A prisão do influenciador Luan Lennon movimentou a Polícia Civil do Rio após a descoberta de uma suposta encenação de furto no Centro da capital. O caso aconteceu na madrugada de quinta-feira (7) e terminou com a detenção do criador de conteúdo e de outros dois homens por denunciação caluniosa.
Segundo informações da 4ª DP (Praça da República), o influenciador, identificado como Luan Lennon Camacho Braga Oliveira, teria articulado toda a ação para produzir conteúdo para as redes sociais. De acordo com os agentes, ele deixou propositalmente o vidro de um carro aberto e combinou com um flanelinha que oferecesse R$ 30 a um pedestre para retirar um celular que estava dentro do veículo.
Ainda conforme a investigação, toda a movimentação era gravada à distância pelo influenciador, que acompanhava a cena de dentro de outro automóvel estacionado do outro lado da rua. Após o homem pegar o aparelho, Luan teria se aproximado simulando uma abordagem policial e tentando dar voz de prisão ao suposto ladrão.
No entanto, durante a confusão, o pedestre afirmou aos policiais que não fazia parte de nenhum crime e que teria sido induzido à situação. A Polícia Militar foi acionada e encaminhou todos os envolvidos para a delegacia, onde o caso passou a ser investigado.
Além de Luan Lennon, dois integrantes da equipe dele também acabaram presos em flagrante. O flanelinha apontado como intermediador da ação ainda não foi localizado, mas segue sendo procurado pelos investigadores da 4ª DP.
Segundo o delegado Diego Salarini, responsável pelo caso, os envolvidos poderão responder não apenas por denunciação caluniosa, mas também por fraude processual, já que a falsa ocorrência teria mobilizado agentes públicos e recursos da segurança pública.
Os presos não tiveram direito à fiança e foram encaminhados para audiência de custódia neste sábado (9). Até o momento, a defesa do influenciador não havia se manifestado oficialmente sobre as acusações.
Nas redes sociais, Luan Lennon acumula mais de um milhão de seguidores. Ele se apresenta como empresário, estudante de Direito e criador de conteúdos voltados ao combate à desordem urbana no Rio de Janeiro. Em 2024, também foi candidato a vereador pelo PL.
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre os limites da produção de conteúdo na internet, especialmente quando ações encenadas envolvem crimes simulados e mobilização das forças de segurança.





