Categorias
Destaque Entrevistas Notícias do Jornal

JCRÉ Facilitador: transformando vidas

 

Por: Luhan Alves (Com supervisão de Claudia Mastrange) 

Na entrevista desta edição, vamos falar sobre a JCRÉ Facilitador, um projeto social que usa a ferramenta de Moda, Beleza e Empreendedorismo para transformar vidas. Há 19 anos a frente de toda a organização da Produtora, que começou agenciando modelos da comunidade do Jacarezinho, Júlio César de Lima continua movimentando e promovendo o crescimento da microempreendedora.

 

JDR1: Como surgiu a ideia de expandir o projeto?

 

Júlio César: A Jacaré nasce de um desconforto meu quando era adolescente, de ver o Jacarezinho sendo tratado como uma favela de tráfico, periculosidade, falta de saneamento, educação. Só escutava moradores e a mídia falando isso da minha favela. E eu não enxergava a comunidade a partir deste ponto de vista, via a favela como potência, que fazia a diferença, um local com muita diversidade. Sempre achei que o Jacaré tinha como ser falado de outra forma. A partir disso, nasce o projeto e hoje negócio social Jacaré Moda, atualmente JCRÉ Facilitador.

 

JDR1: E quando surgiu essa ideia?

 

Júlio César: Começamos com o intuito de preparar meninas. Quando trabalhava de porteiro dei de cara com umas revistas, no lixo, e vi a beleza daquelas mulheres ricas, modelos internacionais. E Naomi Campbell me trouxe uma luz no fim do túnel: que meninas de periferias negras podem ser modelos em São Paulo, na Europa e em qualquer lugar. Comecei a prepará-las conforme tudo que eu lia nas revistas. E elas chegavam aos grandes mercados da moda, como Europa e São Paulo e grandes revistas como Vogue, que era a que eu mais lia. Diziam que eram do Jacarezinho e que conseguiram chegar ao mercado da moda através de um porteiro que leu revistas do lixo e ensinou tudo que ele lia, além dos flashes de Fashion Rio, São Paulo Fashion Week, semana de moda em Nova York. Desses eventos, via os flashes, nunca vi o desfile inteiro na minha TV.

Foto: Divulgação/JCRÉ Facilitador

 

JDR1: O que significa para você todo esse trabalho e impacto que a JCRÉ Facilitador proporciona para os moradores do Jacarezinho?

 

Júlio César: Eu e toda a equipe da JCRÉ não queríamos meritocracia. Porém, por conta de as modelos conseguirem sucesso no mercado da moda, falarem que são moradoras do Jacarezinho e o nosso projeto aparecer no programa do Luciano Huck, no “Esquenta”, na Vogue, São Paulo Fashion Week….essa meritocracia acabou chegando para a gente. Isso proporcionou, para o Jacarezinho, Zona Norte, para o Rio de Janeiro e para gente uma coisa super bacana. Mostrou que é possível ter projetos financiados pelos próprios moradores, com o governo também tendo a sua responsabilidade. A JCRÉ tem um comércio enorme, quase um shopping, onde favelas adjacentes e moradores da Zona Norte compram lá. Quando aparecemos para o mundo e a JCRÉ se torna essa potência, proporcionamos para os moradores do Jacaré e de outras favelas todo esse impacto social. Na moda, por exemplo, temos modelos de Bangu, Rocinha, Vigário Geral, Leme, entre outros locais. Descobrimos como empreendedores, a necessidade real da nossa e das outras periferias de se representarem.

 

JDR1: Como tem sido o feedback dos moradores em relação aos cursos que vocês  oferecem e como eles funcionam?

 

Júlio César: Quando uma modelo dá certo na periferia, os moradores acabam acreditando em você e geramos impacto para dentro da favela também. Montamos um curso de geração de impacto dentro da favela. E com todo o know-how que a JCRÉ tem, eles acabam adquirindo os cursos e pagando um preço social, que cabe no bolso deles porque acreditam. Uma moradora da minha comunidade deu certo neste projeto. O morador acaba assumindo a posição de fazer o nosso curso porque é um case de sucesso e eles enxergam um potencial.

 

JDR1: Quais as dificuldades que vocês enfrentam à frente da empresa?

 

Júlio César: Falta de recursos é uma delas. Mas a nossa dificuldade real é quando entendemos que a galera que está no curso com a gente não tem dinheiro para pagar ou finalizar o curso, aquilo para ele é algo que ele poderia mudar a situação financeira da sua família. Para todos nós é mais difícil pegar um morador periférico faltando um mês de curso, depois de pleno coronavírus, de uma vacina que está fazendo mais propaganda do que vacinando as pessoas, a pessoa ficar desempregada e não conseguir concluir o curso até o final. Hoje começamos a enfrentar essas dificuldades para poder entender que esse morador não teve uma preocupação do governo e a JCRÉ com todos os discursos dela precisa se preocupar. Estamos buscando recursos para que possamos dar uma bolsa para esse aluno do tempo que falta para a conclusão do curso, para ele se profissionalizar e não ficar mais na mão do sistema.

Foto: Divulgação/JCRÉ Facilitador

 

JDR1: Quais são os projetos para o futuro da JCRÉ Facilitador?

 

Júlio César: Estamos sempre pensando em empreendedorismo, visão de mercado, em fazer que o morador periférico empreenda. Assim que todas essas vacinas saírem, a JCRÉ está montando uma feira na frente do galpão que vamos inaugurar, vamos ter 40 a 50 barracas aonde já funcionam os cursos, as modelos, a capoeira, além de ter todo o evento de empoderamento e visão de mercado. Do lado de fora da nossa Rua Galileu, vai ter uma feira de expositores de moda e beleza, gastronomia também. Acabando todo esse processo da pandemia, estamos com muitos projetos para fazer, queremos dar aula de empoderamento e questões feministas. E um dos maiores projetos da JCRÉ é ter a sua própria sede. O nosso mais novo slogan é “A gente transforma pessoas”. Não queremos levantar bandeira de um lado ou outro. A JCRÉ é do Jacarezinho para transformar o Jacarezinho e todas as periferias que os acessam.

Categorias
Notícias do Jornal Tendências

Talento e criatividade que ditam moda

 

Por: Claudia Mastrange

Quem disse que, com a pandemia, está ‘tudo parado’? O estilista Guilherme Tavares ignora essa máxima e está a todo vapor, criando sua nova coleção e produzindo um novo programa. Ele gravou este mês, na Vila Romana e no Silk Beach Club, em Búzios, o piloto do “Na Passarela com GT”, que irá falar sobre sonhos, superação, moda, turismo, gastronomia e life style e deve estrear e março, em uma casa de show na Barra da Tijuca.

Vivi Fernandes,  Fernanda Blatt, Kezia Cardoso, Rafaela Blatt e Julia Costa foram algumas das entrevistadas desta primeira edição, que promete emocionar e arrancar suspiros. Tavares ficou famoso pela arte de transformar alimentos em verdadeiras obras de arte até chegar à alta costura.

O designer começou a carreira como ajudante de cozinha, aos 12 anos de idade, até chegar às grandes passarelas onde, esbanjando criatividade, confeccionou roupas com algodão doce, pipoca, hortaliças, donuts e grãos de café. Modelos simplesmente criativos e apetitosos!

Foto: Divulgação

Guilherme já vestiu mais de 200 celebridades entre eles Juliana Paes, Ingrid Guimarães, Preta Gil, Antônia Fontenelle e Luiza Brunet. Desfilou suas criações em três continentes passando por diversas cidades entre elas Angola, (África), Bergen, (Scandinavian) Toscana, Milão, Amsterdam (Europa) São Paulo e Punta Del Este (América do Sul. Este ano estará no Hong Kong Centrostage. “Um evento incrível! Quando as fronteiras forem liberadas vamos fazer um desfile presencial. E, na Itália, farei o festival de Spoleto e o Miss internacional, em Roma, a convite da apresentadora Márcia Sedoc”, adianta.

Em plena pandemia, ele lançou a ‘Moda Safe’, com uma releituras das golas altas, as clássicas ‘cacharrel’ para aumentar a segurança sem perder o estilo na hora de se vestir.

“Em dezembro, de 2019 recebi a notícia do coronavírus através do meu irmão, que mora na China. E sabemos que aqui no Brasil existia, desde o início, rejeição a máscara. Por isto tive a ideia de transformar essa necessidade em tendência criando uma coleção que trouxesse, além de segurança, consciência e ressignificação”, conta Guilherme ao Jornal DR1.

O estilista conta o que vem por aí, em sua próxima coleção: “Está sendo desenvolvida com base no novo momento, com sofisticação, cores, silhueta marcada…A proteção permanece em alta”, antecipa. E como a mulherada pode se manter na moda nos tempos atuas, ainda mais nesse momento de restrições e com mais reclusão? “A mulher é um ser contemporâneo e, ao longo da história, tem mostrado grande capacidade de se reinventar. É uma dádiva trabalhar para as mulheres”, enaltece Guilherme.

Categorias
Entrevistas

Mencatto: estilista brasileiro que faz sua moda brilhar nos EUA

 

Por  Claudia Mastrange

Ele nasceu no interior do Paraná, na cidade de Dois Vizinhos, mas ganhou o mundo Aldo Mencatto sempre foi apaixonado por moda e, desde criança confeccionava peças usando sacos rústicos, folha de bananeira  e todo material que o criativo menino de 6 anos pudesse transformar em moda. Hoje, tornou-se um estilista respeitado pelo mundo e há 12 anos vive em Las Vegas, no estado de Nevada, nos Estados Unidos.

Em 2018 foi homenageado como um dos cinco melhores fashion designers do ano nos EUA.  Já vestiu personalidades como Luiza Brunet, Evandro Mesquita e Paloma Bernardi e, em plena pandemia, trabalha em sua fundação e prepara uma nova coleção, que será lançada no Rio de Janeiro em 2021.  “Para mim a moda se define em cada personalidade. O principal ponto em cada um, é o que se define como parte da moda global”, afirma.. Confira a entrevista exclusiva ao Diário do Rio.

Diário do Rio – Desde menino você já curtia moda? Verdade que sua mãe te inspirava? Fale um pouco sobre isso…

Mencatto – Eu cresci no interior do Paraná, em uma família grande. Minha mãe sempre foi uma mulher guerreira, que criou 15 filhos e sempre costurou para toda a família. Cresci ajudando- a a costurar e, com 6 anos comecei a fazer roupas com sacos de batatas, guarda-chuvas velhos, folhas de bananeiras e outras coisas e  sem nem uma informação sobre o mundo. Tudo no interior do Paraná, onde cresci sem televisão e eletricidade.

Diário do Rio – – Quando viu que a a moda era se u caminho profissional?

Mencatto – Com 15 anos nos mudamos para a cidade e comecei a conhecer outro mundo. Comecei na carreira como modelo, mas minha paixåo não era apenas posar e sim criar moda. Em 2003 que resolvi investir na carreira como estilista de moda. Comecei a pensar em minha mãe, que sempre me inspirou, e resolvi seguir minha paixão. Comecei a fazer feiras de moda e vender pra lojas multimarcas.

Diário do Rio –  Qual foi sua primeira peça de sucesso?

Mencatto – Foi um vestido feito para a atriz Paloma Duarte usar no filme “Deus é Brasileiro”, em cena com o ator Antonio Fagundes. Depois comecei a vestir muitas outras celebridades.

Diário do Rio – Como foi a mudança para os Estados Unidos ?

Mencatto – Há 12 anos deixei o Brasil e vim morar em Las Vegas, nos Estados Unidos. Em 2012 fui um dos fundadores do consulado da moda em Las Vegas, e em 2017 recebi o titulo de pessoa do ano pelo Congresso dos EUAS e também pelo Chamber de Commerce do estado de Nevada. Uma grande conquista.

Diário do Rio – Qual a sensação ao conseguir fazer sua primeira coleção em Las Vegas?

Mencatto – A primeira coleção aqui em Las Vegas foi uma sensação de conquista grande. Ao mesmo tempo, estava muito nervoso por estar em outro país, com uma outra língua, outra perspectiva de vida para mim. Mas pensei no que me movia, que era a paixão pela moda e a ideia de ver novamente as pessoas usando minhas roupas.  Um dia, dirigindo aqui nas montanhas, tive uma visão de um vestido vermelho decidi apostar tudo na moda… Aqui não tem o crepe de seda puro, canelado, que é o tecido que mais gosto… Mas busquei outros tecidos para criar a coleção e mandei para Helena, no Brasil. Quando recebi as peças, a sensação foi incrível. Foi um alívio e uma conquista muito grande.

Diário do Rio – E como foi  o lançamento?

Mencatto –  Em 2012 surgiu o convite para lançar no Hotel MGM,  em um desfile beneficente, com renda para a Fundação Three Square ,  que ajuda crianças no mundo inteiro. Foram mais de 600 ingressos vendidos e todo dinheiro foi doado. A sensação foi de vitoria. A partir daí todos os meus desfiles são beneficentes. É uma promessa que fiz, não faço só para mostrar modelos e moda. Faço desfiles viajando para muitos países e na intenção de ajudar hospitais, instituições que tratam de crianças com câncer… No Brasil, ajudo o Instituto do Câncer Infantil de Aracaju.

Diário do Rio – -Como será sua nova coleção?

Mencatto  – A nova coleção está sendo feita toda no Rio de Janeiro por uma das mais competentes costureiras que ja tive: Maria Helena Fernandes. Basta ver meus desenhos e ela entende cada detalhe a ser feito. Vem totalmente glamurosa, a coleção mais luxuosa que já fiz, com 40 peças exclusivas, com tecidos exclusivos. Além do melhor, que é o chifon puro de seda, uso rendas, tudo vindo da Paris. E faço pessoalmente bordados exclusivos para as peças. Me inspiro muito dirigindo em L.V.  As cores, grafismo, luzes, seus grandes telões…. Com a pandemia, as luzes foram embora, mas estão de volta nessa coleção.

Diário do Rio – Como foi produzir em plena pandemia?

Mencatto – Foi bem complicado porque tudo parou e confecciono tudo no Rio. Mas a coleção diz mais sobre a nova etapa da minha vida. Remodelei tudo, com meu filho, meu la. Entendi que é preciso ter tempo para si próprio. Me redescobri, pintei a casa, troquei móveis… Há uma mudança gigantesca em tudo e a coleção reflete isso.

Diario do Rio – Fale sobre sua fundação, a Chris’s Mencatto Children’s Foundation.

Mencatto – Ela é fruto de uma promessa. Realizei o meu maior sonho que é ser pai. Sou um homem realizado. Christopher é a coisa mais importante da minha vida. Então pedi a Deus que o protegesse, e à mãe dele e prometi que dedicaria minha vida a ajudar crianças e buscar tornar melhor a vida das pessoas. Meu filho tem autismo. Está com 7 anos, está  bem. Trato-o com muita coisa natural e pretendo abrir um centro para dar assistência a crianças com autismo, desde apoio médico a aulas de música e pintura. Em Vegas não tem isso. Quero ajudar outros pais. No inicio fiquei frustrado porque não tinha quem me ajudasse Então tudo que faço por ele quero fazer por outras crianças. É meu grande objetivo para 2021.

Foto: Harman House

Categorias
Notícias do Jornal Sociedade

Inove com as correntes oversize

Por Franciane Miranda

A moda oversize está reinando no mundo fashion: nas últimas temporadas acompanhamos uma explosão de peças max. Esta vibe segue com tudo no universo dos acessórios. Os estilistas continuam inovando e ampliando cada vez mais estes itens.

Estas novidades chegaram para dar um up a mais à estação. Estamos acostumados a imaginar a primavera com estilos mais delicados e suaves, mas uma tendência, que começou tímida, parece ser a preferida do momento. A queridinha da vez são as correntes mais grossas e grandes.

Elas sempre foram bastante usadas para decorar ou como alças em bolsas, dando aquele ar cosmopolita. A moda está sempre em movimento e se reciclando e estas correntes estão surgindo em tudo, mas de uma maneira um pouco diferente: com volume extra grande.

A griffe Bottega Veneta, que sempre lança tendências certeiras no mundo das passarelas, acertou em mais uma de suas apostas. As badaladas marcas Zimmermann, Moschino e Tom Ford também já mostraram como usar e aproveitar. Se depender dos designers e fashionistas já é sucesso absoluto!

Esta novidade, que na realidade não é tão nova assim, está cada vez mais ganhando espaço com volume extra em jóias, cintos, sapatos e claro, as bolsas. Os detalhes inspirados no universo heavy metal surge com uma pegada mais forte, mostrando como usar estas correntes oversize com atitude, sem medo de ousar e na medida certa.

Se inspire e monte looks cheios de estilo, deixando suas composições sofisticadas. Esta tendência combina com quase tudo e, de quebra, finaliza com aquele toque de glamour. Pode ser usada nos mais variados estilos, desde os mais românticos até os cheios mais audaciosos. Você pode usar de várias formas, no período do dia, de maneira descontraída e casual , ou mais chique e sensual durante à noite, com uma roupa mais justa.

Já pensou em pôr com vestidos delicados em renda? Os tecidos leves e fluídos são excelentes e combinam bem com um colar ou até mesmo um cinto de corrente. Para você que é antenada e gosta de ousar, pode adicionar estes artigos volumosos com peças em couro ou um jeans com blusa básica. Estas composições ficam super descoladas. Com certeza vale a pena investir neste novo hit. Eu já estou amando! E vocês?

Categorias
Notícias do Jornal Sociedade

As máscaras vieram para ficar

Por Franciane Miranda

Bastante usadas por profissionais da área da saúde e por pacientes, estes acessórios se tornaram essenciais devido à pandemia do novo coronavírus. As máscaras em tecido ganharam as ruas e hoje, além de servirem de proteção, estão com um ar mais fashion e uma pitada de estilo. São produzidas por microempreendedores ou autônomos, que juntaram a necessidade de ganhar dinheiro com a grande demanda dos dias atuais.

A produção artesanal dos artigos faciais caiu na graça da população, com milhares de estampas para todos os gostos e idades. O sucesso foi tanto que vários usuários do Instagram postam todos os dias muitas fotos usando diferentes modelos: bolinhas, super-heróis, frutas, animais, cores diferentes, animal print, times do coração, desenhos animados, feitas com o uso da famosa técnica tie dye. Há também as com frases de superação e, para as mais românticas, a renda é aplicada ao tecido, deixando a peça bem sofisticada.

As máscaras, além de protegerem, estão sendo usadas de forma criativa por muitas empresas para divulgar suas marcas. As peças contêm o seu nome ou slogan escrito e, assim, fazem o seu marketing de forma positiva e com baixo custo.

A empreendedora Lidianne Oliveira lembra que começou a produzir máscaras em 2019, para o seu sobrinho que fazia tratamento de leucemia. “Então fiz para ele e para toda a família que tinha contato”. Ela afirma que produz cerca de cem máscaras por dia e, desde o início de abril, vendeu em média mil unidades. Para dar conta dos pedidos conta com a ajuda de duas pessoas para a confecção e uma para entregas, que é combinada com o cliente para sua melhor segurança durante esta fase. Lidianne detalha que usa sua página ─ innovarestudio.arte ─ como aliada para vender e mostrar as peças aos interessados.

Moradora de Niterói, Lidianne está atenta ao mercado da moda e também atende clientes que queiram peças exclusivas. “Mas, para quem deseja algo personalizado, fazemos também com um valor diferenciado, além de produzir kits pré-selecionados”, avisa. A jovem passa a dica dos temas que mais vendem: estampas neutras e lisas como listras, poá, chevron e xadrez para homens. As preferidas das mulheres e crianças são as de bichinhos e florais.

De olho neste mercado crescente, algumas marcas também estão apostando em designs diferenciados. Para as it girls, que não abrem mão da segurança e do estilo, já é possível encontrar algumas com edição limitada. São dezenas de modelos para combinar com qualquer look. Escolha o seu e arrase!

Geralmente, as pessoas usam por algumas horas e o conforto é essencial, não apenas o estilo, e existe toda uma preocupação com a produção. Fique atento: ela precisa ser em tecido duplo e resistente. Observe a estrutura do elástico, pois ele pode machucar. Pensando nisso, alguns produtores estão vendendo junto com uma tiara ─ o elástico é fixo na tiara para evitar incômodos.

Infelizmente, parece que vamos precisar as máscaras por mais um tempo. É importante termos em casa ou na bolsa. O ideal é que elas façam parte do nosso dia a dia, pois outras doenças virais são comuns, sendo uma questão de higiene e uma forma de cuidar do próximo. Fica a dica!

Categorias
Sociedade

Ecobag vem com tudo

Por Franciane Miranda

A preocupação com o meio ambiente tem estimulado muitas pessoas a refletirem sobre os impactos que causamos no dia a dia ao planeta. Muitas empresas buscam algumas soluções para o problema com alternativas que, quando praticadas em conjunto, se consegue alcançar grandes resultados. As ecobags são exemplos dessa forma criativa e útil de ajudarmos a preservar os recursos naturais.

A moda ecológica vem com tudo e já faz parte dos visuais de street style. Esta tendência invadiu as ruas e promete ficar nas quatro estações do ano. Quem nunca usou uma bolsa reutilizável ou viu alguém usando? É comum presenciarmos nas ruas estas lindas sacolinhas ajudando alguém. A ecobag é a queridinha do momento: além de chamarem a atenção para causa ambiental, possuem valor acessível e você pode comprar em muitos sites e feirinhas.

Para você que ainda não conhece, elas são sacolas retornáveis e produzidas para substituir as famosas bolsas plásticas que poluem tanto os oceanos. Atualmente, muitos supermercados, farmácias, feiras e tantos outros locais não oferecem mais esses itens para os seus clientes: você precisa comprar ou levar a sua de casa. Uma junção perfeita de praticidade, economia, conscientização e, claro, estilo!

Em uma versão mais atual e cool, a famosa ecobag em inglês significa ‘sacola ecológica’, bastante usada por senhoras nas ruas. Conhecidas como ‘sacola de pano’, ‘tecido’ ou ‘tela’, hoje, não existe mais idade. Ao contrário das produzidas em plástico que poluem em dobro, pois geralmente são colocadas duas para suportar o peso, a sacola retornável é super prática e aguenta muitos itens.

Na atualidade, as sacolas em tecido complementam o look. A tendência de usar bolsas pequenas que não cabe quase nada favorece a necessidade destas bags para ajudar a guardar o que precisamos usar ao longo do dia. Várias empresas investem cada vez mais nestas sacolas como brinde e uma forma de divulgar sua marca, além de conscientizar os consumidores.

A jornalista Joyce Nogueira conta que faz uns sete anos que usa diariamente para ir a supermercados, sacolões, farmácias e até ao banco. Ela explica que prefere usá-las, pois além da facilidade de não ter que carregar várias sacolas, elas contribuem para preservar a natureza e, por isso, acredita que a procura por estas bolsas tem aumentado bastante. “Afinal esse é o nosso planeta e temos que cuidar dele para manter o equilíbrio”, ressalta.

Antenada nas tendências, Joyce super recomenda as pessoas a usarem, pois são bem estilosas. “Às vezes a ecobag dá até uma cor ao look”, passa a dica. “Eu utilizo muitas roupas em tons neutros e tenho uma rosa pink que super se destaca quando uso principalmente em looks monocromáticos como o branco”, complementa.

A diarista Luciana Miranda conta que possui várias bolsas em casa. Ela revela que não sai sem uma, pois é muito útil e resistente. “Melhor que sacola de plástico, papel e até mesmo bolsas normais que usamos no dia a dia”. Luciana explica que quando a sua está suja ela coloca na máquina para lavar e, após passar a ferro, ficam novinhas e lindas. As sacolas ecológicas são sempre bem vindas, um ótimo presente, e por isso, quando ganhou algumas unidades repassou para as amigas, afirma.

As bolsas em tecido deixaram de ser caretinhas e simples e ganharam um ar mais fashion com modelos e tamanhos para todos os gostos e estilos: com estampas atemporais, temas contemporâneos, frases, fotos de famosos de séries, políticos, bandas, filmes e muitas outras. “As pessoas podem colocar um pouco da personalidade em suas escolhas. Quem gosta de cachorro ou gato pode comprar de animais, quem gosta de flores pode fazer essa escolha, quem quer de uma cor colorida ou neutra também encontra”, explica Joyce.

Ser ecologicamente correto está em alta, sendo um dever de todos nós cuidarmos da nossa casa: o planeta. A natureza agradece!