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Comissão Especial para analisar impeachment de Witzel é formada na Alerj

Os 25 partidos que ocupam as 70 cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) indicaram os deputados estaduais que vão integrar a Comissão Especial, a mesma que vai elaborar e discutir o parecer sobre o processo de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC). A comissão será instalada na próxima quinta-feira (18), às 13h, e o grupo será formado por 25 parlamentares.

O presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), informou que pretende citar e entregar cópia do processo ao governador apenas depois da instalação da comissão. O prazo de dez sessões para a apresentação de defesa só começará ser contado após o recebimento da citação pelo governador.

A denúncia acusa Witzel de crime de responsabilidade por suspeita em compras fraudulentas e superfaturadas de equipamentos para o combate a covid-19, na construção de hospitais emergenciais de campanha e por firmar contratos públicos com o empresário Mário Peixoto, preso em maio na Operação Favorito.

Ao pedido de impeachment, elaborado pelo deputado Luiz Paulo (PSDB) e aceito pelo presidente da Alerj, na semana passada, foi acrescentada a rejeição das contas de 2019 do Governo Witzel pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ). O Tribunal aponta descumprimento mínimo de investimentos em áreas como saúde.

Veja a lista dos deputados que integram a Comissão Especial do Impeachment na Alerj:

Luiz Paulo (PSDB)
Enfermeira Rejane (PCdoB)
Dionísio Lins (PP)
Renan Ferreirinha (PSB)
Carlos Macedo (Republicanos)
Chico Machado (PSD)
Márcio Canella (MDB)
Val Ceasa (Patriotas)
Waldeck Carneiro (PT)
João Peixoto (Democracia Cristã)
Martha Rocha (PDT)
Subtenente Bernardo (PROS)
Brazão (PL)
Marcus Vinícius (PTB)
Rodrigo Bacellar (SDD)
Marcos Abrahão (Avante)
Léo Vieira (PSC)
Alexandre Freitas (Novo)
Eliomar Coelho (PSOL)
Marina Rocha (PMB)
Valdecy da Saúde (PTC)
Bebeto (Podemos)
Dr. Deodalto (DEM)
Welberth Rezende (Cidadania)
Gustavo Schmidt (PSL)

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Saúde

Prefeitura do Rio segue com vacinação contra gripe até o dia 30

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), segue com a campanha de vacinação contra a gripe na cidade. As 233 unidades da Atenção Primária – clínicas da família e centros municipais de saúde – e algumas farmácias que fizeram parceria com a SMS vão imunizar a população até o dia 30 de junho.

Entre os grupos que precisam se vacinar estão as crianças de 6 meses a 6 anos incompletos, gestantes, puérperas (mulheres em pós parto com até 45 dias do nascimento do bebê), pessoas com deficiência, professores de escolas públicas e privadas, e adultos de 55 a 59 anos de idade.

Já foram vacinadas mais de 1,48 milhão de pessoas desde o início da campanha, em 23 de março. A meta é imunizar 1,8 milhão de moradores do município.

Até o momento, mais da metade das grávidas, puérperas e crianças ainda não foram vacinadas. Por isso a SMS faz um apelo para que esses grupos prioritários compareçam aos postos. A vacinação é de extrema importância em um momento de pandemia e, também, nesta época do ano, quando é maior a circulação de vírus da gripe na cidade.

A superintendente da vigilância em Saúde, Nadja Greffe, reforça a necessidade de os pais levarem os filhos para tomar vacinas de rotina e contra a gripe. Durante a pandemia, a SMS percebeu uma redução média de 20% na cobertura vacinal e explica que todas as 233 unidades de saúde oferecem segurança, com a adoção de fluxo diferenciado para a sala de vacinação. Além disso, os profissionais de saúde usam os equipamentos de proteção necessários para evitar o risco de contaminação nesses locais.

Locais de vacinação

Unidade de Saúde: 233 clínicas da família e centros municipais de saúde. Até 30/06, das 8h às 17h, de segunda a sexta. Nas unidades que funcionam aos sábados, até 12h.

Farmácias: A Nossa Drogaria, Drogarias Pacheco, Venâncio e Farmácia do Leme, das 10h às 16h.

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Rio

Justiça suspende desconto nas mensalidades das instituições de ensino

A juíza Regina Chuquer suspendeu a lei que determinava o desconto proporcional das mensalidades da rede particular de ensino durante o estado de calamidade pública no estado do Rio. O decreto, assinado por Wilson Witzel no último dia 4, previa desconto de 30% nas mensalidades acima de R$ 350.

A decisão liminar da Justiça do Rio atendeu a um pedido do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do estado. A justificativa da juíza diz que “a leitura dos artigos da lei impugnada demonstra a incompatibilidade formal e material com diversas normas constitucionais”.

A lei tinha como objetivo compensar a falta de aulas presenciais dessas instituições de ensino, que foram suspensas ainda em março, no início da pandemia.

Segundo o decreto, as escolas e universidades deveriam criar uma Mesa de Negociação para cada modalidade de ensino ou curso ofertado, com o objetivo de analisar as planilhas de receitas e de despesas dos estabelecimentos.

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Rio

Alerj realiza primeira sessão do processo de impeachment contra Witzel nesta terça-feira

Nesta terça-feira (16) acontece a primeira sessão do processo de impeachment contra o governador do Rio, Wilson Witzel. Na noite da última segunda-feira (15) – em menos de 24 horas da autorização para a abertura do processo de impeachment ser publicada no Diário Oficial –, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) já tinha os nomes dos deputados estaduais que irão analisar a denúncia. Não há ninguém da base do governo entre os 25 deputados escolhidos.

O governador, que não será afastado do cargo, tem 10 sessões para se defender. Após esse prazo, a comissão tem mais cinco sessões para emitir parecer, que é votado em plenário.

Na quarta-feira da semana passada, uma votação virtual simbólica decidiu sobre a abertura do impeachment. De 70 deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), 69 votaram a favor da abertura. A decisão pela abertura ou não do processo de impeachment poderia ter sido dada apenas pelo presidente da Alerj, André Ceciliano, que preferiu decidir com os outros parlamentares.

Os parlamentares alegam que o governador cometeu crime de responsabilidade ao faltar com probidade na administração pública. Além disso, deputados denunciam suposto vínculo de vínculo de Witzel com o empresário Mário Peixoto, preso na Operação Favorito que investiga uma organização criminosa que é acusada de desviar R$ 3,95 milhões dos recursos públicos da saúde.

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Brasil

PF cumpre mandados em inquérito sobre atos antidemocráticos

A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã de hoje (16) 21 mandados de busca e apreensão no âmbito do inquérito que apura violações à Lei de Segurança Nacional em atos de rua que, desde abril, pedem o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ordens foram autorizadas pelo relator do inquérito no Supremo, ministro Alexandre de Moraes, a pedido do vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques. As buscas têm o objetivo de colher provas a respeito da origem de recursos e a estrutura de financiamento dos atos, informou a PF.

Uma das linhas de investigação apura se os alvos das buscas “teriam agido articuladamente com agentes públicos que detêm prerrogativa de foro no STF para financiar e promover atos que se enquadram em práticas tipificadas como crime pela Lei de Segurança Nacional (7.170/1983)”, disse a Procuradoria-Geral da República em nota.

Os mandados são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Santa Catarina e Distrito Federal. Entre os alvos, estão o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) e o jornalista Allan dos Santos, responsável pelo site Terça Livre.

Ontem (15), a PF cumpriu outros seis mandados de prisão temporária no âmbito do mesmo inquérito. A militante Sara Winter, líder de um grupo de apoio ao presidente Jair Bolsonaro chamado 300 do Brasil, estava entre os presos.

Por ordem do governo do Distrito Federal (GDF), o acampamento do grupo foi retirado no sábado (13) dos arredores da Esplanada dos Ministérios, onde estava há diversas semanas.

No domingo (14), o procurador-geral da República, Augusto Aras, decidiu abrir uma apuração própria sobre um ataque com fogos artifício que foram lançados contra a sede do Supremo na noite de sábado. Ele determinou que informações sobre o assunto sejam encaminhadas a seu vice, Humberto Jacques, que supervisiona o inquérito sobre atos antidemocráticos.

Esse inquérito foi aberto em abril a pedido de Aras, depois de manifestantes levantarem faixas pedindo a intervenção militar e o fechamento de instituições democráticas durante ato em apoio a Bolsonaro em Brasília e outras cidades do país.

“O Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”, escreveu Aras na ocasião.

Com informações da Agência Brasil

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Cultura

Em meio à pandemia, cantora tenta manter a arte viva na cidade da seresta

O teatro e o centro cultural criados por Juliana Maia para valorizar a arte no local conhecido pelas canções que celebram o amor, o romance e as paixões perdidas, estão fechados. Mas a cantora tenta manter a música viva na cidade da seresta.

No final do ano passado a cantora inaugurou um centro cultural, em um casario alugado, para desenvolver em crianças e adolescentes o senso artístico. É que o Teatro Sonora, criado por ela em 2014, já não havia mais espaço para as atividades de arte-educação.

O local foi previsto para realizar vários acontecimentos socioculturais, montar uma orquestra sinfônica com as crianças da cidade e uma orquestra de tambores com as crianças do Quilombo São José da Serra, a cerca de 15 km de Conservatória e local onde Juliana Maia frequenta desde criança.

Para se manter, o centro cultural que leva seu nome passou a vender uma linha de produtos. Recursos levantados a partir do Teatro Sonora, onde Juliana realiza vários de seus projetos musicais, e um patrocinador seriam as fontes de recursos para manutenção do espaço.

Depois de feita campanha virtual para comprar instrumentos de orquestra, todos eles foram comprados, assim como mobiliários para compor o ambiente.“Mas veio a pandemia. Perdi o patrocínio. O teatro fechou. Entrei em desespero”, conta Juliana, acrescentando que os compromissos com os professores e sua equipe em meio ao isolamento social continuam.

Luz no fim do túnel

Para sair da situação, a cantora passou a fazer um projeto de serena virtual, onde oferece serenatas ao seu público. Além de levantar recursos com isso para manter acessa a chama do teatro e do centro cultural, ela tem conseguido receber doações diretas de seus fãs conhecedores de sua luta, o que tem também contribuído para pagar taxas e profissionais.

Por conta do isolamento social, os alunos estão estudando música por programa de vídeo conferência virtual. Os instrumentos foram emprestados a algumas crianças do projeto por comodato.

“Estou vendo pelo menos uma luz no final do túnel”, diz. Em maio estava previsto vários eventos de aniversário do teatro que foram cancelados. “Mas o momento é de união”, resume.

Teatro Sonora (Foto: Reprodução)

Ela diz que o projeto de serenata virtual tem sido tão marcante que pretende transformá-lo em livro e documentário.

Numa das serenatas oferecidas em ambiente virtual fechado, mas de 40 pessoas participaram. Em outra ocasião, uma senhora a ouviu, após receber uma serenata de presente, e ficou tão eufórica que não parava de gritar emocionada, lembra Juliana.

“Estamos vivendo o pior momento no Brasil, não só por causa da pandemia, mas dificuldade de se fazer arte. A arte adia o fim do mundo. Estou adiando o fim de Conservatória com esses projetos”.

Conservatória instalou barreira sanitária em seus acessos. Os músicos locais estão sobrevivendo com o auxílio emergencial do governo e fazendo chapéu virtual por meio de lives.

Juliana Maia anda fazendo lives também em duo com gente conhecida do meio musical, como o Vidal Assis, Áurea Martins, entre outros.

A cantora e agitadora cultural iniciou seus estudos na música com oito anos. Formou-se em canto pela UFRJ. Possui um álbum de serestas lançado em 2013. Já fez shows em teatros do Rio de Janeiro e São Paulo.

Em março, estava numa pré-produção de seu segundo álbum a ser produzido pelo pianista e compositor Cristovão Bastos, quando teve que parar o projeto. “O disco terá que ser repensado por causa do momento. A quarentena está me mudando tanto que não sei se gravaria o que estava previsto antes. Quero esse período para evoluir como ser humano”, diz.

Com informações da Carta Capital

 

 

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Cultura

Rio cria Rota da Leitura para doação de livros durante a pandemia

Para promover uma corrente solidária visando a arrecadação de livros a serem doados durante a pandemia do novo coronavírus, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) lançou o projeto Rota da Leitura.

Os doadores farão o agendamento prévio, sem necessidade de sair de casa, e um carro será disponibilizado gratuitamente para buscar os exemplares nos endereços fornecidos.

O material será utilizado para montagem de salas de leitura e libertações de livros em locais com baixos índices de leitura e pouca oferta de equipamentos culturais. Os doadores receberão um diploma de Amigo da Leitura.

A secretária de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, afirmou que um dos compromissos é incentivar a leitura entre os cidadãos.

“Para isso, sempre realizamos eventos de doação de livros. Agora, estamos também pedindo a contribuição da sociedade civil. Você que tem livros e gostaria de compartilhar conhecimento, pode entrar em contato para fazer a doação. Pela cultura e literatura vamos incentivar novos leitores para manter essa prática muito especial”, argumentou.

Traçando a rota

O carro da secretaria vai percorrer, a cada semana, uma região do município do Rio de Janeiro. A rota será traçada a partir da colaboração dos doadores.

Quem quiser doar pode entrar em contato pelo Whatsapp (21) 99906-3675 e fazer o agendamento.

Serão aceitos no mínimo dez livros no roteiro a ser traçado, que podem ser de qualquer estilo e não restritos a publicações didáticas, de caráter pedagógico usado nas escolas. Os livros devem estar em bom estado de conservação.

O superintendente de Leitura e Conhecimento da Sececrj, Pedro Gerolimich, disse que serão efetuadas triagens nos livros recolhidos, de modo a garantir todos os procedimentos técnicos da quarentena em um período de pandemia. “Cumpriremos todas as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, adiantou.

Libertação de livros

Durante o período de isolamento social imposto para impedir a expansão da covid-19, a secretaria não deixou de realizar os eventos de libertação de livros. Nesse período, foram doados 1.388 exemplares.

Uma das ações foi realizada no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, onde 52 idosos receberam 100 livros. A secretaria também levou livros para a ação do Dia das Mães da organização não governamental (ONG) Efeito Urbano, no Morro da Providência, no bairro da Gamboa, região central do Rio.

Com informações da Agência Brasil

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Cultura

Covid-19 deixa cicatrizes expostas no meio musical

Nas primeiras semanas de imposição do isolamento social para conter a pandemia do novo coronavírus no país, já se observava nas redes sociais os primeiros sinais de dificuldades financeiras de músicos por não conseguir trabalhar nem numa mísera apresentação a base de couvert artístico em um bar da esquina.

A maioria deles percebia que fazer live nas redes sociais não colocaria arroz e feijão na mesa, mesmo com chapéu virtual durante a apresentação na internet, já que o espectador-internauta também vive restrição financeira.

Alguns então começaram a colocar à venda seus instrumentos musicais, por meio de rifas ou mesmo oferecendo diretamente a interessados. Com isso, poderia levantar algum dinheiro à sobrevivência, mas se desfazia de seu principal objeto de trabalho.

Esse cenário inicialmente estava restrito a músicos semiprofissionais ou ainda de carreira a consolidar-se, e com coragem de expor nas redes sociais suas inquietações com a dura realidade.

Até que o violonista, diretor, arranjador e estudioso da música brasileira Luís Filipe de Lima, com vasta e sólida carreira, em um texto publicado nas redes sociais, no dia de seu aniversário de 53 anos (24 de maio), revelou suas dificuldades financeiras e anunciou seu violão de sete cordas por R$ 12 mil, seu companheiro de décadas. O assunto ganhou a imprensa.

Dias depois, foi aberto uma campanha de arrecadação virtual para ajudá-lo. O dinheiro reunido foi além do valor proposto por Luís Filipe para vender seu instrumento de trabalho para saldar dívidas, contraídas nos últimos anos de poucos projetos musicais e a falta de perspectivas de pagá-las com a pandemia.

Foi o início do fogo no rastilho de pólvora. Outra figura, dessa vez conhecida além do meio musical, surge publicamente com dificuldades por conta do cancelamento da agenda de shows com o isolamento social imposto.

Nelson Sargento, 95 anos, personagem histórico do samba, também pede ajuda nas redes sociais. E nova campanha de arrecadação virtual é criada par mostrar que o samba “Agoniza, mas não morre”.

A cantora Aline Calixto, com cinco álbuns lançados, no dia 3 de junho anunciou em sua página na rede social que estava deixando o país. Casada com francês e mãe de filho de menos de um ano de vida, escreveu sobre a preocupação com a falta de perspectiva na música e o fato do marido ter sido dispensado do trabalho. Assim, dois dias depois desse texto embarcou à França, prometendo não deixar seus projetos aqui. “Manterei minha carreira dividida entre os dois continentes”, disse.

O fato é que o auxílio emergencial que alguns artistas conseguiram receber foi até um alento, mas a situação mostra-se grave a médio e longo prazo, principalmente por que a atividade musical tem projeção de ser uma das últimas a retornar pós-pandemia.

A apresentação musical é sinônimo de aglomeração, o que mais as autoridades de saúde pedem para não se fazer para evitar a propagação da covid-19.

Lei Aldir Blanc

O projeto de lei que libera R$ 3 bilhões, aprovado dias atrás, em auxílio financeiro a artistas e estabelecimentos culturais durante a pandemia, foi à sanção da Presidência da República.

A chamada Lei Aldir Blanc promete repassar o recurso a estados e municípios, para aplicar em caráter emergencial para os trabalhadores do setor (cita-se que o setor musical, especificamente, não é só feito de artistas e instrumentistas, mas também de produtores e enorme lista de profissionais de apoio) e subsídios para manutenção de espaços culturais, fomento a projetos e linha de crédito.

Aldir Blanc foi o primeiro nome conhecido além do meio musical (sem contar a sua relevância imensurável) a ser vitimado pelo coronavírus. Mas outros músicos se foram nesse período por conta da pandemia aqui no Brasil.

O compositor, cantor e violonista cearense Evaldo Gouveia, 91 anos, muito gravado pela velha guarda da MPB, foi um deles. Mais um que partiu, com o óbito apontando morte por coronavírus, foi compositor portelense David Corrêa, 82 anos, autor de sambas antológicos.

Carlos José, 85 anos, seresteiro de sucesso nas décadas de 1960 e 70, morreu também vítima da covid-19. Ciro Pessoa, 62 anos, que integrou o Titãs em sua primeira formação, tratava de um câncer e se foi após contrair o coronavírus.

Um dos primeiros do meio musical no Brasil a ter morte anunciada por coronavírus foram os maestros Martinho Lutero Galati, 66 anos, e Naomi Munakata, 64 anos, japonesa radicada em São Paulo. Há outros músicos de expressão local em todo o país que infelizmente faleceram de covid-19, e existem relatos também de mortes por conta da pandemia de membros de agremiações de manifestação popular, principalmente em escolas de samba, em geral localizadas em áreas de alta incidência de casos de coronavírus.

O quadro parece dramático, mas as perspectivas da música não são boas até o primeiro semestre de 2021, apesar das animadas lives que têm acontecido diariamente nas redes sociais.

Com informações da Carta Capital

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Fica a Dica

Theatro Municipal do Rio lança campanha de aula em casa pela internet

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro lançou ontem (15) a campanha #AulaEmCasa, com aulas online de graça, que ocorrerão uma vez por semana, com assuntos diferentes abordados por profissionais vinculados à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

A iniciativa se soma à campanha #Cultura Em Casa, onde os artistas mostram trechos de ensaios feitos em suas residências, e às lives (transmissões ao vivo) do #Theatro Municipal Palco Livre.

No seu primeiro dia, a campanha #AulaEmCasa contou com o diretor artístico da Cia. de Ballet da Escola Maria Olenewa (Bemo) e maitre do Ballet (mestre de dança) do Municipal, Jorge Teixeira, e pela fisioterapeuta do ballet do teatro, Roberta Lomenha.

Eles abordam as dores cotidianas de um indivíduo não atleta, curiosidades do funcionamento do corpo humano, benefícios do movimento e exercícios que previnem dores corporais, além de dicas do que fazer para prevenir e melhorar a dor.

A live pode ser acompanhada na plataforma Instagram do Theatro Municipal do Rio @theatromunicipalrj.

Na próxima segunda-feira (22), a regente Priscila Bomfim vai falar sobre como adquirir uma boa leitura musical à primeira vista.

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Destaque Esportes

Templo do futebol brasileiro, Maracanã completa 70 anos de história

Palco de inúmeros episódios da história do futebol brasileiro e sede de duas Copas do Mundo, o estádio Mário Filho, o Maracanã, completa 70 anos nesta terça-feira (16).

No dia 16 de junho de 1950, o Maracanã era inaugurado. Na época, era o maior estádio do mundo, com capacidade 200 mil espectadores, cerca de 10% da população do Rio de Janeiro da época, segundo censo. Além de um dos templos do esporte nacional, o local é hoje também um ponto turístico da capital fluminense.

A história do Maracanã começa bem antes de 1950. Após visitas do até então presidente da Fifa, Jules Rimet, o Brasil foi escolhido em 1946 para sediar a Copa de 1949, mas, em 1947, a entidade máxima do futebol optou por adiar a competição em um ano para que as seleções, em especial da Europa, pudessem se reestruturar após a Segunda Guerra Mundial.

A obra demorou cerca de dois anos para ser concluída e estima-se que o seu custo foi de 250 milhões de cruzeiros.

Um dia após a abertura oficial, o estádio já recebeu sua primeira partida. Uma seleção do estado de São Paulo enfrentou uma seleção carioca. Os paulistas venceram por 3 a 1. Uma semana depois, Brasil e México fizeram a estreia do Mundial daquele ano. A Seleção goleou os mexicanos por 4 a 0.

Ao longo das sete décadas, o Maracanã passou por inúmeras reformas para se tornar o que é hoje. A última foi para ser sede de uma segunda Copa do Mundo- a de 2014. Agora com capacidade para quase 80 mil pessoas, o estádio é moderno e atende ao “padrão Fifa”. A reestruturação mais recente é avaliada em mais de R$ 1 bilhão.

Além das duas Copas, o ‘Maraca’ recebeu uma série de partidas emblemáticas, como dos Mundiais de Clubes de 1963 e 2000, e as conquistas do Brasil das Copas América de 1989 e 2019. O campo também foi palco dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e das Olimpíadas de 2016.

Hoje, o Maracanã abriga um hospital de campanha para combate do coronavírus. A Conmebol havia escolhido o estádio carioca para a final da Libertadores 2020, mas em meio a pandemia, não é possível afirmar se isso será possível.