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Censo mostra que Rio tem 1.318 crianças e adolescentes acolhidos

Da Agência Brasil

O 27º Censo da População Infanto Juvenil Acolhida no Estado do Rio de Janeiro, divulgado pelo Ministério Público estadual (MPRJ), mostra que até o dia 30 de junho havia no estado 1.318 crianças e adolescentes acolhidos, sendo 1.094 (83%) em acolhimentos institucionais e 136 (10,32%) em famílias acolhedoras. Do total, 161 menores estavam aptos para adoção (12,22%).

O anúncio foi feito de forma virtual, com transmissão ao vivo pela página do Instituto de Educação Roberto Bernardes Barroso (IERBB/MPRJ) no YouTube.

Apresentados pelo coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude (CAO Infância e Juventude/MPRJ), Rodrigo Medina, os dados revelam que do total de crianças e jovens acolhidos, 681 não recebiam visita, sendo a maior parte (571) encontrada em acolhimentos institucionais. O município do Rio detinha, no dia 30 de junho, o maior percentual da população infantojuvenil acolhida no estado a cada 10 mil habitantes, equivalente a 33,16%.

Em seguida, aparecem Campos dos Goytacazes (7,44%), Nova Iguaçu (4,56%), São Gonçalo (3,87%), Niterói (3,34%), Duque de Caxias (2,28%). Do total de 437 crianças e adolescentes acolhidos na capital fluminense, 417 eram do próprio município e 20 de outras cidades.

As faixas etárias de 0 a 6 anos de idade e de 7 a 11 anos respondiam pelos maiores números de acolhidos (426, ou 32,32%, e 892, ou 22,38%), respectivamente, mostra o censo. Do total de 1.318 crianças e jovens acolhidos, 849 (64,42%) estudam e 469 (35,58%) não estudam.

Motivos de acolhimento

Negligência foi o principal motivo de acolhimento de 487 crianças e adolescentes, correspondendo a 36,95% do total. Em seguida, aparecem abandono pelos pais e responsáveis (119, ou 9,03%); situação de rua (97, ou 7,36%); abuso físico ou psicológico (84, ou 6,37%).

Rodrigo Medina alertou que, devido à pandemia do novo coronavírus, a impossibilidade de cuidado dos menores pelos responsáveis por motivo de doença respondeu pelo acolhimento de 49 menores (3,72%). Em seguida, aparece entrega voluntária: 43 menores (3,26%). O censo aponta que em junho de 2019, a entrega voluntária ocupava a 18ª posição no ranking, subindo em junho de 2021 para a 10ª colocação.

Um total de 48,36% dos menores acolhidos por negligência e 6,10% pela impossibilidade do responsável de cuidar por motivo de doença estava na faixa de 0 a 6 anos de idade (206 e 26 crianças, respectivamente). Da mesma forma, do total de 681 crianças e jovens que não recebiam visita, 218 estavam na primeira infância (16%) e 200 na faixa de 12 a 15 anos (29,37%). Da totalidade de 1.318 acolhidos, 839 tinham ações judiciais, 198 tinham procedimentos judiciais, enquanto 281 não tinham nem ações nem procedimentos judiciais em 30 de junho deste ano.

Estavam aptas à adoção pelo MCA, 161 crianças, das quais 45 estavam disponíveis há mais de cinco anos e menos de dez anos. “Isso é muito preocupante”, afirmou Medina. Dos aptos à adoção, a raça negra, que engloba pretos e pardos, respondia por 140 menores. Os brancos somavam 21 crianças e jovens; os pretos, 64; e os pardos, 76.

Raça e sexo

Do total de 1.318 acolhidos, 1.048 eram da raça negra (cerca de 80% do total), sendo que 32% estavam na primeira infância; 606 pertenciam ao sexo feminino e 712 ao sexo masculino. Medina destacou que no primeiro censo, divulgado em 31 de maio de 2008, o total de acolhidos no estado do Rio de Janeiro alcançava 3.732. Graças à evolução normativa, às modernizações legislativas, ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ao monitoramento propiciado pelo MCA, o número foi reduzido.

O total de denúncias de violências e abusos contra crianças e adolescentes atingiu 29.592 no primeiro trimestre de 2020, caindo para 20.021 no quarto trimestre do ano passado. No segundo trimestre de 2021, o número de denúncias voltou a subir, alcançando 25.254. Na avaliação do MPRJ, o isolamento social imposto para impedir a disseminação da covid-19 foi responsável por grande parte das violências contra menores de idade, sendo que 80% das violências ocorreram na casa da vítima.

No período de março a junho de 2019, os novos acolhimentos somaram 1.365. No mesmo período de 2020, o número caiu para 638, com redução de mais de 50% durante a pandemia do novo coronavírus. Medina ressaltou que essa redução poderia ser interpretada como um dado positivo, mas “no contexto da pandemia representa menor proteção”. Já o comparativo entre o segundo semestre de 2020 e o primeiro semestre de 2021 revela que o número de novos acolhimentos subiu de 1.504 para 1.526, sinalizando recomposição do patamar anterior que, em 2019, era de 1.300 ocorrências, com tendência de entrada de novos acolhimentos.

Ainda de acordo com o censo, de março a junho de 2019 foram registrados 1.361 desligamentos de serviços de acolhimento, contra 904 em igual período de 2020. A queda de 33% é atribuída ao impacto da pandemia, que “desorganizou toda a rede de acolhimento de crianças e adolescentes. Teve redução na porta de entrada e também de saída”.

No cenário atual, considerando o primeiro semestre de 2021, foram registrados 1.520 desligamentos, contra 1.687 no segundo semestre do ano passado, quando ocorreu aumento em torno de 70% dos desligamentos.

Direitos

O secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Maurício Cunha, destacou que a parceria com o Ministério Público é extremamente relevante no sistema de garantia de direitos, na política do direito à convivência familiar e comunitária, especialmente das crianças em situação de maior vulnerabilidade. “Nos preocupa muito a situação do acolhimento institucional. É objetivo do Brasil que toda criança viva em família, que toda criança seja protegida”. Lembrou os artigos 4 e 5 do ECA que falam de dever da família e da comunidade em geral e do Poder Público de garantir proteção às crianças e jovens e que se referem também à convivência familiar e comunitária.

Cunha ressaltou que nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, violência, exploração, crueldade ou pressão. O secretário mencionou que o Poder Executivo está trabalhando bastante, de modo a privilegiar o acolhimento familiar como prioridade. “Precisamos sair da nossa marca de apenas 4% das nossas crianças no acolhimento familiar e 96% no acolhimento institucional”. Ele disse que nos acolhimentos institucionais é preciso que haja garantia dos direitos dessas crianças, “que não sejam um novo espaço de revitimização”.

A secretaria está trabalhando em uma nova política inovadora, que já foi iniciada na sociedade civil de alguns estados, mas que o governo pretende espalhar para todo o Brasil, que é o Programa Família Solidária.

“É o acolhimento familiar para crianças do Programa de Proteção de Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM). Maurício Cunha informou que são mais ou menos 400 crianças e jovens ameaçados de morte no Brasil, que não precisarão mais estar no acolhimento institucional, mas estarão em acolhimento familiar. O programa tem recursos do Fundo Nacional deliberado pelo Conselho Nacional dos Direitos da criança e do Adolescente (Conanda).

O próximo censo será realizado no dia 30 de dezembro.

 

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CCBB Rio comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

Da Agência Brasil

O Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB Rio) comemorou, no domingo (19), o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A atividade integra o projeto Patrimônio e Memória do Programa CCBB Educativo Arte & Educação.

A coordenadora Pedagógica Nacional do CCBB, Valquíria Prates, disse que desde que o programa foi criado, há três anos, os educadores se dedicam a pensar, ao longo de todo o ano, a acessibilidade e a inclusão em todas as atividades.

“Mesmo quando não é uma data comemorativa ou uma programação especial, a gente sempre tem o cuidado de imaginar e estratificar a inclusão em todas as nossas visitas, sejam presenciais ou online durante a pandemia”.

Valquíria informou que muitas visitas foram feitas em Língua Brasileira de Sinais (Libras) a distância, “como sempre a gente teve, ao vivo”, além de visitas para cegos e participação de pessoas com deficiência intelectual.

Para os educadores do CCBB, a coordenadora pedagógica afirmou ser muito importante praticar, experimentar e pesquisar a inclusão e a acessibilidade da pessoa com deficiência de maneira mais ampla nas atividades realizadas.

União

Para Valquíria Prates, o dia 19 é uma oportunidade de o CCBB Rio se juntar a todas as lutas das pessoas com deficiência que estão acontecendo.

“A gente entende que essas lutas são todas nossas. Como trabalhamos com arte, educação e mediação, entendemos que nosso papel, como mediadores, é investir nessa cultura de acessibilidade, de inclusão, para que as pessoas com deficiência tenham o direito garantido de poder participar de qualquer ação que tiver interesse e desejo de estar junto.”

O Programa CCBB Educativo reunirá, às 14h de domingo, pessoas para conversas públicas no CCBB Rio e também nos CCBBs de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, com o objetivo de ampliar o conhecimento dos participantes e envolver todos em um processo de mapeamento dos diferentes aspectos que caracterizam a luta dos brasileiros com ou sem deficiência. Valquíria Prates destacou que todos os assuntos e causas são tratados como um patrimônio cultural.

“Todas as datas comemorativas são dentro desse escopo de trabalho em conjunto que a gente entende como patrimônio cultural do Brasil. O dia dedicado às pessoas com deficiência é um desses dias.”

A capacidade é para 12 pessoas, mediante agendamento prévio através da plataforma Eventim. Será emitido apenas um ingresso por CPF e o representante poderá estar acompanhado por mais uma pessoa de sua família, com o mesmo tíquete. A classificação é livre e recomendada para pessoas acima de 10 anos de idade. O evento é gratuito.

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Desigualdades agravam pandemias, alertam pesquisadores

Da Agência Brasil

O modelo econômico globalizado e marcado por desigualdades de diversos tipos deve provocar pandemias mais frequentes e acirrar diferenças na qualidade de vida e no acesso a direitos, disseram nesta semana especialistas em saúde pública que participaram de debate em comemoração ao centenário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisador e professor da universidade, o epidemiologista Roberto Medronho alertou que a frequência com que as pandemias ocorrem tem aumentado no século 21, quando o mundo já enfrentou surtos internacionais de MERS, SARS, ebola, gripe suína e covid-19.

“A frequência e intensidade das pandemias no mundo vêm se acelerando. Precisamos dar um basta nesse modelo capitalista selvagem e predador e nessa desigualdade social. Isso é insustentável com a vida no planeta. Não é uma questão de se ‘teremos outras pandemia, mas de quando teremos”.

Medronho classificou o impacto da pandemia no Brasil como “pavoroso” e “dramático”, e disse acreditar que o cenário seria muito pior se o país não contasse com um sistema de saúde público universal. “Se não chegamos a 1 milhão de óbitos é porque temos o Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse o pesquisador, acrescentando que municípios com maior desigualdade tiveram maior incidência de covid-19. “Indíviduos de cor da pele não branca foram mais afetados por óbitos na pandemia. E os de nível superior tiveram maior proteção. Ou seja, essa pandemia tem rosto. Ela é negra e pobre”.

O epidemiologista destaca que, além das vítimas diretas, a pandemia deve trazer impactos mais amplos, como fechamento de postos de trabalho causados pelo esvaziamento dos centros urbanos, diagnóstico tardio de doenças, sedentarismo, transtornos psicológicos e aumento da desigualdade.

“É compreensível o medo de retornar às escolas, porque muitas não têm água, não têm banheiro nem janela adequada para a ventilação. Precisamos de escolas que possam acolher essas crianças, porque estamos afetando toda uma geração. A evasão escolar está aumentando, muitas crianças não voltaram”, disse ele, que citou possíveis consequências disso – os abusos sexuais, abusos físicos, a gravidez na adolescência, o analfabetismo funcional. “Esse é um tema que amplificará e muito a desigualdade social”.

O infectologista alerta que a desigualdade e a sustentabilidade são temas que impactam a saúde. “Não teremos paz se não tivermos uma radical mudança na forma de viver, conviver, de produzir e de nos relacionarmos com os animais, com a natureza e principalmente com o outro”.

Pesquisador da Fiocruz Bahia e da Universidade Federal da Bahia, o epidemiologista Maurício Barreto destacou que, ao longo da história, as epidemias e as doenças infecciosas sempre afetaram grupos populacionais de forma diferente, incidindo de acordo com a desigualdade social e gerando mais iniquidades como consequência.

No caso da pandemia de covid-19, ele lembra que pessoas que vivem em comunidades densamente povoadas como as favelas estão mais expostas ao contágio, ao mesmo tempo em que populações pobres sofrem mais frequentemente com questões de saúde como obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes, consideradas comorbidades.

“São vários aspectos que se juntam para expressar esse complexo que genericamente chamamos de desigualdade”, diz ele, que aponta a necessidade de se buscar soluções globais para a pandemia e considera que organismos internacionais não conseguiram conduzir uma resposta conjunta. “No mundo, em geral, essa ação da pandemia foi muito nacional. Cada país foi tomando suas ações, e cada governo tomando suas ações, não vendo uma perspectiva global”.

O economista e sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Carlos Gadelha acrescentou que essas respostas nacionais geraram uma concentração das vacinas nos países mais ricos. Segundo o pesquisador, dez países concentram 75% das doses no mundo, e, enquanto nações ricas buscam garantir a aplicação da terceira dose, há países em que a vacinação ainda não começou.

Especialista no cruzamento entre desenvolvimento, economia e saúde, Gadelha alertou que a concentração de quase 90% das patentes em dez países indica que a desigualdade no acesso às vacinas tende a se perpetuar. “A patente de hoje é a desigualdade de amanhã. É a barreira de acesso de amanhã. Não é entrar em um discurso binário a favor ou contra as patentes. Mas isso se reflete em uma desigualdade estrutural nessa pandemia e nas próximas”.

Para ele, o setor da saúde pode se apresentar como importante alternativa para o desenvolvimento sustentável, articulando interesses privados e sociais. O economista cita o que ocorreu com a produção de vacinas no Instituto Butantan e no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos), em parcerias com empresas desenvolvedoras dessas tecnologias.

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Sancionada lei que inscreve Chico Xavier no ‘Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria’

Da Agência Senado

Foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro a Lei 14.201, que inscreve o nome de Francisco Cândido Xavier no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Originária do Projeto de Lei (PL) 1.853/2021, da Câmara dos Deputados, e relatada pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE), a matéria foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (8).

Francisco Cândido Xavier, conhecido como Chico Xavier (1910-2002), foi um médium e um dos principais expoentes do espiritismo. É autor de aproximadamente 400 livros psicografados. Em 1981, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é um documento que preserva os nomes de figuras que marcaram a história do Brasil. O chamado Livro de Aço encontra-se no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Durante a votação do texto no Senado, em agosto, Eduardo Girão destacou a importância de Chico Xavier e disse que foi extremamente beneficiado pela vida e pela obra do médium, nascido em Pedro Leopoldo (MG) e famoso em todo o mundo.

— Sei que não passo perto de ser merecedor de estar aqui sendo um instrumento porque, para falar de Chico Xavier, não é fácil. Era um homem caridoso, muito humano, que tinha tudo para ser um dos homens mais ricos do Brasil, mas abdicou de tudo. A partir do contato com a sua obra, pude me encontrar como pessoa. A minha vida é antes e depois de Chico Xavier. Procurei desenvolver algumas atividades para levar o conhecimento da sua obra, de mais de 450 livros, por meio de filmes que tive a benção de produzir e peças de teatro, e vi o que aconteceu comigo e com outras pessoas — afirmou Girão na ocasião.

O médium morreu no dia 30 de junho de 2002, aos 92 anos de idade, em decorrência de parada cardiorrespiratória.

 

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Primeira Casa da Juventude, na Pavuna, é inaugurada e vai oferecer acolhimento e cursos de capacitação

O bairro da Pavuna, na Zona Norte do Rio, ganhou a primeira Casa da Juventude, da Secretaria Especial da Juventude Carioca (JUVRio). A inauguração foi na quinta-feira (12). O local irá receber dezenas de adolescentes e jovens para atividades de saúde, educação e cultura, promovendo formação profissional e social dos moradores da região.

A previsão, segundo, segundo a prefeitura, é que sejam inauguradas até 2024 mais quatro unidades semelhantes distribuídas pelas áreas de planejamento do município, com atendimento médio de 250 jovens por mês em cada casa.

Na cerimônia de inauguração, estiveram presentes o secretário da Juventude, Salvino Oliveira; o subprefeito da Zona Norte, Diego Vaz; a secretária municipal de Conservação, Ana Laura Valente; a secretária municipal de Assistência Social, Laura Carneiro; e o representante da Fundação Mudes, Cleto de Assis.

Um grupo de jovens estudantes do Ensino Fundamental da Escola Municipal Deputado Hilton Gama, localizada próxima à Casa, foram os responsáveis por decorar as paredes com desenhos e pinturas.

O primeiro ciclo formativo, de orientação ao mundo do trabalho, será realizado em parceria com a Fundação Movimento Universitário de Desenvolvimento Econômico e Social (Mudes). Os cursos receberão inscrições já neste mês de agosto para quatro turmas, com a expectativa de atender 40 jovens de 14 a 21 anos. As atividades começarão na próxima semana, com aulas às segundas e quartas-feiras ou terças e quintas-feiras, com carga horária de quatro horas.

Os interessados poderão se inscrever por meio de uma ficha de cadastro, no local, ou no endereço eletrônico: https://abre.ai/cadastro-casa-da-pavuna.

Foto: Bernardo Cordeiro/Prefeitura

Na inauguração, jovens selecionados pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da região também participaram de uma oficina de grafite teórica e prática. A Universidade Estácio de Sá também compareceu, levando serviço de ação social com equipe de enfermagem para aferição de pressão, informações sobre saúde, IMC, teste vocacional e orientação sobre carreira.

No período da pandemia, o funcionamento da Casa da Juventude da Pavuna será de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 18h. A rotina da casa contemplará também palestras, feiras de oportunidades de empregos, escuta ativa de jovens para a construção de novas políticas públicas voltadas para a juventude carioca por meio de rodas de conversas e atendimento individual.

Confira as demais programações da Casa da Juventude da Pavuna

Curso “Do consumo consciente ao planejamento financeiro” (10 vagas)

Dia 24/8, das 9h às 13h

A JUVRio e o Procon Carioca vão oferecer um curso para promover nos jovens mais consciência sobre o consumo e promover uma posição responsável e sustentável. Além do curso, a equipe do Procon Carioca estará presente para atender consumidores, juntamente com a van do atendimento da Prefeitura, o 1746.

A forma de inscrição será informada pelas redes sociais da JUVRio.

Curso “Workshop do Whatsapp Business” (20 vagas)

Dia 24/8, das 14h à 16h

Em parceria com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds) a JUVRio realizará um workshop na Casa da Juventude da Pavuna sobre a formação virtual que a pasta tem realizado.

A forma de inscrição será informada pelas redes sociais da JUVRio.

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Cultura Social

Cantor Dudu Nobre participa de campanha beneficente contra a fome

Legião da Boa Vontade intensifica a campanha de mobilização social para atender o maior número de pessoas e tem adesão do cantor Dudu Nobre. 

            O cantor, sambista e compositor Dudu Nobre, recentemente, fez um vídeo para a LBV. A convite do representante da Legião da Boa Vontade do Rio de Janeiro, Pedro Paulo, o artista emprestou a sua imagem, talento e prestígio, para uma campanha social da instituição, gratuitamente.

Foto: Clilton Paz & Pedro Paulo.

  A LBV, instituição que existe há décadas, em parceria com o MMA Social e o Prêmio Cultural Plumas & Paetês, vêm realizando, diariamente, doações de cestas básicas para famílias ceifadas pela pandemia da COVID-19. Mesmo com as vacinas existentes e as campanhas de vacinação sendo efetuadas, a LBV vem fazendo a sua parte intensificando a campanha de mobilização social DIGA SIM para atender o maior número de pessoas possíveis devido à pandemia do coronavírus.

            Na visão do representante Pedro Paulo, “Infelizmente, milhares de vidas foram ceifadas e a pandemia tem causado grandes impactos nas famílias, principalmente as mais vulneráveis”. Dessa forma, ter o apoio de artistas e celebridades como o cantor Dudu Nobre valoriza o trabalho de pessoas e instituições como a LBV, o MMA Social e o Prêmio Plumas & Paetês Cultural. E a perspectiva é que outros artistas possam aderir a este tipo de movimento, bem como empresas para alavancar as doações e atender mais famílias vulneráveis.

            Ainda, segundo Pedro Paulo, a meta da LBV é entregar, por meio da campanha DIGA SIM, nas cinco regiões do país, cerca de 85 mil cestas básicas, 242 mil litros de leite, 91 mil kits de higiene e limpeza, e ainda 20 mil cobertores. O inverno, que é a estação mais fria do ano, está chegando e com isso uma demanda crescente de famílias a serem atendidas nas 82 unidades socioeducacionais da LBV.

Conheça mais sobre o projeto

  Instagram: @lbvbrasil / @torres.pedropaulo

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Educação Rio Social

CEL Solidário arrecada alimentos e produtos de higiene

O dicionário define a palavra solidariedade de várias formas. Uma delas é: disposição para ajudar. Pois, há anos, o CEL Intercultural School abraça as causas sociais e estimula doações. Em tempos de pandemia e ciente dos danos econômicos que a Covid-19 tem causado, o colégio, novamente, estende a mão ao próximo. E o projeto CEL Solidário arrecada alimentos e produtos de higiene.

Uma turma do Pré-I colocou no planejamento o vídeo da Turma da Mônica sobre solidariedade, que termina com os personagens convidando quem está assistindo a fazer doações. Pensando em tudo o que estamos vivendo, com tantas pessoas sofrendo e passando fome, ao ver o vídeo, tive a ideia de usá-lo como disparador do assunto com todas as turmas do Infantil e Fundamental I para fazermos a proposta das doações – explica May Chagas, diretora pedagógica do CEL.

Pais e alunos logo abraçaram o projeto:

Na semana passada, o meu filho chegou da escola muito entusiasmado com a campanha de solidariedade do CEL. Antes que eu tomasse conhecimento do CEL Solidário através da circular, ele já queria comprar os alimentos. Ele me explicou a importância de ajudar aos que estão necessitando deste gesto de amor e queria incentivar os amigos a terem o mesmo empenho. Estipulamos juntos um valor que poderíamos gastar e compramos vários alimentos para esta tão importante campanha. Sua importância vai além da ajuda ao próximo, pois ensina na prática às crianças o que é a solidariedade e que juntos podemos fazer um mundo muito melhor, mesmo em tempos tão difíceis – destacou Juliana de Oliveira Moll, mãe do aluno Rafael Moll Lopes, do 1º ano.

Na casa de Vívian Barcellos Veillard, mãe de Henrique Veillard Rufino, aluno do 1º ano do Ensino Fundamental, o sentimento é o mesmo:

 

 

 

 

Me sinto honrada ao ver que está sendo apresentado ao meu filho de forma tão humana e lúdica o que é ser solidário e sobre a empatia, princípios desenvolvidos em sua formação humana. Mesmo sendo ele uma criança de 6 anos, está tendo a compreensão da realidade, sendo envolvido na contribuição de alimentos que serão doados, no trabalho que foi feito em sala de aula, e ele ter ficado animado em ajudar o próximo, consciente do seu papel solidário. Realmente é motivo de muito orgulho ver o CEL incluir o aluno nesse assunto tão importante, principalmente agora nesta pandemia, em que muitas famílias precisam ainda mais de ajuda.

Definitivamente, a solidariedade está no ar. E no CEL.

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Rio Social

Da Baixada para os campos do mundo

 

 

Projeto ajuda meninos moradores de comunidades do Rio de Janeiro a realizarem sonho de jogar Futebol profissionalmente.

No final de outubro do ano passado, a Life Star Talentos realizou as primeiras peneiras gratuitas, no Parque Natural do Gericinó, no município de Nilópolis. Destas peneiras, foram selecionados meninos para a formação de dois times, titular e reserva. Quatro meses depois de preparo e treinos todas as terças e quintas também no Gericinó, vários jogadores já foram encaminhados para clubes.

O meia-atacante Tigrinho foi para o Sociedade Recreativa e Esportiva Santo Ângelo. O lateral direito Davi Mendes, o volante Danilo silva e o centroavante Júnior estão no Serrano Football Club. O volante Kauã Santana passou por um período de testes no Portuguesa, da Ilha do Governador, e agora faz parte da equipe do Americano Futebol Clube. O zagueiro Felipe Siqueira, o meio campo Thiago de Moraes e o lateral esquerdo Ryan Costa estão no Clube Atlético da Barra da Tijuca. O atacante e meio-campo Andrey Oliveira e o goleiro Delmo Derick integram o time da Associação Nova Prata de Esportes.

O objetivo da Life Star Talentos é ajudar meninos moradores de comunidade a realizarem o sonho de se tornar um jogador profissional. E para isso, as parcerias são essenciais. O observador técnico Anderson Almeida, do Serrano, acredita que o projeto tem uma função que vai além da simplesmente esportiva.

 

Penso que esse trabalho tem uma importância não só esportiva, mas social, educativa além de contribuir com a própria questão da saúde. Essas parcerias funcionam como uma via de mão dupla a longo prazo. Onde os clubes dão oportunidades de desenvolver os atletas, colhendo o rendimento deles no campo. Por consequência, projetando para oportunidades ainda maiores e assim dando visibilidade aos atletas, aos projetos de origem e ao próprio clube.

Jacob David, um dos CEO da Life Star Talentos, diz que o segredo para o sucesso do projeto é o comprometimento e seriedade com que tratam tudo o que é feito. Desde as peneiras e testes gratuitos, passando pelo treino e jogos até a busca, encaminhamento para clubes e gerenciamento da carreira.

Temos a consciência de que trabalhamos com sonhos e, por isso, tudo que fazemos tem muita responsabilidade, compromisso e paixão. O resultado está sendo esse. Os jogadores sendo encaminhados para clubes e realizando sonhos. Isso faz toda a diferença.

O projeto está em busca de novos jogadores com idade entre 13 e 16 anos. Os interessados podem entrar em contato através do Whatsaap 21 9 9510 0508 para marcar os testes gratuitos.
“Estamos tendo muita procura dos clubes e precisamos de mais atletas. Quem tem este sonho e precisava de oportunidade, ela chegou agora”, finaliza Jacob.

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A Obra do Berço – Ajude!

Instituição de assistência social, sem fins lucrativos, de utilidade pública estadual, com certificação CEBAS pelo MDS (hoje Secretaria Especial do Desenvolvimento Social). Fundada em 1928, por um grupo de senhoras para prestar serviços de assistência às mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com confecções de enxovais, pré-natal e puericultura.

Embora pequena, é grande em sua missão de acolher, desenvolver crianças em seus primeiros mil dias que se encontram em situação de vulnerabilidade social, além de promover o fortalecimento de vínculos familiares.

Hoje, o cenário de desigualdade social na cidade do Rio de Janeiro torna imprescindível a continuidade destes serviços de apoio à mulher em vulnerabilidade social, em especial àquelas com filhos na primeira infância.

Estas mães precisam deixar seus filhos em local idôneo, que os protejam dos riscos sociais a que ficariam expostos e, sobretudo, ofereça um programa de apoio educativo e suporte emocional, que desenvolvam suas potencialidades cognitivas e fortaleçam os vínculos sociofamiliares.

Muitos são os cariocas que já fizeram parte do quadro de voluntariado por gerações. Seus nomes ficaram escritos na árvore da Obra do Berço na certeza dia bons frutos que colheriam, o fruto de um futuro digno para nossas famílias.

Escreva você também, seu nome lá!

ATENDIMENTO

Segunda a sexta – 8h às 18h

Rua Cícero Góis Monteiro, 19
Lagoa – Rio de Janeiro – RJ
CEP: 22471-240

CONTATO

Telefones:

(21) 98909-3435 – (21) 2539-3902
contato@aobradobercorj.org.br

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Destaque

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência: as adaptações no trabalho durante a pandemia

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é em 21 de setembro. A data, que visa a reflexão sobre a necessidade de inclusão e participação de todos no corpo social, foi oficializada em 14 de julho de 2005, por meio da Lei nº 11.133.

De acordo com a legislação, pessoa com deficiência (PcD) é “aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com os demais”.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as pessoas portadoras de deficiência representam cerca de 23% da população brasileira, aproximadamente 45 milhões de indivíduos. Com a pandemia da Covid-19, que assola o país desde meados de março, essa foi uma das categorias que precisou de mais adaptações e cuidados, pois as chances de contrair o vírus podem ser maiores nestas pessoas, além do fato de uma grande parte estar no grupo de risco da doença.

A viabilidade de contágio aumenta porque muitos precisam se apoiar em outros locais para se movimentar ou necessitam da ajuda de terceiros para atividades do dia a dia. Outra questão é a das condições que fazem parte naturalmente do grupo de risco, como síndrome de Down, lesões medulares, sequelas graves de AVC, autismo, paralisia cerebral e doenças degenerativas, como a Esclerose Múltipla.

Por conta deste cenário, as PcD precisaram, mais uma vez, que a sociedade fizesse sua parte e se readaptasse, visto que é seu dever assegurar a efetivação dos direitos desses cidadãos. O direito ao trabalho, embora não tão abrangente como deveria, já é garantido. Com a implementação da Lei 8.213/1991, toda empresa com 100 ou mais empregados passou a ser obrigada a preencher de 2% a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência.

Apenas essa imposição, todavia, não é suficiente para que essas pessoas sejam bem recebidas no mercado de trabalho, sobretudo em uma pandemia. Pensando nisso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) emitiu a Nota Conjunta nº 07/2020, em que constam diretrizes para reduzir a disseminação do novo agente do coronavírus em trabalhadores com deficiência.

A nota recomenda aos empregadores adotarem medidas como home office; dispensas de comparecimento ao trabalho com remuneração garantida; orientações acessíveis sobre prevenção; não redução de salários; treinamentos para a utilização de EPIs e flexibilização de jornadas, entre outros pontos.

Caso o empregador não cumpra com as diretrizes, é possível oficializar uma denúncia no próprio MPT. Lembrando que é considerado discriminação a recusa em promover adaptações razoáveis e fornecer tecnologias assistivas às PcD, e que esses indivíduos têm prioridade na fila de processos trabalhistas, direito assegurado pela Lei 12.008/2009.

A Lei Brasileira de Inclusão afirma ainda que, “em situações de risco, emergência ou estado de calamidade pública, a pessoa com deficiência será considerada vulnerável, devendo o poder público adotar medidas para sua proteção e segurança”. É essencial que todos façam sua parte e busquem prestar todo o auxílio necessário para que as pessoas com deficiência tenham uma vida, tanto pessoal quanto profissional, plena, igualitária e honrosa, com participação realmente ativa na sociedade.