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Atleta do Flamengo celebra convocação inédita

As últimas semanas têm sido de conquistas e muitas emoções para a nadadora Natália Steiner, de 15 anos.

No final de julho, a atleta do Flamengo venceu os 200m peito do Brasileiro Juvenil, em Recife, conquistando a melhor marca da carreira: 2min432s. No último domingo, a filha de Frederico Steiner e Larissa Alvarez foi convocada pela primeira vez para o Sul-Americano Juvenil, a partir do dia 6 de novembro, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

Fiquei muito feliz, porque é um objetivo que eu tinha e alcancei. Agora é treinar muito e chegar da melhor forma. Já estive em uma competição nos EUA e outra no Peru, mas será o meu primeiro Sul-Americano – festeja a nadadora.

Como não poderia deixar de ser, Natália não vê a hora de desembarcar na cidade boliviana:

Estou bem ansiosa e esta conquista é muito importante. Lutei muito para chegar até aqui – acrescenta a filha de Frederico e de Larissa.

Ano passado, a irmã mais velha de Rafa Steiner foi, nas tomadas de tempo, tetracampeã brasileira nos 100m peito e 200m peito, além dos 200m medley e 400m medley.

Mas as conquistas de Natália não têm surgido por acaso. São frutos de muita dedicação e, claro, talento.

Gratidão ao CEL

Para aliar os treinos e competições pelo Flamengo com os estudos, a filha de Frederico e Larissa tem como parceiro o CEL Intercultural School, onde cursa a 1ª série do Ensino Médio:

Treino três vezes por semana de madrugada, em torno das 5h, e acabo perdendo o primeiro ou segundo tempo da escola. Mas o CEL tem sido muito parceiro, vem abrindo muitas portas para mim, está se formando uma amizade muito boa entre a gente. Porque eles me ajudam quando preciso. Às vezes viajo para competir e tenho que faltar uma aula ou outra.

Com convocações frequentes para a seleção de base do Brasil há dois anos, Natália mostra personalidade ao ser perguntada sobre quem é sua maior inspiração no esporte.

Tenho um ídolo que é o (Michael) Phelps (americano), admiro muito as pessoas, mas eu me inspiro em mim mesma. Eu não falo: ‘quero ser tal pessoa’. Quero ser eu, fazer o meu melhor, mas admiro muitos. Dentre eles, o Phelps.

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Solon e Marllos: pai, filho e o sonho olímpico no polo aquático

 

 

A história do polo aquático no Brasil está diretamente ligada à família Santos. A começar pelo saudoso nadador e jogador da modalidade Álvaro Augusto dos Santos, que, entre outros feitos, inaugurou a primeira piscina olímpica da América Latina, em plena Baía de Guanabara, em 1935. Solon, filho de Álvaro, completa 50 anos da modalidade em 2022. Seu filho, Marllos, aos 27 anos, representa, com muito orgulho, obviamente, a terceira geração de uma família acostumada a conquistas.

Solon não acompanhou as façanhas do pai como atleta nas piscinas, uma vez que Álvaro tinha 40 anos quando o herdeiro nasceu. Mas Solon, hoje com 60 anos, vem desfrutando do privilégio de treinar Marllos, de 27, no Tijuca Tênis Clube:

É uma emoção muito grande ver meu filho seguindo o caminho do pai e do avô, sendo ele a terceira geração de aquapolista da família. É importante ser hoje seu técnico, que me deixa orgulhoso de saber que ele herdou a paixão da família pelo polo aquático.

E, como não poderia deixar de ser, Solon teve influência na escolha do filho pelo polo aquático:

Comecei a jogar no Botafogo com 12 anos, mas já havia praticado desde mais novo em diversos clubes por onde meu pai passou e com 14 anos decidi entrar na rotina de treinos sérios de equipe.

Um dos principais nomes da modalidade no Brasil, Solon, além de troféus como atleta, vem colecionando conquistas como treinador. Entre elas, ter comandado, durante oito anos, o projeto de polo aquático da Rocinha. Seu maior legado lá.

 É saber que pude contribuir na formação de vários jovens que começaram comigo e estão brilhando em clubes do Rio e da seleção brasileira. Eles se formaram como cidadãos do bem e brilham em suas vidas profissionais.

O pai de Marllos também fez história pelo Flamengo, clube que defendeu nas Olimpíadas de 1984, em Los Angeles, e pelo Botafogo, cuja camisa ele vestiu e honrou por 30 anos.

Ter tido uma carreira nesses dois clubes me deixa muito orgulhoso – conta Solon, que é atleta emérito do Alvinegro e laureado e hall da fama pelo Rubro-Negro.

E qual a melhor lembrança dos Jogos de 84?

 A cerimônia de abertura, por saber que o mundo todo estava reunido para esta grande festa do esporte.

O maior sonho do caçula da família é justamente repetir o feito do pai na Olimpíada. Só que a missão não é das mais fáceis. Desde 84, o Brasil só disputou a modalidade nos Jogos em 2016, por ter sido sede.

E o que falta para o polo aquático brasileiro voltar a figurar no principal evento esportivo do planeta?

Mais investimento e intercâmbio com os países de ponta para podermos ter o polo aquático classificado no Pré-Olímpico – aponta Solon, enumerando desafios como a falta de investimento para o Brasil voltar à competição.

GRATIDÃO AO CEL

Campeão pela seleção brasileira sub-18, da Taça Brasil, pelo Fluminense, e sul-americano, pelo Botafogo, Marllos também colecionou vitórias e amigos nos 3 anos nos quais estudou no CEL Intercultural School:

As melhores memórias que eu tenho do CEL são as amizades de atletas que também estudavam lá, a grande forma como o colégio proporciona aos alunos conciliarem esporte com a educação. Pra mim era uma rotina até tranquila, pois os treinos de polo são só na parte da noite, assim conciliava estudo durante o dia e os treinos à noite.

Solon, que foi técnico da escola no Intercolegial, também é grato ao colégio na formação do filho:

O CEL teve uma grande importância em sua formação profissional, com seus professores e sua referência como escola padrão.

Pelo colégio, pai e filho foram campeões juntos. Mais uma emoção para a família Santos.

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Atleta do Flamengo celebra vitória no Brasileiro de natação

 

 

Natália Steiner, de 15 anos, começou na natação ainda bebê, por lazer e pela saúde, por incentivo dos pais, Frederico e Larissa. Aos 9, passou a competir e, desde então, vem colecionando conquistas. A mais recente foi no Brasileiro Juvenil, em Recife, no domingo, quando venceu os 200m peito, 2min43s, a melhor marca de sua carreira.

Treino isso durante anos e anos e consegui bater este meu objetivo, mas foi muito difícil chegar lá – conta Natália.

Apesar da pouca idade, Natália, resiliente, tem consciência do que está plantando nas piscinas:

Treino de manhã até de noite, também malho. É uma rotina muito

Foto: Divulgação

complicada, não é uma vida de adolescente normal, igual à que os outros têm. Mas tudo tem um propósito e eu amo muito o que faço e tenho certeza de que nunca vou me arrepender do que estou ‘perdendo’ – analisa.

E a atleta do Flamengo tem um grande parceiro para aliar os treinos, competições e estudos: o CEL Intercultural School, onde cursa a 1ª série do Ensino Médio:

Foto: Divulgação

Treino três vezes por semana de madrugada, em torno das 5h, e acabo perdendo o primeiro ou segundo tempo da escola. Mas o CEL tem sido muito parceiro, vem abrindo muitas portas para mim, está se formando uma amizade muito boa entre a gente. Porque eles me ajudam quando preciso. Às vezes viajo para competir e tenho que faltar uma aula ou outra.

Em 2020, a filha de Frederico e Larissa foi, nas tomadas de tempo, tetracampeã brasileira nos 100m peito e 200m peito, além dos 200m medley e 400m medley.

Com convocações frequentes para a seleção de base do Brasil há dois anos, Natália mostra personalidade ao ser perguntada sobre quem é sua maior inspiração no esporte.

Tenho um ídolo que é o (Michael) Phelps (americano), admiro muito as pessoas, mas eu me inspiro em mim mesma. Eu não falo:

Foto: Divulgação

‘quero ser tal pessoa’. Quero ser eu, fazer o meu melhor, mas admiro muitos. Dentre eles, o Phelps.

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Frio que fala? Atleta do Flamengo celebra título no nado artístico após treino no inverno

 

 

Enfrentar uma piscina pela manhã, no inverno carioca, não é para os fracos, literalmente. Desde que essa estação do ano começou, no dia 21 de junho, é normal o carioca encarar temperatura por volta dos 13ºC, o que é bem frio para quem está acostumado com o tradicional calor na cidade.

E como faz quando é preciso encarar o frio e a piscina, ao mesmo tempo? Com a palavra Jullia Catharino, de 18 anos, atleta do Flamengo e da seleção brasileira de nado artístico:

Aqui no Rio não temos treinamento em piscinas cobertas. Então, essa fase do inverno é um pouco mais sofrida para nós, que somos atletas aquáticos (risos).

Pela seleção, Jullia faz um treino pela manhã, às 7h30, e outro de noite:

A maioria das vezes a água é até aquecida, mas não chega a ser quente de fato. Então, de manhã cedo e à noite são os horários que mais sentimos o frio externo. Procuramos ficar o mínimo de tempo paradas para nos manter mais aquecidas durante o treino.

Esforço à parte para encarar a baixa temperatura, Jullia e as colegas do clube rubro-negro conquistaram, no último final de semana, o 1º lugar na equipe livre e na prova de highlight do Estadual de Inverno.

Foi a nossa primeira competição presencial por aqui, com protocolos, público completamente reduzido, mas foi muito bom para voltarmos a sentir aquela adrenalina que só tem em competição – festejou a atleta.

E por ter sido o primeiro torneio com torcida após tanto tempo, a nova conquista foi ainda mais comemorada:

Foi especial, estávamos muito animadas e também gostamos muito do nosso desempenho nesse retorno, de estarmos competindo as provas de equipe, com os adversários, juízes e com aquela atmosfera de competição de novo – celebrou.

Ganhar competições, aliás, não é novidade para Jullia. Em junho, ela venceu, de maneira on-line, o Pan-Americano de Aruba. Há dois anos, Catharino foi eleita a melhor atleta da América do Sul na modalidade.
No currículo, a jovem atleta também tem o tetracampeonato sul-americano.

Gratidão ao CEL

Convocada pela primeira vez para a seleção adulta aos 16 anos, Jullia pratica o nado desde os 5 anos. A inspiração foi Rafaella, sua irmã.

Desde cedo a nadadora teve que aprender a conciliar os treinos com os estudos. Ex-aluna do CEL Intercultural School, onde estudou de 2014 a 2020, Jullia é muito grata ao colégio:

O CEL sempre foi muito mais do que um colégio para mim, ele foi o meu verdadeiro porto seguro com tanto carinho, atenção e reconhecimento. Sou muito grata a todos que fizeram parte disso, minhas conquistas com certeza não seriam possíveis sem eles. Sempre participei de muitas viagens e competições, além dos treinos que muitas vezes duravam um dia inteiro. O CEL sempre me deu todo o apoio e suporte para que eu alcançasse todos os meus objetivos dentro e fora das piscinas – agradece.

Atualmente, Jullia concilia os treinos e competições com os trabalhos como modelo:

Gosto muito das duas áreas, em certos momentos elas se completam e sou muito feliz. Sempre tento conciliar os horários e encaixar meus trabalhos como modelo nos meus horários vagos, intervalos de treino e folgas.

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Brasileiro com muito orgulho: Daniel Dias, um dos maiores atletas paraolímpicos do Brasil

Da Redação

Sem dúvidas estamos falando do grande destaque da natação paralímpica do Brasil e que traz orgulho para essa nação. Este é o paulista Daniel Dias, que faturou números impressionantes em sua carreira e se tornou o grande nome do esporte para o Brasil. Natural de Campinas, interior de São Paulo, Daniel tem má-formação congênita nos membros superiores e na perna direita e compete pela classe S5. O atleta começou a competir em 2006 após assistir ao também nadador Clodoaldo Silva na televisão durante os Jogos Paralímpicos de Atenas 2004.  

Ao longo da carreira, Daniel coleciona números impressionantes. São 24 medalhas em três edições dos Jogos Paralímpicos (Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016), sendo 14 de ouro. Além disso, subiu 40 vezes ao pódio de mundiais, 31 delas como campeão. Em Jogos Parapan-Americanos, levou os 33 ouros das 33 provas que disputou. Ele é também o único brasileiro a receber três vezes o Troféus Laureus, considerado o “Oscar do Esporte”.

Em janeiro deste ano, Daniel Dias, de 32 anos, anunciou que os Jogos Paraolímpicos de Tóquio, neste ano, será o último de sua carreira vitoriosa. Desde 2008, ele coleciona conquistas na modalidade e traz muito orgulho para todo o Brasil.

“Sem dúvida é o maior evento do Movimento Paralímpico e poder dizer adeus nessa competição é um momento espetacular, um momento de muita alegria. A vida do atleta é feita de ciclos, fases, e por isso eu decidi parar, resolvi dar o adeus à piscina porque eu vejo que a minha contribuição com a natação paralímpica já foi excepcional. Foi além do que eu esperava”, emocionou-se em seu anúncio de despedida, em suas redes sociais.

Daniel reside e treina na cidade de Bragança Paulista, é casado e pai de três filhos, Asaph (6), Daniel (5) e Hadassa (1). Em 2014, fundou o Instituto Daniel Dias com o intuito de oferecer treinamentos de natação paralímpica às pessoas com deficiência da cidade de Bragança Paulista e região. Após a aposentadoria, o atleta  também confirmou que terá como principal meta a  instituição.  

“Sempre deixei muito claro que segui um exemplo, e hoje fico feliz de ser exemplo para muitas crianças. Espero que a gente possa continuar influenciando de maneira positiva, mostrando que eles podem alcançar os sonhos e os objetivos deles. Independentemente de termos ou não deficiência, somos capazes de realizar grandes feitos”, comentou o atleta.

Os feitos conquistados pelo nadador são tão expressivos, que recentemente, em eleição feita por um jornal espanhol, Dani foi apontado como um dos maiores atletas do século XXI, após uma eleição feita. Daniel apareceu na 42ª colocação, em lista que continha nomes como Lionel Messi, Michael Phelps,  Roger Federer, Tiger Woods, o saudoso Kobe Bryant, entre outros imensos mundialmente.

Daniel Dias também é um dos embaixadores do Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s), que acontecem em novembro deste ano, no Rio de Janeiro. A competição, inclusive, está de volta e a escolha pelos maiores nomes do esporte brasileiro como embaixadores foi voltada para atletas que representem esse espírito, daí a escolha por Daniel.

E ele é um nome que enche qualquer brasileiro de orgulho ao saber como ele representa essa nação. Obrigado, Daniel.

 

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Quais esportes podemos praticar ou devemos evitar na pandemia?

Coordenador de Educação Física do CEL, Bruno Senna diz que natação é uma das modalidades recomendáveis

Há pouco mais de um ano, o mundo todo se deparou diante de uma inimiga até então desconhecida: a Covid-19. Desde então, o novo normal trouxe protocolos até então impensáveis para a população ao redor do planeta. E para quem pratica atividade esportiva, existe alguma restrição, em tempos de pandemia?

O coordenador de Educação Física das quatro unidades do Colégio CEL Intercultural School, no Rio, Bruno Senna alerta para os cuidados que se deve ter ao praticar esportes nos tempos atuais:

 

Uso de máscara é aconselhável na prática de atividades físicas na pandemia. Crédito: Divulgação/CEL

A prática tem e deve ser realizada diariamente, se possível. Sempre com a supervisão de um profissional habilitado. Caso não haja a possibilidade de ter essa ajuda, indico as atividades leves e moderadas. Cuidados com a higiene (sempre lavar as mãos com água e sabão ou o uso de álcool em gel), uso de máscaras e uma alimentação saudável.
Senna acrescenta que devem ser praticadas, na pandemia, modalidades que envolvam o uso do corpo em sua totalidade, sempre com a precaução de evitar espaços cheios e aglomerações.

Corrida, natação e esportes com raquetes
Exemplos?

Corrida, natação e esportes com raquetes são indicados nesse momento. Sempre com a preocupação de utilizar espaços abertos.
O coordenador de Educação Física do CEL também alerta sobre quais práticas esportivas deve-se evitar nos tempos atuais. Os esportes coletivos devem ser evitados devido ao alto índice de contágio, até pelo fato de os participantes não estarem sendo testados regularmente. Os atletas de alto rendimento são testados semanalmente, o que não ocorre no nosso dia a dia.

E o uso de máscara durante o exercício físico, é aconselhável?

Sim. Vários estudos foram apresentados no ano passado, no qual foi comprovado que o uso de máscaras durante a prática de exercícios físicos não causa danos à saúde.

Qual tipo de máscara?

O ideal é usar as cirúrgicas ou de pano. Sempre lembrando que é importante o cuidado na hora de colocar e retirar. E, se a máscara ficar úmida, recomenda-se trocá-las imediatamente.