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Ministério da Saúde monitora datas de validade de insumos, diz pasta

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde monitora constantemente as datas de validade dos insumos, trabalha com a possibilidade de troca desses itens vencidos junto aos fabricantes e com percentuais de perda dentro de margens tecnicamente aceitáveis. A informação foi divulgada durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19 do Senado, que teve a participação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Um dos temas abordados na audiência foram vacinas e insumos para tratamento de doenças como diabetes, hepatite B, alzheimer, câncer, dentre outras, que venceram e seriam incinerados, segundo matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo no início desta semana.

Queiroga lamentou o vencimento de insumos. “Com relação a insumos vencidos, realmente é um problema. Não é que o ministério deixa vencer por negligência. É porque se compra em [grande] quantidade”, disse. Segundo o ministro, dentre os produtos vencidos também estavam itens comprados em governos anteriores. “Há insumos adquiridos há dois governos anteriores e que não foram distribuídos”.

Covid-19

O ministro reafirmou que todos os brasileiros serão vacinados contra a covid-19 até o final do ano e comemorou os números de vacinação no país. Segundo os últimos dados divulgados pela pasta, 203,24 milhões de doses foram aplicados no Brasil.

O ministro atribuiu ao ritmo de vacinação a queda no número de casos e mortes pela doença. Segundo ele, nos últimos 60 dias o país teve uma redução de 60% no número de casos e mortes por covid. “Nos últimos 15 dias essa redução tem sido sustentada, mesmo com o advento da variante Delta, que já tomou um caráter de propagação comunitária aqui em nosso país. E a explicação para esse maior conforto no cenário epidemiológico é só uma: a nossa campanha de imunização”.

Terceira dose

Questionado sobre a aplicação de uma terceira dose de vacina nos brasileiros, Queiroga afirmou que buscou informações de especialistas, além de observar, com auxílio de uma avaliação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que após seis meses a efetividade da vacina caía, sobretudo entre os mais idosos.

“Os indivíduos acima de 70 anos tem uma efetividade de vacina muito baixa, sobretudo em relação ao imunizante que tem a tecnologia do vírus inativado. Em nonagenários, a efetividade chega a ser de 30%. Eles não estão protegidos e requerem uma terceira dose”. Ele afirmou que outros países, como Israel e Estados Unidos, além do Reino Unido, adotaram a aplicação de uma dose de reforço.

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Destaque Notícias Rio Saúde

Exigência de comprovante de vacina reduz atrasos na 2ª dose no Rio de Janeiro

Da Agência Brasil

Após a prefeitura do Rio de Janeiro anunciar, no dia 27 de agosto, que iria exigir a comprovação vacinal contra covid-19 para acessar locais fechados como cinemas, clubes, academias e pontos turísticos, a procura nos postos de saúde aumentou e levou a uma diminuição de 40% no contingente em atraso da segunda dose. A informação foi divulgada durante a apresentação do 35º Boletim Epidemiológico da covid-19 na cidade.

A exigência começaria no dia 1º de setembro, mas devido à instabilidade no aplicativo ConecteSUS, no qual os cidadãos podem gerar o comprovante de vacinação de forma digital, a obrigatoriedade foi adiada para o dia 15 de setembro. De acordo com o superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Márcio Garcia, a estratégia é um “case de sucesso” para aumentar a proteção coletiva na cidade.

“Desde a publicação dos decretos sobre a exigência da comprovação de vacinação para uma série de procedimentos, benefícios e ingresso em estabelecimentos, nós aumentamos a busca de pessoas que não haviam se vacinado e passaram a procurar as unidades de atenção primária, seja D1 ou D2, e tivemos uma redução de 40% de pessoas com a segunda dose em atraso. É o significado de que a estratégia deu certo e acaba sendo um incentivo para as pessoas que não se vacinaram regularizarem a situação”.

Na semana passada, a SMS havia divulgado que 180.277 cariocas não retornaram aos postos na data prevista para completar o esquema vacinal, sendo 50.634 pessoas com a CoronaVac, 122.652 com a Astrazeneca, e 6.991 com a Pfizer em atraso. Até o momento, 96,7% da população a partir de 18 anos na cidade recebeu ao menos a primeira dose e 51,4% estão com o esquema completo, seja com as duas doses ou a dose única da fabricante Jansem.

O secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz, destaca que a procura foi maior que o esperado pela pasta, o que levou ao esgotamento dos estoques da CoronaVac, fabricada pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

“Foi muito impressionante a corrida para tomar a primeira dose e a segunda dose de pessoas que estavam com a vacina atrasada. A gente não esperava um resultado tão positivo. Ao longo das próximas duas semanas uma série de ações serão feitas, de treinamento, orientação, fiscalização. Importante destacar que quem tomou a vacina fora do país pode apresentar o certificado internacional e os certificado dos voluntários dos instituto de pesquisa, que tomaram a vacina lá no começo, ainda nos testes, também são válidos”.

O certificado da vacinação será exigido de acordo com o calendário de imunização. Para quem tem 60 anos ou mais a obrigatoriedade para as duas doses começa em 15 de setembro. As demais idades seguem o escalonamento, com a comprovação apenas da primeira dose num primeiro momento e a partir de 15 de novembro será exigido o certificado de segunda dose para as idades de 18 a 29 anos.

Quem notar divergências no certificado digital, pode enviar um e-mail para suporteconectesus@rio.com.br, ou procurar a unidade de saúde para fazer a correção.

Boletim epidemiológico

Os dados apresentados pela SMS indicam que os atendimentos por síndrome gripal e por síndrome respiratória aguda grave (Srag) na rede de urgência e emergência na cidade teve um leve declínio nos últimos dias. Os casos confirmados de covid-19 se estabilizaram em um platô bastante alto, depois da subida das últimas semanas. O número de óbitos teve um pequeno aumento nas semanas anteriores e estabilizou nas três últimas semanas.

O aumento grande de síndrome gripal não veio acompanhado de casos graves nem de óbitos. O mapa de risco para transmissão da covid-19 permanece na cor laranja, de transmissão alta, em todo o município, sem alteração desde a semana 31.

A vigilância genômica indica que, em agosto, 86% dos casos de Sars-CoV-2 na cidade são da variante Delta e 14,3% da variante Gama, sendo que na última análise feita no mês a proporção era superior a 90%. Apesar de ser mais transmissível, a SMS destaca que 96% dos casos de Delta identificados pela análise evoluíram para alta e cura, tendo sido registrado um óbito e uma pessoa continua internada. A análise genômica não é feita em todos os casos positivos de covid-19, apenas em uma amostragem dos pacientes.

A Secretaria destaca que a pandemia não acabou e todas as medidas de proteção ainda são necessárias. Os decretos restritivos foram adiados até o dia 13 de setembro. Segundo Soranz, apesar de na última semana ter diminuído em 10% o número de pessoas internadas com covid-19 na cidade, 190 permanecem internadas com pós-covid e sequelas da doença.

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Rio de Janeiro passa a exigir certificado de vacina contra covid em alguns locais

Da Agência Brasil

O município do Rio de Janeiro tornou obrigatória a apresentação do certificado de vacinação contra covid-19 para ingresso em alguns locais da cidade. Entre os espaços que terão de exigir o documento estão academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento, clubes, estádios e vilas olímpicas.

Também será obrigatória a apresentação do certificado em cinemas, teatros, circos, salas de concerto, pistas de patinação e outras atividades de entretenimento.

“Não deixem de se vacinar. Nós vamos criar dificuldades para aqueles que não querem se vacinar, desde o acesso a programas de transferência de renda, passando por cuidados a sua saúde, passando por ter alternativas e oportunidades de lazer e, em alguns casos, até de trabalhar. É muito importante que as pessoas se vacinem”, enfatizou o prefeito Eduardo Paes, acrescentando que a exigência da vacinação é uma preparação para a liberação das atividades limitadas pelas medidas de prevenção à covid-19.

O acesso a locais de visitação turística, como museus, galerias, aquários, parques de diversões, e drive-in, bem como a convenções e feiras comerciais, também ficará restrito a quem apresentar o documento.

Prefeito Eduardo Paes (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

A exigência começará a ser feita em 1º de setembro e seguirá o cronograma da Secretaria Municipal de Saúde do Rio, em relação às idades. Portanto, para aqueles cujo cronograma já previa a segunda dose, o certificado terá que comprovar as duas doses. Para aqueles cuja data de aplicação da segunda dose ainda não chegou, o documento só precisa comprovar a primeira dose.

Serão aceitos tanto o comprovante emitido pela Secretaria Municipal de Saúde quanto aquele disponível na plataforma Conecte SUS, que pode ser obtido pela internet.

A cobrança deverá ser feita pelo próprio estabelecimento, e a fiscalização do cumprimento da regra ficará a cargo da Vigilância Sanitária Municipal.

A prefeitura também passará a exigir o comprovante de vacinação para a inclusão e manutenção de pessoas no programa de transferência de renda Cartão Família Carioca.

A exigência do certificado também será feita para quem quiser realizar cirurgias eletivas nos serviços públicos e privados de saúde e nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) no município.

Boletim epidemiológico

Os dados sobre a pandemia apresentados hoje pelo município indicam que, apesar da alta de casos causada pela disseminação da variante Delta, os óbitos e internações não cresceram na mesma proporção e mantiveram estabilidade.

O prefeito considerou que é uma boa notícia a estabilização na procura pela rede de urgência e emergência, mesmo diante de uma subida “absurda” no número de casos. O secretário Daniel Soranz explicou que a disparidade entre essas tendências repete o que tem sido observado em outras partes do mundo.

“A gente mantém um padrão muito parecido com o de outros países que estão se vacinando. A variante Delta provoca aumento de casos, mas não provoca na mesma proporção aumento de óbitos nem de internações”.

Os últimos dados disponíveis, referentes ao sequenciamento de casos do mês de julho, mostram que a variante Delta responde por 57,5% das infecções, enquanto a Gama, por 41,5%.