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Sônia Bridi: jornalismo, meio ambiente e grandes histórias

Foto_Globo_Estevam Avellar

Repórter especial do Fantástico construiu uma carreira marcada por coberturas internacionais, questões ambientais e histórias de impacto social

Sônia Matilde Bridi nasceu em Caçador, Santa Catarina, em 13 de novembro de 1963. Desde adolescente, já demonstrava interesse pela escrita e pelo jornalismo. Aos 14 anos, procurou um jornal de sua cidade em busca de uma oportunidade. Mais tarde, mudou-se para Florianópolis, onde estudou na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e começou a trabalhar em rádio e televisão.

Em 1985, foi contratada pela RBS, afiliada da Globo no Sul do país. Inicialmente, trabalhou como editora e, posteriormente, passou a atuar como repórter. Em 1989, fez sua primeira reportagem para o Jornal Nacional, sobre a exploração de crianças carvoeiras no interior de Santa Catarina.

Em 1991, Sônia chegou à TV Globo, no Rio de Janeiro. Ao longo da carreira, participou de coberturas importantes e, posteriormente, tornou-se correspondente internacional da emissora. Trabalhou em Londres, Nova York, Pequim e Paris, acompanhando acontecimentos políticos, sociais e culturais em diferentes partes do mundo.

A experiência internacional ampliou o alcance de seu trabalho. Na China, por exemplo, produziu reportagens sobre cultura, política e cotidiano. Em 2005, participou da primeira transmissão ao vivo do Jornal Nacional diretamente do Templo do Céu, em Pequim. Também entrevistou o Dalai Lama durante uma passagem pela Índia.

De volta ao Brasil, Sônia passou a atuar como repórter especial do Fantástico. Ao lado do cinegrafista Paulo Zero, realizou séries sobre mudanças climáticas, meio ambiente, ciência e condições de vida em diferentes regiões do planeta. Entre elas estão “Terra, que Tempo é Esse?”, “Planeta Terra: Lotação Esgotada” e “A Jornada da Vida”.

A preocupação ambiental tornou-se uma das principais marcas de sua trajetória. Em suas reportagens, Sônia aborda os efeitos das mudanças climáticas e busca aproximar assuntos científicos do público. Em 2026, por exemplo, participou de debates sobre cidades, clima e os desafios ambientais para o futuro.

A jornalista também se destacou em coberturas relacionadas aos direitos humanos. Em 2023, dirigiu o documentário “Vale dos Isolados”, sobre a região onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips foram assassinados. O trabalho recebeu o Prêmio Vladimir Herzog e o Prêmio Gabo de Jornalismo Ibero-americano.

Além da televisão, Sônia Bridi também é escritora. Publicou “Laowai – Histórias de uma Repórter Brasileira na China”, em 2008, e “Diário do Clima”, em 2012, obra baseada em suas viagens pelo mundo para investigar as mudanças climáticas.

Com uma carreira construída entre redações, viagens e grandes reportagens, Sônia Bridi se tornou um nome reconhecido do jornalismo brasileiro. Seu trabalho reúne informação, investigação e preocupação com temas que afetam a sociedade, levando ao público histórias de diferentes lugares e realidades.

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