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Homem é preso após roubar carro com remédios usados em pacientes com Covid-19

Um homem foi preso em flagrante na quinta-feira (20) após roubar um carro que transportava remédios e produtos hospitalares em são Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. De acordo com os agentes, a carga era composta por medicamentos utilizados em sedação e analgesia de pacientes com Covid-19 em estado grave.

Avaliado em mais de R$ 24 mil, o material seria levado para o interior do Complexo do Mutuapira, em São Gonçalo. Ele foi capturado por policiais civis da 72ª DP (São Gonçalo), com apoio do Programa Segurança Presente, em um dos acessos da Comunidade dos Tabajaras, em Itaúna, na mesma cidade.

Antes da prisão, segundo a polícia, o homem não obedeceu a ordem de parada e decidiu fugir. Na ocasião, houve perseguição. O condutor do veículo perdeu a direção e rodou na pista. Um comparsa do preso, que pilotava uma motocicleta envolvida no roubo, atirou contra os policiais. A carga e o carro utilizado pelo criminoso foram recuperados.

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Compostos presentes em chás amenizam os sintomas de gripes e resfriados

Com a chegada do inverno, as temperaturas mais baixas nos convidam a tomar bebidas quentes, que ajudam a relaxar e a aquecer o corpo. Os chás são uma boa pedida nesse período por combinarem sabor e propriedades funcionais que amenizam os sintomas de gripes e resfriados, mais frequentes nesse período do ano. A ciência já comprovou efeitos antitússico, broncodilatador, anti-inflamatório, expectorante, entre outros, em dois grupos desses compostos: os monoterpenos e os monoterpenoides. Porém, nos chás, a concentração deles não é igual às das substâncias purificadas ou dos óleos essenciais estudados.

“Ainda faltam evidências científicas de que os chás feitos de plantas ricas desses compostos possam apresentar os mesmos efeitos, sendo a concentração do princípio ativo o principal limitante”, explica o biomédico Jarlei Fiamoncini, pesquisador associado ao FoRC, e professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF/USP).

Segundo o pesquisador, esses compostos são encontrados em abundância em ervas, temperos e frutas, tais como gengibre, canela, laranja, limão, capim santo, erva cidreira e hortelã. Há, no entanto, uma grande diferença de teores desses compostos, até mesmo em variedades da mesma espécie. “O ambiente onde a planta é cultivada – duração do dia, tipo de solo, irrigação etc. – também influencia muito na concentração do composto”, explica.

Efeitos comprovados – Os mecanismos de ação desses compostos ainda não são completamente compreendidos, mas já se sabe para que eles funcionam: o mentol da hortelã, por exemplo, tem efeitos antitússico e broncodilatador comprovados. “O timol, encontrado no tomilho ou do orégano, tem ação anti-inflamatória e antiviral. E o eucaliptol, presente também no gengibre, por exemplo, tem propriedades mucolíticas e expectorantes.

Além de não ser possível avaliar a eficácia dos chás medicinais, por causa da variação do teor nos compostos, é importante lembrar que o consumo excessivo de produtos fitoterápicos pode ser prejudicial à saúde. “Os remédios naturais, como os chás medicinais, causam menos reações adversas do que os sintéticos e às vezes nenhuma, mas não é possível afirmar que por serem naturais não ofereçam risco à saúde”, ressalta o pesquisador. “Os compostos fitoquímicos bioativos são produtos químicos estranhos ao nosso organismo e, por isso, podem apresentar toxicidade se ingeridos em doses elevadas.”

Para evitar efeitos adversos, ele recomenda ficar atento à forma de preparo dos chás e à quantidade ingerida por dia. “O bom senso deve orientar o consumo dessas bebidas. Consultar fontes científicas e profissionais especializados, como os farmacêuticos e nutricionistas, é sempre a melhor opção quando houver dúvidas sobre a utilização de chás e produtos naturais.”

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Bolsonaro suspende aumento de preços de remédios

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (31) o adiamento no reajuste de preço de todos os remédios pelos próximos 60 dias. Por meio de sua conta no Twitter, o presidente afirmou que a decisão foi tomada de comum acordo com a indústria farmacêutica. No Senado, tramita projeto que também evita o aumento nos preços dos medicamentos. De iniciativa do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o PL 881/2020, entretanto, congela os preços dos remédios por todo o tempo que durar a pandemia do coronavírus.

O texto suspende eventuais reajustes nos preços de medicamentos durante a vigência do estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo 6, de 2020, em virtude da pandemia de covid-19. O PL estabelece também que a vigilância da estabilidade dos preços ficará sob responsabilidade dos Ministérios da Economia e da Justiça e Segurança Pública. As pastas ficam autorizadas a promover convênios com os governos dos estados, dos municípios e do Distrito Federal para  garantir a medida.

Em caso de descumprimento, a autoridade competente aplicará pena de multa no valor mínimo de R$ 500,00 e máximo de R$ 80.000,00, dependendo da estrutura e do porte do estabelecimento. O estabelecimento também poderá ser fechado ou ter as atividades suspensas até a assinatura do termo de ajustamento de conduta.

Fonte: Agência Senado