Categorias
Cultura Destaque Entrevistas Música Música Notícias do Jornal Sociedade TV & Famosos

Lia Clark: “Sempre sonhei em ter clipes e músicas, mas nunca imaginei que seria possível.”

*Por Fabiana Santoro

A cantora Lia Clark conversou com o JornalDR1 sobre novas músicas e desafios de artistas LGBTI+ no mundo musical.

A funkeira é um dos grandes nomes de representantes LGBTI+ na indústria. Por ser considerada a primeira drag queen do universo do funk brasileiro, Lia foi classificada pela imprensa como uma pioneira do segmento no país.

Sendo seu último álbum lançado em 2018, a artista lançou duas músicas em 2021 e revelou ao JornalDR1 o que podemos esperar dos próximos trabalhos. Confira a entrevista completa:

Lia Clark. Foto: Divulgação

JornalDR1 – Onde começou sua paixão pela música? Você imaginaria que chegaria onde está hoje?

Lia Clark – Minha paixão veio da infância, assistia TOP TVZ e MTV BRASIL todos os dias com a minha irmã! Sempre sonhei em ter clipes e músicas, mas nunca imaginei que seria possível. Tudo que eu vivo é um sonho, nunca imaginei que poderia ser uma drag queen funkeira, atingir tantas pessoas e viver disso.

JornalDR1 – Muitas vezes percebemos o boicote de algumas plataformas em cima de artistas LGBTI+. Não apenas de plataformas, como em geral em decorrência do preconceito. Como você enxerga a luta da comunidade LGBTI+ dentro do mundo do musical? 

Lia Clark – Eu acho que essa luta tem muitos recortes, porém, todos nós sofremos boicote por sermos artistas LGBTQIA+. Eu, além disso, sou funkeira, então o babado é mais embaixo. Eu acho que somos a geração da revolução, estamos aqui pra fazer essa mudança e lutar contra esse preconceito.

JornalDR1 – Você acabou de lançar uma nova música “Sentadinha Macia”. Como foi a produção do videoclipe? Por conta da pandemia, alguma ideia foi deixada de lado?

Lia Clark – Foi super tranquila! Acho que foi o clipe mais tranquilo que já fiz ahahah. Eu gostaria de ter tido muito mais coisas nele, pois, é uma das minhas músicas preferidas… porém, devido a pandemia tá muito difícil investir pesado em grandes produções.

JornalDR1 – Além de “Sentadinha Macia”, você também lançou “Eu Viciei” com a incrível e talentosa Pocah. Durante o período de isolamento, como você imagina que a música é importante para as pessoas?

Lia Clark – Acho que todas as artes foram muito importantes para as pessoas nesse momento difícil, digo isso como pessoa que consome e pessoa que faz arte. O lançamento de músicas me ajudou MUITO durante a quarentena e tenho certeza que aconteceu isso com diversas pessoas.

JornalDR1 – “A nova era chegou!”, foi algo que você disse quando lançou sua música com a Pocah. O sucessor de “É da pista” está a caminho?

Lia Clark – Com certeza! Está em produção e já temos 2 singles na pista. Espero que saia ainda esse ano!

As músicas de Lia Clark está disponíveis em todas as plataformas digitais.

Categorias
Cultura Notícias do Jornal

Emicida é homenageado com Espaço de Cultura Urbana em São Gonçalo

 

Por Claudia Mastrange

Em funcionamento desde 24 de julho, por iniciativa da Secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo – SEMED, em parceria com a ONG AfroTribo, a Sala de Leitura Ruth de Souza, localizada no bairro Venda da Cruz, em São Gonçalo, inaugura em 28 de dezembro o “Espaço Emicida de Cultura Urbana”. Haverá transmissão ao vivo, em formato ‘live’, às 16 h, feita pelo rapper Emicida,  que titula o local. O Espaço Emicida de Cultura Urbana contará com cineclube e aulas de breakdance, graffiti, MC e DJ, além de dispor de sala multiuso para palestras e reuniões.

Nascido e criado no Jardim Fontális, zona norte de São Paulo, Leandro Roque de Oliveira, mais conhecido pelo nome artístico Emicida, é um MC-rapper, considerado uma das maiores revelações do hip hop nacional desse século. O nome “Emicida” vem da fusão das palavras “MC” e “Homicida”, apelido herdado por ele através dos amigos das rodas de rima que frequentava, por lhe considerarem um “assassino” de seus concorrentes, durante as batalhas. Outro significado para seu nome artístico vem da sigla: E.M.I.C.I.D.A (Enquanto Minha Imaginação Compor Insanidades Domino a Arte). Formado em desenho pela Escola Arte São Paulo, Emicida também atua como desenhista e roteirista de histórias em quadrinhos.

O primeiro passo para o sucesso acontece em 2009, quando o clipe de “Triunfo” alcança mais de 8 milhões de visualizações no YouTube, seguido de uma mixtape de vinte e cinco faixas intitulada, a Pra quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que eu Cheguei Longe. Em 2015, Emicida lançou o álbum Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa… que lhe rendeu uma indicação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Urbana.

Além de rapper, Emicida atuou como repórter nos programas Manos e Minas, da TV Cultura e no Sangue B da MTV e atualmente é um dos apresentadores do programa Papo de Segunda, no canal GNT.

E sendo São Gonçalo o celeiro de 40 rodas culturais de rima, além de ser  ser considerada a ‘Meca do graffiti fluminense’, caiu como uma luva o nome de Emicida na inauguração de um espaço que fosse de grande representação para a Cultura Urbana local.  Tão logo seja a pandemia permita, o músico promete visitar o espaço e promover uma roda de rima cultural com artistas locais, aos moldes das rodas que lhe consagraram como um ícone dessa geração.

Foto: Reprodução

Categorias
Brasileiro com muito Orgulho Notícias do Jornal

Ary Beira Fontoura ou, simplesmente, Ary Fontoura

É um ator paranaense nascido em 27 de janeiro de 1933, conhecido por interpretar papéis marcantes na TV como o do prefeito Florindo Abelha na novela “Roque Santeiro” (1985). Filho de um professor e de uma dona de casa mostrava desde pequeno vocação para o meio artístico, imitando pessoas. Com 10 anos, se apresentou em uma rádio de seu estado natal como cantor.

A sua carreira marcada de excelentes personagens inesquecíveis como o professor de botânico Baltazar Câmara de O Espigão, o sinistro professor Aristóbolo Camargo de Saramandaia, o avarento Nonô Correia de Amor com Amor se Paga, o prefeito emblemático Florindo “Seu Flô” Abelha de Roque Santeiro, o ator Nero Petraglia de Bebê a Bordo, o autoritário coronel Artur da Tapitanga de Tieta, o deputado corrupto Pitágoras de A Ondomada e Porto dos Milagres, o misterioso Silveirinha de A Favorita, o prefeito falido Isaías “Zazá” Junqueira de Morde & Assopra e o seu personagem Dr. Lutero de Amor à Vida.

Antes da fama, estudou Direito e trabalhou em um circo. Nos anos 1960, começou na TV, atuando primeiro na TV Paraná. Em meados dos anos 1964, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde atuou em “Como Vencer na Vida Sem Fazer Força” com Marília Pêra e Moacyr Franco. No ano seguinte estreou na Globo em “Rua da Matriz”. Depois, foi visto no elenco do programa de humor “TV0-TV1” e da novela “Passo dos Ventos”.

No teatro, seus últimos trabalhos foram nas peças O Comediante, de Joseph Meyer e Num Lago Dourado, de Mark Rydell. Nesta última, Ary Fontoura foi indicado na categoria Melhor Ator ao Prêmio Shell de Teatro.

Em 2011, despontou na trama de Morde& Assopra como o prefeito falido Isaías “Zazá” Junqueira, casado com a fútil Minerva (Elizabeth Savalla) e pai da mimada Alice (Marina Ruy Barbosa) e do divertido homossexual.

Em 2012, interpretou o tradicional Coriolano em Gabriela. No ano seguinte, encarna mais um papel de destaque, desta vez como o solidário médico Dr. Lutero em Amor à Vida.

Em 2016, interpretou o fazendeiro Quinzinho em Êta Mundo Bom, novela das 6h da Rede Globo, escrita por Walcyr Carrasco.

Em 2018, interpretou o Barão de Ouro Verde, Afrânio Cavalcante, em Orgulho e Paixão, novela das seis da Rede Globo, escrita por Marcos Bemstein.

Também passou pelo cinema, em mais de 20 filmes, e no teatro, em peças como “A Ópera do Malandro”. Foi eleito duas vezes o Melhor Ator do Troféu Mambembe, em 1983 e 1986.

Ary nesse tempo de pandemia vem ganhando fãs mais jovens e muita visibilidade nas redes sociais, principalmente no Instagram, que diariamente faz postagens da sua rotina de vida, interage direto com os fãs e mostra que mesmo sendo um dos grandes nomes da televisão brasileira, nunca deixou a simplicidade.

Categorias
TV & Famosos

Wanessa Camargo lança “W.DOC”, documentário sobre os 20 anos de carreira

Wanessa Camargo deu continuidade às comemorações de seus 20 anos de carreira e lançou a primeira parte de “W.DOC”, que fala sobre o primeiro ano de carreira e detalhes do lançamento do álbum de estreia, em 2000.

Após o lançamento do EP “Fragmentos, Pt I”, que já está disponível em todos os aplicativos de música e YouTube, a cantora liberou a segunda parte do projeto “Uni/Verso” que contará a história dos 20 anos de carreira.

“W.DOC” será uma série de documentários onde Wanessa falará abertamente sobre tudo que aconteceu em cada fase de sua carreira da forma mais sincera e direta.

Confira: https://youtu.be/Mno1iCZdmYI

 

Categorias
Entrevistas

Alexandre Guimarães, um ator visceral!

Por Alessandro Monteiro

Pernambucano, Alexandre Guimarães é ator brasileiro com formação profissional em audiovisual, com vários trabalhos em publicidade nos estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte. Atualmente produz e atua no espetáculo solo “O Açougueiro”, o qual vem tendo excelente resposta de crítica e público.  Também participou de novelas de sucesso na Rede Globo e ganhou importantes prêmios do teatro.

Num país com tantos rótulos e desigualdades, você tem a coragem de subir ao palco para tratar de temas como preconceito, intolerância e feminicídio. É preciso muita coragem né?

Quando algo nos atinge profundamente como o tema violência doméstica e a invisibilidade de suas vítimas, percebo que a dificuldade sobre esses assuntos serve de combustível para a criação do artista. É quase como ação e reação. Somos atingidos por algo e nos defendemos através de nosso trabalho.

E a receptividade do público?

A estreia de “O Açougueiro” aconteceu em Recife e foi fantástica. Depois parti para o interior do estado e foi incrível. Achava que pelo espetáculo se passar no Nordeste seria algo muito local. Mas percebi que era universal quando passei a circular pelo país inteiro e ser muito bem recebido. Percebi que o trabalho se conecta a algo universal: a luta por direitos oprimidos.

Como surgiu a ideia de montar o espetáculo?

Mais uma vez a dificuldade foi a motivação. Havia saído de um grupo teatral o qual fiz parte por muitos anos e não recebia convites para outros espetáculos. Ou seja, não havia trabalho e decidi criar minhas próprias oportunidades.

 

Foto: Lucas Emanuel

 

Esse teatro próximo do ritualístico pode ser considerado uma nova tendência dos próximos anos?

Sinto que o teatro com essa ligação no ritualístico, no simples, quase feito artesanalmente, é uma tentativa de entendermos nossas origens, de onde viemos e assim e entender como chegamos a esse cenário que estamos hoje. O ser humano busca, principalmente hoje, uma vida mais simples e mais consciente.

Você é também referência, quando o assunto é campanhas publicitárias. Como sente o momento atual? Acredita na boa recuperação ou será preciso recriar formas de se comunicar?

A publicidade pode ser uma enorme aliada ao trabalhador das artes cênicas. Comecei a atuar em propagandas desde muito jovem e foi uma escola incrível para aprender a lidar com a câmera e o uso da voz em um microfone. A publicidade vai seguir existindo, sempre seguiu. Ela se adapta e migra para outras mídias como redes sociais, internet, mas se mantém forte. Atualmente faço campanhas para todo o Nordeste e tenho muito orgulho de saber escolher onde emprestar minha imagem e faço sempre com muita dignidade.

A classe artística, dentre tantas outras é considerada a segunda mais prejudicada com a crise da pandemia. Como vem enfrentando isso tudo?

Percebo que na maioria das vezes quando se fala em artista, as pessoas pensam em nomes da TV, estrelas do sertanejo etc. Na verdade, esquecemos de olhar para um infinito de trabalhadoras e trabalhadores anônimos que fazem a indústria cultural no país. Imaginemos como deve estar a vida das famílias de pequenos circos que circulam pelas periferias e interiores, os profissionais da música que trabalhavam em bares a noite, eletricistas que montavam palcos, carregadores que prestavam serviço nos teatros… Sem falar nas pessoas do audiovisual, como camareiras, motoristas, cozinheiras. O ator e a atriz são apenas a pequena ponta do iceberg. E estamos todos derretendo.

 

Foto: Lucas Emanuel

 

Como foi o laboratório para criar um personagem tão expressivo?

Em O Açougueiro interpreto 9 personagens e estou sozinho em cena o tempo todo. O monólogo se passa no sertão e conta a história de um homem pobre. Eu e o diretor Samuel Santos sentimos a necessidade de mergulhar nesse universo para ter mais pertencimento. Fui ao interior conhecer as pessoas que viviam essa realidade na pele. Junto com a preparadora corporal Agrinez Melo, passamos dias visitando matadouros e pequenos criadores. Foi transformador.

Se pudesse realizar um sonho hoje, qual seria?

Tenho um filho de dois anos e espero que ele possa em breve voltar a se encontrar e abraçar seus amigos, avós, que não tenhamos mais medo de uma doença invisível e que ataca nosso melhor lado que é o afeto ao outro.

Ator é?

Poder aprender com seus personagens como ser um ser humano melhor.

Como ator nordestino premiado, certamente você é inspiração para muitos que estão iniciando. Deixaria um conselho?

Acredite no que o seu interior lhe diz. Estude, busque seu espaço com dignidade e jamais se martirize com os nãos que vai receber por esse caminho. Siga.

Foto:  Lucas Emanuel

Temos a sensação de que tudo parou. Nada mais acontecerá esse ano. Concorda? Mas certamente, a esperança caminha lado a lado. Quais novidades podemos esperar para o recomeço?

O mundo como vivíamos foi interrompido, mas a vida sempre nos deixa possibilidades. Em março estava trabalhando em dois espetáculos praticamente às vésperas de estreia. Patrocínios foram cortados e pautas suspensas. Mas sigo em casa relendo os projetos, tentando adequar aos novos tempos. Decidi criar o Teatro Live, uma iniciativa onde realizo leituras dramáticas ao vivo no meu perfil do Instagram semanalmente e convido outros colegas. Uma maneira de seguir trabalhando e levar mais leveza às pessoas.

Três frases?

Via de regra, cada um de nós morre uma única vez. Só o ator é reincidente. O ator ou a atriz pode morrer todas as noites e duas vezes aos sábados e domingos. (Nelson Rodrigues)

Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples. (Manuel Bandeira)

Quando o mundo lhe fechar a porta, arrodeie. (Alexandre Guimarães)

Categorias
Cultura Destaque

Morre o ator Kirk Douglas

O ator Kirk Douglas morreu nesta quarta-feira, 5 de fevereiro, aos 103 anos. A comunicação da morte foi feita pelo filho, o ator Michael Douglas, à revista norte-americana People. “É com enorme tristeza que eu e os meus irmãos anunciamos que Kirk Douglas nos deixou hoje, aos 103 anos”, disse Michael Douglas.

Kirk e o filho, o também ator Michael Douglas,

“Para o mundo inteiro, ele era um lenda, um ator da era de ouro dos filmes que viveu bem os seus anos dourados, um humanitário

cujo compromisso com a justiça e as causas em que acreditava estabeleceram um padrão para todos nós aspirarmos”, escreveu o ator de 75 anos na sua página de Facebook.

Kirk Douglas, cujo verdadeiro nome é Issur Danielovitch Demsky, nasceu em 1916 em Amsterdam, uma pequena cidade no estado de Nova Iorque. Filho de imigrantes russos, estudou na Academia de Artes Dramáticas.

Com 70 anos de carreira, é considerado um dos melhores atores da história do cinema. Apesar de nunca ter levado o prêmio para casa, Kirk Douglas foi três vezes nomeado para um Oscar com os filmes O Invencível (1949), Assim Estava Escrito (1952) e Sede de Viver (1956), mas em 1996 foi homenageado pela Academia com um Oscar honorário em 1996.

Em ‘Spartacus’, um dos clássicos do cinema: atuação memorável

O ator norte-americano também recebeu o Cecil B. DeMille, em 1968, que reconhece os artistas que tiveram um grande impacto no mundo do entretenimento. Com uma filmografia de mais de 80 obras, Kirk Douglas também se destacou em filmes como ‘Spartacus’, ‘‘A Montanha dos Sete Abutres’ e ‘Duelo de Titãs’.

“A vida de Kirk foi bem vivida e ele deixou um legado que vai durar por gerações, e uma história como um filantropo que trabalhou para ajudar o público e trazer paz ao planeta. Termino com palavras que disse no último aniversário dele, que nunca deixarão de ser verdade. Pai, te amo muito e sou muito orgulhoso de ser seu filho”, escreveu ainda Michael Douglas.

Uma das últimas aparições de Kirk Douglas em público foi durante a cerimónia dos Globos de Ouro de 2018.

Kirk encarnou o pintor Van Gogh em ‘Sede de Viver’

O ator esteve casado com Diana Douglas, entre 1943 e 1951, com quem teve os filhos Michael e Joel. Desde 1954 e casado com Anne Buydens, com quem teve dois filhos, Eric e Peter. “Viver com meu marido é como sentar em um lindo jardim ao lado de um vulcão que pode entrar em erupção a qualquer momento”, escreveu Anne a respeito do marido.

Fotos:Reprodução Internet