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Brasil Educação

Rede de escolas dá dicas para educadores se prepararem para 2021

Muitas coisas mudaram no Brasil, e no mundo, no último ano. Não apenas as formas de interagir, ensinar, apoiar e viver, mas também mudanças em diretrizes que afetam todas as escolas. Houve avanço no ensino híbrido, o que é um ponto extremamente positivo para o futuro, mas ainda há outras questões que precisamos observar para garantir bons resultados nos próximos meses.
Para a Sphere International School , rede de escolas inovadoras, bilíngues e internacionais concebida a partir das referências da educação e cultura brasileira, do Grupo SEB, fazer diagnósticos ao longo de todo o processo remoto de ensino é essencial para todas as escolas e séries. A prática ajuda a entender quais são os ajustes necessários que precisam ser feitos no ensino para cada aluno e a hora certa para isso. Essa tomada de decisão promove melhorias e evita defasagens. Por isso, a rede oferece abaixo algumas dicas para educadores se prepararem para 2021. Confira!
1. Diagnóstico de aprendizagem

Foram muitos os dias de aulas totalmente online e isolamento social. Apesar de uma vacina já existir, ao que parece, ainda temos muitos outros por vir. Porém, é preciso se preparar para a volta às aulas presenciais. Alguns alunos se adaptaram bem, mas outros, apesar de todo o apoio dado por professores, responsáveis e escolas, ainda tiveram dificuldade. Só saberemos o impacto real da pandemia na aprendizagem das crianças com diagnósticos profundos para entender onde estão as lacunas. A partir disso, os educadores deverão elaborar planos personalizados de recuperação para cada aluno.

“É importante pensar que cada aluno é único e, por isso, tem facilidades e dificuldades em áreas diferentes, além de formas de aprender distintas. A realização desse diagnóstico e um plano de ensino que leva em consideração a necessidade de cada criança será essencial para que a educação seja completa”, explica Susan Clemesha, diretora acadêmica da Sphere International School.
2.Acolhimento socioemocional

O isolamento social e as notícias sobre mortes e doenças causaram em muitas crianças, ao longo de 2020, sentimentos como medo, ansiedade, estresse, confusão e insegurança. Os educadores devem estar preparados para receber e apoiar essas crianças na volta às aulas presencial. Devem ouvir suas preocupações e responder suas perguntas com calma e paciência. Também é importante incentivá-los a expressar, comunicar e nomear seus sentimentos.

Durante os últimos meses, em que a escola teve que migrar para o ambiente online, também houve um movimento de aproximação entre as instituições de ensino e as famílias dos alunos. Não seria possível continuar o ensino sem a assistência dos pais. Eles, por sua vez, também deram mais valor para as escolas e professores. Com isso, as decisões escolares ficaram alinhadas com as opiniões e visões dos familiares das crianças, criando uma real comunidade. A integração entre os dois núcleos deve ser mantida em 2021 para melhor apoiar os pequenos.
3. Uso de tecnologia

Os desafios para as escolas vão além de integrar a tecnologia no uso diário. É preciso ampliar o uso de ferramentas tecnológicas que garantam a continuidade das aulas ou atividades para o caso do surgimento de outras pandemias mais adiante. Esse ponto é ainda mais importante se considerarmos a segunda onda da doença que acomete o mundo nesse momento e as incertezas com relação à aplicação de vacinas no Brasil.
Além disso, a adequação do ensino à tecnologia é fundamental para gerar nos alunos o seu protagonismo e a atuação de forma interativa, modelo que está cada vez mais presente na sociedade moderna. Por isso, as instituições devem propor atividades com recursos digitais de forma integrada e construtiva. Não se trata apenas da utilização das plataformas, mas de entender cada quesito que faz parte do processo educativo relacionado ao uso das tecnologias, sejam elas ferramentas físicas ou virtuais.
4.Matrículas

As instituições precisam estar preparadas para as matrículas e rematrículas deste ano, e flexibilizar a forma como isso acontece será necessário. A Sphere, por exemplo, abriu visitações digitais para atender os pais que não podiam ir até o local, mas continuou a receber na escola quem assim preferisse, em horários alternativos.
A digitalização das matrículas ajuda a economizar materiais e papéis, evita grandes deslocamentos e aglomerações e pode até ter uma atuação preventiva de cobrança, já que o processo passa a ser feito automaticamente. Outros serviços, como secretaria e tesouraria também devem ter a opção de acontecer digitalmente, mesmo após o retorno das aulas presenciais.
5.Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

O uso da tecnologia aumentou em todos os setores, e na educação básica não poderia ser diferente. Em 2020, inclusive, foi a peça principal para permitir que o ensino continuasse, mesmo à distância. A tendência é que após a erradicação deste vírus, a tecnologia ainda faça cada vez mais parte do ambiente escolar.
A LGPD, aprovada no segundo semestre de 2020, colocou o Brasil entre os países que atuam legalmente para proteger os dados e a privacidade dos cidadãos. A princípio pode parecer um exagero, ou um desafio, mas é uma maneira de garantir segurança para todos os envolvidos. Ela vai exigir mudanças e garantias das escolas também, que armazenam informações financeiras e dados pessoais de centenas de famílias. Servidores confiáveis, sistemas de proteção contra ataques virtuais, documentos de autorização de uso de imagem para publicar fotos e vídeos dos alunos em redes sociais e sites, entre outras medidas. É importante que as instituições procurem conselhos legais e tecnológicos para garantir sua conformidade com a nova legislação.

6.Medidas de biossegurança

As dificuldades surgiram com tudo quando o assunto é biossegurança. Depois da crise sanitária do novo coronavírus, e entendendo que essas situações podem voltar a acontecer no futuro, ficou evidente a necessidade de criar medidas de proteção para que, na volta às aulas, nenhum contágio aconteça.
A lista de protocolos a ser adotada deve ser extensa. A Sphere, por exemplo, implementou mudanças nos espaços físicos, como sanitização, processos de biossegurança e higienização dos ambientes, uso obrigatório de máscaras, checagem constante de temperaturas, higienização, distanciamento, salas mais arejadas, entre outras. Incluir orientações para pais e responsáveis também ajuda, já que o risco não está limitado ao espaço físico da instituição. A adoção dessas medidas fez com que a rede não registrasse nenhum caso de contágio desde que as aulas retornaram ao modelo presencial e vai continuar trabalhando para que isso não ocorra em 2021.
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Rio Saúde

Alunos dos cursos técnicos da área da saúde protagonistas na linha de frente do combate ao covid-19

Alunos dos cursos técnicos da área da saúde protagonistas na linha de frente do combate ao covid-19 

Segundo pesquisa da empresa de recrutamento online Catho, o cargo de  técnico em enfermagem  apresentou um crescimento no número de vagas de emprego de 314%. O levantamento analisou a abertura de vagas no primeiro trimestre do ano, mostrando um aumento de mais de 300% na busca por profissionais da área da saúde, o que ampliou o espaço de trabalho para enfermeiros e técnicos de enfermagem. O estudo compara os meses entre março e julho de 2020 com o mesmo período do ano passado. Vale destacar que muitos formandos estão saindo das salas de aula diretamente para atuar na linha de frente do combate ao vírus e à pandemia, cuidando dos pacientes.

No último ano dos cursos técnicos da área da saúde, da Rede Daltro Educacional: técnico em enfermagem e o de radiologia, se mantiveram resistentes superando todas as expectativas para Teresa Daltro, CEO da Rede Daltro. No primeiro e segundo semestres de 2019, os cursos aconteceram à distância, o chamado EAD, que deixou de ser uma opção e virou regra este ano devido à pandemia do coronavírus. E a migração para o ambiente virtual de aprendizagem aconteceu em pouco tempo e, após praticamente um ano de ensino remoto, é uma realidade. 

Teresa avalia, que no início da pandemia do covid-19,  as aulas online geraram uma certa desconfiança entre os alunos do curso, mas, ao fim do ano letivo, que contou com ensino híbrido a partir de outubro, o profissionalismo do seu corpo docente aliados à vontade dos alunos em fazer a diferença durante a grave crise sanitária venceram as desconfianças tornando os alunos em Técnica de Enfermagem e em Radiologia da Rede Daltro, protagonistas na linha de frente do combate ao coronavírus. 

Teresa explicou, que foi um desafio para ambos os lados: “Coube aos professores o aprimoramento das ferramentas digitais para o melhor uso dos métodos de ensino a distância, enquanto os alunos também tiveram que se adaptar às novas dinâmicas de transmissão de conhecimento. E estão todos de parabéns! Tivemos aulas remotas até outubro, quando aliamos às ferramentas digitais, o que chamamos de “laboratório de campanha”, uma criação necessária em nossas unidades Taquara e no Méier, para dar sequência às aulas presenciais sem que houvesse aglomeração. 

Este ano, o próximo ciclo do curso de técnico em enfermagem e o de radiologia começam dia 8 de fevereiro, também de forma híbrida, com turnos manhã, tarde e noite, nas duas unidades. 

Contamos com todo o aprendizado adquirido ao longo deste ano em que todos nós enfrentamos esta pandemia”, explica.

Com ensino híbrido, recém-formados atuam na linha de frente do combate ao covid-19 

“Na minha opinião, todo o setor de educação serve de exemplo de superação – da Educação Infantil ao Ensino Superior – afinal, não estava nos planos de ninguém o que estamos vivenciando”, opina Teresa Daltro, que reafirma a importância dos cursos técnicos da área da saúde neste momento. 

“Também quero destacar o trabalho realizado por todo o corpo docente da Rede Daltro Educacional, que atuou com muito empenho em meio a tantas adversidades motivando, encorajando e mostrando a importância da profissão em meio a uma pandemia com as suas diversas complexidades e também aos alunos que encaram o desafio imposto a todos os profissionais da área da saúde, e não se abateram. Muitos já estão exercendo o estágio com acompanhamento”, conta a CEO, que também não esconde o orgulho de se deparar com profissionais da instituição no mercado de trabalho. 

É o exemplo da ex-aluna, Elisangela Alves, que, atualmente, é uma das responsáveis pelo acompanhamento dos estágios em clínica médica realizados na Santa Casa Hospital Nossa Senhora Das Dores, em Cascadura. 

“É muito gratificante ver os nossos alunos no campo de estágio. Nosso curso forma técnicos que atuam na promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, ensinando todos os cuidados de enfermagem necessários para cuidar dos pacientes em todas as etapas da vida. Isso inclui, ainda, o conhecimento técnico sobre a prevenção à contaminação ao covid-19”, conclui Teresa Daltro.

Os interessados na formação do curso técnico em enfermagem, além do interesse na área, precisam do ensino médio ou estar cursando o ensino médio em concomitância ao curso, que segue a rigor as boas práticas de ensino exercidas pela instituição, atuando juntamente aos alunos, através do seu corpo docente e da figura do professor preceptor (orientador), no campo do estágio.   

Já para radiologia o aluno precisa ter concluído o Ensino Médio. 

Alunos da enfermagem: protagonistas na linha de frente do combate ao covid-19

 

Para Ewerton Artur, coordenador da supervisão dos campos de estágios da Rede Daltro Educacional,  os estagiários que estão na linha de frente do atendimento aos pacientes com COVID-19 vivenciam um misto de sentimentos: ao mesmo tempo em que há o desafio, existe também um sentimento de presteza e dever cumprido muito grande.

“Todos os que já são formados na Teoria ou estão cursando o último período possuem conhecimento e aptidão necessários, e têm o suporte de uma equipe multidisciplinar. O fato de já estarem em campo, fazendo estágio, e muitas vezes, na linha de frente, confirma a importância da profissão. Para isso, contam com a figura do professor preceptor enviado pela instituição, que atua ao lado dos alunos juntamente com os supervisores locais de cada unidade”, explica o professor Ewerton. 

 

“Esses jovens alunos podem ser considerados heróis. Saem de casa focados em cumprir sua missão e se sentem como parte da Equipe, mesmo na condição de estagiários. No momento em que vestem o jaleco branco, são do time da linha de frente na guerra contra o vírus. Lidam com a covid-19 em campo e sabem que são eles que estarão sempre na linha de frente. São destemidos e amam essa profissão”, conclui Ewerton Artur, que também coordena os cursos técnicos da Instituição.

 

As estagiárias Fernanda de Cassia Paixão Machado e Caroline Caroline Leite Novais falam sobre a escolha da profissão e da sua atuação durante pandemia 

Para  Fernanda de Cassia Paixão, que atualmente faz estágio com no Hospital Nossa Senhora das Dores, só faltam dois campos de estágio para concluir o curso e dar entrada no tão sonhado registro profissional junto ao  Coren-RJ – Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro, a equipe que coordena o curso de enfermagem é formada por profissionais altamente capacitados, em quem ela se espelha: 

“Tenho muito a agradecer aos meus coordenadores, que já são parte de minha história. A pandemia afetou a todos e foram 6 meses de EAD, mas, confesso que me surpreendi com as aulas online,eu tinha uma leve dúvida sobre aulas EAD,porém, foram tão boas quanto as presenciais! Quando voltamos às aulas presenciais, recebemos os EPIs da rede Daltro com todas as informações e todos os cuidados necessários.  Está sendo gratificante, em meio ao caos em que o mundo se encontra, estarmos sendo preparados para fazer a diferença.  

Sobre estar trabalhando durante a pandemia, explica que tem a ver com a escolha do curso e em ajudar a salvar vidas:  “Sei que há riscos, mas estou sendo bem orientada, instruída e tendo toda proteção necessária que podemos ter durante a pandemia. Graças a Deus temos ótimos profissionais ao nosso favor, e sou apaixonada pelo meu trabalho”, finaliza. 

Caroline Leite Novais terminou sua formação em janeiro. Ela, que faz estágio no posto Hamilton Land, na Cidade de Deus, em saúde coletiva. 

“Já terminei o estágio de Saúde mental, na Santa Casa de Cascadura e a partir do dia 21 de dezembro, começo o estágio na Maternidade Alexander Fleming. O trabalho em meio pandemia está sendo gratificante e único! Nós da equipe de enfermagem, estamos em uma guerra contra o vírus”, conta Caroline, que escolheu enfermagem para ajudar o próximo e sente muito orgulho disso. 

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Destaque Educação

Governo regulamenta renegociação de dívidas com o Fies

O governo federal regulamentou o programa que permite a renegociação de dívidas de financiamentos concedidos com recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A medida estava prevista na Lei nº 14.024/2020, sancionada em julho, que suspendeu o pagamento de parcelas do Fies até 31 de dezembro, em razão da pandemia de covid-19.

A resolução do Comitê Gestor do Fundo de Financiamento Estudantil, com as regras do programa, foi publicada hoje (22) no Diário Oficial da UniãoA medida vale para os contratos assinados até o segundo semestre de 2017 e para os débitos vencidos e não pagos até o dia 10 de julho deste ano, na fase de amortização, quando o estudante já concluiu o curso.

A resolução entra em vigor em 3 de novembro e a adesão ao programa poderá ser solicitada ao banco até 31 de dezembro e será efetuada mediante termo aditivo ao contrato de financiamento, podendo ser assinado eletronicamente pelos financiados e seus fiadores.

No caso de quitação, em parcela única, do débito vencido ou saldo devedor total, haverá redução de 100% dos encargos moratórios, desde que o pagamento seja feito até 31 de dezembro. Também poderá ser feita a liquidação do saldo devedor em quatro parcelas semestrais, até 31 de dezembro de 2022, ou 24 parcelas mensais, com redução de 60% dos encargos e pagamento a partir de 31 de março de 2021.

Já os parcelamentos do saldo devedor feitos em 145 ou 175 parcelas mensais receberão redução de 40% e 25%, respectivamente, e os pagamentos começam a partir de janeiro de 2021. Em caso de prorrogação do estado de calamidade pública em razão da pandemia, ficará suspensa automaticamente a obrigação do pagamento da primeira parcela em janeiro, exceto no caso da liquidação total em parcela única.

O valor da parcela mensal resultante da renegociação não poderá ser inferior a R$ 200, mesmo que isso implique redução do prazo máximo de parcelamento. Os descontos concedidos no programa são referentes apenas aos encargos moratórios, permanecendo a cobrança dos débitos contratuais.

Será permitida apenas uma renegociação no âmbito do programa. Em caso de não pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas do saldo devedor renegociado, o cidadão perderá o direito ao desconto concedido sobre os encargos, e o valor correspondente será reincorporado ao saldo devedor do financiamento.

As pessoas que têm dívidas em discussão judicial e queiram aderir ao programa de regularização deverão renunciar em juízo à ação. Nesse caso, a renúncia sobre quaisquer alegações de direito é irretratável e não exime o autor da ação do pagamento de custas e honorários advocatícios.

O Fies é o programa do governo federal que tem o objetivo de facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. Criado em 1999, ele é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).

O primeiro é operado pelo governo federal, sem incidência de juros, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros.

Com informações: Agência Brasil

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Destaque Rio

Rio reinicia hoje aulas para alunos do terceiro ano do ensino médio

As escolas estaduais do Rio de Janeiro reiniciam hoje (19) as aulas presenciais para alunos do terceiro ano do ensino médio e do quarto módulo de educação de jovens e adultos (EJA). A volta será opcional para os estudantes e ocorrerá apenas nos municípios onde a prefeitura não fizer nenhuma oposição a atividades presenciais escolares.

As aulas serão retomadas em 416 escolas localizadas em 16 municípios do estado do Rio e 63 mil alunos são esperados.

As aulas presenciais de todas as redes de ensino foram suspensas em março deste ano por causa da pandemia de covid-19. As escolas particulares já haviam recebido autorização para retomar as atividades presenciais no início de setembro.

Os alunos de ensino fundamental, dos dois primeiros anos do ensino médio e dos primeiros módulos de EJA continuarão com aulas remotas. Já os estudantes de ensino médio e do quarto módulo de EJA poderão optar pelo ensino remoto ou presencial.

A ideia é que esses estudantes possam concluir seus estudos a tempo de participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em janeiro de 2021.

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Destaque Notícias

Rio de Janeiro estipula protocolo para a volta às aulas

O Governo do Estado do Rio de Janeiro estabeleceu um protocolo para a volta às aulas. A determinação da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), publicada nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial do estado, indica os procedimentos para o retorno das atividades presenciais dos professores e profissionais da educação nas escolas da rede estadual de ensino.

Os servidores que estão no grupo de risco da Covid-19, como imunodeprimidos, com 60 anos de idade ou mais, que possuem doenças crônicas; gestantes e puérperas, não precisarão retornar às aulas presenciais.

A volta às aulas ainda não tem data marcada, porém ela será apenas para turmas da 3ª série do ensino médio e da fase IV de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em nota, a secretaria informou que: “Os colégios localizados em municípios que não autorizaram a flexibilização das regras do isolamento social deverão dar continuidade das atividades exclusivamente remotas”.

A Seeduc também informou que nesta semana as escolas estão preparando os seus espaços para garantir o distanciamento social e adquirindo equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas e face shield para os profissionais, além de máscaras para os servidores e os alunos. As unidades escolares iram contar com dispensers para álcool em gel 70% e tapetes sanitizantes.

Com Informações: Agência Brasil

 

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Destaque Rio

Professores da rede privada do Rio adiam retorno de aula presencial

Os professores da rede privada de escolas do Rio de Janeiro decidiram, pela sexta vez, em três meses, manter a greve. Em assembleia virtual realizada no sábado (3), resolveram que o retorno das atividades presenciais não deveria ser feito agora. A assembleia manteve o trabalho com o ensino remoto nos estabelecimentos do setor privado de ensino dos municípios do Rio de Janeiro, de Itaguaí, de Paracambi e de Seropédica. Os profissionais indicaram que o retorno às aulas presenciais somente deve ocorrer com garantia das autoridades da Saúde, com base em rígidos protocolos de segurança. A categoria vai fazer nova assembleia no dia 10 de outubro, às 14 horas para avaliar a situação.

Ainda na assembleia, os profissionais foram informados sobre a prorrogação do prazo de inscrição do Fundo Emergencial Solidário, para o apoio de professores demitidos. Tiveram ainda atualização sobre a Rede de Apoio em Saúde Mental para Educadores/as (Reame).

O presidente do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio), Oswaldo Teles, disse no início da assembleia que o Rio e o Brasil enfrentam um momento difícil com uma luta muito inglória.

Para Teles, nenhum órgão científico indicou que há segurança para a volta ao trabalho. Teles acrescentou que o país está em uma pandemia. “Vivemos uma greve totalmente diferente, pois nos mantemos trabalhando com o ensino remoto e em greve pela vida, contra a volta às aulas presenciais nas escolas”, observou.

Sinepe Rio

Em nota, após decisão da 3ª Câmara Civil do TJ do Rio da quarta-feira (30), o presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Rio Janeiro (Sinepe Rio), José Carlos da Silva Portugal, informou aos associados que a justiça tinha autorizado o retorno às aulas presenciais na rede privada de ensino, mantendo a oferta do ensino remoto.

A nota destacava ainda que a Justiça derrubou a liminar que impedia a reabertura das escolas. O dirigente lembrou que as instituições deveriam tomar todos os cuidados e precauções já estabelecidos. “A responsabilidade da manutenção dessa volta depende da forma com que cada um de nós retornará”, observou.

O diretor do Sinepe Rio, Lucas Werneck, disse que a decisão da assembleia não vai mudar a situação porque a participação dos professores já seria voluntária, apenas os que se sentem aptos devem voltar às aulas presenciais.

Lucas Werneck acrescentou que entende a manutenção da paralisação, mas ponderou que a adesão é por parte dos professores e assim como o retorno é voluntário. O diretor afirmou que o retorno na semana passada foi positivo com quase 50% das escolas. “Amanhã quase 90% das escolas estarão voltando, pelo que a gente teve de informação com conversas com associados. Então, a gente entende que a grande maioria já estará com as suas escolas abertas”, completou, acrescentando que os 100% devem ser atingidos durante a semana.

Com Informações: Agência Brasil

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Destaque Rio

Justiça cassa liminar e aulas no Rio podem retornar nesta segunda

A Justiça do Trabalho cassou a decisão liminar que suspendia o retorno às aulas presenciais nas escolas particulares do Rio de Janeiro. Com isso, o retorno às atividades escolares do ensino fundamental e médio poderá ocorrer a partir desta segunda-feira (14). Escolas devem manter, no entanto, o ensino remoto como opção. 

A decisão foi tomada pelo desembargador Federal do Trabalho, Carlos Henrique Chernicharo, a pedido do Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Município do Rio de Janeiro. Na decisão, Chernicharo afirma que “não há como postergar o retorno das atividades laborais da categoria dos professores e afins, até que se tenha por erradicado o risco, sob pena de causar dano irreparável aos alunos, pais e professores, que neste período de pandemia, após sete meses de paralisação da sociedade como um todo, clamam pela normalidade de suas vidas”.

Chernicharo enfatiza que os profissionais de ensino não são obrigados a voltar às atividades presenciais, “devendo ser respeitada a manifestação de vontade de cada trabalhador, de acordo com a realidade de cada um, especialmente, àqueles que se encontram na chamada ‘faixa de risco’, conforme definido pelas autoridades em matéria de saúde, mantendo-os ativos por meio do ‘ensino à distância’”, diz a decisão.

Os pais também não podem ser obrigados a manter o estudante em aula presencial. Por isso, segundo o desembargador, cabe à entidade escolar manter o ensino a distância para atender às exigências curriculares de cada faixa etária de acordo com as leis de diretrizes voltadas ao ensino médio e fundamental.

Volta às aulas

A volta às aulas presenciais nas escolas particulares foi autorizada pelo governo do estado, pelo decreto 47.250, publicado no dia 4 de setembro. O decreto permitia a volta, a partir desta segunda-feira, na rede particular e, nas escolas públicas, em 5 de outubro. A autorização vale apenas para regiões que permanecem em baixo risco de contaminação pela covid-19 por, no mínimo, duas semanas seguidas antes da data prevista para a abertura.

Na noite da última quinta-feira (10), no entanto, a Justiça do Trabalho havia deferido o pedido de liminar feito pelo Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio), suspendendo o retorno  das atividades presenciais. A decisão foi da 23ª Vara da Justiça do Trabalho. Na decisão, o juiz Elisio Correa de Moraes Neto argumenta que “a média móvel de infectados no Rio de Janeiro ainda não alcançou uma redução concreta”, o que é demonstrado nos dados oficiais do estado.

As aulas presenciais estão suspensas desde março, por causa da pandemia de covid-19, que levou a óbito cerca de 17 mil pessoas no estado.

Recurso

A liminar cassada hoje foi obtida pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio). A entidade disse que irá recorrer da decisão. “Entendemos que ainda não há a menor segurança para esse retorno”, diz o vice-presidente do Sinpro-Rio, Afonso Celso Teixeira.

Ontem (12), em assembleia virtual, o Sinpro-Rio aprovou a manutenção da greve. Os professores defendem o não retorno das atividades presenciais agora e a manutenção do trabalho com o ensino remoto nos estabelecimentos do setor privado de ensino. Para eles, o retorno deve ocorrer somente com garantia das autoridades da saúde, com base em rígidos protocolos de segurança.

Na capital

Em nota, a prefeitura do Rio de Janeiro diz que as escolas particulares ainda não podem retomar as aulas presenciais por conta de uma decisão judicial anterior, que segue em vigor. Trata-se de decisão expedida no dia 6 de agosto, que suspendeu os efeitos do decreto municipal que permitia o retorno facultativo das aulas na rede privada do Rio, para alunos do 4º, 5º, 8º e 9º anos do ensino fundamental.

A nota afirma ainda que a Procuradoria Geral do Município (PGM) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra essa decisão e aguarda a análise do mérito.

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Pais acreditam que qualidade do ensino caiu na pandemia, diz pesquisa

Pesquisa do Instituto DataSenado divulgada nesta quarta-feira (12) aponta que, na percepção de 63% dos pais ou responsáveis ouvidos, a qualidade do ensino entre os alunos que tiveram aulas remotas, diminuiu. Para 22%, a qualidade das aulas permaneceu igual e apenas 8% indicam que houve melhora no ensino com a mudança de formato. Pelo levantamento, 75% dos pais que tiveram filhos em aulas remotas nos últimos 30 dias preferem que as aulas voltem a ser presenciais quando a pandemia acabar.

O levantamento, apresentado hoje para especialistas em educação de várias entidades, realizado por telefone entre os dias 24 e 28 de julho com 2,4 mil brasileiros, revela ainda que entre os pais com filhos matriculados em instituições públicas, 40% disseram que as aulas foram majoritariamente suspensas nos últimos 30 dias. No caso de matriculados em instituições privadas, o mesmo ocorreu com 18% dos ouvidos.

Acesso à Internet

A diferença de acesso à Internet entre rede pública e privada é outro dado da pesquisa. Nos lares com estudantes em aulas remotas na rede pública, 26% não possuem internet. Na rede privada, o percentual cai para 4%.Também segundo os resultados, o celular (64%) é meio mais utilizado para acessar aulas e material de estudo. O computador vem na segunda posição, utilizado por 24% dos alunos ouvidos.

“A tecnologia é algo fundamental no novo normal da educação e os que não a possuem são prejudicados, o que nos leva a inferir da necessidade urgente de políticas públicas que minimizem a desigualdade social que assola o Brasil e atinge horizontalmente o ensino”, ressaltou o senador Flávio Arns (Rede-PR), que é o relator do Novo Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] no Senado.

Para a professora Izabel Pessoa, que nos próximos dias assumirá a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, o ensino híbrido precisa ser levado mais a sério no Brasil. “Não se trata de escolher modalidade presencial ou à distância. A educação híbrida é uma realidade e não prescinde da educação presencial”, observou. Ela lembrou que o impacto com a suspensão das aulas é um desafio mundial. “ Isso vai ajudar a gente a se abrir. Há um preconceito com Educação à distância. Temos que compreender como a educação mediada pelas tecnologias pode ajudar a educação no Brasil. Vamos ter que encontrar as resposta juntos”, avaliou.

Um outro dado que a pesquisa traz é em relação aos alunos do ensino infantil, fundamental e médio que tiveram aulas remotas nos últimos 30 dias, sete em cada dez pais relataram que o filho recebeu as atividades da escola por meio online e outros 20% buscaram o material na escola, o que comprova o abismo educacional daqueles que não possuem acesso à internet.

Fundeb

No dia 20 de agosto, o Senado votará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 26/2020), que torna permanente o Fundeb e amplia gradativamente a participação da União para 23%. Para entrar em vigor, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos de votação e alcançar, em cada um deles, pelo menos, 49 votos favoráveis. O relatório do senador Flávio Arns mantém o mesmo texto já aprovado pelos deputados no mês passado.

Durante a apresentação da pesquisa, Arns destacou a importância do Fundeb para a valorização dos professores e para estimular que novos educadores ingressarem na carreira, já que mais da metade dos recursos vão para pagamento desses profissionais. O parlamentar exemplificou como uma das alternativas para melhorar a conectividade dos alunos, a aprovação da proposta do senador Confúcio Moura (MDB-RO) que trata da aplicação dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para ensino a distância. De acordo com o projeto (PL 2.599/2020), que aguarda análise do plenário do Senado, o dinheiro será destinado para a educação básica pública durante a emergência de saúde provocada pela covid-19 e poderá ser usado na aquisição de computadores e serviços de acesso à internet, entre outras finalidades.

Na avaliação da representante do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, por causa das novas necessidades impostas pela pandemia e do agravamento da crise na educação pela queda no orçamento de estados e municípios, o Fundeb é importante, mas não supre todas as necessidades da escola. Para Priscila Cruz, além de do Fundo, Executivo e Legislativo devem se dedicar à aprovação de um fundo emergencial específico para Educação para socorrer governadores e prefeitos.

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Destaque Educação

Educação domiciliar durante a quarentena tem sido desafio para pais

Com a suspensão das aulas na maioria dos estados devido à pandemia do novo coronavírus, muitos estudantes estão em casa com os familiares, que tentam conciliar o trabalho formal e as tarefas domésticas com as atividades escolares que mantenham os alunos na rotina de estudos.

Segundo dados do Censo Escolar, em 2019 havia 47,9 milhões de alunos matriculados na educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) em todo o país, nas redes pública e particular.

Com tantos estudantes em casa, algumas instituições de ensino tentam manter as aulas e as lições a distância, o que também representa um desafio para os pais, muitas vezes, sobrecarregados. E o desafio tem sido grande, relatam muitos pais e mães. Como destaca a vendedora Silvia Cainelli Zicchella, mãe do Caio de 10 anos e da Eva de 6, “Essa pandemia não veio com nenhum manual né?”. Para ela, que sempre trabalhou fora desde que o primeiro filho nasceu, este momento tem sido também de conhecimento mútuo.

“Tenho conhecido meus filhos agora, sempre trabalhei fora e desde que tive o Caio, nunca tive oportunidade de ficar com ele, estive sempre terceirizando a educação. Isso me doía muito, queria ter meio período com eles, mas sempre gostei de trabalhar fora, e quando a gente tem essa oportunidade a gente até se assusta. É uma experiência diferente, estou conhecendo as pessoas que eu mais amo na vida, porque você tem que ficar trancafiado com eles, sem eles poderem também fazer uma atividade diferente.”

Ela conta que a primeira semana foi a mais difícil, pois queria tentar conciliar tudo. “Confesso que na primeira semana eu até surtei, porque eu queria fazer tudo. Mas de uma semana para cá eu pus na minha cabeça que minha casa não é prioridade, a atenção que eu tenho que dar para eles é maior e em relação ao trabalho, caiu o movimento e a empresa deu férias”, detalha.

Na escola em que os filhos dela estudam, o Colégio Soter, na zona leste da capital paulista, todos os dias eles assistem duas aulas de vídeo com a professora online. O restante das atividades é enviado pelo aplicativo. “A parte da escola estou fazendo na medida do possível, quando as coisas normalizarem vamos ver como fica, mas eles têm uma vida toda pela frente para recuperar esse tempo”, analisa Silvia.

A jornalista Keila Mendes, de Belo Horizonte (MG), está mantendo a rotina com seus dois filhos, Davi de 13 anos e Daniel de 3 anos. “Aqui em casa, eu procurei logo de início estabelecer rotinas para que eles não perdessem muito o ritmo e incrementei algumas coisas. De amanhã a gente tem um momento para cantar e relaxar. Para o Davi, que está no 8º ano, o Colégio Santa Maria já voltou com as aulas online, no horário normal, e o Daniel, que está no maternal, só brinca. E os dois estão envolvidos comigo nas atividades de casa, e assim o dia passa rápido, quando a gente estabelece essas atividades”.

Para ela, a rotina não tem sido pesada. “Até que para a gente não estão penosos esses dias, mas tomara que passe logo porque daqui para frente talvez eles sintam a falta dos colegas. Mas, a princípio eles estão gostando, mas espero que tudo volte ao normal até pela segurança de todos”.

Já o analista de sistemas Leonardo Inácio, de Muriaé, interior de Minas Gerais, disse que está com uma rotina puxada com a filha Isis, de 7 anos. Ele está gerenciando a própria empresa em home office em tempo integral, mas considera o momento importante para ficar com a filha. Leonardo “Estou em home office em horário normal, mas na hora do almoço, eu paro, vou para cozinha com minha filha e ela me ajuda a fazer a refeição”.

A escola em que a filha estuda, o Colégio Santa Marcelina, está oferecendo também as aulas pela internet. “Depois do almoço, ela vai fazer a aula remota, a classe dela começou a ter aula pela internet em videoconferência e a professora passa algumas tarefas. Está sendo muito bom ficar com a minha filha o tempo inteiro, em casa, fazendo as coisas juntos, mas está apertado, porque a gente tem que dar conta do trabalho, o telefone não para, e ainda arrumar a casa. Mas estamos respeitando bem a quarentena, e estamos os dois aqui, nos divertindo também”, detalha.

Fonte: EBC