Rodoviarios e empresario teram novo encontro no TRT para pode evitar greve e negociar melhores condições de trabalho e melhoria de salario
A tensão no transporte público do Rio de Janeiro segue alta. Rodoviários e empresas de ônibus da cidade voltam a se reunir nesta segunda-feira (6) para mais uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no Centro. A expectativa é que um acordo seja alcançado para evitar uma nova paralisação que afete a rotina de milhares de passageiros.
A categoria está em estado de greve desde quarta-feira (1º), quando suspendeu uma paralisação de três dias após intensas negociações e a intervenção de instâncias judiciais. A possibilidade de novas interrupções no serviço preocupa os usuários, que já enfrentaram dificuldades nos dias de protesto.
O resultado da audiência desta manhã no TRT será levado para discussão em uma nova assembleia, marcada para a próxima terça-feira (7), às 16h. Até lá, conforme comunicado do Sindicato dos Rodoviários, os ônibus circularão normalmente, mas a incerteza paira sobre o futuro próximo do transporte na cidade. Conforme informação divulgada pelo Sindicato dos Rodoviários, a categoria busca ser valorizada com um salário digno e compatível com a responsabilidade da profissão.
Pauta de Reivindicações e Histórico de Conflitos
As principais demandas dos rodoviários incluem um reajuste salarial de 17%, a implementação de um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais motoristas, um vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e mudanças na escala de trabalho, com jornada de 7 horas e meia. As empresas, por sua vez, já aplicaram um reajuste de 4,39% e, inicialmente, afirmaram não haver contraproposta, mas demonstraram abertura para buscar um valor maior.
Liminares e Impacto na Frota
O movimento grevista já enfrentou decisões judiciais significativas. Uma liminar determinava a circulação de no mínimo 50% da frota, o que corresponde a cerca de 1.800 coletivos. No entanto, durante os dias de paralisação, menos de mil ônibus chegaram a deixar as garagens em alguns momentos. As empresas relataram o vandalismo de 50 veículos em piquetes, o que contribuiu para a redução da frota disponível.
Intervenção Judicial e Suspensão da Greve
A situação se agravou com uma determinação judicial do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que impôs a circulação de 80% da frota, após pedido da Prefeitura do Rio. O ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, presidente do TST, considerou o transporte coletivo um serviço essencial e que a manutenção de apenas 50% da frota representava risco à ordem e à segurança pública. Foi fixada uma multa diária de R$ 100 mil ao sindicato em caso de descumprimento. Diante desse cenário e de pedidos do TRT e do Ministério Público do Trabalho (MPT), a greve foi suspensa no final da tarde de quarta-feira (30).





