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ArtRio Educação faz ação de História da Arte em seu terceiro ano seguido

Projeto ArtRio Educação em seu terceiro ano, ação foca no período do Renascimento ao Expressionismo Abstrato

Além de opções de compras e entretenimento, a Aliansce Sonae também proporciona cultura ao seu público, a partir de parcerias exclusivas que democratizam o acesso à arte. Até 20 de setembro, o Caxias Shopping recebe a mostra História da Arte, Olhar e Descoberta, com narração da cantora Roberta Sá e curadoria da museóloga e professora de arte Libia Schenker. A exposição traz 10 totens interativos,e cada um explica o movimento artístico através de imagens de obras emblemáticas de grandes artistas.

Foto : Leandro Ribeiro

A mostra foca no período do Renascimento ao Expressionismo Abstrato,reunindo nomes como Monet, Cézanne, Picasso, Matisse e Miró. Os totens possuem um QR Code que leva os clientes para um hotsite onde eles poderão ter acesso às gravações. A ação é gratuita e leva algumas das maiores referências da arte mundial para os corredores do shopping.

Além da mostra, o empreendimento promove oficinas infantis,
diariamente, das 12h às 21h, com atividades lúdicas para crianças de

Foto : Leandro Ribeiro

todas as idades. Para participar, os pequenos devem estar acompanhados dos responsáveis e respeitar o uso obrigatório de máscara. As oficinas também estão disponíveis para colégios e ONGs da região,mediante agendamento pelo telefone (21) 2784-2020. Durante as oficinas,os monitores explicam um pouco sobre a história da arte e promovem atividades que incentivam a manifestação artística, através de desenhos e pinturas.

A mostra História da Arte, Olhar e Descoberta passou pelo Bangu
Shopping em 2019 e pelo Carioca Shopping em 2020. Ainda no ano passado o evento foi adaptado para o ambiente digital, com ativações culturais virtuais, realizadas nas redes sociais do Bangu Shopping, Carioca Shopping, Shopping Grande Rio e Caxias Shopping. Os empreendimentos usaram seus perfis nas redes sociais para realizarem lives com as curadoras Fernanda Lopes e Carollina Lauriano, que promoveram um mergulho na História da Arte.

Promover cultura  e conhecimento é um dos pilares do Caxias Shopping e o projeto ArtRio Educação vai proporcionar para o nosso público uma experiência de conexão com a arte, com o objetivo de gerar maior intimidade e interesse sobre o tema. – afirma Michelle Coutinho, gerente de Marketing do Caxias Shopping.

 

A acessibilidade é uma das principais plataformas da ArtRio desde sua primeira edição, em 2011. Nosso intuito é incentivar o contato com a arte, e a partir desse momento estimular a busca por mais conhecimento,descobrindo as diferenças entre os momentos históricos e as técnicas,a influência do cenário sócio, político e cultural de cada época,o momento de criação dos artistas – diz Brenda Valansi, presidente daArtRio.

Mostra ArtRio Educação – História da Arte, Olhar e Descoberta

Data: Até 20 de setembro

Local: Caxias Shopping

Visitação gratuita

Oficinas de Artes Infantis

Diariamente, das 12h às 21h

Horários disponíveis: 13h / 15h / 17h / 19h

Limite de 6 estudantes por horário.

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Arte Destaque Esporte Notícias Rio

Como proteger os pequenos na web?

Psicóloga alerta para exposição de crianças nas mídias e redes sociais e os comentários de haters.

Você percebe que seu pequeno é talentoso e as pessoas aconselham que essa habilidade seja desenvolvida. E, de repente, seu filho está em

Foto : Divulgação

muitos cursos, workshops, oficinas e isso com apenas 4, 5 anos. Além disso, a exposição na mídia e nas redes sociais o transformaram em uma mini celebridade. Será que tantas atividades são encaradas com prazer? Mesmo pensando em garantir um bom futuro, seria esse o melhor caminho para garantir boas oportunidades? E essa fama precoce, como deve ser administrada?

Essas perguntas, com certeza, são questionamentos frequentes de pais de crianças com talentos para a arte, esporte e cultura. E muitos acabam sendo vítimas de comentários maldosos dos famosos haters que não poupam nem mesmo os pequenos.

Um bom exemplo foi o que aconteceu recentemente com Elisa de Freitas, de apenas 4 anos, apelidada carinhosamente de “Minnie”. Com

Foto : Divulgação

a conquista da medalha de prata pela skatista Rayssa Leal, a “fadinha”, nos jogos olímpicos de Tóquio, a pequena Elisa ganhou os holofotes como uma promessa para o esporte. A menina chama atenção pelo desempenho de suas manobras. Elisa foi notícia em jornais, portais, rádios e tvs e conquistou seguidores nas redes sociais. Mas, além de admiradores e incentivadores, a menina também foi vítima de comentários racistas e de críticas aos pais pela exposição.

Os pais contam que Elisa começou a se interessar pelo skate aos 2 anos de idade. Aos 3, já demonstrava habilidade e coragem para fazer manobras.

Elisa ama andar de skate. É uma diversão – garante a mãe Leidiane.

Mesmo assim, foram inúmeros os comentários de que eles não deveriam expor a filha. Críticas e até mesmo insinuações maldosas.

Foto : Divulgação

Para a psicóloga e analista comportamental Simone Rosa é preciso que os pais fiquem atentos a algumas questões para evitar problemas emocionais para as crianças. De acordo com ela, a primeira coisa que deve ser analisada é se o sonho é realmente da criança.

Os pais costumam projetar seus próprios sonhos nos filhos. Mas é preciso saber o limite. Essa atividade da criança tem que ser encarada de forma lúdica. Se acertar tudo bem, se falhar tudo certo também. Não colocar como algo competitivo demais, mas como uma grande diversão. Simone acredita que a postura dos pais de Elisa é acertada.

Desenvolver o talento da criança, mas sempre respeitando o limite e deixando um tempo para as brincadeiras com outras crianças.

O ideal é que se incentive a criança naquilo que ela tem habilidade, mas entendendo que ela tem limite e jamais ultrapassá-lo – ressalta.

Com relação à exposição pública e as inevitáveis críticas, é preciso muita conversa e proteção.

Como a criança ainda não atingiu a maturidade para essas questões mais adultas, ela precisa ser preservada. Mesmo assim, como é possível que isso, de alguma forma, chegue até ela, seja até mesmo através de um coleguinha, é preciso muita conversa para que nada disso atinja a sua autoestima e se transforme em um possível problema emocional  – conclui.

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Arte Destaque Notícias Rio

Inauguração do ‘Quinteratura’ e lançamento do livro da escritora Isa Colli

Projeto Quinteratura, da editora Colli Books,será inaugurado no dia 16 de setembro, junto com livro “Descobertas de Inaiá”

A Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão, Zona Norte do

Foto : Divulgação

Rio,vai ganhar um charmoso espaço de dicado à literatura: um
quiosque-biblioteca. Criado pela editora Colli Books, o projeto Quinteratura será inaugurado no dia 16 de setembro, nos jardins do parque municipal que já abrigou a família Imperial.

Esse projeto foi pensado com muito carinho para aproximar os cariocas e turistas do universo dos livros. Queremos incentivar a literatura através de atividades lúdicas e interativas neste parque tão lindo e acolhedor, que é a Quinta da Boa Vista – afirma a escritora Isa Colli, diretora da Colli Books.

Em um estande divertido, colorido e aconchegante, os leitores irão

Foto : Divulgação

encontrar diversos livros, a maioria para o público infantojuvenil. O
espaço também terá uma tenda para contação de histórias, lançamentos com autores da editora, peças teatrais e outros eventos
culturais. As crianças poderão tirar fotos em totens com personagens
de livros infantis.

A literatura, além de proporcionar conhecimento, é uma ótima opção para desconectar os pequenos do uso excessivo do celular e outros eletrônicos. E, vale lembrar também que a leitura pode ser uma divertida forma de brincar, diz Isa.

Lançamento

O ponto alto do evento será o lançamento do novo livro de Isa Colli,
“Descobertas de Inaiá”, às 9h. A autora, que mora na Bélgica, estará
no Brasil para participar da atividade.

A obra conta os desafios e aprendizados da menina indígena Inaiá,
quando ela começa a estudar em uma escola fora da aldeia. A chegada da jovenzinha no colégio novo muda a sua vida e a dos colegas de classe. Juntos, eles aprendem as tradições dos povos indígenas, as heranças culturais de diferentes nações e a importância de se respeitar as diferenças.

A inauguração contará, ainda, com a presença de outras autoras da
Colli Books, como as jornalistas Fernanda Graell, Tais Faccioli, Eliane
de Santos e Claudia Cataldi.

Cuidados com a pandemia

Além de a estrutura ser ao ar livre, todas as áreas de circulação do
público serão cuidadosamente preparadas para cumprir as medidas
sanitárias necessárias neste momento de pandemia, a fim de proteger os visitantes. Haverá controle da capacidade de pessoas nos ambientes; o espaço será periodicamente higienizado; será disponibilizado álcool
em gel 70% ou produto de higienização para as mãos nas áreas comuns;e o público deverá seguir medidas de proteção, como uso de máscara facial. Os visitantes também deverão respeitar o espaçamento mínimo de dois metros.

Uma vez por mês, o projeto contará com ações voltadas a crianças de
comunidades carentes.

Ao escolher montar nosso estande em um local tão popular e amado pela garotada, acreditamos que cumprimos uma das nossas principais missões: democratizar a literatura – diz Isa Colli.

Serviço:

Inauguração do projeto Quinteratura e lançamento do livro
“Descobertas de Inaiá”

Quando: 16 de setembro, a partir das 9h (Brasil) e 14h (Bélgica)

Onde: Quinta da Boa Vista

Av. Pedro II, s/n

São Cristóvão – RJ

 

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Balzak40 apresenta sua 30ª edição na Barra

Nos dias 15 e 16 de setembro, quarta e quinta-feira, a Balzak40, coletivo cultural que reúne moda, arte e comportamento desembarca na Barra, Zona Oeste do Rio de Janeiro, e apresenta sua 30ª edição. O evento acontecerá em um charmoso espaço aberto, no restaurante Los

Foto: Divulgação

Frick, no Barra Point, entre 13h e 20h, com entrada gratuita.

A feira, comandada pelas empresárias cariocas Claudia Medeiros e Elizabeth Nigro, terá cerca de 21 stands de marcas autorais, com muitas opções de peças exclusivas e handmade. Entre os expositores estão designers, estilistas e marcas como By Clo, Cupit Store, Leve Company, Puddy Kids, e muitos outros.

Além de estrear na Barra, outra novidade é que, pela primeira vez, a Balzak40 acontecerá em dias úteis, já que todas as outras edições foram realizadas nos finais de semana.

Nossa maior felicidade é ver o coletivo se espalhando pela nossa cidade. Optamos em expor durante a semana devido aos inúmeros pedidos dos nossos clientes – comenta Claudia.

Além dos eventos presenciais, a Balzak40 vai continuar realizando as edições virtuais, que se tornaram grande sucesso durante a pandemia. Os encontros online acontecerão duas vezes ao mês, enquanto as edições presenciais serão mensais. A programação completa pode ser conferida no Instagram e no site do coletivo.

O evento no Los Frick é aberto ao público e parte da venda dos produtos será revertida para o Instituto da Criança.

A feira será realizada de acordo com todos os protocolos de limpeza e segurança para o COVID-19, incluindo o uso obrigatório de máscaras e o distanciamento social.

Balzak40

Datas: 15 e 16 de setembro – quarta e quinta-feira
Local: Los Frick, no Barra Point – Avenida Armando Lombardi, 350 – Barra da Tijuca
Horário: das 13h às 20h
Entrada franca

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A Cia. Ballet do Rio de Janeiro retorna aos palcos com “Tempo para dançar” neste fim de semana

A tradicional Companhia BALLET DO RIO DE JANEIRO, de Dalal Achcar, retorna as atividades com repertório eclético, do clássico ao contemporâneo mais avançado, em obras de importantes coreógrafos nacionais e internacionais no palco do Teatro Riachuelo Rio, nos dias 11 e 12 de setembro em “Tempo para dançar”.

O espetáculo “TEMPO PARA DANÇAR”, marca o retorno da cia às suas atividades e permite ao público descobrir jovens talentos brasileiros da atualidade da dança. Encenando clássicos e contemporâneos, a cia irá apresentar um espetáculo único, capaz de atingir um público amplo e variado. Como convidada, o espetáculo conta com a participação da artista Márcia Jaqueline, Primeira Bailarina do Theatro Municipal. As apresentações acontecem nos dias 11 e 12 de setembro, no Teatro Riachuelo Rio.

 

TEMPO PARA DANÇAR – repertório

GENTE QUE PASSA

Música: Philip Glass / Coreografia: Éric Frédéric

 

VALSA SEM NOME

Música: Baden Powell / Coreografia: Ivonice Satie

 

AS HORAS

Música: Philip Glass/Montserrat Caballé / Coreografia: Éric Frédéric

 

IRMÃOS

Música:   Maurane (sobre um prelúdio de J. S. Bach) / Coreografia: Éric Frédéric

 

ARANJUEZ

Música: Joaquim Rodrigo / Coreografia: Éric Frédéric

 

VALSE À MILLE TEMPS

Música: Jacques Brel / Coreografia: Éric Frédéric

 

SLOW DANCE

Música: Boz Scaggs – Chie Ayado / Coreografia: Éric Frédéric

 

SHOGUM

Música: Milton Nascimento/Fernando Brant / Arranjo: Uakti / Coreografia: Ivonice Satie

 

SWING   SYMPHONY

Música:   Nino Rota – Wynton Marsalis / Coreografia: Éric Fréderic

 

SERVIÇO:

 

Local: TEATRO RIACHUELO RIO

Endereço: Rua do Passeio, 38/40 – Cinelândia – Rio de Janeiro

Datas: 11 e 12 de setembro

Horário: Sábado, 20h | Domingo, 18h

Ingressos:

Plateia VIP – R$60,00

Plateia e Balcão Nobre – R$40,00

Balcão Superior – R$20,00

Vendas online: https://bileto.sympla.com.br/event/68764/d/107162

Duração: 1h40m com intervalo

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Coleção de doleiro é doada para o Museu Nacional de Belas Artes

Por Agência Brasil

Doze obras de arte que pertenciam ao doleiro Dario Messer foram doadas ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro. O acervo foi calculado em R$ 10 milhões. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (8), pela assessoria do Ministério Público Federal (MPF).

Ao todo, são 10 obras de Di Cavalcanti, uma de Djanira e uma de Emeric Marcier. A propriedade do acervo foi transferida para o patrimônio da União. Entretanto, o transporte das obras para o MNBA, que fica na Cinelândia, centro do Rio, ocorrerá depois de finalizado o processo para contratação de transporte e seguro.

Só a obra Três Figuras Femininas, de Di Cavalcanti, tem o valor estimado de R$ 3 milhões. A transferência do acervo ocorreu após a proposta do MPF ter sido acatada pela Justiça, no âmbito do acordo de colaboração firmado por Rosane Messer, esposa do doleiro, que foi preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato.

Para a diretoria do MNBA, a incorporação dessas obras ao acervo do museu é de enorme relevância para a democratização e o acesso público ao bem cultural.

O museu recebe as seguintes obras:

1. Emiliano di Cavalcanti – Retrato feminino – 1965;

2. Emiliano di Cavalcanti – Carnaval – 1960;

3. Emiliano di Cavalcanti – Retrato de duas figuras femininas – 1967;

4. Emiliano di Cavalcanti – Paisagem com barco – 1971;

5. Emiliano di Cavalcanti – Três figuras femininas (“Mulheres com Bandolim”);

6. Emiliano di Cavalcanti – Figura feminina janela;

7. Emiliano di Cavalcanti – Retrato de figura feminina – 1967;

8. Djanira de Motta e Silva – Vendedor de abacaxi;

9. Emerie Marcier – Paisagem urbana;

10. Emiliano di Cavalcanti – Figura Feminina e gato;

11. Emiliano di Cavalcanti – Duas figuras femininas com flor;

12. Emiliano di Cavalcanti – Seis figuras femininas.

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Exposições comemoram 25 anos do Museu de Arte Contemporânea de Niterói

Por Agência Brasil

O Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói vai comemorar o seu aniversário de 25 anos com sete exposições que começam hoje e têm entrada gratuita durante todo este mês.

O conjunto das exposições do salão principal, varanda e mezanino forma a instalação 90 | 25, que celebra os 90 anos do Cristo Redentor e os 25 anos de inauguração do Museu de Arte Contemporânea de Niterói.

Uma das sete exposições é a Ícones e Arquétipos, do artista Oskar Metsavaht. A instalação reúne fotografias, pinturas e vídeos que estabelecem uma correlação entre os dois monumentos construídos em concreto armado. Metsavaht propõe uma reflexão sobre a importância de cada uma das construções para o modernismo brasileiro. A visitação pode ser feita de hoje (8) até 5 de dezembro de 2021, de terça a domingo, das 11h às 16h.

“Eu apresento as analogias estéticas que vejo na construção tanto do MAC quanto do Cristo Redentor. Tive o prazer de poder mergulhar no olhar de ambos, na sensibilidade para desenhar as suas linhas, curvas e retas. E, com isso, compartilhar com o espectador que venha conhecer a exposição, o meu olhar de detalhes que fazem desta obra do Niemeyer um dos símbolos da arquitetura modernista brasileira, junto à estátua do Cristo Redentor”, relatou Metsavaht.

Já o artista José Raul Allegretti criou o monumento dos 25 anos, instalado na Praça do Museu, para recepcionar o público.

“Concebemos esta obra com retas e ângulos retos para sequer arranhar as curvas do nosso querido e premiado Oscar Niemeyer, que sempre se apaixonou por elas. Queremos que esse monumento sirva de exemplo para evitar desperdícios, ressignificando resíduos, o princípio básico do nosso movimento Círculo Único, que é o respeito e a parceria com a natureza”, contou o artista, acrescentando que as placas isolantes impermeáveis da peça, que permitem a sua exposição ao sol e à chuva, evitam alterações na estrutura geométrica e foram produzidas a partir da reciclagem das partes internas de 40 mil caixas de leite.

Na varanda do museu, o visitante poderá admirar a mostra A simbologia da paisagem, que tem obras das Coleções MAC e João Sattamini, dialogando com as peças de Oskar Metsavaht. Obras das Coleções formam a mostra A materialização do invisível, que está no mezanino.

As exposições contam com diversos autores e trabalhos de grande relevância para a arte contemporânea brasileira, incluindo nomes como Lygia Clark, Tunga, Beatriz Milhazes e Ricardo Ventura. A curadoria é de Marcus de Lontra Costa.

Plano museológico

Na solenidade de abertura das exposições, ocorrida ontem (7), também foi lançado o primeiro Plano Museológico do MAC Niterói, um planejamento de cinco anos para as ações do equipamento.

O prefeito de Niterói, Axel Grael, relacionou os aniversários do MAC e do Cristo Redentor, monumento e cartão postal do Rio de Janeiro. Grael destacou que ambos representam dois grandes desafios. Enquanto o Cristo foi construído no início da utilização do concreto armado no mundo, o mesmo desafio foi feito ao arquiteto Oscar Niemeyer, considerado um dos principais profissionais da arquitetura moderna e autor do projeto do museu.

Grael lembrou que nesses 25 anos, “eventos memoráveis, exposições especiais” ocorreram no MAC, que agora, com uma parceria com o Santuário Cristo Redentor, vai ter divulgação ampliada com a presença de uma equipe da Niterói Empresa de Lazer e Turismo S/A (Neltur) no monumento do Rio.

“De lá, convidaremos os visitantes a virem conhecer Niterói também. Teremos todo um planejamento para oferecer a cidade como um destino turístico. Tenho certeza que faremos muitas coisas boas juntos”, informou.

O prefeito agradeceu à equipe que trabalha no museu dando sentido ao espaço cultural e comemorou o fato de poder reabrir as atividades em um período ainda de pandemia. “A pandemia não está superada, então ele está aberto com todo o cuidado necessário, com todos os protocolos sanitários determinados”, pontuou.

Para o secretário municipal das Culturas, Leonardo Giordano, as sete exposições convocam a população a entrar no museu e participar das obras que foram contempladas com editais de cultura. Este ano a prefeitura já investiu R$ 23 milhões no setor, com destaque para o aniversário do museu. “Nos coloca na missão de pensar nos próximos 25 anos. Niterói continua reafirmando seu compromisso com a cultura”, disse.

Ainda na cerimônia, foi anunciada a retomada do conselho deliberativo, com a intenção de incentivar a participação da sociedade no museu, por meio de diálogo e de uma gestão pública e transparente.

O presidente da Fundação de Arte de Niterói, Marcos Sabino, que participou da ideia da criação do MAC, lembrou que na época foi difícil convencer a sociedade sobre a importância do museu. “Hoje, 25 anos depois, toda a sociedade compreende o Museu de Arte Contemporânea. O nosso MAC precisa ser acessível para que todos o conheçam e que tenham orgulho desse espaço tão importante para a arte e cultura do mundo”, observou.

Programação

Também em setembro, a programação do Museu de Arte Contemporânea inclui a apresentação da Cia de Ballet de Niterói, nos dias 11 e 12, com uma coreografia inédita criada exclusivamente para o aniversário do espaço cultural. No dia 23, está previsto o Seminário de Arte e Cultura LGBTI.

Durante este mês, a visitação será gratuita. Para o diretor do MAC Niterói, Victor De Wolf, nessa comemoração, o museu olha para o próprio passado, mas mantém viva a missão de ser um abrigo da arte contemporânea.

“É o que a gente costuma dizer, para conseguir ver tudo o que está acontecendo aqui, tem que estar dentro e fora do equipamento, tem que ir nas redes sociais, nas exposições virtuais, tem que ir à Praia da Boa Viagem, dar uma caminhada pelo pátio e pelo interior do museu”, comentou.

Museu

O museu foi inaugurado no dia 2 de setembro de 1996, para abrigar as obras da importante coleção de João Sattamini.

Em 2016 passou por uma reforma de modernização e ao longo dos 25 anos realizou 186 exposições com mais de 9 mil obras e a presença de 2,8 milhões de visitantes.

Além de um dos cartões-postais de Niterói, o MAC tem projeção internacional. O projeto de forma futurista de Oscar Niemeyer tornou-se um marco da arquitetura moderna mundial e para muitos observadores se parece com uma flor ou uma nave espacial flutuando sobre uma pedra que avança para o mar. Nos pavimentos superiores o visitante tem uma vista panorâmica de 360 graus para a Baía de Guanabara e as cidades do Rio e de Niterói.

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Inscrições abertas para o Congresso Nacional do Samba

 O evento, marcado para acontecer no dia 02 de dezembro, trará quatro eixos temáticos com inscrições abertas para a apresentação de trabalhos.

A quinta edição do Congresso Nacional do Samba vai tratar da “genealogia” desse ritmo de matriz africana encontrado em várias regiões do país. Organizado pelo Laboratório de Preservação e Gestão de Acervos Digitais (LABOGAD) da UNIRIO, através do programa de extensão “Memorável Samba”, e o Centro de Referência e Informação em Artes e Cultura Brasileira (CRIAR), o evento será realizado no dia 02 de dezembro, Dia Nacional do Samba. Os interessados podem inscrever seus trabalhos até o dia 20 de setembro, podendo ser artigos acadêmicos, crônicas e performances em vídeo que estejam afinados com a missão de refletir sobre a genealogia, a cartografia e a cronologia dessa manifestação cultural brasileira.

O objetivo é reunir estudiosos, pesquisadores e praticantes em quatro eixos temáticos: “Batuques, Congadas e Músicas Sacras Afro-Brasileiras”, “Sambas Rurais”, “Sambas Urbanos Tradicionais” e “Sambas Urbanos Contemporâneos”. Cada um desses eixos têm uma infinidade de ritmos que compõem a Árvore Genealógica do Samba. Com transmissão pelo YouTube, o evento vai abrir inscrições no sistema de doação solidária no valor de R$ 30,00, com o objetivo de cobrir os custos mínimos da iniciativa. Embora seja aberto ao público, aqueles que desejarem receber o certificado de participação, precisam estar inscritos no Congresso, marcado para ocorrer das 8h às 20h, e pagar uma taxa simbólica de R$ 10,00, também destinado à parte operacional.

Para inscrever os trabalhos a serem apresentados durante o Congresso, os interessados devem acessar o site para se inscrever. Outras informações podem ser conferidas com o professor Jair Martins de Miranda, do LABOGAD, no e-mail jairmm@unirio.br. No site também é possível participar da enquete Família do Samba, destinada a alimentar a Árvore Genealógica do Samba e, com isso, criar uma memória social do samba, que envolvem os sambistas e suas obras. Por esse motivo, a enquete afetiva circula em torno de uma única pergunta: “Da grande família do samba no Brasil, quais sambas, sambistas e gêneros são mais familiares a você?”.

Retrocedendo na história

A primeira edição do Congresso Nacional do Samba foi organizada por um dos maiores etnólogos brasileiros, Edison Carneiro, em 1962. Criado com o objetivo de preservar as tradições do samba, entre elas, a autenticidade, o estilo e a adaptação, a iniciativa também visava garantir a evolução do gênero no futuro. Desse encontro surgiu a Carta do Samba, que não só garantia a perenidade da memória do ritmo trazido da África para o Brasil, como também valorizava as aspirações de estudiosos, sambistas, intérpretes, folcloristas e amantes desse ritmo.

Passados 50 anos, os professores da UNIRIO, Jair Miranda e Martha Tupinambá decidiram resgatar o importante encontro e nessa segunda edição emblemática, realizada em 2012, comemoraram o centenário de Edison Carneiro e o cinquentenário da Carta do Samba. Debates e homenagens às personalidades do gênero marcaram o encontro, ocorrido em modelo presencial no Palácio Pedro Ernesto e no Museu da República. Intitulado “50 Anos da Carta e do Dia Nacional do Samba” discutiu sobre o samba e o carnaval no contexto da economia criativa e como patrimônio cultural e imaterial do país, promovendo ainda uma revisão da Carta do Samba.

Desse tempo até hoje, já ocorreram mais duas edições: em 2014 e 2020. Essa última, em função da pandemia, foi realizada no formato on-line, enquanto a primeira teve o Museu de Arte Moderna como local do evento. Na terceira edição, a temática foi “Samba & Carnaval: atores, visões e realização” (2014) e “Genealogia do Samba” (2020), quando foram criados os eixos temáticos – Samba (Batuques, Congadas e Músicas Sacras AfroBrasileiras); Sambas Rurais; Sambas Urbanos Tradicionais, e Sambas Urbanos Contemporâneos

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FURNAS incentiva projetos culturais em todo o país

Empresas Eletrobras lançam Programa Cultural 2021
Eletrobras Furnas participa da iniciativa com investimento de R$ 5 milhões

As empresas Eletrobras estão selecionando até o dia 17 de setembro projetos de diferentes manifestações culturais para participarem do Programa Cultural das Empresas Eletrobras 2021.Com essa iniciativa, as empresas Eletrobras disponibilizarão até 9 milhões de reais à cultura brasileira. Desse total, a Eletrobras Furnas entrará com o investimento de 5 milhões. A inscrição é gratuita e poderá ser realizada através do link.

A Eletrobras Furnas integra o esforço das empresas Eletrobras de fomentar a produção cultural e democratizar o acesso dos cidadãos às diferentes manifestações culturais, além de permitir que artistas possam apresentar o seu pensar e fazer cultural para as comunidades onde a empresa está presente – ressalta Clovis Torres, presidente da companhia.

Serão patrocinados projetos de quatro áreas da Lei Rouanet: artes cênicas (dança, teatro e teatro musical); patrimônio cultural material e imaterial; música (erudita e instrumental); e museus e memória.