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Mais da metade dos médicos se diz esgotado após dois anos de pandemia

Mais da metade dos médicos (57%) se queixam de deficiências que dificultam o tratamento dispensado aos pacientes com covid-19, colocando em risco a própria integridade dos entrevistados. O resultado faz parte de uma pesquisa feita pelas associações Médica Brasileira (AMB) e Paulista de Medicina (APM) com médicos de todo o país.

Entre os entrevistados, 45% responderam que faltam profissionais de saúde para atender aos pacientes com covid-19 nas unidades onde trabalham. O resultado é superior aos 32,5% registrados em fevereiro do ano passado. Também houve quem se queixasse da falta de máscaras, luvas, aventais, medicamentos e até de leitos de internação em unidades regulares ou em unidades de terapia intensiva (UTIs).

Mais metade dos médicos (51%) disse que estão esgotados ou apreensivos frente ao aumento do número de casos, decorrentes da disseminação da variante Ômicron – cujas subvariantes são mais infecciosas, segundo os especialistas.

Falando não só de si, mas também de colegas, a maioria dos entrevistados disse haver, em seu ambiente de trabalho, profissionais com claros sintomas de estarem sobrecarregados (64%) e/ou estressados (62%); ansiosos (57%); próximos à exaustão física ou emocional (56%) ou com algum distúrbio relacionado ao sono, como dificuldades para dormir (39%).

O levantamento, cujos resultados foram divulgados hoje (3), ouviu 3517 médicos que trabalham tanto em estabelecimentos particulares como em unidades públicas de saúde, entre os dias 21 e 31 de janeiro.

Entre os profissionais de saúde ouvidos, 96% afirmaram que o número de casos da doença tinha aumentado em comparação ao último trimestre de 2021, mas seis em cada dez (59,5%) deles disseram não observar uma tendência de alta no número de mortes.

Há pelo menos seis semanas que o número de mortes pela doença vem aumentando no país. Ontem (2), o Ministério da Saúde contabilizou 893 óbitos em 24 horas, elevando para 628.960 o número de pessoas que já perderam a vida para a doença. A pasta também confirmou mais 172.903 novos casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

O avanço da nova onda da covid-19 por todo o país pode ser constatado na própria pesquisa das entidades médicas: 87% dos entrevistados relataram que eles mesmos, ou colegas de trabalho próximos, receberam diagnóstico positivo para a doença nos últimos dois meses. Ainda assim, 81% deles dizem que a ocupação das Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) ainda era menor que nos momentos mais críticos de 2021.

A ampla maioria (75%) dos entrevistados destacou como positiva a forma como vem sendo executado o Plano Nacional de Operacionalização de Vacinação contra a covid-19.

Até ontem à noite, ao menos 164 milhões de brasileiros já tinham recebido pelo menos uma dose do imunizante contra a doença. Já os brasileiros que receberam duas doses (ou a dose única, no caso da vacina Janssen) totalizam 151,2 milhões. A dose de reforço já foi aplicada em 37 milhões de brasileiros.

Apesar disso, 72% dos médicos ouvidos disseram reprovar a atuação do Ministério da Saúde: 34,4% deles consideram que a gestão ministerial da crise é péssima; 16,6% a consideram ruim e 21%, regular. Todavia, há 18,9% de profissionais que a julgam boa e 6,3% que a avaliam como ótima.

A avaliação da postura das secretarias estaduais de Saúde é um pouco melhor: no geral, 52,6% dos médicos entrevistados aprovam a gestão dos seus estados.

“Do ponto de vista da estratégia, de informações, o ministério deixa muito a desejar. E, certamente, onde a falha é maior, é nas recomendações”, declarou o presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes de Amaral.

Segundo ele, enquanto 65% dos entrevistados disseram buscar referências para o tratamento de pacientes junto às associações e sociedades médicas, apenas 14,6% responderam consultar os documentos produzidos pelo Ministério da Saúde. “Passados dois anos do início da pandemia, o ministério ainda não é capaz de nos oferecer recomendações consistentes. Há um desencontro de informações”.

Para o presidente da Associação Médica Brasileira, César Eduardo Fernandes, o ministério envia sinais conflitantes à população, chegando mesmo a colocar em dúvida a segurança das vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e distribuídas pela pasta.

Assim como Fernandes, 68,7% dos médicos que responderam à pesquisa reprovaram o trabalho de orientação à população sobre a importância da vacinação.

“Parece-me uma dubiedade. Fala uma coisa em um momento, e outra em outro momento. Um exemplo foi a vacinação infantil, postergada através de uma consulta pública desnecessária para, no fim, o próprio ministro comemorar a chegada dos imunizantes”, disse Fernandes.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde para que comentasse os resultados da pesquisa, mas não recebeu nenhuma manifestação até a publicação da reportagem.

Para as entidades médicas, apesar de a polarização política ter contaminado o debate em torno das estratégias de enfrentamento à covid-19, a população vem demonstrando ser amplamente favorável à vacinação.

Entre os médicos entrevistados, 81% disseram que a maioria dos pacientes atendidos nas unidades em que trabalham já tomou ao menos duas doses dos imunizantes. Apenas 0,2% dos 3.072 profissionais que responderam a esta pergunta afirmaram ter contato com pessoas que se negam a ser vacinados.

Além disso, 71% disseram acreditar que a maioria dos pais ou responsáveis levará as crianças sob sua responsabilidade para tomar a vacina. Contra 12% que acreditam que os adultos não farão isso por diversas razões – quase o mesmo percentual (13,7%) de entrevistados que disseram não crer que a divulgação de fake news e/ou de informações sem comprovação científica afete o enfrentamento à pandemia.

A pesquisa mostra ainda que sete em cada dez médicos, ou quase 71% dos entrevistados, confirmaram que tem atendido pacientes com sequelas pós-covid, tais como dor de cabeça incessante, fadiga ou dores no corpo (50%); perda do olfato ou do paladar (39%); problemas cardíacos e trombose (23%), entre outras.

Além disso, metade dos profissionais disse conhecer quem deixou de buscar atendimento para outras doenças devido ao medo de serem infectados pelo novo coronavírus e, com isso, tiveram seus quadros clínicos agravados. Especialmente pacientes com câncer, diabetes, doenças cardíacas e hipertensão.

 

Agência Brasil

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Médicos alertam para alta incidência de pedras nos rins no verão

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta para o aumento de casos de pedras nos rins em até 30% durante o verão, já que há o aumento da transpiração e, em alguns casos, sem a hidratação adequada para supri-la. Além disso, a entidade aponta maior risco de cistite, uma infecção na bexiga, também nessa época.

Para prevenir a incidência das pedras nos rins, a SBU afirma que é preciso adotar alguns hábitos, como aumentar o consumo de água, diminuir o sal da comida, fazer atividade física e comer menos carne vermelha. Aumentar a ingestão de sucos cítricos também é uma forma de proteger o corpo da formação de cálculos renais, apontou a SBU.

“Estima-se que 1 em cada 10 pessoas, no Brasil, sofra de cálculo renal e, geralmente, acomete jovens entre os 20 a 35 anos, sendo mais frequente em homens. Cerca da metade destas pessoas terão um novo episódio de cálculo ao longo dos 10 anos”, informou a entidade.

Outro alerta da sociedade médica é relacionado à negligência ou tratamento inadequado, o que pode evoluir para deterioração dos rins, redução em sua função e até casos de nefrectomias – retirada do órgão – decorrentes de obstrução devido à presença da pedra ou a infecções renais associadas aos cálculos.

Já em relação à cistite, que também é favorecida pelo calor e a umidade típicos do verão, costuma causar sensação de bexiga cheia, urgência para urinar e ardência no canal uretral.

Hábitos que podem ajudar a prevenir tal condição incluem evitar ficar longos períodos sem urinar; tomar líquidos em quantidades apropriadas; combater a constipação intestinal; fazer a adequada higiene íntima; praticar exercícios físicos; e evitar ficar com roupa de banho molhada por longos períodos.

 

 

Agência Brasil

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Primeiro aplicativo exclusivo para UTI é desenvolvido por médica brasileira da linha de frente do Coronavírus

Disponível para IOS e Android, o Roundover (Na tradução livre – Ronda completa), vem como super ferramenta para transformar a performance das UTIs brasileiras.

O Brasil iniciou 2021 com nove capitais registrando mais de 80% de UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) ocupadas. Este último dado foi divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Só em São Paulo, a ocupação de Unidades Intensivas ultrapassa 71%, segundo o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp). ” É fato que essa super ocupação das UTIs tem como grande responsável, a Covid-19. Por isso, mais do que nunca, faz-se necessário aperfeiçoar a gestão e a performance das unidades de terapia intensiva e das equipes envolvidas no cuidado do paciente crítico.”, evidencia a Doutora Clarice Costa, especialista em medicina intensiva pela Sociedade Brasileira de Medicina Intensiva.

Além de pós-graduada em Neurointensivismo, Mestre em Ciências Médicas, ECMO specialist e várias qualificações na área médica, Clarice Costa atuou na linha de frente do Hospital de Campanha Lagoa – Barra, no Rio de Janeiro, como Médica Intensivista e Coordenadora e atua como Médica Intensivista em mais dois hospitais do Rio de Janeiro. A criação do aplicativo Roundover veio da necessidade de aperfeiçoar a visita multidisciplinar e a passagem de plantão em UTIs, evitando a perda de informações valiosas para a condução do paciente crítico, otimizando a comunicação entre os membros da equipe, elevando, portanto, a performance das unidades de terapia intensiva. O volume de dados que são gerados diariamente, nas unidades de terapia intensiva, predispõe a perda de informações se não forem bem geridos. Essa é uma das funções do Roundover. Além disso, o aplicativo vem como uma solução para elevar a performance da equipe médica, reduzindo o desgaste físico e mental. Quase metade dos médicos, 45%, estão com algum problema psicológico.

“A complexidade do cuidado do paciente crítico e o grande volume de informações a beira-leito predispõem a falhas de comunicação e perda de informações. O aplicativo vem para aperfeiçoar o trabalho da equipe, a dinâmica e o funcionamento das unidades de terapia intensiva. Além disso, o Roundover prioriza a segurança e o sigilo dos dados registrados através de mecanismos cuidadosamente implementados para a proteção da equipe médica e dos pacientes. Através do acesso seletivo de acordo com a sua função na equipe médica, os dados podem ser visualizados em tempo real, na tela do celular ou tablet. É, literalmente, a “UTI na palma da mão”, explica a Doutora Clarice Costa, idealizadora do Roundover.
Foto: Ary Bassous
Entendendo o acesso seletivo de acordo com a função do médico na equipe, o acesso do chefe da UTI, por exemplo, é irrestrito, independente do local onde esteja, enquanto o médico plantonista tem seu acesso limitado aos dados preenchidos e somente durante o seu período de plantão. O Roundover, além da versão para smartphones, também está disponível para tablets e, futuramente, também terá o acesso à web.

Benefícios e Funcionalidades do Roundover

• Os dados registrados ficam armazenados: Nenhuma informação registrada é perdida e a tomada de decisão é feita em tempo real. Não há ruído e nem interferência na comunicação. O app simplifica a gestão de informações nas unidades de terapia intensiva, evita a perda de informações também durante a passagem de plantão, facilitando o trabalho da equipe.

• Alarmes das pendências: Lembretes com alarmes para o plantão, definidos durante a visita multidisciplinar;

• Checklist conciso: proporciona um checklist conciso, rápido, e customizável, impactando positivamente no cuidado dos pacientes;

• Tempo real: o aplicativo mostra o momento do registro da informação;

• Sustentabilidade: Reduz a necessidade de papel para registro/histórico dos pacientes;

• Fácil de usar: Ferramenta simples, intuitiva e customizável para adequar às necessidades específicas de cada unidade.

• Gestão de pessoas: auxilia na gestão dos médicos da UTI (É possível acompanhar o trabalho de cada um da equipe), melhora a distribuição de tarefas e gera relatórios de indicadores de qualidade habitualmente usados para avaliar a performance da UTI;

• Segurança: A ferramenta é segura! As informações são compartilhadas apenas entre os membros da equipe médica registrados no aplicativo e de acordo com a função de cada médico na equipe (chefe, rotina, plantonista, residente, …), evitando quebra de sigilo médico, uso indevido de dados e otimizando o fluxo de informações.

• Indicadores: Os dados salvos se transformam em informações valiosas para o cuidado do paciente e ainda geram indicadores de qualidade da UTI;

• Otimização de tempo: Os dados registrados são armazenados no formato PDF. Gerando relatório para visita multidisciplinar e outro para a passagem de plantão;

• Fórmulas simples e já cadastradas no app: Há uma lista de fórmulas fáceis e mais rápidas de serem imputadas do que no modelo tradicional. Oferece os escores SAPS 3 e SOFA.

• Chat Profissional no app: No Roundover, foi criado um chat em que os médicos cadastrados podem discutir os casos entre si em um ambiente seguro e profissional, evitando o compartilhamento de informações sigilosas;

• Valor acessível e teste de 30 dias gratuito: Com apenas uma assinatura mensal, a equipe inteira tem acesso ao aplicativo.

Para saber mais sobre o aplicativo e fazer o teste grátis de 30 dias, acesse AQUI.

Após o médico encarregado realizar o download do aplicativo e cadastrar sua equipe, Roundover já está apto para uso. Tanto o médico da rotina quanto o médico plantonista já poderão alimentar as informações à beira leito. Lembrando que: basta uma assinatura mensal para todos(a) da equipe terem acesso ao APP.
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Rio Saúde

Alunos dos cursos técnicos da área da saúde protagonistas na linha de frente do combate ao covid-19

Alunos dos cursos técnicos da área da saúde protagonistas na linha de frente do combate ao covid-19 

Segundo pesquisa da empresa de recrutamento online Catho, o cargo de  técnico em enfermagem  apresentou um crescimento no número de vagas de emprego de 314%. O levantamento analisou a abertura de vagas no primeiro trimestre do ano, mostrando um aumento de mais de 300% na busca por profissionais da área da saúde, o que ampliou o espaço de trabalho para enfermeiros e técnicos de enfermagem. O estudo compara os meses entre março e julho de 2020 com o mesmo período do ano passado. Vale destacar que muitos formandos estão saindo das salas de aula diretamente para atuar na linha de frente do combate ao vírus e à pandemia, cuidando dos pacientes.

No último ano dos cursos técnicos da área da saúde, da Rede Daltro Educacional: técnico em enfermagem e o de radiologia, se mantiveram resistentes superando todas as expectativas para Teresa Daltro, CEO da Rede Daltro. No primeiro e segundo semestres de 2019, os cursos aconteceram à distância, o chamado EAD, que deixou de ser uma opção e virou regra este ano devido à pandemia do coronavírus. E a migração para o ambiente virtual de aprendizagem aconteceu em pouco tempo e, após praticamente um ano de ensino remoto, é uma realidade. 

Teresa avalia, que no início da pandemia do covid-19,  as aulas online geraram uma certa desconfiança entre os alunos do curso, mas, ao fim do ano letivo, que contou com ensino híbrido a partir de outubro, o profissionalismo do seu corpo docente aliados à vontade dos alunos em fazer a diferença durante a grave crise sanitária venceram as desconfianças tornando os alunos em Técnica de Enfermagem e em Radiologia da Rede Daltro, protagonistas na linha de frente do combate ao coronavírus. 

Teresa explicou, que foi um desafio para ambos os lados: “Coube aos professores o aprimoramento das ferramentas digitais para o melhor uso dos métodos de ensino a distância, enquanto os alunos também tiveram que se adaptar às novas dinâmicas de transmissão de conhecimento. E estão todos de parabéns! Tivemos aulas remotas até outubro, quando aliamos às ferramentas digitais, o que chamamos de “laboratório de campanha”, uma criação necessária em nossas unidades Taquara e no Méier, para dar sequência às aulas presenciais sem que houvesse aglomeração. 

Este ano, o próximo ciclo do curso de técnico em enfermagem e o de radiologia começam dia 8 de fevereiro, também de forma híbrida, com turnos manhã, tarde e noite, nas duas unidades. 

Contamos com todo o aprendizado adquirido ao longo deste ano em que todos nós enfrentamos esta pandemia”, explica.

Com ensino híbrido, recém-formados atuam na linha de frente do combate ao covid-19 

“Na minha opinião, todo o setor de educação serve de exemplo de superação – da Educação Infantil ao Ensino Superior – afinal, não estava nos planos de ninguém o que estamos vivenciando”, opina Teresa Daltro, que reafirma a importância dos cursos técnicos da área da saúde neste momento. 

“Também quero destacar o trabalho realizado por todo o corpo docente da Rede Daltro Educacional, que atuou com muito empenho em meio a tantas adversidades motivando, encorajando e mostrando a importância da profissão em meio a uma pandemia com as suas diversas complexidades e também aos alunos que encaram o desafio imposto a todos os profissionais da área da saúde, e não se abateram. Muitos já estão exercendo o estágio com acompanhamento”, conta a CEO, que também não esconde o orgulho de se deparar com profissionais da instituição no mercado de trabalho. 

É o exemplo da ex-aluna, Elisangela Alves, que, atualmente, é uma das responsáveis pelo acompanhamento dos estágios em clínica médica realizados na Santa Casa Hospital Nossa Senhora Das Dores, em Cascadura. 

“É muito gratificante ver os nossos alunos no campo de estágio. Nosso curso forma técnicos que atuam na promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, ensinando todos os cuidados de enfermagem necessários para cuidar dos pacientes em todas as etapas da vida. Isso inclui, ainda, o conhecimento técnico sobre a prevenção à contaminação ao covid-19”, conclui Teresa Daltro.

Os interessados na formação do curso técnico em enfermagem, além do interesse na área, precisam do ensino médio ou estar cursando o ensino médio em concomitância ao curso, que segue a rigor as boas práticas de ensino exercidas pela instituição, atuando juntamente aos alunos, através do seu corpo docente e da figura do professor preceptor (orientador), no campo do estágio.   

Já para radiologia o aluno precisa ter concluído o Ensino Médio. 

Alunos da enfermagem: protagonistas na linha de frente do combate ao covid-19

 

Para Ewerton Artur, coordenador da supervisão dos campos de estágios da Rede Daltro Educacional,  os estagiários que estão na linha de frente do atendimento aos pacientes com COVID-19 vivenciam um misto de sentimentos: ao mesmo tempo em que há o desafio, existe também um sentimento de presteza e dever cumprido muito grande.

“Todos os que já são formados na Teoria ou estão cursando o último período possuem conhecimento e aptidão necessários, e têm o suporte de uma equipe multidisciplinar. O fato de já estarem em campo, fazendo estágio, e muitas vezes, na linha de frente, confirma a importância da profissão. Para isso, contam com a figura do professor preceptor enviado pela instituição, que atua ao lado dos alunos juntamente com os supervisores locais de cada unidade”, explica o professor Ewerton. 

 

“Esses jovens alunos podem ser considerados heróis. Saem de casa focados em cumprir sua missão e se sentem como parte da Equipe, mesmo na condição de estagiários. No momento em que vestem o jaleco branco, são do time da linha de frente na guerra contra o vírus. Lidam com a covid-19 em campo e sabem que são eles que estarão sempre na linha de frente. São destemidos e amam essa profissão”, conclui Ewerton Artur, que também coordena os cursos técnicos da Instituição.

 

As estagiárias Fernanda de Cassia Paixão Machado e Caroline Caroline Leite Novais falam sobre a escolha da profissão e da sua atuação durante pandemia 

Para  Fernanda de Cassia Paixão, que atualmente faz estágio com no Hospital Nossa Senhora das Dores, só faltam dois campos de estágio para concluir o curso e dar entrada no tão sonhado registro profissional junto ao  Coren-RJ – Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro, a equipe que coordena o curso de enfermagem é formada por profissionais altamente capacitados, em quem ela se espelha: 

“Tenho muito a agradecer aos meus coordenadores, que já são parte de minha história. A pandemia afetou a todos e foram 6 meses de EAD, mas, confesso que me surpreendi com as aulas online,eu tinha uma leve dúvida sobre aulas EAD,porém, foram tão boas quanto as presenciais! Quando voltamos às aulas presenciais, recebemos os EPIs da rede Daltro com todas as informações e todos os cuidados necessários.  Está sendo gratificante, em meio ao caos em que o mundo se encontra, estarmos sendo preparados para fazer a diferença.  

Sobre estar trabalhando durante a pandemia, explica que tem a ver com a escolha do curso e em ajudar a salvar vidas:  “Sei que há riscos, mas estou sendo bem orientada, instruída e tendo toda proteção necessária que podemos ter durante a pandemia. Graças a Deus temos ótimos profissionais ao nosso favor, e sou apaixonada pelo meu trabalho”, finaliza. 

Caroline Leite Novais terminou sua formação em janeiro. Ela, que faz estágio no posto Hamilton Land, na Cidade de Deus, em saúde coletiva. 

“Já terminei o estágio de Saúde mental, na Santa Casa de Cascadura e a partir do dia 21 de dezembro, começo o estágio na Maternidade Alexander Fleming. O trabalho em meio pandemia está sendo gratificante e único! Nós da equipe de enfermagem, estamos em uma guerra contra o vírus”, conta Caroline, que escolheu enfermagem para ajudar o próximo e sente muito orgulho disso. 

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Destaque

Editora Laszlo lança livro que ensina o caminho para envelhecer com saúde

Envelhecer com saúde é o desejo da maioria das pessoas e cuidar da alimentação é um dos meios para se ter uma vida longeva e ativa. Com o passar do tempo, o corpo começa a nos mostrar que a energia dos 20 e poucos anos ficou para trás, é quando dores e um ou outro problema de saúde surgem com mais frequência. Mas muito dos males que acometem às pessoas com o passar dos anos podem ser evitados com a mudança de hábitos e estilo de vida.

Conhecer as respostas do corpo através do que oferecemos para ele – seja pela alimentação ou do próprio meio em que se vive – pode evitar 90% das doenças e sinais de envelhecimento ao qual estamos sujeitos a vivenciar. É esse o tema do lançamento da Editora Laszlo, “Mais jovem pelos seus genes”, da autora Sara Gottfried. O título aborda os efeitos da epigenética e o quanto a saúde e o bem-estar podem andar juntos com a maturidade a partir do nosso investimento em autocuidado.

Cientista, pesquisadora, palestrante, professora de yoga e médica ginecologista formada em Harvard, Sara Gottfried tem mais de 25 anos de experiência. É autora de livros que frequentemente ocupam as listas dos mais vendidos do The New York Times e da Amazon.

Foto: Divulgação

A obra apresenta um programa de sete semanas, composto de um conjunto de propostas relacionadas à alimentação, ao sono, ao movimento, ao relaxamento, à exposição, ao descanso e ao pensamento. Depois desse período, o protocolo “Mais Jovem” funciona de forma contínua para manter as células se dividindo para sustentar os mecanismos de reparo do DNA e para reduzir suas chances de uma doença degenerativa, por exemplo. “Ao longo da vida, as influências mais profundas para a sua saúde, vitalidade e funcionamento não serão os médicos que você visita, os remédios e as cirurgias e outras terapias as quais você recorre. As influências mais profundas serão os efeitos cumulativos das decisões que você toma a respeito da sua dieta e estilo de vida na expressão de seus genes”, define o nutricionista genético Jeffrey Bland, que assina uma das citações do livro.

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Ana Cristina Campelo | Seus Direitos

Os médicos, direitos e deveres

É direito do médico exercer a Medicina sem ser discriminado por questões de religião, etnia, sexo, nacionalidade, cor, orientação sexual, idade, condição social, opinião política ou de qualquer outra natureza.

É dever do médico utilizar todos os meios disponíveis a seu alcance e orientar sobre sua condição, com a obrigação de “informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento” .

O médico tem o direito a: exercer sua profissão com autonomia, sem sofrer qualquer tipo de discriminação, e ter liberdade e independência para indicar e praticar os atos médicos necessários e os mais adequados e benéficos para os seus pacientes, para a comunidade ou para atender à Justiça; recusar-se a trabalhar em instituições que não ofereçam segurança para os pacientes e recursos mínimos para o desempenho ético e técnico da medicina; recusar-se a atender paciente que por motivos fortes não o queira fazê-lo, ressalvadas as situações de urgência e emergência, estando ele de plantão ou sendo ele o único médico presente na ocasião ou no lugar; recusar-se a pratica de ato médico que, mesmo permitido por lei, seja contrário aos ditames de sua consciência; assistir e tratar todos os doentes que o procurem em seu consultório médico, sem levar em conta seu(s) médico(s) habitual (ais) e as circunstâncias que tenham precedido à consulta; recusar-se a praticar ato médico de responsabilidade de outro médico estando este presente, capacitado e habilitado para fazê-lo na ocasião; intervir em ato médico que esteja sendo realizado ou conduta médica que esteja sendo planejada, ao verificar possibilidade evidente de erro médico e/ou prejuízo e dano ao paciente, sobretudo se mais experiente ou capacitado; recusar-se a atestar falsamente, seja ele médico civil ou militar; manter segredo de paciente seu, somente revelando-o por justa causa, dever legal ou autorização expressa do paciente; orientar outro médico cuja conduta não esteja de acordo com a ética médica e, se necessário, denunciá-lo à Comissão de Ética do hospital ou ao Conselho Regional de Medicina da jurisdição onde o fato se der; ser tratado dignamente e com apreço e consideração pela sociedade; Solidarizar-se com os movimentos de classe evitando, no entanto, prejudicar a assistência médica aos pacientes; assumir a direção técnica e a direção clínica dos estabelecimentos de assistência médica, governamentais ou particulares, civis ou militares. Este é um direito exclusivo dos médicos; receber remuneração digna e justa pelo seu trabalho, seja na forma de salário ou de honorários; ensinar a Medicina nas suas disciplinas básicas, pré-clínicas ou clínicas.

O médico tem o dever de: lutar pelo perfeito desempenho ético da Medicina, pelo prestígio e bom conceito da profissão, aprimorando continuamente seus conhecimentos científicos em benefício dos pacientes, da prática e do ensino médicos; manter absoluto respeito pela vida humana, atuando sempre em benefício do paciente, nunca se utilizando dos seus conhecimentos para gerar constrangimentos ou sofrimentos físicos ou morais ao ser humano; exercer a medicina com ampla autonomia, evitando que quaisquer restrições ou imposições possam prejudicar a eficácia e correção do seu trabalho; evitar que a medicina seja exercida como comércio e que o seu trabalho seja explorado por terceiros, com objetivo de lucro ou finalidade política ou religiosa, prestando especial atenção ao seu trabalho em instituições intermediadoras do trabalho médico, sobretudo naquelas, condenáveis, que estão a serviço do lucro nas medicinas de grupo; manter o sigilo profissional, ressalvadas as situações previstas na Lei ou no Código de Ética Médica; lutar por melhor adequação das condições de trabalho do ser humano, eliminando ou controlando os riscos de poluição ou deterioração do meio ambiente; empenhar-se para melhorar as condições de saúde da população e os padrões dos serviços médicos, assumindo sua parcela de responsabilidade em relação à saúde pública, à legislação e educação sanitárias; solidarizar-se com os movimentos de defesa profissional, sem descurar de assistir a seus pacientes, nunca esquecendo a natureza essencial do seu trabalho; assegurar as condições mínimas para o exercício ético-profissional da medicina, se investido na função de direção; manter para com seus colegas e demais membros da equipe de saúde o respeito, a solidariedade e a consideração, sem no entanto eximir-se de denunciar atos que contrariem os postulados éticos; respeitar as crenças de seus pacientes, tolerando-lhes seus caprichos e fraquezas, evitando alarmá-los por gestos, atos ou palavras; não abandonar os pacientes crônicos ou incuráveis, os tratamentos difíceis ou prolongados e, se necessário, pedir ajuda a outro colega; deixar pacientes em tratamento encaminhados a outro colega, quando ausentar-se; pautar sempre sua conduta às regras da circunspecção, da probidade e da honra; evitar a propaganda imoderada ou enganosa, combater o charlatanismo e evitar associar-se com quem pratique a mercantilização da Medicina; denunciar quem pratique ilegalmente a medicina; cobrar honorários profissionais de quem possa pagá-los, salvo em situações muito especiais ou particulares, não devendo praticar a concorrência desleal; evitar ser perito de paciente seu.

Ao atender um paciente o médico exerce, obrigatoriamente e ao mesmo tempo, seus direitos e deveres. As obrigações do médico para com seu paciente são apenas obrigações de meios, de zelo e de prudência e não de resultados. Esta situação nada mais é do que uma obrigação contratual e para demonstrar que, não cumpridas tais obrigações, o doente deverá provar que houve imprudência ou negligência e o médico procurará verificar se o paciente cumpriu com sua parte no contrato, ou seja, se acatou sua prescrição e recomendações que levariam ao resultado positivo esperado, assim descrito no Manual de Ética Disciplinar.

Em tempos de pandemia a categoria dos médicos tem sido solicitada diariamente a fim de socorrer enorme gama de pessoas contaminadas por este vírus que ainda não tem vacina para combatê-lo. Sabe do imenso valor que esta atividade tem para o ser humano, de um modo geral e, em tempos como os que vivemos, mais ainda.

Estamos a prestar diariamente toda sorte de homenagens a essas pessoas, que abdicando da segurança de suas casas, da companhia de seus familiares, expondo-se a toda sorte de perigos, estão colocando todos os seus esforços para debelar esta maldita doença que literalmente paralisou o mundo inteiro.

O mesmo se diga da valorosa categoria dos enfermeiros, sem os quais na retaguarda das atividades dos médicos esse enfrentamento não poderia ter um desfecho bem-vindo que se espera.

Entretanto, cabe aqui deixar registrado que estes médicos, bem como estes enfermeiros, há muito tempo lidam com hospitais sucateados, sem infraestrutura, totalmente deficitários em todos os sentidos. Não é de hoje que se têm notícias de pessoas internadas, hospitalizadas, durante dias sentadas em cadeiras. A falta de medicamentos, de aparelhos, de leitos, de banheiros limpos e de corredores asseados é realidade por todos nós conhecida de longa data

Estes profissionais, festejados como verdadeiros heróis que são, estão diariamente trabalhando em condições absolutamente precárias, principalmente nas redes públicas federal, estaduais e municipais. Sofrendo toda sorte de restrições, trabalhando sem os equipamentos de proteção (EPI’s), passando horas sem poder ir ao banheiro, sem se alimentar, beber água, sem pausa, sem descanso, sem dormir.

Há ainda conhecimento de que alguns hospitais, tanto da rede privada quanto da rede pública, não estão efetuando o pagamento dos salários, gratificações e vantagens corretamente destas duas categorias. Ao contrário de outro trabalhador, o médico ou enfermeiro que se negam a continuar o trabalho por já ter dado o seu plantão, por já estar trabalhando mais de 12 horas contínuas, sem se alimentar, sem descansar, sem usar o banheiro, são veementes repreendidos pela administração, com ameaças de demissões, retaliações e supressão de pagamentos.

Tem-se conhecimento também de que funcionários, médicos e enfermeiros, passam horas vestidos em seus uniformes, sem a possibilidade de retirá-los para ir ao banheiro, ou mesmo beber um simples copo de água, pois o risco de contaminação é de quase 100%.

Já se tem notícias de vários profissionais da saúde que se contaminaram e alguns faleceram justamente pela ausência dos equipamentos de proteção individual e da completa ausência também de mecanismos que possibilitem exercer o seu mister com o mínimo de segurança possível. São os heróis desta pandemia, são heróis deste caos, são os heróis de todos nós e estão sendo mal remunerados, trabalhando em situação de extrema precariedade ─ como sempre foi ─ e merecem muito mais que os nossos aplausos, muito mais que a nossa admiração. Merecem não ser contaminados, merecem direito a repouso, a descanso, a alimentação, ao retorno em segurança para sua casa.

Merecem respeito, dignidade e salário justo!

Além da situação perversa que estes profissionais-trabalhadores estão covardemente expostos e submetidos, principalmente por conta de sua obrigação profissional, a contaminação, o adoecimento e o falecimento gerarão ainda direito a indenizações de todas as naturezas. Fique de olho!

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Mônica Freitas | Ética e Cidadania

A economia do mundo nas mãos dos médicos 

O impacto da pandemia causada pelo covid-19, o coronavírus, que teve início em dezembro do ano passado na China, tem causado perdas significativas em vários setores na atividade econômica: desde empresas aéreas e de turismo, indústrias e fábricas até taxas de câmbios, commodities e bolsas de valores. Sendo a China responsável por um terço das manufaturas do mundo e a primeira em exportações de bens de consumo, pode-se imaginar que a paralisação de algumas de suas fábricas, como medida de contenção da doença, provoca taxas de crescimento mais baixas da economia global e consequente diminuição do PIB.

No entanto, há o outro lado da questão a ser considerado. Ocorre junto a isso a queda da densidade de dióxido de nitrogênio lançado na atmosfera e a diminuição do consumo talvez desenfreado de bens de consumo. Não quero dizer com isso que a tal epidemia seja um mal necessário, mas parece certo dizer que toda e qualquer situação de calamidade, por que passa a humanidade, constitui uma oportunidade, ainda que sofrida, de rever certos valores e curar certos desequilíbrios, os quais têm se tornado crônico no corpo orgânico de nosso planeta.

Para além de tais considerações, é interessante notar o fato, talvez irônico, de que não existe no mundo líder político poderoso ou grande conglomerado financeiro ou moeda de câmbio forte que possa salvar a economia de um possível colapso senão os profissionais da saúde. Diante disso somente nos resta uma pergunta: por que então investimos tão pouco em saúde e educação?