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Vila Olímpica de Tóquio pode virar hospital

Com os Jogos Olímpicos adiados para 2021, a Vila dos Atletas pode ceder suas estruturas para ajudar na luta contra o coronavírus. Segundo a agência de notícias AP, a governadora de Tóquio Yuriko Koike pensa em transformar o conjunto em um hospital para receber pacientes infectados pelo novo Covid-19.

“A Vila dos Atletas é uma das opções. Mas a Vila ainda não está concluída. Estamos falando sobre lugares disponíveis hoje ou amanhã e checando as possibilidades uma a uma”, declarou a governadora.

Apresentando 5.600 apartamentos divididos em 24 prédios, o complexo receberia 11.000 atletas na Olimpíada e 4.400 na Paralimpíada, além dos membros das equipes de suporte, como técnicos, médicos, fisioterapeutas e preparadores físicos.

A ideia de Koike acontece por conta do avanço do coronavírus em Tóquio. A cidade conta com a maior parte dos casos no Japão, que registrava em 3 de abril mais de três mil casos e 74 mortes.

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Mix: Olimpíadas, solidariedade, Ronaldinho Gaúcho e Roland Garros

Por Sandro Barros

Mais perguntas sobre as Olimpíadas

O adiamento dos Jogos Olímpicos era necessário e até demorou a acontecer. Agora, o Comitê Olímpico Internacional (COI) tem outro grande problema para resolver. Com a mudança do evento para 2021, confederações e atletas ficaram com muitas perguntas que precisam ser respondidas e delas depende a preparação até que aconteça a competição. Por exemplo, além da própria data, existirão novos critérios para classificação? Com a palavra, o COI.

Exemplos de solidariedade dos clubes

O Covid-19 trouxe para o futebol brasileiro o resgate da função social de muitos clubes. São Paulo, Athletico-PR e Bahia, por exemplo, abriram suas estruturas a órgãos públicos que necessitem de espaço para atendimento a pacientes. Vasco e Botafogo também abriram seus estádios para receber vítimas. Torcemos para que essa relação solidária perdure quando a epidemia passar, aumentando ainda mais a paixão popular.

Solidariedade também no futebol inglês

Os jogadores e comissão técnica do inglês Leeds United decidiram adiar o recebimento de seus respectivos salários para garantir que os funcionários do clube sejam pagos integralmente durante a paralisação do futebol mundial causada pelo coronavírus. Em comunicado oficial, a equipe esclareceu que a iniciativa partiu do próprio elenco e que foi liderada pelos atletas mais experientes. A nota ainda afirma que clube tem 272 funcionários a serem remunerados.

Ronaldinho Gaúcho fora das manchetes

O caso de Ronaldinho Gaúcho, o presidiário mais famoso do Paraguai, deixou de ocupar as primeiras páginas do país. A pandemia do coronavírus, que deixou a população confinada em suas casas, tomou todas as manchetes dos jornais. Ronaldinho e o seu irmão Assis estão detidos desde 4 de março, depois de terem sido acusados de usar documentos falsos ao entrar no país. A prisão preventiva pode durar até seis meses.

Torneio de Roland Garros é adiado

Em decorrência da pandemia do coronavírus, o torneio de tênis de Roland Garros, o segundo ‘grand slam’ da temporada, foi adiado para o dia 20 de setembro. A decisão da Federação Francesa de Tênis foi tomada em 17 de março. A entidade informou que a mudança de data foi feita pensando no interesse de jogadores, mas alguns reclamaram sobre a falta de informação prévia. A antiga previsão era de iniciar o torneio no dia 18 de maio.

Fotos: Reproduções

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Jogos Olímpicos de Tóquio começarão em 23 de julho de 2021

Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, que foram adiados devido à crise provocada pela pandemia de coronavírus, começarão em 23 de julho de 2021, anunciou nesta segunda-feira (30/3) o comitê organizador.

“Os Jogos Olímpicos serão disputados entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021, enquanto que os Jogos Paralímpicos irão de 24 de agosto a 5 de setembro”, afirmou o presidente do Comitê Organizador Local de Tóquio-2020, Yoshiro Mori, em coletiva de imprensa.

Poucas horas antes do anúncio, Mori havia comentado que uma decisão sobre as novas datas do evento por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI) era esperada para esta semana. A decisão foi tomada menos de uma semana depois do anúncio do adiamento histórico por parte do comitê organizador e do COI, após a intensa pressão dos atletas e federações esportivas.

Nesta semana de incertezas, surgiram especulações de que os organizadores japoneses poderiam aproveitar o adiamento para iniciar os Jogos na primavera japonesa (março-junho), evitando assim a canícula do verão de Tóquio, uma das principais preocupações antes do surgimento do novo coronavírus.

Devido ao calor, a maratona havia sido transferida para Sapporo, uma cidade situada 800 km ao norte de Tóquio e onde as temperaturas costumam ser mais amenas no verão.

O adiamento colocou diante dos organizadores um desafio sem precedentes para reagendar o evento. O diretor-geral do Comitê Organizador Local, Toshiro Muto, admitiu que os custos adicionais serão “maciços”.

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Tetracampeão defende suspensão dos Jogos e critica COI: ‘surdos’

Tetracampeão olímpico de remo, o britânico Matthew Pinsent pediu a suspensão dos Jogos de Tóquio 2020, no Japão, em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19). Em entrevista à agência Reuters nesta quinta-feira (19), o ex-atleta de 49 anos disse que há “coisas maiores” a se preocupar no mundo e criticou o discurso do Comitê Olímpico Internacional (COI), que tem mantido a realização do evento na data prevista inicialmente (24 de julho a 9 de agosto).

“Temos outras prioridades e acho que a Olimpíada deveria ser a última delas. Devemos adiá-la ou simplesmente cancelá-la por agora e pensar em remarcá-la para outro momento. Em muitos países europeus, assim como asiáticos, o esporte parou de forma significativa. Não há como um atleta olímpico treinar eficientemente, não só em modalidades individuais, mas também coletivas. Considero injusto para o movimento olímpico dizer que vamos seguir em frente, que os Jogos ocorrerão normalmente e que estamos comprometidos com o evento em julho quando há duas forças, ‘estar na Olimpíada’ e ‘todo o resto’, puxando o atleta em sentidos distintos, provocando uma enorme tensão”, declarou.

Pinsent esteve em uma videoconferência do COI com atletas e ex-esportistas na última quarta (18). O britânico, medalhista de ouro no remo em quatro edições consecutivas da Olimpíada (1992 a 2004), disse que o comitê e seu presidente, Thomas Bach, estão agindo como “surdos” às demandas dos competidores em meio à pandemia.

“A decisão de restabelecer [os Jogos], seja no fim do ano, no próximo ou daqui dois, quatro anos, não precisa ser tomada agora, pode esperar. O ideal é você avisar com antecedência que a Olimpíada não acontecerá conforme planejado, que em julho a situação será reavaliada e, então, será anunciado o que ocorrerá. Para ser honesto, é como a maioria dos esportes lidou com isso [pandemia do novo coronavírus]”, concluiu.

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Olimpíadas no Japão podem ficar para o fim do ano devido ao Covid-19

Por Sandro Barros

Os Jogos Olímpicos de Tóquio podem ser adiados para o fim de 2020, com o intuito de barrar a propagação do Covid-19, que infectou 274 pessoas e matou seis no Japão, até o momento em que essa matéria era escrita.

Segundo a ministra das Olimpíadas e ex-patinadora, Seiko Hashimoto, em declaração feita no dia 3 de março, os Jogos não devem ser cancelados, mas podem sofrer alteração nas datas. “O COI [Comitê Olímpico Internacional] tem o direito de cancelar os jogos somente se eles não ocorrerem dentro de 2020. Isso pode ser interpretado como a possibilidade dos Jogos serem adiados, contanto que sejam realizados durante esse ano”, comentou.

Hashimoto ainda fez questão de salientar que o governo japonês está dando a devida atenção e fazendo de tudo para que as Olimpíadas ocorram dentro do planejado, entre 24 de julho e 9 de agosto. “As preparações para os jogos Olímpicos de Tóquio estão continuando, com o objetivo de termos uma edição de sucesso dos Jogos neste verão em Tóquio. Estamos fazendo o máximo de esforços para que não tenhamos de encarar essa situação de adiamento”, finalizou.

Situação imprevisível

A organização dos Jogos de Tóquio está apostando que a ciência encontrará um jeito de eliminar a doença ou de fazê-la controlável. Isso é fundamental para que o COI anuncie até o final de maio a decisão sobre o evento. Inicialmente, Dick Pound, membro mais antigo da entidade, chegou a dizer que, caso o vírus continuasse a se propagar, os Jogos corriam até mesmo risco de serem cancelados.

As recentes declarações do COI são feitas para acalmar os ânimos, é claro. Buscam trazer otimismo e tranquilizar atletas, torcedores e investidores. Mas o vírus está aqui e em toda parte do mundo. Toda essa situação torna imprevisível o evento. Se acontecerem nos meses de junho e agosto, poderão sofrer com o desfalque de nomes importantes. Se os Jogos forem adiados, prejudicará a preparação traçada por treinadores de atletas.

O tempo dirá sobre os Jogos do Japão, inclusive se eles receberão um grande número de turistas, fato comum em Olimpíadas. Sabemos que o novo coronavírus assusta e atletas e equipes do Brasil já desistiram de realizar treinamentos no exterior. Vale lembrar que o Japão está muito próximo da China – onde a doença começou – e é um dos países que mais sofre com a epidemia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).