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Carlos Augusto | Opinião Diário do Rio

Opinião: Dinheiro vermelho para luta política sindical

Muito embora a grande imprensa não tenha dado muita importância (e sabemos porquê), cabe destacar que o movimento sindical Chinês, através da Federação Nacional dos Sindicatos da China (ACFTU – All-China Federation of Trade Unions), à pedido do Fórum das Centrais Sindicais, composta por CSB, CUT, Força Sindical, UGT, CTB e NCST, doou US$ 300 mil (cerca de R$ 1,74 milhão), para um suposto combate à Covid-19.

Obviamente, a imprensa não deu muita importância, e nem dará, pois sabemos que a grana não se destina ao combate à doença, a menos que as Centrais Sindicais doem esses recursos para os hospitais públicos adquirirem vacinas e insumos destinados aos tratamentos dos doentes. Não há outra opção.

Fato é que o imobilismo e o peleguismo contagiou as lideranças sindicais de tal modo que, desde 2002, com a eleição do Lula, nada fizeram para proteger os direitos dos trabalhadores. Exemplo desse imobilismo foi a falta de enfretamento na “Reforma Trabalhista”, que rasgou literalmente a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho de 1943, e o pouco que restou do código virou uma “colcha de retalho”.

Veio a “Reforma Previdenciária” e, novamente, nada foi feito pelo movimento sindical para proteger os trabalhadores prestes a se aposentar e aqueles que futuramente um dia se aposentarão.

Ainda o imobilismo em plena pandemia, em plena anarquia judicial imposta pelos ministros do STF, pelos prefeitos e governadores, governando através de decretos que violam a nossa Constituição no direito de ir e vir, no sagrado direito ao trabalho, quando trabalhadores formais e informais são agredidos, algemados por policiais civis, militares e até guardas municipais, tendo suas mercadorias apreendidas e etc.

Mas o verdadeiro destino dos recursos chineses sabemos qual será. Basta analisar o agradecimento de Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros):

“Nós somos muito gratos por esse apoio da Federação Nacional dos Sindicatos da China, que vai permitir que as centrais ajudem milhares de pessoas que estão sofrendo os impactos devastadores da pandemia. Mais uma vez, a solidariedade dos trabalhadores se sobressai às loucuras, ao negacionismo e ao ódio plantados por esse desgoverno genocida e incompetente”, afirmou. E completou: “Esse intercâmbio com o movimento sindical chinês é muito importante para os trabalhadores do Brasil.”

Esta aí o destino dos recursos chineses. Com certeza absoluta, o destino desses recursos, infelizmente, não favorecerá os trabalhadores. Gostaria muito que esses recursos fossem destinados aos hospitais públicos, embora seja uma utopia de minha parte.

A mamata dos congressistas não tem limites

Achando pouco os R$ 12 bilhões que o o Congresso Nacional consome por ano dos cofres públicos, a Câmara dos Deputados, ignorando solenemente a pandemia provocada pela Covid-19, ignorando os mais de 330 mil óbitos desde  o início da pandemia, ignorando os 50 milhões vivendo abaixo da linha da miséria e os 15 milhões de desempregados, reajustou de R$ 50 mil para R$ 135,4 mil o valor do reembolso de despesas de assistência com saúde dos parlamentares, um aumento de 170,8%. A justificativa é que o valor estava defasado.

Enquanto isso o povão, sem hospitais, sem atendimento médico, sem remédios, sem leitos de UTIs, chora pelos mortos.

Que país é esse?!

Carlos Augusto (Carlão)
Jornalista, sindicalista e advogado

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Notícias Notícias do Jornal Pascal Coppens | Novo Normal da China

Novo Normal da China: 5G

As redes 5G contam com o uso de feixes mais compactos de muitas antenas menores, o que permite melhorar a velocidade de dados em comparação com 4G entre 50 e 200 vezes. Isso significa que será possível baixar um filme full HD em segundos. Ou que um cirurgião em Nova York possa realizar uma operação de longa distância em Bruxelas. Das quatro empresas com as melhores infraestruturas de telecomunicações 5G, duas são chinesas: Huawei e ZTE. As outras duas são Ericsson e Nokia, cujo faturamento mundial em ambos os casos é inferior a um quarto do da Huawei. Não surpreendentemente, é a Huawei que até agora concluiu o maior número de acordos 5G na Europa e Ásia.

5G faz muito mais do que simplesmente oferecer internet mais rápida. Acima de tudo, é um fator importante para tornar o mundo da IoT uma realidade, um mundo no qual a China é o maior produtor e usuário de sensores. Sensores do tipo que estão contidos em seu telefone celular (provavelmente há pelo menos uma dúzia deles, variando de temperatura a detecção de movimento) estão constantemente reunindo todos os tipos de dados e informações. Em um mundo IoT ideal, sensores e 5G possibilitam que cada pessoa, cada dispositivo, cada produto e até mesmo alguns animais enviem dados úteis uns aos outros sem a necessidade de interação humana.

5G abre a possibilidade de um espectro móvel mais amplo, mas o número de frequências de sinal também aumentará em comparação com 4G.

Essas frequências 5G extremamente altas serão capazes de transferir mais dados do que no passado, mas esses dados chegarão menos longe e podem ser bloqueados mais facilmente por obstáculos intermediários, de modo que mais transmissores e antenas são necessários para garantir o funcionamento eficaz. Como resultado, a rede 5G será mais descentralizada e mais complexa. Isso oferece o potencial para se mover entre as diferentes frequências quase não detectadas, o que obviamente tem implicações para a segurança nacional.

Trecho do livro: O Novo Normal da China.
Contato e informações sobre as palestras de Pascal Coppens: +55(84) 999833497

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Colunas Notícias do Jornal Pascal Coppens | Novo Normal da China

O Novo Normal da China: OVO OU BANANA?

Não, não estou falando de uma dieta rica em vitaminas e minerais, embora eu gostaria de poder transformar cada empresa ocidental em um fisiculturista para enfrentar o poder da nova China. Não, “ovo” é a descrição que os chineses dão aos ocidentais que conhecem a China “de dentro para fora”, que quase se tornaram chineses: em outras palavras, “branco por fora, mas amarelo por dentro”. Claro, uma banana é exatamente o oposto: ‘Amarela por fora e branca por dentro’. Em outras palavras, um chinês que tem um conhecimento íntimo do Ocidente ou que se comporta como um ocidental.

E embora possa parecer racismo para um ocidental chamar um chinês de ‘amarelo’ ou de ‘banana’, na verdade meus amigos chineses não têm problema em me chamar de ‘ovo’, se eles querem me dar uma ‘cara amarela’ na presença de seus amigos e conhecidos chineses. Isso é bem-intencionado da parte deles, mas sempre me deu uma sensação confusa, porque ainda me considero um europeu e um belga. Mas nem sempre é o caso com um número crescente de meus próprios amigos ocidentais na China. Muitos deles agora se gabam de que nunca poderiam viver felizes no Ocidente lento, indeciso e complicado. Para eles, tudo na China é sempre melhor. Essa não é minha opinião. Ao mesmo tempo, tenho a sorte de ter muitos outros amigos “ovo” que continuam a me inspirar, porque conhecem a China como a palma da mão (muitas vezes melhor do que os próprios chineses). Na minha experiência, a China não é melhor nem pior do que a Europa ou a América: é apenas diferente… E, muitas vezes, muito diferente. Um normal diferente? Um novo normal? Ao mesmo tempo, às vezes também são notavelmente semelhantes. Inesperadamente semelhante. Afinal, no final das contas, somos todos pessoas, não somos?

A inovação também é produto de pessoas, pelo menos por enquanto. Por esse motivo, dedicarei muito mais atenção neste livro aos motivos e transformações causados pelas empresas e consumidores chineses do que aos impulsionados pelo governo chinês. Sei que, como resultado, uma série de questões importantes não serão discutidas em profundidade, como direitos humanos, controle do Estado, expansionismo ou espionagem. Embora esses tópicos sejam todos relevantes e as perguntas necessárias devam ser feitas, na minha opinião é a urgência da China de inovar que nós, no Ocidente, devemos levar mais a sério, já que isso representa a maior ameaça clara e presente para nossa economia e nosso caminho da vida.

Trecho do livro: O Novo Normal da China
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Diário do Rio Pascal Coppens | Novo Normal da China

O Novo Normal da China: Amor de Robô

Por Pascal Coppens

Em 2016, uma universidade chinesa em Hefei desenvolveu o robô ‘JiaJia’. O que tornou este robô tão especial (ou assustador, alguns dizem) é que ele é o primeiro de seu tipo que se parece muito com um ser humano. Tem aparência tão convincentemente que você pode pensar que seja uma mulher de verdade. ‘She’ é programado para interação homem-máquina e possui ampla gama de microexpressões faciais, coordenação de movimentos boca-corpo e posicionamento e navegação autônomos.

JiaJia até aprendeu etiqueta, humor e tom de voz. A ideia é eventualmente usar o JiaJia no setor de hospitalidade. Lembro-me do filme Her, em que robôs com características humanas são capazes de alterar o equilíbrio das relações entre as pessoas. Na verdade, já em 2015, havia relações documentadas entre humanos e bonecos, e a passagem das bonecas aos robôs é pequena. Neste domínio, como em tantos outros, na China o futuro está chegando mais cedo.

Em meados de 2018, visitei a empresa AI Ling.ai, em Pequim. Ling desenvolveu o LUKA para ajudar crianças a descobrir sua paixão pela leitura. Uma das maneiras de fazer isso é tentando exibir características humanas típicas: é o primeiro robô que já conheci que peida! Pode parecer um detalhe (estranho e divertido), mas para mim foi a escrita na parede: simboliza uma mudança fundamental na mentalidade e na vontade de atribuir características humanas aos robôs. Isso se torna o Novo Normal para as novas gerações de jovens chineses. Na mesma linha, uma empresa em Nanjing desenvolveu o iPal para ser usado como babá. Ele ensinará matemática ao seu filho, contará piadas e se tornará seu melhor amigo.

É certo que os chineses se tornarão cada vez mais apegados aos novos companheiros, amplamente incorporados às escolas e ao currículo educacional. Para a atual geração de crianças, viver com robôs – como ‘amigos’ – será o Novo Normal. A intimidade que o povo chinês tem com a tecnologia está inspirando milhares de empreendedores a inovar no campo da IA.

Trecho do livro: O Novo Normal da China.

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Carlos Augusto | Opinião Notícias do Jornal

A vacina politizada pelo Congresso e STF

 

Não apoio o presidente da República, bem como não tenho procuração para defendê-lo. Entretanto, não posso me omitir e nem deixar de comentar sobre todas as notícias veiculadas pela grande imprensa, bem como as atitudes dos ministros “deuses” do STF, e dos congressistas encastelados no Congresso Nacional, que, ao longo do ano passado e dos dias que antecedem a aplicação das vacinas, sejam elas:   AstraZeneca/Oxford, Sinovac, Janssen e Pfizer/Biontech/Fosun Pharma, todos opositores do Executivo, politizam essa pandemia.

Fato é que, pressionados politicamente, principalmente pelo governador de São Paulo João Dória, garoto propaganda da China, os “deuses” do STF baixaram a ditadura da caneta e retiraram todos os poderes do Executivo. Estabeleceram que estados e municípios têm autonomia para promover ações administrativas no combate à pandemia originada pelo coronavírus.

A partir daí, o que se viu foi uma avalanche de erros na condução de ações de combate à pandemia, como, por exemplo, os hospitais de campanha, que consumiram milhares de recursos públicos e não atenderam plenamente, ora por falta de equipamentos, ora por falta de mão-de-obra, a população contaminada.

Esses hospitais de campanha serviram para os governantes desviarem recursos públicos e ampliarem a corrupção – vide o prefeito e o governador do Rio de Janeiro.

Não posso deixar de mencionar que, no inicio da pandemia, o então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que é médico, orientou, através da grande imprensa, que todos ficassem em casa e só fossem procurar os hospitais em situação grave, ou seja, quando já não tinha mais como se curar. Foi o famoso “fique em casa”. Essa orientação, concluímos hoje, não foi a mais correta, pois quando o cidadão contaminado procurava os hospitais, já estava com a saúde toda comprometida e havia contaminado a todos em sua residência.

Ora, mandar ficar em casa um cidadão que mora num espaço de 10 metros quadrados, sem água, saneamento básico e sem nenhuma higiene, é assinar a certidão de óbito.

E porque essa orientação foi dada? A resposta é clara: o país não tinha estrutura hospitalar para atender a população, principalmente o povão de baixa renda, carente de plano de saúde.

Mas, voltando à questão das vacinas, agora resolveram politizar as vacinas. Os opositores encastelados no Congresso e no STF, com o apoio de toda imprensa dita burguesa, voltaram suas baterias para o prazo da aplicação das vacinas. Chegam à hipocrisia de mostrar a relação dos países que já estão aplicando a vacina e botando a culpa pela demora no governo, leia-se a Anvisa. Estão dando até ultimato para a Anvisa aprovar as tais vacinas, principalmente a vacina do garoto propaganda de São Paulo, João Dória.

Ora, se os estados e municípios, com o aval dos ministros “deuses” do STF, têm autonomia para prover todo tipo de  ações para combater a pandemia, por que então, no caso de São Paulo e demais governos estaduais que aprovaram e até já compraram a vacina chinesa, não iniciam a vacinação?

O governador Dória, o que mais está politizando a pandemia, é um grande espertalhão, pois ele sabe que, se iniciar a vacinação sem o aval da Anvisa, sem comprovar sua eficácia e segurança, o que pode ter efeitos colaterais graves, não ficaria isento de qualquer responsabilidade.

A conclusão que chego é que a hipocrisia, tanto daqueles governadores e dos ministros “Deuses” do STF, opositores do Executivo, não tem precedentes.

Enquanto isso, o povão, o mais atingido pela pandemia, continua aumentando as estatísticas obituárias e servindo de instrumento político contra o Executivo. Assim eu penso.

Carlos Agusto (Carlão)

Sindicalista, advogado e jornalista – MTb 38577RJ

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Destaque Saúde

Candidata a vacina da chinesa CNBG se mostra promissora em testes

Um dos principais protótipos chineses de vacina para o novo coronavírus foi considerado seguro e provocou respostas imunológicas em testes iniciais e intermediários com seres humanos, anunciaram pesquisadores.

A potencial vacina, chamada BBIBP-CorV, está sendo desenvolvida pelo Instituto de Produtos Biológicos de Pequim, uma subsidiária do Grupo Nacional de Biotecnologia da China (CNBG, na sigla em inglês).

A candidata já foi aprovada para um programa emergencial de inoculação na China, destinado a trabalhadores essenciais e a outros grupos limitados de pessoas que enfrentam alto risco de infecção.

Entretanto, só ficará claro se a vacina pode proteger pessoas com segurança da covid-19, que já matou mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo, no fim da Fase 3 de testes – que está atualmente em andamento fora da China.

A BBIBP-CorV é uma das pelo menos dez candidatas a vacina desenvolvidas em todo mundo a entrarem na Fase 3 de testes. Quatro dos projetos são liderados por cientistas chineses, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O imunizante não causou qualquer efeito colateral grave, embora reações suaves ou moderadas, que podem incluir febre e dores no local da injeção, sejam comuns, de acordo com estudo publicado nessa quinta-feira na publicação científica The Lancet.

Com informações: Agência Brasil

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Economia

China registra primeira queda no PIB desde 1992 por conta da pandemia

O Produto Interno Bruto (PIB) da China caiu 6,8% no primeiro trimestre de 2020 na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (17) pelo gabinete de estatísticas do governo.

Essa é a primeira queda para um período de três meses na economia chinesa desde 1992, quando o país passou a produzir estatísticas trimestrais. Na comparação com o último quarto de 2019, o desempenho negativo foi de -9,8%.

Os resultados se devem à pandemia do novo coronavírus, que manteve dezenas de milhões de pessoas sob quarentena no país durante cerca de dois meses e afetou o comércio internacional.

A produção industrial na China caiu 1,1% em março, quando as autoridades começaram a relaxar o isolamento, após ter despencado 13,5% no bimestre janeiro-fevereiro.

Segundo Mao Shengyong, porta-voz do gabinete de estatísticas, a economia chinesa manterá uma “recuperação estável” e a “tendência para cima vista em março”.

Ainda de acordo com os dados, as vendas no varejo caíram 15,8% em março, indicando leve melhora em comparação com o bimestre janeiro-fevereiro, que registrou uma queda de 20,5%. Já o investimento em ativos diminuiu 16,1%.

Com informações da Ansa

Foto: Fotos Públicas

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Mônica Freitas | Ética e Cidadania

A economia do mundo nas mãos dos médicos 

O impacto da pandemia causada pelo covid-19, o coronavírus, que teve início em dezembro do ano passado na China, tem causado perdas significativas em vários setores na atividade econômica: desde empresas aéreas e de turismo, indústrias e fábricas até taxas de câmbios, commodities e bolsas de valores. Sendo a China responsável por um terço das manufaturas do mundo e a primeira em exportações de bens de consumo, pode-se imaginar que a paralisação de algumas de suas fábricas, como medida de contenção da doença, provoca taxas de crescimento mais baixas da economia global e consequente diminuição do PIB.

No entanto, há o outro lado da questão a ser considerado. Ocorre junto a isso a queda da densidade de dióxido de nitrogênio lançado na atmosfera e a diminuição do consumo talvez desenfreado de bens de consumo. Não quero dizer com isso que a tal epidemia seja um mal necessário, mas parece certo dizer que toda e qualquer situação de calamidade, por que passa a humanidade, constitui uma oportunidade, ainda que sofrida, de rever certos valores e curar certos desequilíbrios, os quais têm se tornado crônico no corpo orgânico de nosso planeta.

Para além de tais considerações, é interessante notar o fato, talvez irônico, de que não existe no mundo líder político poderoso ou grande conglomerado financeiro ou moeda de câmbio forte que possa salvar a economia de um possível colapso senão os profissionais da saúde. Diante disso somente nos resta uma pergunta: por que então investimos tão pouco em saúde e educação?

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Saúde

Cientistas britânicos testam vacina contra o novo coronavírus

Já está em teste a vacina contra o novo coronavírus, agora oficialmente batizado de Covid-19 nesta tarde de 11 de fevereiro, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O anúncio da pesquisa foi feito nesta terça-feira por uma equipe de pesquisadores britânicos, que a está testando em ratos. A previsão é que o trabalho esteja concluído até o fim de 2020

“Acabamos de injetar em ratos a vacina que criamos a partir de bactérias e esperamos, nas próximas semanas, determinar a reação nos ratos, no seu sangue, a sua resposta em termos de anticorpos contra o coronavírus”, declarou um dos pesquisadores à agência France-Presse (AFP).

A equipe do Imperial College, em Londres, acredita estar entre as primeiras a avançar com ensaios clínicos em animais, no momento em que a comunidade científica está empenhada em encontrar uma vacina eficaz, já que as atuais não protegem contra o novo coronavírus.

O desenvolvimento de uma nova vacina é um processo demorado, que pode se prolongar por vários anos até que se prove que ela é segura e eficaz.

Em declarações à AFP, Paul McKay afirmou que sua equipe espera ser a primeira a fazer ensaios clínicos em humanos e a disponibilizar a vacina contra a nova epidemia. As pesquisas partiram do trabalho desenvolvido para o coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda (SARS, na sigla em iglês).

“Quando a primeira fase de ensaios terminar, o que pode demorar alguns meses, poderemos testar imediatamente a eficácia da vacina em humanos, o que também levará alguns meses”, explicou o cientista, acrescentando que o objetivo é ter uma vacina viável até o fim do ano.

Em entrevista ao canal britânico Sky News, o coordenador dos trabalhos, Robin Shattock, admitiu que a vacina não serviria para combater o atual surto, mas poderá ser importante se houver outro no futuro.

Trabalho em conjunto em busca da vacina

Vários cientistas da China, dos Estados Unidos, da Austrália e Europa trabalham juntos contra o tempo, para encontrar um produto que combata o novo coronavírus, detectado em dezembro de 2019 em Wuhan, capital da província chinesa de Hubei (centro), e que já causou mais de 1.000 mortes

Segundo a agência chinesa Xinhua, uma universidade de Xangai também iniciou testes em ratos no domingo (9).

À AFP, Paul McKay reconheceu que o trabalho dos vários países traduz um esforço conjunto da comunidade científica, numa “corrida colaborativa” para encontrar a nova vacina. Ele lembrou que “os chineses, assim que sequenciaram o genoma, partilharam-no livremente com todo o mundo”.

A epidemia já causou 1.018 mortos, dos quais 1.016 na China continental, onde são registrados mais de 42 mil infectados.

O balanço é superior ao da SARS, que entre 2002 e 2003 causou a morte de 774 pessoas em todo o mundo, a maioria na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

Na Europa, são notificados, desde segunda-feira (10) 43 infectados, com quatro novos casos detectados no Reino Unido, onde a propagação do vírus foi declarada uma “ameaça séria e iminente para a saúde pública”.

Foto: Fundação Oswaldo Cruz