamente para ressarci-los ou interromperem a ação dos ladrões.

“À medida que as instituições bancárias têm conhecimento que aquela conta é uma conta de estelionatário, onde pessoas estão depositando dinheiro, de boa fé, porque foram induzidas ao erro pelo estelionatário, cabe ao banco tomar providências, como bloquear a conta, apurar os fatos, informar à delegacia e ajudar quem for lesado a ser ressarcido, fornecendo todos os dados possíveis para que isso possa levar à prisão do criminoso. Como o banco não faz nada disso e, ressalto, tem conhecimento do golpe, ele está sendo conivente. Então, tem que sofrer as consequências também”, explica Ana Cristina Campelo de Lemos Santos, advogada e diretora-geral do Diário do Rio.

Conheça alguns dos golpes mais usados

Golpe do WhatsApp
Os golpistas descobrem o número do celular e o nome da vítima de quem pretendem clonar a conta de WhatsApp. Com essas informações em mãos, os criminosos tentam cadastrar o WhatsApp da vítima nos aparelhos deles. Os fraudadores enviam uma mensagem pelo WhatsApp fingindo ser do Serviço de Atendimento ao Cliente do site de vendas ou da empresa em que a vítima tem cadastro. Eles solicitam o código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo.

Falso Motoboy
O golpe começa com uma ligação ao cliente, de uma pessoa que se passa por funcionário do banco, e diz que o cartão foi clonado, informando que é preciso bloqueá-lo. Para isso, diz o golpista, bastaria cortá-lo ao meio e pedir um novo pelo atendimento eletrônico. O falso funcionário pede a senha, e fala que, por segurança, um motoboy irá buscar o cartão. O que o cliente não sabe é que, com o cartão cortado ao meio, o chip permanece intacto, e é possível realizar diversas transações.

Troca de cartão
Ao entregar a maquininha para digitar a senha, o bandido se aproveita de alguma distração ou usa algum truque para desviar a atenção do comprador, que, sem perceber, digita a senha no campo de valor. Com isso, aparecem na tela os números digitados e não os asteriscos que deveriam aparecem no campo correto. O golpista consegue, assim, roubar a senha. Ainda aproveitando a falta de atenção, ele troca o cartão e devolve um similar, até do mesmo banco. O consumidor só vai perceber a troca ao tentar usar o cartão novamente.

Golpe da dupla operação
O bandido finge que o cartão não passou na maquininha e alega um problema qualquer do aparelho. Em seguida, ele pega outra maquininha e cobra novamente o valor (o mesmo, ou maior). O truque só é percebido ao se conferir o extrato, que revela o prejuízo.

Falsa central telefônica
Os bandidos ligam, dizem ser da central antifraude do banco e pedem dados confidenciais. Eles podem usar até recursos tecnológicos, como gravações e menus, iguais aos dos bancos para aumentar a confiança da vítima. Com essas informações e a senha fornecida, os criminosos conseguem alterar os bloqueios de segurança utilizados pelo banco, e conseguem, inclusive, limpar a conta bancária alvo do golpe.

Golpe da falsa promoção
A pessoa recebe um e-mail ou mensagem com ofertas tentadoras e atrativas, com links que, na verdade, direcionam para um site falso. Acreditando se tratar de uma página confiável, o consumidor fornece dados sigilosos, como número de cartão e senhas. Com essas informações, o bandido realiza transações, burla bloqueios de segurança, desbloqueia cartões e confirma dados.

Fonte: agências de consultoria financeira e Febraban

Experiências reais e muito desagradáveis

Alexandre de Guaranys

“Os criminosos são extremamente articulados. Eu não perdi dinheiro no golpe, mas sim as pessoas que foram envolvidas a partir de telefonemas. Eu fui apenas o canal para essa lista telefônica, uma vez que eles devem ter visto que eu tenho muitos seguidores no Instagram e no Facebook. Eles tinham até uma mulher que falava com as pessoas como se fosse a minha esposa. Fizeram um estudo de personalidade, utilizando uma linguagem muito próxima da minha para melhor de convencer as vítimas. Teve realmente amigos que depositaram em média R$ 1.500 cada, e é muito difícil que eles recuperem esse dinheiro. Quando eles fizeram contato comigo, acabei ficando desconfiado e, quando percebi, já havia perdido o meu WhatsApp. Foi só aí que eu bloqueei o aplicativo”.
Alexandre de Guaranys, tatuador, Rio de Janeiro

Patrícia Gurgel

“Fui vítima de um site fraudulento, que funciona assim: os golpistas pegam uma empresa idônea e que ainda tem o CNPJ ativo, apesar de estar inoperante há bastante tempo. Criam então um site falso, muito parecido com o verdadeiro, e ali você faz a compra. Então eles pedem para você depositar o valor em uma conta de pessoa física. Após a compra eu investiguei tudo e não achei nada contra a empresa, mas depois acabei descobrindo que já havia denúncia de estelionato. À noite eu entrei em uma página muito boa do Facebook [Sites Fraudulentos do Brasil] e a verdadeira dona da empresa havia acabado de postar uma mensagem falando sobre isso. Fiz então uma ação judicial pedindo o bloqueio imediato da conta. Essa ação muito eficiente, com a juíza deferindo rápido e, no dia seguinte à decisão, eu já estava no banco. Mas o banco, que deveria bloqueá-la imediatamente, demorou 14 dias para fazer isso. Quando isso aconteceu, já não havia mais dinheiro nessa conta usada pelos golpistas”.
Patrícia Gurgel, dermatologista, Rio de Janeiro

Jairo Carneiro

“Um rapaz me telefonou dizendo que eu havia ganhado um ingresso para uma festa vip de uma DJ colega minha. Para confirmar que eu havia recebido a ligação, me pediu para que eu clicasse em um número que ele estava enviando por SMS. Eu, de boa fé, fiz isso. No momento em que cliquei todos os meus dados do WhatsApp sumiram. Daí em diante muitos da minha agenda foram contatados através de mensagens de texto, onde os golpistas pediam em meu nome que fosse depositado dinheiro em certa conta corrente. No dia seguinte eu tentei fazer o boletim de ocorrência via web junto à delegacia de polícia, mas constatei que não havia nenhuma aba que dava acesso para notificar crime cibernético. Acabei indo a quatro delegacias físicas, mas também não tive êxito. Em um delas me disseram que precisariam ficar com o meu celular para investigarem de onde veio a ligação e que, a partir daquele momento, eu seria suspeito do crime. E junto à gerência da agência bancária também ouvi que nada poderia ser feito, apesar de eu informar o número e nome da conta dos golpistas”.
Jairo Carneiro, saxofonista, São Paulo

Categorias
Entrevistas

Youtuber Brancoala oferece dicas espertas para aprender novos idiomas

Com mais de 7 milhões de seguidores, Branco, ou “Brancoala”, possui um canal com conteúdo voltado para a família. Atualmente, ele mora nos Estados Unidos com a esposa e os dois filhos. É um papai style, cantor, produtor musical, designer gráfico, youtuber e escritor.

Também passa a maior parte do tempo gravando, editando vídeos, bebendo chimarrão, tocando violão e brincando de “Hot Wheels”. Branco também lançou o livro “Brancoala e Familia”, explicando como é possível reconecta-se com seu propósito de vida aprendendo a alinhar com seus objetivos e sonhos.

Além do conteúdo sobre autoconhecimento, há uma parte dedicada a história da família, como eles começaram a vida em outro país do zero, qual a melhor hora para ter um filho e como os pais de primeira viagem podem lidar com as próprias ansiedades e dúvidas.

O produtor de conteúdo já conheceu diversos países e procura incentivar os filhos pequenos para que aprendam novas línguas.

Dominar um novo idioma pode parecer uma tarefa muito complicada, mas na verdade há formas de facilitar o estudo de uma nova língua. Além dos cursos tradicionais que podem ser feitos online ou presencialmente, existem algumas dicas que podem colaborar com esse processo, melhorando o entendimento de conteúdo falado e escrito, além da conversação.

Brancoala, youtuber e produtor de conteúdo há mais de dez anos, já morou em diferentes países do mundo junto com a sua família e por esse motivo precisou aprender e se adaptar a diversos idiomas. “O inglês sempre foi primordial para toda a família, por isso sempre incentivamos a melhor forma de aprender em casa, além das aulas, é claro. Com isso, eles se acostumam mais facilmente e desenvolvem o aprendizado de forma mais eficiente”.

 

Foto: Reprodiução

Confira as dicas de Branco para aprender novos idiomas:

É importante ler no idioma que quer aprender?

Vale a leitura em qualquer idioma e de qualquer livro que seja, dos mais simples aos mais complexos. Inicialmente, livros infantis podem ajudar a colocar o objetivo em prática, até mesmo quadrinhos valem. Com o passar do tempo, podem ser adicionados romances e livros técnicos à rotina de leitura.

Acompanhar letras de músicas funciona?

Ouvir músicas em inglês ou qualquer outra língua é ótimo, pois ajuda a entender as palavras de forma plena: além do significado, se aprende também a pronúncia.

Sobre séries e filmes legendados?

Qualquer um desses é uma boa opção, especialmente se já existe alguma familiaridade com o que está sendo assistido. Ainda assim, uma boa dica é utilizar animações, uma vez que os diálogos são mais simples.

A moda agora são os podcasts. Ouvir em inglês é bacana?

Essa modalidade de conteúdo tem crescido muito em todos os países. Para começar a aprender o inglês, por exemplo, há bons canais que podem ajudar. Além de canais mais conhecidos, como o New York Times (para quem já tem algum entendimento), há também canais brasileiros como o Inglês Nu e Cru Rádio, com episódios curtos e interessantes.

Quanto ao YouTube?

Além de diversos canais internacionais com os mais diferentes temas, há também opções focadas apenas no aprendizado de novos idiomas, sendo o inglês o mais comum.

Outra tendência são os cursos online. O que acha?

Há muitos cursos disponíveis na internet, sejam pagos ou não, com professores especializados que podem dar mais atenção a pontos de dificuldade. Além disso, uma outra vantagem dessa modalidade é que, por poder ser feito à qualquer hora, pode ser adaptado à rotina do estudante.

E os aplicativos?

Com o celular sempre disponível, é possível dedicar alguns minutos diariamente para entender melhor uma nova língua. Aplicativos de dicionários são uma boa ideia para aumentar o vocabulário. Já aplicativos como o Duolingo, que tem diversas aulas de muitos idiomas ajudam a desenvolver melhores diálogos e novas palavras também.

Para conhecer um pouco mais dessas situações engraçadas e inusitadas pelas quais todos os pais passam, acessem  https://brancoala.com/.

No Youtube, pelo https://www.youtube.com/user/brancoala, canal com mais de 7 milhões de seguidores  e instagram @brancoala, onde mais de 280 mil pessoas recebem diariamente novos conteúdos

 

Categorias
Fica a Dica

FESTLIP_On

De 18 a 23 de junho, o FESTLIP_On reúne artistas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste para shows, leituras dramáticas, espetáculos teatrais, exibição de filmes, debates, exposição e mostra gourmet.

O FESTLIP – Festival Internacional das Artes da Língua Portuguesa antecipa sua 12ª edição para o 1º semestre e promove, de 18 e 23 de junho, a união de quatro continentes por meio de conteúdos artísticos transmitidos via internet, neste período da quarentena mundial.

Com toda a sua programação online e ao vivo, disponível gratuitamente em seus canais digitais (facebook.com/festlip e youtube.com/festlip

Categorias
Ana Cristina Campelo | Seus Direitos

A cultura do preconceito

É sempre bom repetir, ainda mais em dias tão conturbados, tão cheios de raiva, ódio e intolerância… Diz o dicionário que preconceito é qualquer opinião ou sentimento concebido sem exame crítico ou sentimento hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio. Também pode ser considerado como intolerância.

É bem assim que vivemos. Preconceito social, tanto com o rico, quanto com o pobre, quanto com o mediano; preconceito regional, em que a pessoa vive, tanto num “bom local”, quanto num “mal local”; preconceito religioso, tantas religiões e todas levando ao mesmo lugar, para um mesmo sentimento, para um mesmo Criador; preconceito pelos sotaques das diversas regiões deste país.

Preconceito racial, pela cor que as pessoas trazem na pele ─ todas as cores tão lindas; preconceito pelo estudo que a pessoas têm e pelo estudo que a pessoas não têm; preconceito político, nas razões pelas quais as pessoas decidem apoiar este ou aquele partido; preconceito de gênero, homem, mulher ou gays; preconceito profissional, por que um tem uma profissão e porque o outro não tem.

Preconceito estético, porque é gordo(a) ou porque é magro(a), ou baixo (a) ou alto(a), ou bonito(a) ou feio(a); preconceito com a idade, se é “velho ou se é “novo”; preconceito com os deficientes, físicos ou mentais.Enfim…

Dá para acabar com o preconceito? Sim, educando ou punindo. O que é mais educativo, profilático e inibidor? Combater o próprio preconceito é uma tarefa incessante, constante, que devemos ter a cada situação que este se apresente, um exercício diário de tolerância aos diferentes de nós, em todos os sentidos,

Leis podem e devem ajudar a fazer com que o preconceito seja, aos poucos, esvaziado de nossos comportamentos. Mas só as leis não resolvem. Temos que ter uma atitude pró-ativa dentro de nossas casas, nos nossos trabalhos, nos lugares públicos, de tolerância e respeito recíprocos.

Muitas vezes a pessoa é preconceituosa e não sabe, não se dá conta. Preste atenção em como você julga e se coloca diante do outro, reprovando-o só porque não é igual a você.

Seja qual for a via a ser percorrida no sentido de se educar as pessoas contra as atitudes preconceituosas, o mais importante é evitar que se aprofunde a segregação entre os seres humanos, entre os cidadãos desse mundo extremamente heterogêneo.

Fique de olho!

Categorias
TV & Famosos

Wanessa Camargo lança “W.DOC”, documentário sobre os 20 anos de carreira

Wanessa Camargo deu continuidade às comemorações de seus 20 anos de carreira e lançou a primeira parte de “W.DOC”, que fala sobre o primeiro ano de carreira e detalhes do lançamento do álbum de estreia, em 2000.

Após o lançamento do EP “Fragmentos, Pt I”, que já está disponível em todos os aplicativos de música e YouTube, a cantora liberou a segunda parte do projeto “Uni/Verso” que contará a história dos 20 anos de carreira.

“W.DOC” será uma série de documentários onde Wanessa falará abertamente sobre tudo que aconteceu em cada fase de sua carreira da forma mais sincera e direta.

Confira: https://youtu.be/Mno1iCZdmYI

 

Categorias
TV & Famosos

Somos todos iguais

O presidente da Fundação Palmares, Sergio Camargo, usou seu perfil no Twitter para atacar a cantora Alcione. A postagem foi feita em forma de “resposta” a um comentário da cantora durante uma apresentação ao vivo.

Alcione, vê se enxerga! Admiro Jessye Norman, umas das maiores cantoras de ópera da história da música, não uma barraqueira que incita ao crime e à violência contra um negro que tem opiniões próprias. Desprezo suas declarações, assim como sua insuportável ‘música’!

Sérgio Camargo, via Twitter

Após o ataque de Camargo, que também se referiu ao trabalho da artista como “insuportável música”, personalidades da classe artística se mobilizaram e saíram em defesa de Alcione, que também s e pronunciou nas redes sociais informando que não irá responder Camargo.

 

“A gente vê tanto sofrimento. Você vê os negros americanos naquela batalha, por causa daquele senhor que morreu com aquele filha da mãe com o joelho nele. A gente vê as coisas que acontecem no Brasil, com bala perdida e tudo. Então a gente vê uma pessoa da nossa cor falando uma besteira daquelas, tenho vontade de arrancar da televisão e encher de porrada para virar gente”.

Nosso profundo respeito à artista, cantora e mulher que se tornou Alcione!

Categorias
Rio

Estender o prazo do desconto no pagamento do IPTU é um ato de justiça

Por Carlos Augusto Aguiar

Em plena pandemia da covid -19, que obrigou todos os cidadãos dessa Cidade Maravilhosa a uma quarentena forçada, inclusive com o fechamento de diversas instituições publicas da Prefeitura e do Estado, o prefeito Marcelo Crivella, em 11 de maio, através do Decreto 47.421, regulamentou procedimentos para a obtenção de descontos no pagamento de débitos de IPTU e da Taxa de Coleta Domiciliar de Lixo (TCL), não inscritos em dívida ativa.

Segundo o decreto, o benefício alcançaria as cotas vencidas ou a vencer do IPTU e da taxa relativas ao ano de 2020. Para pagamento à vista seria garantido um desconto de 20% no valor total da guia, sem acréscimo de juros e de moras.

Para ser requerido o desconto, o cidadão deveria acessar o portal Carioca Digital ou através de e-mail disponibilizado no site da Fazenda Pública.

Para poder usufruir dessa decisão, seria necessário que a dívida do contribuinte não estivesse inscrita em dívida ativa no município. O pagamento integral do imposto deveria ter sido realizado até o dia 5 de junho de 2020. Mas quem que ainda não havia quitado sua dívida poderia também parcelar o saldo em até cinco cotas, com vencimento entre os meses de agosto até dezembro deste ano.

Prazo e percentual maiores

Entretanto, esse benefício não foi devidamente divulgado, além de ter estabelecido um prazo exíguo de dez dias, se iniciando dia 25 de maio e finalizando em 5 de junho, observando ainda que a guia para pagamento estaria disponível somente a partir de 25 de maio.

Em primeiro lugar, é importante registrar que os carnês dos IPTUs não foram enviados em tempo hábil para o pagamento com descontos da cota única. Aliás, em várias localidades ainda não foram entregues, obviamente por conta da pandemia e quarentena.

Portanto, é imprescindível que a Prefeitura reabra a o prazo para pagamento do IPTU com descontos até o final do ano de 2020, visto que essa medida alcançaria milhares de imóveis que se encontram pendentes de pagamento.

Não bastasse o prazo exíguo de dez dias, o desconto de 20 % na taxa do IPTU é muito pouco diante da crise financeira pela qual passa alguns milhares de contribuintes, que estão sem receita desde o início da pandemia ─ e lá se vão seis meses ─, sem falar naqueles milhares que ficaram desempregados.

A Prefeitura deveria rever o prazo do desconto, bem como conceder um desconto maior que possibilite o pagamento do IPTU e demais taxas. Esse desconto deveria ser de 50%. E, em segundo, deveria estender esse benefício para os contribuintes que quitaram o IPTU sem o referido desconto.

Categorias
TV & Famosos

TV paga perde mais de 55 mil assinantes só em abril

A TV por assinatura no Brasil segue apresentando uma queda vertiginosa. Segundo dados consolidados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as operadoras registraram uma fuga de cerca de 55 mil clientes durante o mês de abril.
A crise econômica que já se instaura devido ao novo coronavírus é um dos maiores fatores apontados para a perda. Os números estimados para a pós-pandemia, aliás, não são nada animadores. Especialistas acreditam que os cancelamentos continuarão em ascensão.