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Saúde Viva: Autoestima não se compra

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Recentemente, ao convidar uma mulher para o Congresso Universo Feminino Legado, ouvi: “Minha autoestima vem do meu trabalho e do dinheiro que ganho. Não tenho tempo para isso.” Ela seguiu dizendo que sua vida é extremamente agitada, que precisa produzir, faturar, viajar — e que isso já resolve tudo. Não resolve.

Essa é uma das crenças mais perigosas da mulher moderna: confundir valor pessoal com desempenho. Trabalhar é digno. Prosperar é legítimo. Gostar de dinheiro não é o problema. O problema é quando tudo isso vira identidade. Porque quando o faturamento cai, quando o corpo cansa ou quando o silêncio chega… o que sobra?

Eu respondi com respeito, mas sem romantizar: trabalho não constrói autoestima, constrói resultado. São coisas diferentes. Autoestima é o que sustenta você quando não há resultado nenhum.

E digo isso com propriedade. Minha vida é ativa, produtiva e próspera. Eu trabalho, estudo, escrevo, cuido da família, acompanho quem amo. Mas não vivo para provar valor. Não me orgulho de estar exausta. Não romantizo a falta de tempo. Isso não é força — é desconexão.

Existe uma diferença brutal entre uma mulher ocupada e uma mulher resolvida. A ocupada precisa produzir para se sentir suficiente. A resolvida já se reconhece como suficiente — e por isso produz com mais leveza, mais clareza e muito mais poder.

Dinheiro compra experiências. Autoestima sustenta identidade.

Se amanhã você parar, o que fica de você?

Porque no fim, não é sobre o que você constrói no mundo.

É sobre quem você é… quando o mundo não está olhando.

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