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Twitch contra um sindicato

Em algumas edições anteriores, mencionei um caso que ocorreu sobre a Twitch, que está abrindo uma categoria que não é bem apropriada para o publico geral dos jogos e esportes eletrônicos.

A Twitch é um serviço de streaming de vídeo ao vivo mais popular focado em jogos eletrônicos. Tudo começou em 2007,quando a plataforma ainda nem se chamava Twitch.tv, criada por Justin Kan e Emmett Shear. Fizeram a Justin.tv, tendo várias categorias divididas, o site acabou se tornando popular pelo destaque em sua categoria de jogos e não demorou muito para que esse gênero pudesse se desvincular da Justin e se tornar Twitch.tv.

Fim de julho, a Twitch anuncia a redução de preços no Brasil e em alguns outros países. Uma porcentagem bem acima da metade que poderíamos imaginar, foram 65% de redução, que antes custava R$23,99 passou a custar R$7,90.

Em nota, a empresa contou uma justificativa sobre os valores mais baixos, sendo possível que mais criadores lucrem com as inscrições e aumente o numero de subscribers. “Os preços de inscrição mais baixos estão ajudando criadores e espectadores a formar comunidades bombásticas”. A twitch também além de mencionar a redução, também disse que o valor que irá chegar nos streamers, não iria afetar nos primeiros meses após a mudança dos valores. Uma iniciativa para que os criadores de conteúdo não possam sair em algum prejuízo e possa se adaptar a nova formalidade.

Tiro no pé ou pro céu?

Como tudo na vida não é um jardim de lindas flores, as coisas não saíram muito bem como planejado, na prática. O preço diminuiu, ok! Olhando para esse lado, ficou muito mais acessível e a oportunidade de poder ajudar mais streamers ao mesmo tempo se tornou muito válida. Só que existe um repasse, imposto pelo qual esses R$7,90 passa. Por não ser uma plataforma brasileira, sua receita é totalmente em dólar, então além da conversão e os impostos retirados pelo mesmo, tem a porcentagem que vai para a plataforma. Quer dizer, tem uma média de 30% do valor apenas que vai para o streamer.

De R$7,90, convertendo para o atual valor em dólar, fica em média de $1,50, com todo o repasse de 30%. Sobra então para o streamer de 0,45 a 0,50 centavos em dólar.

Quem está por fora pode até achar que a pessoa está ganhando legal, por está recebendo e fazendo live jogando. Mas não é assim que banda toca. Hoje, a Twitch se tornou fonte de renda e trabalho para muitas pessoas. Não levando para conteúdo somente de um hobbie. Então, existem pessoas se dedicando todos os dias para conseguir conquistar essas pessoas que possam ajudar com o seu futuro na plataforma, e para quem está começando ou ainda não conseguiu atrair esse público ficou ainda mais difícil de poder receber mais da Twitch. Ainda na questão de nem tudo ser flores, a Twitch tem um limite para liberação da sua receita que são de $100 dólares. Então, dentro do mês, para o criador de conteúdo receber o seu salário da plataforma, teria que bater a meta de cem dólares. Então a maior solução da plataforma, talvez, não foi maior solução para boa parte dos streamers.

Grandes streamers da Twitch tiveram a ideia de fazer uma união e travar uma batalha contra a empresa, mas a ideia não é voltar ao preço normal que era antes e sim poder reavaliar os valores do repasse, que, no caso, faz toda a diferença no valor final para o streamer.

Jonathan Oliveira
Designer gráfico, fotógrafo e diagramador do Jornal DR1
jonathanoliveira@jornaldr1.com.br

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eSports: China X Jogos eletrônicos

A indústria dos jogos é a que mais cresce em todo o mundo. Ao decorrer de uma década para hoje em dia, é perceptível o nível em que os jogos estão evoluindo e uma prova que isso está realmente acontecendo e pretende só se aprimorar são os jogos em realidade virtual.

Com a evolução desses jogos eletrônicos e tecnologia junto a ela, também entra a parte em que as pessoas se tornam parte desses jogos, não levando para o lado competitivo, mas sim para o lado social. Uns vão chamar isso de vício e uns vão defender que o jogo faz parte da vida deles, e é exatamente esse problema que hoje entra na China.

Menores de 18 anos de idade no país agora só poderão jogar online por três horas na semana, sendo uma hora por dia: às sextas-feiras, sábados e domingos. A National Press and Publication Administration, que regula o mercado de videogames na China, foi checada por uma agencia de notícias estatal Xinhua, que apurou que essas atividades serão apenas entre os horários de 20h e 21h. Com um apelo para as empresas, instruiu que impeçam que os menores de 18 anos de idade joguem fora desse horário.

Essa nova regra começou a valer desde o primeiro dia de setembro. Antes, já existia uma restrição para os jogos online para os menores de idade, porém era para todos os dias da semana e por 90 minutos diários. Nos feriados eles poderiam se divertir durante três horas. O argumento da NPPA foi sobre a preocupação de longa data com o que o jogo excessivo pode causar na saúde dos jovens.

É bom bater na tecla e lembrar o que o esporte eletrônico está fazendo com a vida de diversas pessoas em todo o mundo. E se a gente olhar pelo lado da China, a indústria é muito limitada, tendo em vista que os profissionais conseguem se dedicar realmente somente no auge dos 18 anos de idade. Mas claro que isso não é uma desculpa para não ter pro players no cenário. Por exemplo, o Mundial de League of Legends de 2020 recebeu 4 times chineses como: JD gaming, Top Esports, Sunning e LGD Gaming, sendo a Sunning a única a chegar na final do campeonato. A equipe não conseguiu a vitória em cima da organização coreana a Dawmon Gaming, mas mostrou que o pais é forte e tem muitos talentos.

Valorant na China

A Riot Games, empresa responsável pelo League of Legends e Valorant, anunciou também no inicio de setembro que o game Valorant, será lançado em breve na da China, o processo foi registrado e o servidor no país poderá ficar disponível a qualquer instante. A empresa já até dedicou um site exclusivo para a China. Faltando mesmo somente a provação da National Press and Publication Administration.

Valorant é jogo de gênero FPS, muito parecido com o Counter-Strike só que com uma temática mais de ficção/fantasia.

Mesmo com essas restrições o esporte eletrônico da China não é fraco, então seria realmente uma forma de manter os jovens longe dos vícios eletrônicos e controlar mais a população para um caminho mais saudável. Me digam o que acharam da atitude da China?

Jonathan Oliveira
Designer gráfico, fotógrafo e diagramador do Jornal DR1
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Esporte eletrônico maior do que nunca

O que você acha de ter um estádio, uma área com grande estrutura só focada no mundo gamer? Sensacional, né!? A impressão é maravilhosa.

O Resort Costão do Santinho anunciou no dia 04 de agosto o HubCG, um espaço gamer localizado em Florianópolis, no estado de Santa Catarina. Está levantando uma área totalmente voltado para o público gamer, adicionando uma área para desenvolvimento e promoção de games, para jogadores e eventos de esporte eletrônico dentro dessa área.

O investimento para essa área no resort chegou a R$ 300 milhões para a construção do espaço. Com esse dinheiro aplicado, o espaço terá 10 metros quadrados.

A HubCG está com uma estimativa para 2026 de ter uma receita cujo capital seja de uma startup, em um projeto de trazer investimentos internacionais para o estado.

Além do espaço para o esporte eletrônico e trabalhos em conjuntos, a ideia do projeto é presumir a formação de profissionais, investimentos em empresas, que no caso poderíamos chamar de organizações, receber grandes competições e eventos de esportes eletrônicos.

Fernando Marcondes de Matos, o fundador do Costão do Santinho e investidor do projeto HubCG disse em nota: “Nosso objetivo é colocar Florianópolis no mapa dos games e transformar o HubCG em um pólo de referência para o setor em até cinco anos. Além disso, pretendemos liderar o pódio das organizações unicórnio no Brasil”.

O auge do esporte eletrônico

Como podemos ver, o investimento acontecendo em meio a uma evolução tanto no mercado de games quanto no esporte eletrônico, não dá para negar que isso foi potencializado em meio a pandemia por conta do distanciamento social. Sendo os jogos o meio de comunicação que traz o entretenimento entre as pessoas.

Essa iniciativa da HubCG pode ser proporcionar um avanço para o cenário, tendo mais visibilidade ainda e mais investidores entrando no meio. O mercado de times já está bem em alta, com grandes empresas do esporte tradicional entrando no ramo, como o Vasco, Botafogo, Flamengo, Santos, Cruzeiro, entre outras mais. Algumas dessas equipes não entraram em todos os jogos, mas, com toda essa evolução, pode ocorrer que alguns times, como São Paulo, abrangem outros games, não ficando apenas no PES.

Na parte das profissões, são outros negócios que tendem a aumentar, não só o coach e jogadores que crescem a cada dia, mas sim os principais responsáveis para acontecer toda a magia das partidas para a telinha, onde eu já retratei aqui os grandes narradores. Temos também os specs, que são os responsáveis por controlar as câmeras da partida, os apresentadores, a equipe técnica e tudo mais. O esporte eletrônico deixou de ser só um divertimento e virou uma profissão digna. É claro que existe ainda muito preconceito em relação a isso. O objetivo é se tornar reconhecido e entendido pela sociedade igual a um esporte tradicional.

Jonathan Oliveira
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Destaque como narrador do Rainbow Six, Alezudo fala da carreira e diz por que trocou advocacia pelo eSports

O quanto é importante a narração para você? Se parar para pensar, irá perceber que o comum é responder que a importância está sempre na emoção que os narradores trazem para um determinado jogo. Quem é que não conhece a energia estrondosa do Everaldo Marques ou a voz principal do nosso futebol brasileiro, a do grande Galvão Bueno?

No esporte eletrônico, isso não muda; tem as vozes principais e as de energia estrondosa. A emoção dos esportes, tanto dos tradicionais quanto dos eletrônicos, sempre veio dos narradores e comentaristas, ligando o público ao objetivo. Nos games, os leigos e os profissionais sempre irão sentir as informações e as emoções passadas por cada um desses casters.

Alezudo é um dos principais narradores da Ubisoft para o game Rainbow Six, dividindo o palco com o seu grande amigo Vitor “Intact” Janz, o comentarista. Para falar um pouquinho sobre a narração e sobre a vida do Alezudo, fomos atrás dele e fizemos uma entrevista exclusiva para o Jornal DR1.

Foto: Reprodução/Instagram

Alexandre Branco Pereira, melhor dizendo para o público, Alezudo. Tem 32 anos e mora na Capital de São Paulo. Formado em Direito, cresceu na Zona Norte de São Paulo, é advogado e desde então vinha trabalhando 100% em sua função. De 2015 até o começo de 2021 se dedicou a advocacia. Alezudo sempre foi muito ligado aos games. Começou a jogar aos 5 anos de idade, com sua categoria principal sendo os jogos de esporte. Em 2018 conheceu o Rainbow Six e, desde então, começou a jogar e nunca mais parou.

Vamos para a entrevista!

JDR1 – A narração se tornou uma das maiores potências no mundo do esporte eletrônico, sendo a peça essencial para todo entretenimento do público pro jogo. Como é ser um dos principais narradores do Rainbow Six Siege no Brasil?

Alezudo: É uma sensação muito boa. Eu não tinha essa pretensão, mas as coisas foram crescendo e acontecendo muito rápido. Hoje estar ao lado do Meligeni e do “Qep” como um dos casters do Siege é uma honra, e ter milhares de pessoas ao mesmo tempo te assistindo é uma responsabilidade grande, mas é algo que me move, me sinto muito bem! 

JDR1 – De onde veio o nome Alezudo?

Alezudo: É um apelido da época de escola, o porquê eu nem lembro! Mas meus amigos de infância ainda usavam pra me chamar, então acabei adotando!

JDR1 – Alezudo é um grande advogado e um enorme narrador. Para quem não sabe, ele divide a mesa com grandes casters do cenário de R6. Por que decidiu focar sua vida com a narração no esporte eletrônico e deixar a área da advocacia pra descanso?

Alezudo: A razão principal foi que eu queria experimentar algo novo, eu não era uma pessoa 100% feliz com o que eu vinha fazendo. Hoje minha rotina é muito mais leve, tenho um reconhecimento muito legal do público e sinto que me encontrei profissionalmente. Eu ainda advogo, mas em muito menor intensidade que antigamente.

JDR1– Ubisoft é uma das maiores empresas de games do mundo, tendo grandes nomes em jogos de série como: Assassin’s Creed, Far Cry, The Crew e etc. Como é a sensação de estar hoje nessa empresa e trabalhando para ela?

Alezudo: A Ubisoft é uma gigante do mercado, e estar lá significa que pessoas que tomam decisões muito importantes e são responsáveis pelos produtos da Ubisoft me escolheram para estar lá. É algo que eu levo muito a sério, sou muito grato pela oportunidade.

Foto: Reprodução/Instagram

JDR1 – No mundo do esporte em geral, tanto o tradicional quanto o eletrônico, quem são suas maiores inspirações? Destaque para a gente sobre um deles que fez ter maior parte das suas motivações.

Alezudo: Nos e-sports, Meligeni sempre foi o meu caster favorito, me inspira muito. No esporte tradicional, sou muito fã do Everaldo Marques, e tenho muitas referências estrangeiras como o Kevin Harlan e o Mike Breen.

JDR1– Qual é a diferença de narrar um esporte tradicional para o esporte eletrônico?

Alezudo: O esporte eletrônico é muito mais exigente, na minha opinião, porque muitas coisas acontecem ao mesmo tempo visando um objetivo em comum. É diferente do esporte tradicional. Por exemplo: no basquete ou no futebol você tem um ponto de interesse, que é a bola, e as interações com ela são os momentos mais interessantes. Você precisa estar ligado 100% do tempo em tudo que está acontecendo, especialmente posicionamentos, para poder antecipar um momento importante.

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Team One é a campeã do Six Mexico Major 2021

O Brasil mais uma vez é referência no Rainbow Six Siege, agora tendo no currículo o 2º evento principal da Ubisoft, o Six Major, realizado na Cidade do México. Dessa vez, o título ficou com os meninos de ouro, a Team One.

Atual campeão do Invitational, o Ninjas in Pyjamas enfrentou sua maior queda de todos os tempos, sendo eliminado logo na fase de grupos. Para um campeão do mundo, esse não era o desempenho esperado. Em seu grupo estavam Darkzero, DAMWON e a G2. Em uma melhor de dois, o time brasileiro teve apenas duas vitórias, porém por overtime sobre a Darkzero, e perdeu todos os demais confrontos.

Eu acredito na magia

Team Liquid e Furia passaram da fase de grupo sem problemas, mas, assim como o Ninjas, sofreram uma severa pressão. Com a Team One, não foi diferente. O grupo dos meninos de ouro teve Soniqs, BDS e Cyclops.

A Team One em seu desfalque perdeu todos os confrontos diretos, mas os brasileiros são os guerreiros que nunca desistem. Eles ainda tinham uma chance de passar da fase de grupo, caso vencessem todas as próximas partidas sem levar para o overtime.

Após a derrota no primeiro confronto contra a Cyclops, o Player Alemão postou no Twitter que havia tirado o bigode e, em uma brincadeira, a comunidade disse que era o bigode que estava enfraquecendo o time.

Depois da derrota contra a Cyclops, a Team One enfrentaria novamente todo as demais equipes do grupo. No jogo contra a BDS, os meninos de ouro se mostravam mais fortes e concentrados e conseguiram a primeira vitória do campeonato, por 7 a 5.

Foto: Ubisoft/Kirill Vision

Em seguida, a comunidade voltou a se unir, levantando a Hastag “EuAcreditoNaMagia”, para desejar forças e sorte ao time, conquistando o top 10 das trends do Twitter. Com ar de esperança para o 3º dia de confronto, a Team One teria ainda que vencer a Soniqs e a Cyclops. E, com bastante determinação, a equipe derrotou a Soniqs por 7 a 5. O confronto seguinte, novamente contra a Cyclops, definiria quem das duas equipes iria passar da fase de grupos.

Para a surpresa da comunidade, os brasileiros venceram a partida, mas, infelizmente, não foi o bastante para passar direto da fase de grupos.Mas calma, não acabou ainda. Pela primeira vez na história do R6, Cyclops e Team One conseguiram empatar em todos os aspectos de pontos: saldo de rounds, saldo de mapas e rounds vencidos. Assim, foram para o famoso e raro Tiebreak, uma terceira partida para definir quem avançaria às quartas de final. O mundo parou quando a Team One foi a vencedora do confronto.

Com as chaves definas para próxima etapa, o confronto foi contra Darkzero, com os meninos de ouro sendo os vencedores e, assim, avançando para a semifinal para enfrentar outro brasileiro, a grande Team Liquid. E, em um confronto acirrado, a Team One levou a melhor e foi para a final.

Do outro lado das semifinais, os times europeus BDS e Team Empire se confrontaram e quem saiu na melhor para encarar a Team One foi a Team Empire. No grande confronto, em uma Melhor de cinco, a Team One foi a campeã do Six Mexico Major 2021 por 3 a 2. O Brasil mais uma vez em festa, sendo referência mundial no Rainbow Six.

Atitudes polêmicas

Ainda na fase de grupos, as equipes Team One e Soniqs se estranharam. Apesar dos comuns trash talk, o jogador “Yetti” se mostrou bem desrespeitoso e acabou mandando o sinal do dedo do meio para os jogadores da Team One. Até o momento não  saiu nenhum veredito de punição, e o campeonato continuou da mesma forma.

Foto: Reprodução

A organização Soniqs Gaming, mesmo depois dessa atitude do jogador, publicou em seu Twitter mais uma farpa contra seu adversário. Como o Brasil é um país que seu povo tem muito orgulho nas horas do campeonato, foi o motivo de alimentar o combustível para os jogadores da Team One, o que acreditamos que deu forças também para serem os grandes campeões.

Logo após todo esse acontecimento entre os times, o jogador pediu desculpas pela as atitudes e mostrou respeito ao time da Team One.

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Rainbow é igual a Arco-íris

Com um mês bem movimentado, Rainbow Six Siege recebe grandes novidades e o ano 6 está sendo um ano muito representativo para a comunidade. Na primeira temporada do ano de 2021 recebemos Flores, primeiro operador do jogo a levantar bandeira homossexual. Ubisoft lançou em nota na história do personagem que o Flores era abertamente Gay. O operador se diz bastante reservado com o seu companheiro e possivelmente casado com ele.

A importância do Flores para a recepção da comunidade era inserir um personagem LGBTQIA+, aumentar mais a representatividade no jogo, já que é a primeira vez que é inserido no game um personagem abertamente gay.

Mas Flores não vai ficar sozinho nessa. A Ubisoft está prestes a lançar mais uma personagem para levantar essa representatividade e trazer mais diversidade para o jogo.

Atualmente na segunda temporada, durante o evento do Six Major do México, a empresa lançou a chegada da nova temporada do ano 6, denominada “Operação Crystal Guarda” Junto a ela será apresentada a Anjo “Osa” Ianković. Como citei, o Flores não estaria sozinho para essa representatividade. Osa chamou atenção da comunidade por se tratar da primeira operadora transgênero no jogo. Mais uma vez, suas confirmações estão dentro da história do personagem.

Escritor da empresa, Simon Ducharme contou sobre a decisão da inclusão da personagem trans. Consultores trans quiseram apresentar a Osa de uma forma mais autêntica e orgânica.

Tendo sua história escrita por uma pessoa queer e sua dublagem por uma mulher trans, Osa conta com uma identidade totalmente influenciada por seu gênero. Desde sua revelação, não teve nenhuma menção sobre ela ser uma mulher trans. Tudo se encontra dentro de sua lore no jogo.

Osa, de origem croata, é engenheira militar, especialista em robótica e formada em eletromecânica, será uma atacante na operação Rainbow Six, tendo sua especialidade um escudo transparente que pode se prender em superfícies e armações.

Foto: Reprodução/Ubisoft

Diversidade dentro dos jogos

É importante uma empresa como a Ubisoft trazer esse reconhecimento para dentro do game. Isso certamente traz um público com quem se identifique-se e se torne um ambiente mais confortável. O esporte eletrônico também demonstra uma certa toxicidade sobre esse assunto, justamente por conta do preconceito e a discriminação com relação à comunidade LGBTQIA+. A representatividade é a saída para que o ambiente entre em uma diversidade e possa diminuir o preconceito, acolhendo cada vez mais o público.

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Six Mexico Major 2021

Six Major é um dos maiores campeonatos do mundo, claro depois do Invitational. Para os fãs de FPS, Major é um nome comum, pois a galera que acompanha o CSGO sabe o peso que esse título pode trazer. Como dito antes, Six Major é o segundo campeonato mais importante dos torneios de R6. É um campeonato mundial, porém existem polêmicas sobre o assunto sobre ser ou não ser considerado campeonato mundial. A gente deixa esse assunto para um futuro.

O primeiro Six Major foi em 2018, em Paris, na França. Desde essa época, o campeonato contava com quatro times brasileiros como: Faze Clan, Immortals, Liquid e Ninjas in Pyjamas. Com baixa performance no campeonato, somente a Ninjas in Pyjamas conseguiu passar da fase de grupos e sendo eliminados no primeiro jogo dos Playoffs.

Em 2019, tivemos o Six Major em Raleigh, nos Estados Unidos, e, dessa vez, contamos com apenas três elencos brasileiros no torneio: Faze Clan, MIBR (antiga Immortals) e Ninjas in Pyjamas. Novamente, os brasileiros não se destacaram, tendo apenas a Faze Clan passando da fase grupos e sendo eliminados nas quartas de finais.

Em 2020, tivemos um ano tenso de pandemia, então o Six Major foi cancelado. Mesmo que fosse possível fazer o campeonato online, infelizmente a latência das internets não são muito favoráveis para o time, que não está jogando localmente.

Se o campeonato fosse na América do Norte, os brasileiros, europeus e asiáticos iriam sofrer com a latência alta e os nortes americanos tendo a vantagem da rapidez da internet. Não seria justo. Mas, no final das contas, o Major de 2020 não foi 100% cancelado. Fizeram o Major Regional no ano. Cada respectiva região teve duas edições. No Major Brazil, contamos com um formato diferente, tendo apenas quatro equipes que se destacaram durante o Brasileirão do respectivo ano. Foram eles os times: Faze Clan, Ninjas in Pyjamas, Liquid e Team One sendo Ninjas in Pyjamas, a campeã da primeira edição. Na segunda edição, quem foi a campeã foi a Liquid. A Faze não conseguiu se classificar para esse Major Brazil, ficando no lugar dela a MIBR (antiga Immortals).

Vamos de tacos e burritos

De volta aos eventos presenciais, Six Major de 2021 será na Cidade do México, voltando ao formato antigo contando com 16 times, entre eles quatro equipes brasileiras. São elas: Liquid, Furia, Ninjas in Pyjamas e Team One. Os brasileiros, como sempre, são os destaques do evento, sendo 25% do torneio contando com 20 jogadores brasileiros.

Infelizmente, a comunidade recebeu uma triste notícia sobre uma organização. A equipe Knights, que representaria a região APAC (Ásia-Pacífico) da Austrália, não poderá participar da primeira edição do Six Major 2021. Por motivos de protocolos do país residente, a equipe não foi autorizada fazer a viagem para o México, sendo assim 15 equipes estarão no país.

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SePz: O cara da comunidade R6

O esports tomou conta das redes sociais por meio de páginas, tanto para anunciar um campeonato ou alguma novidade sobre o seu jogo favorito. E por trás dessas paginas existem os sociais medias e seus comandantes. Pedro “SePz” Nascimento, o gerente de comunidade do Rainbow Six Siege na Ubisoft.

“SepZ” tem 20 anos. Ele nasceu em Barueri, São Paulo, e está terminando a graduação em marketing pela Unip. Desde novo, começou a vida nos games. Seu pai o colocava para jogar alguns jogos como Resident Evil e futebol, isso desde os seus primeiros anos de vida.

Com o passar dos anos, foi se apaixonando cada vez mais e mais pelos games. Sempre demonstrou ser fã dos jogos do gênero FPS e, principalmente, jogos de futebol, mas foi nisso que conheceu o Rainbow Six, onde começou a ter um crescimento como pessoa e por meio do qual conheceu a maioria de seus amigos. É também pelo Rainbow Six onde ele se sustenta.

Eu fiz algumas perguntas interessantes para o SePz, para podermos conhecer ele mais um pouco.

1 – Por que você escolheu trabalhar com o esports?

R: Porque era relacionado a jogos e depois que eu conheci o Rainbow Six e o esports eu me apaixonei e comecei a me interessar cada vez mais. Eu sempre joguei futebol e sempre competi no futebol, e por eu ser uma pessoa competitiva eu escolhi um outro caminho para sentir a adrenalina dos esportes.

2 – Ubisoft é uma das maiores instituições de games do mundo, tendo diversos jogos renomados, qual é a sensação de trabalhar nessa grande empresa?

R: As vezes eu sinto que a ficha ainda não caiu, comecei nos esports com a vontade e sonho de trabalhar com o Rainbow Six, porque era o jogo que me fez gostar de esports e é o jogo que me colocou nesse meio. Eu estar dentro da Ubisoft e trabalhando com o jogo que eu amo e com a comunidade que eu vi crescer é muito mágico. Espero poder fazer parte disso por anos e ajudar cada vez mais o jogo!

3 – Rainbow Six Siege é um shooter que tem nível de competição mundial, você gerenciando uma página principal do brasil, como você busca suas inspirações?

R: Busco inspirações nos esportes tradicionais, como por exemplo na comunicação de alguns times do futebol (EX: Palmeiras, Gremio, Internacional, São Paulo). E busco inspiração em outras organizações dos esports e outras empresas que fazem campeonatos dos mais diversos jogos.

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eSports: Viva o Grand Chase

Grand Chase, um jogo desenvolvido pela empresa sul-coreana KOG’ Studios, é um game on-line de plataforma. Com uma história focada em aventura, o jogo conta com vários protagonistas, com as principais e gratuitas: Elesis, Lire e Arme. Grand Chase mesmo sendo originalmente lançado na Korea do Sul, teve o maior público formado por brasileiros.

É impossível não se falar de nostalgia e o gostinho da infância no mundo gamer sem falar de Grand Chase. O jogo chegou no Brasil em 2006, distribuída ao público pela Level Up Games, uma das maiores distribuidoras de jogos online do Brasil.

Logo de cara, teve uma recepção incrível. Após a chegada do jogo, Sucrilhos e a Level Up fizeram uma parceria no qual ofereciam de brinde um CD com diversos jogos. Com certeza, foi um dos fatores que levaram muitas crianças e adultos a ter contato pela primeira vez com o Grand Chase.

Não só a parceria com o Sucrilhos, mas a Level Up Games também produzia revistas com principais informações sobre os jogos e futuros planos para eles, além também de receber códigos para resgatar em diversos jogos.

Long Love the Chase

Talvez o evento mais emocionante que rolou no Brasil, a mensagem que todos receberam e fez todo o mundo parar sobre o encerramento oficial dos servidores oficiais do Grand Chase. O jogo não teria mais atualização, não teria mais novidades e, por fim, iria fechar.

A distribuidora fez um evento de despedida, chamado LongLS2veTheChase, uma reunião de todos os envolvidos e fãs do game para a última homenagem.

O retorno

Dia 30 de junho de 2021, foi anunciado pela KOG que o game seria relançado pela plataforma Steam, com direito a beta fechado. O jogo estava previsto para ser lançado somente em agosto, mas acredito que o hype atingiu tanto a empresa que eles decidiram adiantar. E então, às 23h45 do dia 27 de julho, os servidores foram abertos para todo o mundo, com o veredito então de que o jogo finalmente retornou. Em duas horas, os servidores do jogo ficaram completamente lotados e a empresa foi obrigada a abrir uma manutenção para aguentar o número de jogadores acessando o jogo.

O jogo retorna para um novo triunfo, com o peso nas costas de ser um dos melhores jogos do gênero, trazendo a nostalgia e abraçando novos jogadores. Pode se dizer que o jogo será mais uma vez um sucesso. Com o crescimento do esports no planeta, pode se dizer que não demorará muito para o Grand Chase se tornar um dos principais eventos de esporte eletrônico.

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Narradora de Rainbow Six Siege, Sunshine fala do trabalho e relembra início: “Estava muito nervosa, mas muito feliz”

Por Jonathan de Oliveira (Colaborador Esports)

Sabia que a narração nunca foi exclusiva dos esportes tradicionais, mas também no esporte eletrônico? Para poder ficar mais próximo desse cenário, o Jornal DR1 teve o prazer de entrevistar Mohana da Silva Lopes, também conhecida como SunshineM18, uma das narradoras de esports.

Ela tem 20 anos, mora na Região dos Lagos, em Cabo Frio, e concilia o trabalho como narradora com o curso de Direito.

Sunshine tem sua passagem resumida no jogo Rainbow Six Siege, pois nunca foi muito próxima dos outros jogos eletrônicos, por justamente não conhecer muito bem esse cenário.

No 3º ano do Ensino Médio, para se afastar um pouco da pressão do vestibular, começou jogando por diversão o game PUBG Móbile. Logo no ano seguinte, conheceu o Rainbow Six, jogo competitivo da Ubisoft. Por estar apaixonada pelo game, outros jogos não chamaram a sua atenção. Confira a entrevista.

JDR1 – Como você conheceu o Rainbow Six Siege?

Sunshine – Após a formatura do Ensino Médio, voltei a falar com um menino com quem tinha estudado no 7° ano e não o via a tempos. Hoje, ele é meu namorado e, na época, quando eu o chamei pra jogar PUBG, ele disse que tinha um jogo que possivelmente eu iria gostar. Ele jogava no Xbox com os amigos e começou a fazer lives para eu assistir, já que não tinha a mesma plataforma que ele e não tinha como jogar junto. No início, como estava acostumada com o PUBG, não me interessei muito pois era tudo diferente. Até que um dia, o notebook que eu tinha não ligou mais, e eu precisava de um novo pois pretendia fazer o vestibular e estudar on-line. Comprei um novo que era acima do meu antigo: I3 de 6 geração, placa integrada Intel graphics 520, 4GB de ram e 500HD. Meu namorado então teve a ideia de me emprestar a conta do amigo dele pra eu baixar o jogo e ver se rodava em meu notebook. Feito tudo, cheguei a no máximo 35 FPS, o que já tinha ajudado demais, e conseguindo jogar um pouco melhor, comecei a me apaixonar por esse jogo.

JDR1 – Qual foi a sua motivação para começar a narrar os jogos de Rainbow Six Siege?

Sunshine – Em Maio de 2019, iniciei jogando o R6. Em setembro, eu, ele [o namorado] e uns amigos que fizemos nas rankeadas resolvemos criar uma tag, só para usarmos de brincadeira em nossos nicks como se fossemos um time. Um tempo depois, todo mundo estava começando a gostar da ideia de talvez montar um time e treinar táticas para poder competir no amador. E lá fui eu tentar ser player de Rainbow Six. Contudo, quando fui jogar algumas GO4, campeonato da Ubisoft semelhante à Liga Six de hoje, acabei sofrendo muito com a falta de carregamento dos operadores dentro da fase de escolha. Com isso, resolvi não jogar mais com foco competitivo. Então, um time de amigos, inclusive o do meu namorado, participou de campeonato amador gratuito no qual fiz a transmissão na Twitch, em abril de 2020, e foi aí que tudo começou. De brincadeira, eles pediram para que eu narrasse. No fim acabei gostando. Comecei a narrar campeonatos amadores e recebi diversas oportunidades de camps pequenos que me ajudaram a adquirir experiência. A narração foi uma luz no fim do túnel. O quanto eu tinha gostado desse jogo era surreal e, como eu não poderia tentar jogar profissionalmente, a narração se tornou a minha paixão e também um meio de eu continuar interagindo com o R6.

JDR1 – Na narração, quem são suas maiores inspirações?

Sunshine – Meligeni e Vic Rodrigues. Acabei pegando um carinho muito forte pelo Meli por causa da sua vibração, sua energia, a emoção que ele sente ele transmite, como chorar torcendo pelo Brasil dentro da narração, é uma coisa muito linda de se ver. A Vic me inspira muito por ter um trabalho surpreendente e ser uma mulher dentro dos grupos de Casters no R6, o que é muito raro de se ver. Eu mesma, com 2 anos de Rainbow Six, pelo o que me recordo, só conheço ela e uma outra menina que passou apenas por algum tempo, mas logo saiu também. Então ter ela dentro disso tudo me trás um carinho enorme e uma inspiração a continuar.

JDR1 – Recentemente você fez participação do Gamers Without Borders, um dos principais campeonatos de esports beneficentes do mundo, onde o prêmio final é diretamente enviado para uma instituição de caridade. Qual é a sensação e a experiência de ter narrado jogos de R6 em nível Tier 1?

Sunshine – Estava muito nervosa, mas muito feliz ao mesmo tempo. Eu já fiz centenas de lives narrando e transmitindo jogos de muitos campeonatos, mas narrar times Tier era um patamar muito distante que eu nunca havia alcançado e muito menos saberia que ia ter contato tão cedo. Com tudo isso, os 2 primeiros dias foram de total nervosismo. Contudo, isso foi muito importante pra mim, eu adquiri experiência, e nos 2 dias consecutivos, consegui demonstrar um pouco mais do que eu tenho, ao lado pessoas maravilhosas ainda por cima, narradores excelentes que tive o prazer de conviver. Foi tudo incrível e eu só tenho a agradecer. Tenho muito o que aprender ainda, mas não vejo a hora de ter mais uma vez a honra de narrar as jogadas de todos do Tier 1.