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O Rio de Janeiro loteado pela bandidagem

Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Como diz o ditado, estamos no “mato sem cachorro”. Loteado a cidade pela bandidagem, da Zona Sul, passando pelo Centro, Zona Norte e Oeste,  o cidadão refém do terrorismo praticado pela criminalidade, não tem a quem recorrer. O avanço das organizações criminosas, que disputam entre si o domínio de territórios,  atingindo milhões de moradores impondo o terror através de extorsões e consequentemente o enfraquecimento da segurança pública, que apenas “enxugam gelo”.

Imposição de  taxas ilegais, extorsões de milícias e do tráfico de drogas em serviços básicos, como por exemplo, cobranças diárias de ambulantes na orla da Zona Sul e taxas abusivas em condomínios, estacionamentos nas vias públicas, sobre fornecimento de água, luz, gás, internet e monopólio de produtos, além de impostos paralelos de cobranças análogas a IPTU, ITBI e taxas de uso de calçadas ou comércios e nos espaços públicos e condomínios.

O que se pode esperar de um Estado que nesses últimos 30 anos teve seus governantes condenados por corrupção generalizada? A resposta está no dia a dia do cidadão,  com milhões de pessoas vivendo sob a influência direta do controle de grupos armados ilegais. As facções e a milícia avançam sobre novas regiões, gerando confrontos diários e clima de terror.

Assaltos violentos a farmácias, dentro dos coletivos urbanos, nas ruas, visando celulares e veículos com uso de armas de fogo e facas. Estão roubando de tudo, de fios de eletricidade a cargas. Barricadas nas ruas e nas comunidades, carros incendiados, bombas, tiros de fuzis e até drones, fazem parte do armamento criminoso, um verdadeiro cenário de guerrilha urbana ocupando as comunidades, as praias, com a imposição de um poder paralelo baseado na violência e no terror, mantendo o domínio territorial em nossa “cidade maravilhosa”.

Os indicadores sociais e de segurança pública indicam que o crime organizado conta com mais de 50 mil homens armados no Rio de Janeiro e cerca de 60 milhões de brasileiro vivem sob o domínio das organizações criminosas, e até serviços básicos, de proteção e moradia são cobrados pelos criminosos.

Os sistemas que alimentam o crime organizado  se encontram infiltrados no poder público por meio da corrupção e lavagem de dinheiro. Onde o Estado não existe não existe serviço público. Nas calçadas você  se depara com aglomerado de pessoas vivendo em condições precárias de miserabilidade sob o domínio da criminalidade. Paralelamente às ações criminosas se assemelham às práticas de guerrilha urbana.

Não podemos esquecer que Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, mais conhecida como “ADPF das Favelas”, ação proposta no final do ano de 2019, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), por decisão do ministro Edson Fachin, restringiu as ações policiais nas favelas, consequentemente  fortalecendo o crime organizado nos morros dominados pelas facções.

Não se consegue viver dignamente num país dominado pelo crime

Somos um país dominado pelo crime com a bandidagem agindo impunemente e protegida por setores da sociedade. Nossos representantes no Congresso, no Executivo e no Judiciário estão omissos, quando muito, estão envolvidos em corrupção. Como ter esperança de dias melhores quando aqueles que deveriam proteger o povão que paga impostos religiosamente, estão envolvidos até o “pescoço”  no mar de lama da corrupção?

Não escapa nenhum e à lista é imensa, principalmente envolvendo os escândalos mais recentes do Banco Master. Encabeçando a lista temos: Jaques Wagner, Guido Mantega, Ricardo Lewandowski, Silvio Costa Filho, Aécio Neves, Ciro Nogueira, Antônio Rueda, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, Paulo Gonet, Andrei Rodrigues, Hugo Motta, Davi Alcolumbre, entre outros.

Fato é que o povão não se sente seguro em lugar nenhum. Na rua, no trabalho ou em casa, não há lugar seguro. Repita-se, a área dominada pelos criminosos de toda parte.

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