A menina Isis Gabriele, de 2 anos, morreu após ser atingida por disparos de arma de fogo na última terça-feira (27/10). Dois tios da criança acabaram presos por envolvimento direto na fabricação e venda da arma usada na tragédia.As prisões ocorreram após três dias de buscas intensas, quando os policiais localizaram os parentes que estavam foragidos desde o momento dos disparos.Prisão de parentes revela fabricação clandestina de armasSegundo a Polícia Civil, os dois parentes detidos têm 21 e 34 anos. As investigações apontam que o homem de 34 anos foi o responsável por fabricar a arma de fogo artesanal. Já o jovem de 21 anos teria atuado diretamente na comercialização ilegal do armamento caseiro. ServiçosJurídicosO caso causou forte comoção entre vizinhos e familiares da vítima. A tragédia expõe o grave perigo da circulação de armas montadas sem qualquer tipo de controle técnico ou registro oficial. Esse tipo de armamento, frequentemente feito com canos de ferro e peças improvisadas, costuma falhar ou disparar acidentalmente com facilidade, colocando famílias inteiras em perigo dentro de casa.Ambos os tios foram encaminhados para a delegacia de polícia e agora permanecem à disposição da Justiça. Eles devem responder por crimes ligados à produção e ao comércio ilegal de armas de fogo, além da apuração sobre a responsabilidade direta na morte da criança.O que já se sabe sobre o casoA investigação policial confirmou que o tiro que matou Isis Gabriele partiu de um armamento de fabricação caseira. A menina não resistiu aos ferimentos provocados pelos disparos logo após o ocorrido na terça-feira (27/10). ServiçosJurídicosLogo após a confirmação da morte da criança, os dois tios fugiram do local e passaram três dias escondidos. A Polícia Civil montou um cerco e conseguiu capturar a dupla na sexta-feira (31/10). ServiçosJurídicosA polícia ainda apura as circunstâncias exatas do momento do disparo. Os investigadores trabalham para esclarecer quem apertou o gatilho, se o tiro aconteceu durante um manuseio inadequado da peça ou se houve outra motivação no momento da tragédia





