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No Rio os casos de caxumba dobram em 2026 e deixa alerta para pais

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Os casos de caxumba no RJ quase dobraram no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde. Foram registrados 395 diagnósticos da doença, número significativamente superior aos 210 contabilizados no mesmo período do ano passado. Apesar do avanço, não há registro de mortes relacionadas à infecção até o momento.

A maior parte das ocorrências envolve crianças, o que acende um sinal de alerta entre autoridades sanitárias. De acordo com o levantamento, mais da metade dos pacientes tem menos de 9 anos. Dentro desse grupo, 37% dos casos foram identificados em crianças de 5 a 9 anos, enquanto 26% atingem a faixa de 1 a 4 anos.

A Secretaria de Estado de Saúde aponta que o aumento está diretamente relacionado à queda na cobertura vacinal. A imunização contra a caxumba, que faz parte da vacina tríplice viral, está abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Atualmente, cerca de 85,62% do público-alvo recebeu a primeira dose da vacina, mas apenas 70% completou o esquema com a segunda aplicação. O índice ideal recomendado pelas autoridades é de 95%, o que evidencia uma lacuna importante na proteção coletiva.

A vacina tríplice viral protege contra caxumba, sarampo e rubéola e está disponível gratuitamente nos postos de saúde. O esquema vacinal prevê duas doses: a primeira aplicada aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses.

Mesmo com o crescimento expressivo dos números, a Secretaria informou que o estado não enfrenta um surto de caxumba neste momento. Ainda assim, o cenário reforça a necessidade de ampliar a vacinação e evitar novos avanços da doença.

Com a proximidade de períodos de maior circulação de vírus e o retorno das atividades escolares, especialistas reforçam que manter a carteira de vacinação em dia pode ser decisivo para conter o avanço dos casos nos próximos meses.