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Autoestima e dança na luta contra o câncer de mama

Reconstrução de mama e coreografia para falar de autoestima e diagnóstico precoce

A descoberta de um câncer de mama é sempre um momento delicado. Medo, insegurança, desespero, angústia. Um misto de emoções e muitos questionamentos. Se o futuro parece sombrio, muitas mulheres encontram luz no fim através do resgate da autoestima que passa pela reconstrução mamária.

A cirurgiã plástica Valéria Destéfani fala sobre a reconstrução e a volta ao status de feminina.

O câncer de mama é devastador na vida de uma mulher. Pensar na possibilidade de viver sem um órgão tão importante para a feminilidade e autoestima da mulher é impactante do ponto de vista da saúde mental de quem precisa retirar este órgão. Então, se existe a chance de reconstruir essa perda, não há razão para não ver vantagens. Ela coloca novamente a mulher no status de feminina e eleva sua autoestima de forma indiscutível.

O benefício físico de deixar as duas mamas mais parecidas novamente, de poder usar um sutiã sem diferenças, sem prejuízos por conta da assimetria (diferenças) das mamas, de acordo com Valéria não tem preço.

Mesmo com todo esforço e tratamento prolongado e muitas vezes desgastante que é a reconstrução de mama, sem dúvida ao final do tratamento, todas que já tive o prazer de tratar, tornaram-se mais confiantes, mais alegres e mais seguras de si. Mostrando que a relação custo benefício vale muito a pena.

O resgate da autoestima também vem através da dança. A iniciativa foi do dançarino Wallace Rocha, que criou uma coreografia com sete mulheres, todas que viveram ou vivenciam o problema, para trazer luz a esse tema tão necessário.

Meu público nas aulas de dança é 100% feminino. O mês de outubro é usado para lembrar as pessoas sobre o câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce, a partir do exame de toque. A minha iniciativa foi de reunir um grupo de mulheres que já passaram ou estão em tratamento do câncer de mama para dançar. Tive a ideia porque uma de minhas alunas recém concluiu o tratamento. O que todas elas têm em comum além de serem pacientes oncológicas? Otimismo total – comemora.

A música “Perigosa”, do grupo “As Frenéticas”, sucesso nos anos 70, foi regravada por Anitta e fala do empoderamento feminino, além de ser um hit atemporal. Quando o convite foi feito, o “Sim” foi unânime. A coreografia fala sobre a necessidade da importância do autoexame e o diagnóstico precoce.

Tenho a participação de sete mulheres dançando no vídeo. Recebi depoimento de 10 mulheres de vários lugares do Brasil. O que todas elas têm em comum: são pacientes oncológicas. Todas se disponibilizaram a contribuir de alguma maneira para o projeto. Elas realmente sabem da importância de ajudar outras mulheres e criar essa rede de apoio. Foi lindo, forte, divertido e emocionante – conclui.

Essa é a segunda ação do projeto que teve início no ano passado. Em 2020 o artista usou a música “Me Gusta” da cantora Anitta. O sucesso foi tão grande que viralizou e a cantora usou sua conta em uma rede social para agradecer e parabenizar Wallace pela iniciativa: “Que homenagem linda do Walace Rocha! Fica aí o recado nesse último dia de Outubro Rosa, e levem a conscientização pro ano inteiro”, disse a cantora.

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Helainy Araujo | Saúde Capilar

A função fisiológica do cabelo

Para nossos ancestrais primitivos, o cabelo possuía função de aquecimento e proteção do corpo. Hoje, mesmo que o cabelo não seja mais necessário à nossa sobrevivência, ele ainda exerce enorme impacto psicológico sobre nós.

Na década de 1960, o comprimento do cabelo era uma questão de afirmação social e política, não só de modismo. Algumas religiões insistem na ausência completa dos cabelos, enquanto outras proíbem que ele seja cortado. Em algumas civilizações da antiguidade, o cabelo era um símbolo de poder, enquanto em outras era considerado sinônimo de sabedoria. Na Bíblia, o cabelo de Sansão o transformava no homem mais forte da Terra, e tê-lo cortado foi sua ruína. No Japão, nos primórdios de sua cultura, a importância do cabelo para as mulheres era enorme, pois acreditavam que a imortalidade do espírito feminino estava nele.

Na atualidade, as práticas e representações do cabelo estão profundamente enraizadas em todas as culturas do planeta.

Foram os gregos que fizeram os primeiros registros sobre estudos de crescimento dos cabelos. O filósofo Aristóteles percebeu que os eunucos ─ homens ou meninos sem testículos ou genitália externa ─ não ficavam carecas. Alguns séculos depois, o imperador Júlio César ordenou que o Senado Romano permitisse que ele usasse sua coroa de louros o tempo todo para esconder sua calvície.

Seja antigamente, seja nos dias atuais, o cabelo tem enorme importância social e faz parte da formação da nossa identidade visual. Nossa imagem depende muito do formato, comprimento e da forma que tratamos o nosso cabelo. Por isso, cuidar da higiene do nosso couro cabeludo, bem como dos fios, nos traz saúde, bem-estar e é imperioso na formação da nossa autoestima.