Jornal DR1

Pai de suspeito de estupro coletivo é denunciado após ataques nas redes

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O pai de suspeito de estupro coletivo voltou a gerar repercussão nas redes sociais após uma série de mensagens ofensivas publicadas em perfis pessoais. O caso envolve José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual, cujo filho está entre os investigados por um crime ocorrido em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Uma mulher registrou queixa na Polícia Civil após receber uma mensagem considerada ofensiva enviada por Simonin em resposta a uma publicação sobre o caso.

Segundo o registro apresentado às autoridades, a mensagem foi enviada em resposta a um story no Instagram em que a mulher comentava o episódio envolvendo os jovens investigados.

“Ela é sua filha? É a sua cara. Esconde esses peitos”, escreveu Simonin ao comentar a foto de perfil da mulher.

José Carlos Costa Simonin é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos jovens presos por suspeita de participação no estupro coletivo de uma adolescente ocorrido no bairro de Copacabana.

Após a repercussão do caso, Simonin foi exonerado do cargo que ocupava como subsecretário estadual de Direitos Humanos.

Além da mensagem enviada à mulher, o ex-subsecretário também teria feito ataques ao advogado Rodrigo Mondego, conhecido por sua atuação em defesa dos direitos humanos.

O próprio advogado relatou o episódio em seu perfil nas redes sociais.

“O ex-subsecretário do Governo Cláudio Castro resolveu me mandar mensagem para tentar me intimidar”, escreveu Mondego.

Na publicação, o advogado também divulgou o conteúdo da mensagem recebida.

“Você também está querendo cinco minutos de fama. Vai trabalhar para pagar as suas contas. Vagabundo”, dizia a mensagem atribuída a Simonin.

O caso do estupro coletivo segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Até o momento, quatro jovens já haviam sido presos por envolvimento no crime ocorrido em 31 de janeiro.

Um quinto suspeito, de 17 anos, se apresentou às autoridades e foi apreendido na última sexta-feira (6), ao comparecer à 54ª DP, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Segundo as investigações, ele teria sido responsável por atrair a vítima para o apartamento onde ocorreu o crime.

A Vara da Infância e Juventude da Capital determinou a internação provisória do adolescente, medida equivalente à prisão no sistema socioeducativo.

As apurações também indicam que o grupo investigado pode ter ligação com outros episódios de violência sexual.

De acordo com a polícia, há relatos de ao menos três casos distintos envolvendo os suspeitos.

Uma das denúncias aponta que uma adolescente teria sido vítima de abuso em agosto de 2023, quando tinha 14 anos.

Outro episódio investigado teria ocorrido em outubro do mesmo ano durante uma festa escolar no Colégio Pedro II.

As autoridades apuram se os casos estão relacionados e se os envolvidos atuavam de forma recorrente.

Especialistas destacam que vítimas de violência sexual costumam enfrentar impactos psicológicos profundos, incluindo sentimentos de medo, vergonha e culpa, que podem permanecer por longos períodos.

As investigações continuam para esclarecer todos os fatos e identificar possíveis responsabilidades adicionais no caso.

Confira também

Nosso canal