A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou medidas enérgicas contra a comercialização irregular de produtos no país. Três grupos de itens foram apreendidos e tiveram sua fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso proibidos.
As decisões, publicadas na terça-feira (23/6), visam proteger a saúde dos consumidores de produtos que não passam por controle sanitário adequado e podem oferecer riscos.
Entre os itens apreendidos estão uma maquiagem capilar da marca Suake, produtos da linha Bottox Amazon Therapy Natuvegan e saneantes comercializados como SupperÁlcool. A Anvisa agiu após identificar irregularidades graves na produção e venda destes produtos, conforme divulgado pela própria agência.
Maquiagem capilar da marca Suake é retirada de circulação
A Sombra Disfarça Falhas/Maquiagem Capilar para Retocar Raiz, da marca Suake, foi um dos produtos que tiveram sua comercialização proibida. A Anvisa constatou que o item era produzido e vendido sem o devido registro.
Além disso, a empresa responsável pela fabricação não possuía autorização para produzir esse tipo de cosmético. Diante disso, todos os lotes da maquiagem capilar da Suake foram apreendidos, e qualquer atividade relacionada ao produto foi vetada pela agência reguladora.
Botox capilar usava dados de outra empresa indevidamente
Outra decisão da Anvisa impacta o produto Bottox Amazon Therapy Natuvegan, comercializado pela empresa Progressiva Orgânica Cosméticos. A agência determinou a proibição do item por ele não possuir registro ou notificação sanitária.
Um fato grave apontado pela Anvisa é que os dados cadastrais de outra empresa, a Maria das Graças Oliveira da Silva ME, constavam na rotulagem do produto, mas esta empresa informou à agência que não fabrica o item. As informações da empresa foram, portanto, utilizadas de forma indevida.
Saneantes SupperÁlcool com origem desconhecida são apreendidos
A Anvisa também proibiu a comercialização dos saneantes SupperÁlcool 92,8° INPM, SupperÁlcool 70° INPM e SupperÁlcool 46° INPM. A empresa Isopoly Indústria e Comércio Ltda., cujos dados constavam nos rótulos, declarou à Anvisa que desconhece a fabricação destes produtos.
A conclusão da agência foi que os itens estavam sendo vendidos com origem não identificada, representando um risco à saúde pública. Por essa razão, todos os lotes foram apreendidos, impedindo sua circulação no mercado.
A Anvisa reforça a importância de os consumidores verificarem sempre a procedência e o registro dos produtos antes de adquiri-los, especialmente aqueles relacionados à saúde e higiene pessoal, para evitar o uso de itens irregulares e potencialmente perigosos.





