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“Nepotismo afetivo” prefeito e investigado por nomeação de amante para cargo publico

Prefeitura de São José dos Campos/Reprodução
Prefeitura de São José dos Campos/Reprodução

O prefeito investigado por nepotismo afetivo é Anderson Farias Ferreira, do PSD, chefe do Executivo de São José dos Campos, em São Paulo. Ele é alvo de uma ação civil de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público, que apura suspeitas de favorecimento na nomeação da enfermeira Milena Guimarães Coelho para cargos comissionados.

De acordo com a ação, Anderson e Milena teriam mantido um relacionamento amoroso durante o período em que ela ocupou funções na administração municipal. O Ministério Público pede a anulação dos atos de nomeação, a quebra de sigilo bancário dos dois, a suspensão dos direitos políticos e o pagamento de multa.

A promotora de Justiça Ana Cristina Ioriatti Chami sustenta que o caso indicaria uma burlação aos princípios da moralidade e da impessoalidade na administração pública. Segundo o MP, as nomeações teriam ocorrido em um contexto de relação íntima com o prefeito, que era a autoridade responsável pelas indicações.

A ação também aponta que Milena teria exercido diversos cargos comissionados supostamente favorecida pela proximidade pessoal com o chefe do Executivo. Para o Ministério Público, essa relação teria funcionado como fator de proteção e privilégio dentro da estrutura administrativa.

Na avaliação da promotora, o caso pode configurar nepotismo impróprio, em possível violação à Súmula Vinculante 13 e aos princípios previstos no artigo 37 da Constituição Federal. O documento menciona que as nomeações teriam ocorrido de forma concomitante ao relacionamento afetivo entre Anderson e Milena.

O prefeito negou ter cometido irregularidades. Em manifestação enviada à imprensa, Anderson afirmou que recebeu a ação com indignação e disse confiar na Justiça.

Esclareço que tomarei ciência integral do processo, adotando todas as medidas cabíveis para a devida defesa da verdade, completou Anderson, segundo o jornal O Dia.

O caso veio à tona em meio a um conflito envolvendo Milena e Sheila Cristina Thomaz Ferreira, mulher do prefeito. Segundo o relato apresentado na apuração, Milena afirma que teria passado a ser perseguida por Sheila após assumir o cargo de diretora do Departamento de Vigilâncias em Saúde.

Ainda conforme o relato, Sheila teria produzido um dossiê contra Milena com informações que a servidora afirma serem falsas. A reportagem informou que busca contato com Sheila e que o espaço permanece aberto para manifestação.

A ação segue em análise pela Justiça. Até uma decisão final, os citados têm direito à defesa, enquanto o Ministério Público tenta comprovar se houve favorecimento indevido nas nomeações investigadas.

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