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“Geração Glee – O Musical” estreia no Rio de Janeiro

Espetáculo estreia em janeiro no Teatro Clara Nunes

Dias 20, 23 e 30 de janeiro o Teatro Clara Nunes no Rio de Janeiro apresenta “Geração Glee – O Musical”. O espetáculo retrata a história de alunos do último ano do High School que estão prestes a passar pela fase mais difícil de suas vidas, enquanto trabalham para ter a chance de ganhar o concurso de música mais prestigiado do mundo em Nova York e compartilhar suas esperanças e sonhos com o novo professor do Clube de Coral.

Com músicas de Lady Gaga, One Direction, Jessie J., Katy Perry, Bruno Mars, Miley Cyrus, Demi Lovato, Madonna, entre outras, Geração Glee retrata um ano cheio de felicidades, decepções, amores e perdas na vida dos jovens alunos.

O Musical do britânico Martin Callaghan, ator e diretor em West End London, sucesso na Europa, chega ao Brasil com realização da Escola de Artes Faz Assim. Assim como na Europa, o espetáculo promete ser mais um sucesso de bilheteria.

Vale ressaltar que a apresentação do dia 30 de janeiro contará com a participação especial do ator, dublador e cantor Raphael Rossato.

Serviço:

Datas: 20, 23 e 30/01

Horário: às 20h

Local: Teatro Clara Nunes no Shopping da Gávea

Endereço: R. Marquês de São Vicente, 52 – Gávea, Rio de Janeiro – RJ

Classificação: livre

Duração:  80min

Texto e direção: Martin Callaghan

Adaptação: Fred Trotta

Direção residente: Fred Trotta

Direção musical residente: Kika Tristão

Direção de movimento: Andressa Tristão

Preparação de elenco: Karlla Guimarães

Realização: Escola de Artes Faz Assim

Valores ingressos:

Inteira – 80,00

Meia – 40,00

 

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Uma mistura de suspense, comédia e romance, mas é aí quem é o Lobisomem?

O Lobisomem de Pedra de Fogo

No início de 2021, após um insight, J. Peron escreveu um roteiro, reuniu um grupo de amigos do interior de São Paulo e começaram as reuniões para iniciar as filmagens.

Convidaram o ator e humorista Paulo Pioli da Praça é Nossa para uma participação especial e, por intermédio da assessora Márcia Araújo, o roteiro também chegou nas mãos do ator Déo Garcez que, de imediato, se disponibilizou para participar do filme.

Com o elenco e a equipe escolhidos, a pandemia chegou forte e as restrições começaram a atrapalhar os planos.

Porém, seguindo todos os protocolos, foram iniciadas as filmagens na cidade de Monte Alegre do Sul/SP em fevereiro.

Faltando apenas 4 cenas para finalizar o filme, veio a tal fase roxa e ninguém mais podia sair de casa.

As filmagens só puderam ser finalizadas no mês de agosto e, no dia 21 (dia em que se comemora a morte de Raul Seixas), pontualmente à meia noite, foi gravada a última cena da transformação do Lobisomem no cemitério.

O Lobisomem de Pedra de Fogo é uma mistura de suspense, comédia e romance e estará disponível apenas no site com valor especial de lançamento R$ 3,80.

Com o fechamento dos cinemas e as dificuldades encontradas para disponibilizar nossa obra nas plataformas de streaming, resolvi criar a nossa própria plataforma e oferecer o filme por um preço bem acessível para todos que tiverem interesse em conhecê-lo – comenta o roteirista e diretor J. Peron.

Sobre o Filme

A história se passa numa cidadezinha do interior chamada Pedra de Fogo. Reza a lenda que nas noites de lua cheia um lobisomem aparece comendo as galinhas de Dona Inácia (Baiana).

Delegado Brandão (Déo Garcez), casado com a beata Augusta (Rita Nascimento), é o responsável pelas investigações que sempre dão em nada. Ingrid (Paula Palmieri), a filha do casal, é apaixonada desde criança por Alberto (Pedro Ribeiro) que está de regresso para a cidade.

O atrapalhado prefeito Junqueira (Paulo Pioli) está muito interessado em construir uma represa na cidade, coisa que deixa sua esposa Constância (Arminda Riolo) feliz, pois isso inundaria a casa da Rebeca (Ana L. Garritano), a Bruxa que mora nos arredores da cidade e mãe de Alberto.

Tião Gregório (J. Peron) é um filósofo desiludido que bebe uma bebida misteriosa e espera o último dia de lua cheia do ano escolhido para ver a profecia se cumprir e a cidade se libertar da maldição do lobisomem.

Na trama ainda participam o Soldado Souza (Ciro Pires), Crysbel (Natasha Audrey), o pipoqueiro (Leonardo C. de Campos), Padre Aurélio (Junior Gritti), os atendentes da Rodoviária (Francesco Lolli e Lu Stopa) e, interpretando Augusta e Brandão quando jovens, os atores Hata Glau e Raoni Xavier.

A trilha sonora ficou a cargo do cantor e compositor Carlinhos P. O.
Box, do violeiro Lucas Campaci, do maestro Tutti Novo e de J. Peron.

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O espetáculo principal do Natal, estreia no dia 09 de dezembro

Com concepção, coreografias e direção geral de Dalal Achcar, a montagem apresenta a história da menina Flora, que junto aos seus amigos, espera pelo Papai Noel na véspera de Natal. Porém, as crianças não aguentam de sono e dormem. Como num passe de mágica, são transportadas para o Polo Norte, numa imensa floresta de pinheiros coberta de neve. Símbolos natalinos e brinquedos ganham cor e vida. Cristais, flocos e bonecos de neve dançam celebrando o inverno e a chegada do Natal. O Príncipe das Neves dá as boas-vindas e mostra o caminho para o Reino de Papai Noel. E assim, começa a aventura das crianças pelos reinos da neve e da fantasia. Todos juntos vão distribuir alegrias nas ruas e lares dos continentes, levando a principal mensagem do Espírito de Natal: a esperança.

Com patrocínio do Instituto Cultural Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o espetáculo de ballet, com músicas de J. Offenbach, R. Drigo, J. Strauss, M. Viana, popular americana e alemã, é apresentado com movimentos, cores, luzes, figuras e formas, promovendo o prazer estético e estimulando o potencial criativo em cada espectador. A principal intenção é reforçar, para crianças de todas as idades, a importância de valores preciosos como o afeto, a empatia, a amizade e o respeito, em busca de um mundo sem guerras, mais justo e fraterno, onde a generosidade supera a ganância, a tolerância supera a ira e o sorriso devolve o amor.

Quero oferecer um presente para a cidade, um espetáculo leve e para toda a família. Pretendo trazer a criança que ainda existe em nós à tona, mexer com as emoções e a capacidade de sonhar. É um programa tradicional de fim de ano para crianças, pais e avós – comenta Dalal, uma das principais referências do ballet clássico nacional.

Com mais de meio século de trajetória artística, Dalal é a responsável pelo lançamento dos maiores bailarinos brasileiros no mercado nacional e internacional, entre eles: Marcelo Gomes – American Ballet Theatre New York – USA; Ana Botafogo – primeira bailarina do Theatro Municipal; Roberta Marques – Royal Ballet- Londres – Inglaterra; e com a participação de Mariza Estrella do Centro de Dança Rio, por Thiago Soares – Royal Ballet – Londres- Inglaterra; Irlan Santos- Boston Ballet – USA; Carollina Bastos – Ballet de Munich – Alemanha; Thamires Chuvas-SAN Francisco Ballet – California-USA.entre muitos outros.

Carioca da gema, Dalal conviveu e trabalhou com os maiores nomes da cultura brasileira, dentre eles, Vinicius de Moraes e Manuel Bandeira que escreveram um balé especialmente para a coreógrafa. Di Cavalcanti e Burle Marx fizeram cenários e figurinos de alguns de seus espetáculos. Tom Jobim compôs uma canção para ela, que continua inédita. “O Tom fez uma música orquestrada pelo maestro Radamés Gnatalli, que guardo em meus arquivos”, revela Achcar. Margot Fonteyn, falecida em 1991 e principal estrela do Royal Ballet, foi madrinha profissional de Dalal, que começou a dançar aos 15 anos. Aos 18, fundou a Associação de Ballet do Rio de Janeiro.

Dalal é considerada a maior difusora e propagadora do balé clássico no Brasil. Levar o balé para o povo é um dos grandes prazeres da coreógrafa, que trouxe Margot Fonteyn e Rudolf Nureyev ao palco do Maracanãzinho em 1967.

Quando eu fazia galas, havia espetáculos para o povo no dia seguinte. No Teatro Municipal, durante a minha gestão, milhares de professores da rede pública assistiram a concertos, dança e ópera. Esporte, música, dança, teatro e artes deveriam ser ensinados na escola. Acho fundamental complementarem a educação com a arte e cultura – finaliza Dalal Achcar.

Sobre Dalal Achcar:  uma bailarina brasileira, que aprimorou seus conhecimentos em París, NY e Londres. Coreógrafa de grandes espetáculos, como do tradicional, e um dos mais montados em todo mundo, O Quebra Nozes. Foi ela quem criou o primeiro Curso Superior de Formação de Professores de Dança do Brasil, e quem trouxe os maiores nomes do Ballet Internacional e foi responsável por lançar a carreira de artistas brasileiros, tais como Ana Botafogo, Roberta Marques, Thiago Soares e Marcelo Gomes.

Instituto Cultural Vale: O Instituto Cultural Vale é um instrumento de transformação social com o propósito de fomentar o desenvolvimento das expressões artísticas e de democratizar o acesso e a produção de arte e de cultura. Com o objetivo de gerar impacto positivo na vida das pessoas e construir um legado para futuras gerações através da produção cultural, tem, sob sua gestão, mais de 200 projetos criados, apoiados ou patrocinados pela Vale em 24 estados e no Distrito Federal para execução em 2021. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios. São quatro museus e centros culturais com visitação gratuita, atuação junto a escolas e organizações sociais, com identidade e vocação próprias: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Fechados temporariamente desde março de 2020 em função da pandemia da Covid-19, estes espaços mantêm programação online gratuita em seus canais próprios, para conservar vivo o diálogo com seus públicos.

SERVIÇO:

Teatro Riachuelo

Rua do Passeio, 38/40. Centro – Rio de Janeiro

09 a 19 de dezembro de 2021

Datas: 09, 11, 12, 17, 18 e 19 de dezembro

Quinta a sábado as 20h, domingo as 16h.

Sessão dupla no dia 18/12, as 16h e 20h.

Duração: 70 minutos.

Classificação: livre.

Ingresso: entre R$ 20,00 e R$ 80,00.

Produção: Aventura

Tipo de evento: Presencial

Lotação: 999 lugares

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Após 21 anos musical ‘Cazas de Cazuza’ estreia no teatro Vivo Rio

O musical ‘Cazas de Cazuza’ estreou de forma grandiosa no palco do teatro Vivo Rio, no último sábado (20) com casa lotada, mas seguindo todos os protocolos de saúde. ‘Cazas de Cazuza’ gerou imensa emoção no público do início ao fim, que em cada apresentação aplaudia com excitação.

Cazuza, um dos maiores poetas da história da música brasileira, faleceu há 32 anos, deixando um brilhante legado tanto no MPB quanto na história do Brasil. Até hoje, as suas letras, canções, e suas mensagens estão enraizadas nos corações dos brasileiros transcendendo o tempo e permanecendo vivo ano após ano.

Após 21 anos da primeira estreia, o musical trouxe à tona temas pertinentes para a sociedade como preconceito, sexo, homossexualidade, luto, HIV, drogas, amor e desemprego presentes nas músicas de Cazuza.

Em dois atos, o musical mostra a história de oito personagens, Mia, Enrico, Justos, Bete, Deco, Vera, Ernesto e Dornelles, moradores de um prédio no Rio de Janeiro no ano 1999. O palco foi coberto por diferentes cenários representando cada história de forma única, mas complementar.

Em 2000, Cazuza recebeu uma das grandiosas homenagens, o musical tributo “Cazas de Cazuza”, tendo à frente o diretor e escritor Rodrigo Pitta. O espetáculo se transformou num gigante sucesso, sendo visto por 80 mil pessoas.

“As músicas do Cazuza continuam muito garotinhas para o nosso país, ou seja são músicas novas. Cada palavra que ele escreveu serve para todos os momentos que vivemos, são letras que estão na nossa alma, se a gente dormir e acordar, vamos sempre respirar Cazuza. Cazuza sempre respirou o Brasil, sempre respirou a verdade, e respirou o que está por trás do nosso país” afirmou o diretor Rodrigo Pitta.

Indicado ao Grammy Latino quatro vezes, o diretor musical e codiretor Jay Vaquer explicou sobre o retorno do musical após 21 anos.

“Em 2020, tive a ideia de retornar a peça, então comentei com o Thiago Amorim e com o Rodrigo, e eles toparam.
Logo, iniciamos os ensaios porque queríamos estrear em abril do ano passado, mas devido à pandemia não conseguimos. Com toda certeza, estou muito feliz com o retorno do musical, é um sentimento de pura gratidão. Me sinto realizando algo necessário, porque as pessoas irão sair do teatro pensando nas mensagens que transmitimos”, contou o diretor musical e co diretor Jay Vaquer.

O diretor musical e co diretor também explicou sobre os brilhantes e impactantes personagens.

“Cazas de Cazuza, é porque cada apartamento aborda um pouquinho a faceta do universo que o Cazuza abitou. No elenco temos o poeta com problemas no relacionamento, também possuímos a mulher que recebe a oportunidade de virar uma estrela, a Bete Balanço, mas no final percebemos que ela não queria aquela vida e sim respeito. Outro personagem, é o Ernesto, o pai que não aceita a escolha sexual do filho”, explicou

“Também, conseguimos ver todas as questões abordadas que naquela época era uma sentença, e hoje não é mais como o HIV. Cazuza veio a falecer vítima da Aids, e hoje o ator Leandro Bueno que interpreta o Justos, é soro positivo. Isso é brilhante, ter um ator incrível trabalhando sem preconceitos e vivendo a vida”, finalizou.

Lucinha Araújo, mãe do eterno artista Cazuza, também esteve presente no musical e contou sobre o sentimento ao ver a magnífica homenagem.

“Eu senti nessa peça o mesmo que sinto todos os dias da minha vida, que é um presente. O meu filho é um máximo e merece todas as homenagens que fazem para ele. Foi renovador assistir o espetáculo após 21 anos, o elenco é maravilhoso. Com toda certeza, esse musical me trouxe muita vida”, afirmou Lucinha Araújo.

 

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Artista paraense João da Hora lança novo single exaltando

A IMPORTÂNCIA DO TAMBOR AFRO ENQUANTO RESISTÊNCIA

O novo single “Tambor Sagrado” traz ao público um grito sufocado por anos de tentativa de silenciamento dos instrumentos da cultura e da religiosidade de matriz africana. O tambor é símbolo de resistência, de espiritualidade e sua vibração conecta com o sagrado. Tambor sagrado busca resgatar um povo oprimido, nos guetos, nas ruas, nas vielas, nas favelas, traz identidade, traz o ritmo que ecoa dos seus rufas, traz à tona a ancestralidade, buscando conexão entre o som e a dança.

O Carimbó, Maracatu, Boi Bumba, os rituais da Umbanda, Candomblé, Mina, do Samba ao Reggae, música de Preto! O show “Tambor Sagrado” marca o lançamento do single do cantor e interprete João da Hora, em todas as plataformas digitais. O principal objetivo do trabalho, é trazer ao público, uma reflexão no mês da Consciência Negra a respeito da discriminação, opressão e preconceitos que giram em torno do tambor e tudo que ele representa para a população negra e demais minorias, mostra o tambor e sua representatividade como resistência.

Tambor Sagrado tem um repertorio cheio de musicalidade, raízes da música brasileira e cantos encantados, um trabalho minucioso para deleitar o público ao som inconfundível de forte percussão e atabaques.

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Referência e representatividade negra nas artes

Artistas falam sobre inclusão e diversidade nas produções culturais

O ator e produtor cultural Cridemar Aquino comemora novo personagem na próxima novela , das 19h, da Rede Globo, “Quanto Mais Vida, Melhor”, que estreia no dia 22 de novembro com um elenco super alto astral. O ator vai integrar essa equipe interpretando o delegado Nunes. Com 24 anos de experiência na profissão, o artista, celebra as conquistas dos atores pretos, e acredita que a estreia tão próxima a data que se comemora o Dia da Consciência Negra é uma feliz coincidência.

Foto: Divulgação

Cridemar relembra suas inspirações no ofício:

Dona Ruth de Souza, Dona Lea Garcia e Dona Ilea Ferraz atrizes incríveis, mulheres negras que serviram de espelho não só pra mim, mas pra vários outros artistas negros e negras desse país.

O ator foi pego de surpresa, pois nem esperava receber o convite para o folhetim.

Vocês acreditam que eu tinha esquecido que tinha feito esse teste para a novela? (risos) Quando recebi a notícia do nosso produtor de elenco, Guilherme Gobb, foi fantástico. Depois de 24 anos de carreira, essa é a primeira vez que estou fazendo uma novela inteira, do começo ao fim! Estou muito feliz e o meu personagem, o Delegado Nunes, tem me trazido muitas alegrias.

A novela foi produzida com muitos cuidados, está sendo gravada desde dezembro do ano passado, seguindo todos os protocolos necessários para manter a saúde da equipe. Atualmente, Cridemar foca no futuro e pensa na importância de ter sido escalado e no que isso representa:

Certamente me considero capaz de enfrentar novos desafios na minha carreira profissional. Espero sinceramente que eu e outros artistas negros tenhamos mais oportunidades de mostrar nosso trabalho com mais constância e diversidade de personagens. Nosso público precisa e merece mais referências e representatividade.

Ator Milton Filho celebra trajetória de sucesso no palco, na TV e no cinema

Com destaque em espetáculos premiados como As Cangaceiras e Chaves – Um Tributo Musical, Contos Negreiros do Brasil, Oboró – Masculinidades negras, o ator Milton Filho chegou de Montevidéo, onde gravou uma série para a Amozon Prime Vídeo, direto para os palcos paulistas. Milton faz parte do elenco do musical As Cangaceiras Guerreiras do Sertão, em cartaz no Teatro Tuca.

O ator, também pode ser visto no primeiro curta-metragem dirigido pelo dramaturgo Rodrigo França, Como Esquecer Um Grande Amor, exibido na 14ª edição da Mostra de cinema negro Zózimo Bulbul, no Rio de Janeiro. O festival é um dos mais importantes eventos de representação da cultura negra. Na obra, Milton interpreta Paulo e vive um romance com o protagonista da trama, Caio, papel de Reinaldo Junior, que não consegue superar o fim de seu relacionamento anterior.

Ao longo de sua carreira, Milton teve a oportunidade de vivenciar diversos personagens. Na TV deu vida ao enfermeiro Chico de Amor sem Igual da Record. Mas a indicação ao prêmio Aplauso de Teatro como melhor ator coadjuvante, veio de sua brilhante atuação como o primeiro palhaço negro, Beijamim de Oliveira, no espetáculo em homenagem ao comediante mexicano Roberto Gómez Bolaños (1929-2014).

Milton ressalta que apesar de atuar em diferentes projetos da cultura e do audiovisual, ainda falta oportunidade para artistas pretos: Existe sim uma mudança no cenário e na carreira de profissionais negros, mas ainda é preciso avançar mais. Essa participação mais ativa do negro na dramaturgia é uma conquista. Deixamos de ser apenas o escravo, o porteiro, a doméstica. Nós pretos podemos interpretar personagens que poderiam ser de qualquer etnia. Há avanço, mas ainda temos um longo caminho a percorrer.
Milton afirma que a arte é um caminho para acabar com o preconceito e reparar a dívida histórica do Brasil com a população negra.

A arte traz esperança e faz com que acreditemos que possamos ser tudo. Podemos ser heróis, reis e tudo o que nunca imaginamos ser. Por isso, a arte é fundamental para alicerçar o caráter dos que estão vindo e para reverenciar toda uma ancestralidade. Podemos mudar o pensamento que está enraizado dentro da sociedade para com o negro. Já que a TV e o cinema construíram imaginários racistas, que eles consertarem isso! – conclui.

Representatividade e empoderamento feminino na luta contra o racismo

Foto: Divulgação

Mulheres empoderadas e especialistas falam de inclusão e aceitação da mulher negra

Sávia David, digital influencer, com mais de 180mil seguidores, rainha de bateria da Escola de Samba Vila Maria, musa da Beija-Flor conhece bem o preconceito e a discriminação. De origem humilde, ela escolheu lutar por igualdade e justiça social através da educação. Ela é formada em Direito e Educação Física e tem mais de 30 cursos de especialização na área.

Sávia também é fisiculturista e acumula alguns prêmios. Sua grande paixão é o samba e o carnaval. Em 2022,o enredo da Beija-Flor fala sobre um tema que teve imediata identificação: “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”, um enredo de autoria coletiva, escrito pelas mãos, vozes e memórias de cada componente da comunidade de Nilópolis. Sávia David, musa da escola, vem representando o empoderamento feminino e a sabedoria.

O preto vem de uma história sofrida, mas cheia de beleza, superação e ensinamentos. A mulher preta ainda mais. Pesquisas mostram isso. Mesmo assim, elas não deixaram de mostrar o talento na arte, na literatura, na música e em muitos outros setores. Mulheres que sempre foram poderosas e abriram espaço para todas nós – diz.

Savia ressalta que a sabedoria da mulher negra não está apenas em ter cursado uma faculdade, escrever livros ou se tornar artista. Vai muito além disso. Somos mulheres incríveis e carregamos diversas histórias de superação, resistência, leniência e de resiliência. E hoje ,somos empoderadas porque fomos além e somos capazes de nos libertar dos conceitos estéticos e assumir toda nossa ancestralidade – Conclui.

Atriz Bruna Montenegro é uma das escolhidas para a campanha “Isso é coisa de Preta” do canal GNT.

Com foco na representatividade e empoderamento feminino, a atriz, afrobailarina e pedagoga, Bruna Montenegro, celebra sua primeira participação em programa de TV com projeto que exalta pluralidade e diversidade entre as mulheres negras. Com foco na questão racial, a campanha será veiculada na TV e redes sociais em comemoração ao mês da Consciência Negra.

O objetivo da ação é inverter perspectivas e demonstrar que as mulheres negras têm orgulho de ser quem são, do cabelo, do corpo, das próprias referências e da importância que elas têm no país. Na carreira artística, desde os 8 anos de idade, Bruna tem consciência racial , valorizar a ancestralidade e acredita que sua escolha para o projeto se deu por ser uma mulher completamente fora dos padrões impostos pela sociedade, por ser um corpo preto em movimento, mesmo carregando marcas do racismo:

Apesar de todas essas marcas, eu não desisto e estou sempre procurando ocupar os espaços. Acredito também que minha participação tenha sido por trazer a questão de ser um corpo preto e gordo que dança. E de evidenciar a representatividade para outras mulheres pretas e gordas que muitas vezes desistem dos seus sonhos porque acham que não vão conseguir por conta dos estereótipos impostos pela sociedade.

Eu já pensei como essas irmãs pretas, mas entendi o quanto eu preciso estar e ocupar todos os espaços para que as próximas gerações os ocupem também.

Ainda segundo Bruna, dançar a ancestralidade e ser uma mulher preta real contribuiu muito para sua participação na ação que promove a representatividade, identidade e empoderamento da mulher preta:

Sabemos o quanto é importante para nós artistas pretos ocupar estes espaços no Audiovisual.
Nós artistas pretos já estamos ocupando, mas ainda falta um grande caminho a ser percorrido. Foi emocionante participar desta Campanha no Gnt, ser maquiada por uma mulher preta, ser dirigida por uma mulher preta, ter figurinistas pretas que entendem o seu corpo e o respeitam, o cuidado de uma mulher preta mexendo no meu cabelo. Foi incrível, e enriquecedora todas as etapas do processo – afirma.

RACISMO E INJÚRIA NA LUTA CONTRA O PRECONCEITO

Advogados falam dos avanços jurídicos e de como os negros podem fazer valer seus direitos

Por mais que muitos digam que não, o Brasil é preconceituoso. Uma discriminação que passa por pobres, favelados, nordestinos, gordos e, principalmente, pretos. Na área criminal, depois de anos de luta, avanços foram feitos, como criminalizar essa prática e distinguir de modo específico dois tipos distintos de crime: Injúria racial e racismo.

Mas ainda precisa um ajuste, para a lei ser mais precisa. No dia 28 de outubro último, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o crime de injúria racial passou a ser imprescritível e inafiançável, como o do racismo. Além disso, não precisa mais do interesse da vítima para que as medidas cabíveis sejam tomadas pelo Ministério Público. Segundo o Código Penal, injúria racial é a ofensa à dignidade ou ao decoro em que se utiliza palavra depreciativa referente a raça e cor com a intenção de ofender a honra da vítima. Já o crime de racismo, ocorre quando um grupo ou coletividade sofrem ato de discriminação. Por exemplo: negar o acesso de negro a um determinado local.

Dessa forma, a constituição atua de maneira eficaz no combate ao preconceito e na busca por igualdade de direito e afirmação do negro que há anos sofre com a discriminação e a falta de oportunidades. É o que explica o advogado criminalista, Marcos Thadeu, do escritório Moraes & Santos:

A constituição veio para resgatar e promover a dignidade. As leis são para proteger os cidadãos brasileiros. A era sem lei, onde ecoava o estalo da chibata acabou. Não se pode mais ouvir gemidos dos açoites, nem das senzalas.

Mesmo assim, o racismo, a injúria continuam sendo praticados contra homens, mulheres e crianças. A pequena Elisa de Freitas, apelidada carinhosamente de “Minnie”, por amar a personagem da Disney, chamou a atenção por aos 4 anos, deslizar nas pistas de skate com destreza e naturalidade. Com a conquista nos Jogos Olímpicos de Tóquio da medalha de prata no skate por Rayssa Leal, a “fadinha”, Elisa ganhou destaque a mídia e muito elogios, mas também críticas e comentários racistas.

Chegaram ao cúmulo de desenhar um macaco no skate em referência a minha filha, fora outros comentários que caracterizam injúria racial. Fiz de tudo para proteger minha filha, que não merece ser vítima dessa ignorância, mas lamento profundamente ver que nossa sociedade continua hipócrita e com tanto preconceito – diz o pai de Elisa, o professor de educação física Gilson de Freitas.

Essa ofensa racial é mais comum do que se imagina. Como a punição não era a mesma do racismo, esse crime ainda era praticado com muita frequência. Esperamos que, com leis mas severas, essa história mude. O que existe de fato na sociedade é um preconceito racial, que é silencioso e difícil de ser percebido. E a injúria racial esta é latente na sociedade. Quem não presenciou ou ouviu de alguém foi objeto de insulto como: macaco, negro, crioulo ou o que foi feito de forma covarde com a Elisa? – questiona o Procurador Geral da Câmara Municipal de Mesquita e advogado criminalista, sócio do escritório Mendes & Brunízio, Vagner Marcolino.

Marcos Thadeu conhece de perto essa realidade racista. Com trabalho social na comunidade da Mangueira.

Atendo casos assim quase que diariamente. O negro não pode se calar. A lei deve ser cumprida. A população deve fazer valer os seus direitos, não pode abrir mão disso. A lei não socorre os que dormem. Somente com a denúncia dos fatos, o autor do crime poderá ser penalizado. Seja por agressão física ou verbal, a vítima deve ligar para 190, reunir provas, como fotos, vídeos e relatos de testemunhas e pessoas que presenciaram o crime. Em seguida ir à delegacia mais próxima e registrar a ocorrência para que o agressor seja identificado e punido pelo ato.

As mudanças na lei e as manifestações como o movimento “Vidas Negras Importam” contribuem para o avanço na luta por igualdade, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. “Estamos no caminho certo e com esperança em dias melhores. Vamos seguir e colocar em prática os ensinamentos dos nossos ancestrais que chegaram aqui e foram escravizados. Hoje lutamos pela liberdade e o direito de ocupar todos os lugares. O negro pode ser o que quiser, pode estudar, fazer mestrado doutorado e por aí vai. Somos potência e resistência”, conclui Vagner Marcolino.

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Funarte realiza a XXIV Bienal de Música Brasileira Contemporânea

Presencial e com ingressos a preços populares, a edição deste ano, que tem 11 concertos, conta com parceria da UFRJ e apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro

A Fundação Nacional de Artes – Funarte e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizam a XXIV Bienal de Música Brasileira Contemporânea, entre os dias 13 e 21 de novembro – com uma apresentação extra no dia 24 – na Sala Cecília Meireles, Centro do Rio de Janeiro. O público poderá conhecer obras de 74 compositores, vindos de 12 unidades da Federação, em 11 concertos, com ingressos a R$ 10. A abertura, com a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ), será no sábado (13), às 19h. O Governo do Estado do Rio de Janeiro apoia esta edição, por meio da FUNARJ)/Sala Cecília Meireles.

Haverá quatro apresentações de música de câmara: no dia 14, domingo, às 17h; nos dias 16 e 17, terça e quarta-feira, às 19h; e no dia 24, quarta, no mesmo horário. Uma série de audições de música eletroacústica e mista será apresentada no dia 16, às 16h. Serão realizados seis concertos com orquestras, nos dias 13,15,18,19, 20 e 21 (horários abaixo) – cada um com um conjunto. A quantidade é um ponto relevante da XXIV Bienal: esse número de formações orquestrais somente foi superado na 13a edição do programa, em 1999, com sete orquestras. Ao todo, serão executadas 75 partituras, sendo 44 delas em estreia mundial, 46 em estreia presencial e uma a título de homenagem póstuma, para o compositor Henrique David Korenchendler (1948-2021).

A OSJRJ, responsável pelo concerto de abertura, integra o grupo Ação Social pela Música do Brasil. A regência será do compositor Guilherme Bernstein – com a execução de uma obra sua. A participação dessa orquestra tem por objetivo aproximar os jovens do universo dos projetos sociais ligados à música e, ao mesmo tempo, divulgar na Bienal essa atividade musical importante – realizada fora dos meios acadêmicos. Há apenas dois registros de orquestras jovens na Bienal desde 1975: a extinta Orquestra Sinfônica Jovem do Estado do Rio de Janeiro – em três edições entre 1985 e 1989 –, e a Orquestra Juvenil da Bahia, do programa Neojiba (Governo do Estado da Bahia), em 2015.

Além da carioca OSJRJ, virá, de São Paulo (SP), a eclética orquestra Câmaranóva, liderada pelo compositor Felipe Senna. Ela se apresenta no dia 15 de novembro, às 17h. Os concertos finais serão realizados pela Orquestra Sinfônica de Barra Mansa – OSBM (Estado do RJ), em sua primeira participação em bienais, no dia 18/11 às 19h, sob a
regência de Anderson Alves; Orquestra Sinfônica da UFRJ (dia 19/11 às 19h), com regência de Thiago Santos; pela Orquestra Petrobras Sinfônica (OPES), dia 20/11 às 19h – regência de Felipe Prazeres; e pela Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense (OSN – UFF), dia 21/11 às 17h – regência de Roberto Duarte. No dia 24, a Bienal termina com um concerto de câmara, para  vários instrumentos.

Dois dos compositores participantes moram no exterior: Eduardo Frigatti na Polônia, e Bruno Cunha, na República Tcheca. Autores de diferentes gerações estão entre os escolhidos, desde os convidados e veteranos Edino Kriger (93 anos), Ernst Mahle (92 anos) e Ricardo Tacuchian –aos 82 anos, o único a participar de todas as edições do evento, em sua 24ª colaboração – e Marlos Nobre (82 anos), até jovens,
recém-saídos de cursos universitários. Além dos citados, participam,
a convite, nomes reconhecidos: Tim Rescala, Eli-Eri Moura, Ernani
Aguiar, Fernando Cerqueira, Guilherme Bauer, Harry Crowl, João
Guilherme Ripper, Jorge Antunes, Luigi Antonio Irlandini, Luiz Carlos
Csekö, Maria Helena Rosas Fernandes, Marisa Rezende,  Nestor de
Hollanda, Paulo Costa Lima, Pauxy Gentil Nunes, Raul do Valle, Roberto Victorio, Rodolfo Coelho de Souza, Rodrigo Cicchelli, Ronaldo Miranda, Silvio Ferraz e Wellington Gomes.

A parceria da UFRJ nesta edição do programa realiza-se pelo Sistema Nacional de Orquestras Sociais (Sinos), desenvolvido pela Funarte e pela Universidade. A coordenação artística é do maestro André Cardoso e a coordenação de produção é do vice-diretor e diretor adjunto do Setor Artístico da Escola de Música da UFRJ, o maestro Marcelo Jardim. A coordenação-geral é de Bernardo Guerra, diretor do Centro da Música da Funarte, com a assistência de Flávia Peralva.

Alguns números desta Bienal

Foram divulgados números da XXIV Bienal de Música Contemporânea, que mostram a representatividade dos compositores por unidades da federação: da Bahia, são quatro autores; do Ceará, um; do Distrito Federal, dois; o mesmo número de Goiás; de Minas Gerais: cinco; de Mato Grosso, um, assim como da Paraíba; do Paraná, cinco; de Santa Catarina, dois; de São Paulo, 16; do Rio de Janeiro, 29; e do Rio Grande do Sul, quatro. Ainda que realizada com as restrições impostas pelos protocolos sanitários atuais, que condicionaram o efetivo de intérpretes e o repertório, os números da edição 2021 são
relevantes: 74 compositores, dentre convidados (maiores de 50 anos e com, pelo menos, dez participações em bienais) e contemplados por chamada pública.

Das 253 partituras inscritas no edital, 213 foram habilitadas para a etapa de seleção. Ao final, foram escolhidas as 48 obras, que, assim como aquelas encaminhadas pelos compositores convidados, mais a homenagem, formam a programação de 75 peças. Elas foram selecionadas por uma comissão, composta por compositores e regentes, de diversos estados do País. Destaca-se ainda o fato de que 44 dessas obras nunca foram apresentadas.

Sobre as bienais de música da Funarte

O projeto que originou a Bienal de Música Brasileira Contemporânea foi criado pelo compositor Edino Krieger, em 1968. Teve por inspiração os famosos festivais da canção, direcionados para a música popular. Encampada pela Secretaria de Cultura do antigo Estado da Guanabara, a proposta abriu a temporada do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1969, sob o nome de Festival de Música da Guanabara (FMG). Com o formato de concurso, ele ganhou uma segunda edição, em 1970 e, em seguida, foi interrompido.

Em 1973, Myrian Dauelsberg assumiu a direção da Sala Cecília Meireles, também na Capital Fluminense. A pianista e empresária achou, em arquivos, um novo projeto de Krieger, que substituía o FMG pela Bienal. Sem caráter competitivo, esta seria uma mostra da produção dos compositores brasileiros contemporâneos. Autorizada por seu criador, Dauelsberg produziu a I Bienal de Música Brasileira Contemporânea, em 1975 (ano em que se instituiu a Fundação Nacional de Artes). O fim da gestão de Dauelsberg coincidiu com a presença de Edino Krieger à frente do Instituto Nacional de Música da Funarte antigo nome do atual Centro da Música da casa. Isso permitiu que a entidade federal abraçasse o projeto, mantido por ela desde então.

Foram realizadas 23 edições da Bienal, desde seu lançamento, em 75, sem pausas. Entre 1975 e 2017 (ou seja, em 22 edições), as bienais proporcionaram a participação de 472 compositores, com a execução de 1.740 obras, sendo 1.002 delas em primeira audição – o que significa
uma produção e lançamento de material inédito, que valoriza e amplia a importância do programa. Muitos dos compositores são jovens, o que representa uma importante renovação de nomes e ampliação da música de concerto produzida no Brasil –  inclusive territorialmente. De início, a produção se concentrava basicamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Hoje, mediante as sucessivas edições, houve avanços significativos na integração de centros de produção
musical contemporânea, de quase todos os estados. Essas entidades atendem à formação de profissionais da música em alto nível – o que resulta na crescente participação de novos compositores, a cada Bienal. Autores hoje renomados tiveram o primeiro impulso em suas carreiras depois de contemplados num dos eventos. A história da Bienal é também marcada por alguns nomes emblemáticos e essenciais, referências na música brasileira atual.

Durante muitos anos, a Bienal de Música Brasileira Contemporânea da Funarte foi dirigida por um dedicado servidor da casa: o musicólogo e membro de Academia Brasileira de Música (ABM) Flávio Silva (1939 – 2019), então coordenador de música de concerto da Fundação.

Homenagens de 2021

Assim como nas edições passadas, a XXIV Bienal também presta tributo a compositores e intérpretes que marcaram o cenário musical brasileiro das últimas décadas. Este ano os homenageados são: Tim Rescala – 60 anos; Fernando Cerqueira – 80 anos; Roberto Duarte – 80 anos; Henrique Morelenbaum – 90 anos; Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – 90 anos; e  Orquestra Sinfônica Nacional da UFF – 60 anos. In memoriam: Antônio Arzolla (1966-2021); Gustavo Menezes (1973-2021); Henrique (Herz) David Korenchendler (1948-2021); Nelson Abramento (1937-2021); Nelson Freire (1944-2021).

Está prevista a transmissão ao vivo de todos os concertos da Bienal,
por meio do canal de vídeo Arte de Toda Gente

Programação completa aqui

Serviço:

XXIV Bienal de Música Brasileira Contemporânea

13 a 21 e 24 de novembro de 2021

Sala Cecília Meireles e Espaço Guiomar Novaes

Rua da Lapa, 47 – Centro, Rio de Janeiro (RJ)

Concertos presenciais

Ingressos: R$ 10, na bilheteria

Classificação indicativa: Livre

Horários:

Dia 13, sábado – 19h

Dia 14, domingo – 17h

Dia 15, segunda-feira – 17h

Dia 16, terça-feira, 16h e 19h

Dia 17, quarta-feira – 19h

Dia 18, quinta-feira – 19h

Dia 19, sexta-feira – 19h

Dia 20, sábado – 19h

Dia 21, domingo – 17h

Dia 24, quarta-feira – 19h

Transmissão ao vivo no Canal Arte de Toda Gente

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Exposição “RETRATOS RELATOS” de Panmela Castro é reaberta ao público no Museu da Republica

Mostra de portraits interrompida durante a pandemia reabre para visitação, a partir de 15 de novembro, dia do aniversário do museu

Uma semana antes do início do isolamento social contra a pandemia da
COVID-19, em 07 de março de 2020, o Salão Nobre do Palácio do Catete, no Museu da República, servia de palco para um baile, onde o público dançava em pares pisoteando flores em alusão a violência doméstica. A performance marcaria a abertura da exposição “Retratos Relatos”, da artista carioca Panmela Castro, que, agora, quase vinte meses depois, passa a ficar novamente aberta à visitação, no dia 15 de novembro, dia do aniversário de 81 anos do museu. Com curadoria de Keyna Eleison, a exposição apresenta uma série de retratos inspirados em relatos de mulheres enviados à artista por email.

Tudo começou em 2019. Motivada pela repercussão de um suposto caso de abuso que veio a público envolvendo uma jovem e um jogador

Foto: Divulgação

de futebol, Panmela postou nas redes sociais uma experiência que havia vivenciado anos atrás e convidou outras mulheres a dividirem suas histórias. A resposta foi tão grande que Panmela, premiada internacionalmente pelo seu ativismo social frente a ONG Rede Nami, resolveu transformar os relatos em um projeto artístico. Desde então, a artista vem recebendo via email estórias de mulheres de todas as partes do país, acompanhadas por selfies. Cada relato foi transformado num portrait, inspirado não só pela imagem da autora como temática da narrativa.

Ao todo, a exposição traz 18 obras das quais sete são inéditas, criadas no último ano, ao longo do isolamento. Cada pintura vem acompanhada do texto na íntegra, tal qual foi escrito, sem que o nome seja revelado. São relatos, por exemplo, de mulheres contando como se sentiram em suas casas nesse período, acumulando funções do trabalho remoto e a responsabilidade pelos cuidados da família. Das obras antigas para as novas não só os temas mudaram como também o visual das pinturas. Segundo Panmela, durante o período sozinha no ateliê, ela pode se concentrar em desenvolver seu trabalho de arte, criando novos rumos para a sua produção.

Apesar de não ter estipulado o teor, a maioria dos relatos fala de
abusos contra a mulher nas suas mais variadas formas. Um deles, inédito no acervo, é o da Dra. Cristina, caso emblemático da década de 80, que acabou abrindo portas para que outras mulheres denunciassem seus companheiros. Cristina teve 85% do corpo queimado pelo namorado e o agressor foi condenado a 11 anos de prisão em uma época em que não existia a Lei Maria da Penha. Hoje, ela está à frente de uma organização especializada em tratar cicatrizes emocionais. A mostra também traz o relato da própria Panmela, vítima de abuso sexual na adolescência.

Os relatos enviados durante a quarentena apontam para um velho e conhecido problema da nossa sociedade: o machismo estrutural, que acaba regendo todas as relações dentro de casa, não só entre marido e mulher como também entre pais e filhos. São desabafos de mães sobrecarregadas com os afazeres de casa e deveres profissionais; mães e filhas descobrindo na convivência diária suas diferenças; ou
simplesmente mulheres que viram suas vidas virarem do avesso por conta da pandemia. Um deles conta o drama de uma jovem que descobriu ser soropositiva no meio da gestação durante a quarentena. A partir daí, ao invés de apoio, ela passa a sofrer todas as formas de violência possível do marido e de sua família, culminado com a perda da casa e a guarda do bebê.Estórias como essas reforçam também uma das principais bandeiras levantadas por Panmela: a equidade racial e de gênero. Segundo ela, a pandemia trouxe uma maior preocupação com os mais vulneráveis se fazendo urgente repensar as políticas em prol desses indivíduos.

É preciso dar espaço para que pessoas negras, com deficiência, mulheres, LGBTQIA+, povos originários tenham acesso aos espaços de decisão e poder, seja através das artes, política ou ciências. Só assim seremos capazes de pensar um futuro mais justo e igualitário para todos: uma esperança de desenvolvimento de relações muito mais sustentáveis entre as próprias pessoas e com o planeta – defende a

artista.

Ao longo dos meses, como parte da programação de “Retratos
Relatos”, também serão promovidas algumas atividades gratuitas no
Museu da República, tais como, uma tarde de pintura ao vivo com Panmela no jardim e uma oficina de autoretrato no espaço educativo da instituição.

Foto: Divulgação
SOBRE PANMELA CASTRO:

Panmela Castro (1981) é artista visual, ativista, grafiteira, performer e educadora. Utiliza a arte como ativismo em defesa dos direitos da mulher e da igualdade de gênero. Reconhecida internacionalmente, seu trabalho, além da pintura e do grafitti, inclui performances, fotografia, vídeo, esculturas e instalações participativas. Atualmente, Panmela é representada pela Galeria Luísa Strina, em São Paulo, uma das mais importante da América Latina e, recentemente, teve suas obras adquiridas para coleções dos principais museus do mundo como o Stedelijk muse um de Amsterdam, o Instituto de Arte Contemporânea de Miami e mesmo o Museu de Arte no Rio.

Além da Exposição “Retratos Relatos”, Panmela ainda está com obra na exposição “Enciclopédia Negra”, na Pinacoteca de São Paulo, e na C Galeria, no Rio. No primeiro semestre foi apresentada na maior feira de Arte do mundo, a Basel como pioneira de sua geração na arte brasileira, além de apresentar sua obra em exposições em Nova York e Portugal. Sem contar com sua primeira exposição individual rescém aberta em sua galeria, em São Paulo, que a destacou como a artista brasileira mais celebrada da cena nacional.

Como tradição de seu ativismo e sua ocupação como presidente da Rede NAMI, organização que fundou em 2010 para promover os direitos das mulheres, em setembro deste ano, Panmela apresentou as artistas da ONG na Artrio, a feira de arte tradicional do Rio de Janeiro, onde não só vendeu o trabalho de todas as participantes (que em sua maioria nunca haviam experimentado viver de sua arte), como também colocou na coleção do MAR, três delas.

Nascida na Penha, subúrbio na Zona Norte do Rio de Janeiro, Panmela começou a carreira nas ruas, em 2005, com o codinome Anarkia Boladona. Motivada por uma experiência pessoal de violência doméstica praticada por seu então marido, Panmela encontra no grafite a expressão oportuna para desenvolver sua pesquisa, que entrelaça experiências pessoais, espaço público e questões políticas. Mais tarde, ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ), onde conclui o bacharelado em pintura, e, depois, torna-se mestre em processos artísticos contemporâneos pelo Instituto de Artes da UERJ.

A partir de 2010 funda e coordena a Nami, Rede Feminista de Arte Urbana, cujo nome é inversão das sílabas de palavra mina. A rede acompanha artistas, produz exposições e workshops dos projetos Graffiti Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e Afro Grafiteiras e  mantém um museu.

Panmela já esteve presente em festivais e projetos de arte pública em mais de 20 países, entre os quais se destacam o mural Together We Are Stronger (2019), no Stedelijk Museum, em Amsterdam; Dororidade (2018), no Quarteirão Cultural da Lavradio, no Rio de Janeiro; Women’s Rights Are Human Rights (2017), na First Street Green Art Park, em Nova York; Somos Somas (2016), no Urban Nation Museum de Berlim.

Reconhecida como a Rainha do Graffiti Brasileiro pela TV norte-americana CNN, Panmela é premiada como Grafiteiro do Ano (2007) e Grafiteiro da Década (2010), pela Central Única das Favelas (Cufa), no Rio de Janeiro. Recebe ainda o prêmio Vital Voices Global Leadership Awards (2010), e integra a lista 150 Women Who Shake The World (2012).

Com atuação engajada – em sua expressão artística, palestras e
workshops –, Panmela Castro aponta questões sobre desigualdade de
gênero propondo um diálogo entre arte e público. Abre caminho para
outras mulheres artistas, sugerindo que uma arte socialmente consciente
possa transmitir mensagens que ajudem a implementar importantes e
necessárias mudanças estruturais, sociais e culturais

SERVIÇO:

RETRATOS RELATOS – PANMELA CASTRO/CURADORIA KEYNA ELEISON LOCAL: Museu da República (Rua do Catete, 153. Catete. Rio de Janeiro).
DATA: 15 de novembro a 31 de março.
HORÁRIO VISITAÇAO: 10h às 17h (terça a sexta); 11h às 17h (sábado, domingo e feriados). Jardins (8h às 17h) diariamente.
CONTATO: (21) 3470-7062

VALOR: Entrada Franca.

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Funarte revitaliza e preserva acervo com apoio da Fundação de Arte de Ouro Preto

Em continuidade das ações de conservação, Cedoc recebe visitas técnicas nesta semana

A Fundação Nacional de Artes – Funarte, em parceria com a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), realiza ações de restauro e preservação do seu acervo documental e artístico. Nesta semana, equipes da Faop promovem visitas técnicas na Fundação, para analisar o material que integra o Centro de Documentação e Pesquisa (Cedoc) da Funarte.

Com ações contínuas, para conservar o acervo e abrigá-lo em local seguro, a Funarte reafirma compromisso com a integridade do seu patrimônio. Em agosto, a Fundação decidiu pela interdição de prédio que abriga o Cedoc, por tempo indeterminado, tendo em vista o estado do imóvel, para preservar a segurança das pessoas e do acervo. O material está em processo de transferência para novas instalações.

Por meio do Cedoc, a Funarte cumpre a importante função de preservar e difundir a história e a memória da arte e cultura brasileiras, bem como das políticas públicas desenvolvidas para as artes cênicas (teatro, dança, circo), artes visuais (fotografia, artes plásticas, vídeo, entre outras) e música (popular e erudita).

A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) atua, por meio de políticas públicas e parcerias, em ações de conservação, restauração e atividades de formação e transformação social.

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Fundação Nacional de Artes lança a nova série de vídeos ‘Encontros Funarte Acessibilidança’

Bailarinos, diretores e artistas das cinco regiões do país trocam experiências sobre a participação no Festival Funarte Acessibilidança

A Fundação Nacional de Artes- Funarte, por meio de sua Coordenação de Dança, apresenta uma nova série, Encontros Funarte Acessibilidança, a partir desta terça-feira, 9 de novembro, às 19h. Até o início de dezembro, serão disponibilizadas dez conversas em vídeos com artistas contemplados na primeira edição do Prêmio Festival Funarte Acessibilidança. O objetivo é apresentar um pouco mais sobre as companhias e os espetáculos participantes do evento e promover, ainda, a troca de experiências sobre os caminhos percorridos para a criação e produção dessas montagens, totalmente voltadas à acessibilidade e à inclusão.

As sessões da nova série, com legendagem e Libras, serão lançadas no
canal da Fundação no YouTube às terças e sextas-feiras, com acesso gratuito. As ações também serão divulgadas no Portal da instutuição e nas redes sociais da Funarte.

O primeiro Festival Funarte Acessibilidança foi criado a partir das ações do Prêmio Festival Funarte Acessibilidança Virtual 2020. No concurso público, foram premiados 25 projetos de vídeos de espetáculos, que promovem o acesso de todas as pessoas à arte. O objetivo do processo seletivo é valorizar e fortalecer a expressão da dança brasileira, bem como fomentar a democratização, a inclusão e a acessibilidade. A segunda edição do Festival já está sendo planejada, para proporcionar ao público espectador uma agenda diversificada e totalmente acessível por meio dos canais digitais da Funarte.

Entre junho e novembro deste ano, a Funarte exibiu em seu canal no YouTube os espetáculos contemplados na primeira edição do Prêmio. Companhias, diretores, bailarinos, artistas e profissionais de todas as regiões do país integraram o evento, inédito na instituição. A  inovações no processo criativo, o compromisso com o coletivo e a contribuição para a elevação da autoestima e autonomia de movimento dos corpos, com e sem deficiência, são alguns dos assuntos relatados nos encontros, mediados pelo coordenador de Dança da instituição, Fabiano Carneiro.

Toda essa experiência é relatada nos _Encontros Funarte Acessibilidança. Com dez episódios, o público poderá acompanhar o relato das vivências ao longo do processo criativo para os espetáculos do Festival, sob o olhar dos diretores artísticos, coreógrafos, produtores e bailarinos – destaca Fabiano Carneiro.

A importância da premiação para o desenvolvimento de um trabalho durante a pandemia da covid 19, o desenrolar do processo criativo nesse contexto e a relevância da realização do Festival por parte da Funarte, em âmbito nacional, foram alguns dos pontos trazidos para a conversa – complementa o coordenador.

Confira a programação do ‘Encontros Funarte Acessibilidança’

Dia 9 de novembro, terça-feira, às 19h

Encontro Região Norte, com Caroline Galgane, da Cia. Lamira Artes
Cênicas (TO); Andreia Machado, do Grupo de Dança Reconstruindo o
Quilombo (RO); e Mario Nascimento, do Corpo de Dança do Amazonas (AM)

Dia 12 de novembro, sexta-feira, às 19h

Encontro Região Sul, com Andréa Sério, do Grupo Nó Movimento em Rede (PR); Ana Luiza Ciscato, da Cia. de Dança Lápis de Seda (SC); e
Daniele Zill, da Cia. Del Puerto (RS)

Dia 16 de novembro, terça-feira, às 19h

1º Encontro Região Nordeste, com Edu O, do espetáculo _Ah, se eu
fosse Marilyn!_ (BA); Luiz Carlos Vale, da Cia. de Dança Eficiente
(PI); e Elísio Pitta, da montagem _Rio sem Margem_ (BA)

Dia 19 de novembro, sexta-feira, às 19h

2º Encontro Região Nordeste, com Daniel Silva, do Grupo Movidos Dança Contemporânea (RN); Taciana Gomes, do espetáculo Ensaio sobre o Silêncio (PE); e Renée Loui, do Coletivo CIDA (RN)

Dia 23 de novembro, terça-feira, às 19h

Encontro Região Centro-Oeste, com Carla Maia, do espetáculo Rodas em Dança: Livre e Lives (DF); Eliana Carneiro, da montagem Depois do Silêncio (DF); e João Rocha, do espetáculo Capão Dançante (MS)

Dia 26 de novembro, sexta-feira, às 19h

Encontro misto com as regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, com Alexandre Américo, do espetáculo Proibido Elefantes (RN); Marlini de Lima, da montagem TransBordar (GO); e Adelly Costantini, do espetáculo Coisa de Anjo (RJ)

Dia 30 de novembro, terça-feira, às 19h

1º Encontro Região Sudeste, com Renata Mara, do espetáculo Húmus (MG); Maria Tereza Taquechel, da montagem Olhares Ímpares (RJ); Suzie Bianchi, do espetáculo Conexões (SP)

Dia 3 de dezembro, sexta-feira, às 19h

2º Encontro Região Sudeste, com Viviane Macedo, do espetáculo Diversidade na dança através da singularidade de cada bailarino (RJ); Milton Jesus, da montagem Anatta (SP); e Paulo Azevedo, do espetáculo Elementos disponíveis para outras composições (RJ)

Dia 7 de dezembro, terça-feira, às 19h

1º Encontro ‘Sob o olhar dos bailarinos’,com Edgar Jacques, do espetáculo Só se fechar os olhos (SP); Moira Braga, da montagem
Olhares Ímpares (RJ); e Juliana Lindsem, do espetáculo Rodas em
Dança: Livre e Lives (DF)

Dia 10 de dezembro, sexta-feira, às 19h

2º Encontro ‘Sob o olhar dos bailarinos’, com Jamaica Azevedo, do espetáculo Estado de Apneia (RN); Jania Santos, da montagem Proibido Elefantes (RN); e Analu Faria, do espetáculo Coisa de Anjo (RJ)

‘Encontros Funarte Acessibilidança’

Acesso gratuito, no canal

Com legendagem e Libras