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Como tratar cicatrizes de acne

 

Por: Claudia Mastrange

A acne é um tipo de inflamação na pele que pode deixar cicatrizes e manchas. E deve ser tratada independentemente da idade do paciente, orientam especialistas. “Uma primeira dica sobre acne é: não se deve espremer, pois pode aumentar a inflamação e ainda deixar manchas e cicatrizes”, indica a dermatologista Mariana Corrêa. O problema tem tratamento.

“Produtos à base de ácido salicílico e ácido glicólico podem ajudar e devem ser prescritos por dermatologista. Ajudam a clarear a pele reduzindo manchas e controlam a oleosidade, fechando poros também. E previnem a formação da acne. Cremes, géis, sabonetes e antibióticos podem ser indicados. Além disso, peelings, lasers, dermoabrasão e preenchimentos cutâneos com ácido hialurônico podem melhorar muito o resultado do tratamento de manchas e cicatrizes de acne”, detalha Mariana Corrêa.

Já a dermatologista Luciana de Abreu, destaca a importância de procedimentos feitos em clínica dermatológica.

“Recomendo opções na forma de drug delivery associado a tecnologias ou os peelings, entre eles: vitamina C, ácido azelaico, ácido retinóico, ácido glicólico, ácido salicílico, hidroquinona, ácido kojico, entre outros. É comum associarmos o uso de tecnologias como Luz intensa pulsada e lasers, microagulhamento, principalmente quando as manchas de acne têm aspecto avermelhado e arroxeado”, explica.

Manter uma alimentação saudável é importante no processo de tratamento da acne. “Assim trabalhamos saúde e beleza da pele de dentro para fora”, diz Mariana Corrêa, que recomenda a ingestão de:

– uva por ser rica em resveratrol;
– frutas vermelhas que são ricas em antioxidantes
– tomate: antioxidante;
– aveia que é rica em silício e zinco, com ação antioxidante e de controle da oleosidade
– chia, rica em ferro e antioxidantes
– cúrcuma e gengibre: alimentos antinflamatórios que podem ajudar no controle da acne.

 

Já no quesito cuidados com a pele, a dermatologista Ana Paula Fucci dá seis dicas especiais para pele acneica:

1- “A pele acneica, normalmente oleosa, necessita ser higienizada duas vezes ao dia (no máximo 3 – para não ocorrer um efeito rebote, quando a pele aumenta a produção de sebo, de forma compensatória);”

2- “Usar sabonetes específicos, que podem ser líquidos ou em barra. Alguns contém ácido glicólico ou salicílico, potencializando a renovação cutânea;”

3- “Pode ser necessário o uso de loções antioleosidade, para ajudar no controle”;

4- “É importante associar tratamentos tópicos de acordo com a orientação médica – variam de acordo com o grau e gravidade da doença. Casos mais graves podem necessitar de associação com medicamentos de uso oral, como antibióticos ou derivados da vitamina A”;

5- “Recomendo o uso regular de filtro solar, em gel, loção sem óleo ou serum, apropriados para a pele oleosa ou acneica”;

6- “Limpeza de pele realizada por profissionais pode ajudar em alguns casos. Avalie com dermatologista, que saberá a real necessidade, pois em alguns casos pode haver uma piora”, conclui Ana Paula Fucci.

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Os pés também merecem cuidados

 

Dermatologistas orientam  como tratar calosidades e micoses e mantê-los bonitos e saudáveis

Por: Claudia Mastrange

Andar descalço pode ser motivo de constrangimento para algumas pessoas. Cuidados com os pés e unhas é sempre importante para a saúde e beleza. “Por vezes, andar descalço ou usar sandálias e chinelos bem abertos são situações que incomodam pela vergonha de mostrar os pés ou unhas. Porém, práticas baratas e simples de serem feitas em casa são suficientes para deixar os pés bem cuidados”, explica a dermatologista Regislaine Miquelin, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

A médica explica que pode ocorrer ressecamento da pele e calosidades. “Pele ressecada e calosidades acontecem pela falta de hidratação na área e as rachaduras nada mais são do que consequências desse processo, que ocorre com a pressão e o peso do corpo exercidos sobre os pés em atividades cotidianas, como uma simples caminhada”, destaca a médica.

Alguns outros hábitos devem ser observados para cuidar melhor dos pés.

“Além de não aplicar hidratantes regularmente, andar descalço ou com salto alto por longos períodos, usar muitos sapatos abertos, tomar banhos muito quentes e estar acima do peso são situações que tendem a estimular o ressecamento dos pés e, assim, o aparecimento de calos e rachaduras. Lixá-los em excesso também pode ser um vilão para quem deseja reverter essa situação, já que o corpo entende os efeitos da lixa como algo agressivo, estimulando uma produção mais intensa e espessa de pele para compensar o lixamento. Ou seja, gera exatamente o efeito contrário”, alerta a dermatologista.

Quando o problema é micose é fundamental buscar orientação médica e fazer todo o tratamento indicado. “A duplinha calor e umidade favorece o surgimento de micoses, que são infecções causadas por fungos. O excesso de transpiração e o contato frequente com a água (mar e piscina) favorecem a proliferação desses microorganismos”, explica a dermatologista Bomi Hong, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e médica com Especialização em Laser e Dermatologia Estética pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

 

Dra. Bomi dá sete dicas para prevenir a ocorrência de micose:

 

1- Utilizar chinelos na hora de tomar uma ducha;

2- Não compartilhar toalhas, chinelos, cortador de unhas já que micose é contagioso ;

3- Sempre mantenha os pés secos após entrar na piscina ou no mar – lembrar de secar entre os dedos ;

4- Prefira calçados abertos durante a estação mais quente do ano – se calçado fechado usar meia, de preferência de algodão para absorver a umidade;

5- Se seu pé transpira muito levar mais uma meia no trabalho e trocar no meio do dia;

6- Alternar o calçado (deixar ventilando o calçado do dia anterior);

7-  Usar secador no frio se necessário.

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Helainy Araujo | Saúde Capilar

Queda Capilar e Tratamento com Laser

A queda capilar é um dos maiores problemas que fazem lotar as clínicas dos dermatologistas e terapeutas capilares atualmente.

E essa preocupação faz todo sentido quando sabemos que adquirimos os folículos pilosos quando ainda somos um feto de 22 semanas, e não há formação de novos folículos ao longo da vida. O ciclo de vida do cabelo começa com o folículo vazio, em seguida passa pelas fases de crescimento, repouso e queda, retornando novamente ao folículo vazio. As fases acontecem simultaneamente e ao mesmo tempo, o que significa que neste exato momento você tem alguns fios crescendo e outros caindo.

A fase de crescimento dos fios (fase anágena) dura em média de 2 a 8 anos e o tempo de duração desta fase irá determinar o comprimento final dos cabelos. O repouso (fase catágena), dura em média de 2 a 3 semanas, nesta fase o fio deixa de crescer e a bainha (parte do folículo responsável por ejetar o fio para fora) começa a atrofiar. A fase de queda (fase telógena) compreende a atrofia do bulbo até o desprendimento do fio e dura em média 3 meses. De 9% a 19% dos fios encontram-se nesta fase.

Alterações na proporção de fios anágenos e telógenos levam a formação de alopecias. A alopecia mais comum é a alopecia androgenética (AAG), popularmente conhecida como calvície. Esta alopecia pode acometer homens e mulheres, sendo mais comum em homens. Geralmente a AAG tem início após a adolescência, costuma se agravar entre 18 a 30 anos e se estabilizar por volta dos 40 anos.

Atualmente os únicos medicamentos aprovados pelo FDA (Food and Drug Administration) como tratamento para AAG são o minoxidil e a finasterida. O Laser de baixa potência é o único dispositivo reconhecido pelo FDA para tratamento de AAG.

O laser de baixa potência (LBI) parece modular a liberação da enzima 5-α-redutase e favorecer a liberação de fator de crescimento endotelial vascular, os quais possuem importante papel no crescimento do folículo piloso. Além disso, o laser é capaz de aumentar a síntese de ATP celular, melhorar a oxigenação e a vasodilatação no couro cabeludo, o que pode fornecer excelentes resultados ao ser associado ao uso tópico de minoxidil.

A terapia com LBI vermelho para tratamento de alopecia androgenética pode ser realizada semanalmente, com doses aplicadas de forma específica e direcionada por dermatologistas e terapeutas capilares, que são os profissionais habilitados para realizarem este tipo de procedimento.

Os estudos realizados demonstram aumento na contagem total de fios em um período de 16 a 26 semanas de tratamento. Em alguns casos o LBI pode ser utilizado até 3 vezes por semana, sendo, sem dúvida, bastante eficaz no combate à calvície.

Helainy Araujo Devos

Consultora de produtos capilares

www.saudecapilar.vip

helainy.beleza@gmail.com