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Casos de insônia aumentaram durante a pandemia em todo o mundo

 

O aumento na incidência de distúrbios do sono durante a pandemia, especialmente da insônia, tem sido a principal reclamação das pessoas no mundo inteiro. Pesquisa da Universidade de Southampton mostrou que entre os britânicos o problema saltou de 17% para 25%. Na Grécia, cerca de 40% das pessoas entrevistadas durante a pandemia relataram ter vivido o problema.
No Brasil , desde março de 2020, a palavra “insônia” foi a mais procurada no Google e a pesquisa por “remédio para insônia” aumentou 130% nas buscas. Isso em um país onde 40 milhões já relatavam o problema antes da Covid-19, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Especialista no assunto, o psiquiatra Marco Abud afirma: “a mudança de rotina causou estresse, essa confusão de espaço pessoal com profissional, aumento nas tarefas domésticas, cuidados com os filhos, o isolamento social e, claro, o medo da doença ou de algum familiar contraí-la… Tudo isso virou um caldeirão de emoções e o sono é um dos que mais sofrem com esses momentos “, explica.

A insônia pode ser identificada por características como demora para pegar no sono, depois de deitado após um período superior a 30 minutos; despertar no meio da noite e não conseguir voltar a dormir; ou ainda passar a acordar muito mais cedo do que o habitual e, mesmo com horas livres para seguir dormindo e ainda sentindo cansaço, não ser capaz de pegar no sono.

Segundo Abud, o sono é muito importante para o equilíbrio físico e emocional e a falta dele afeta a química do cérebro, levando a problemas em relacionamentos e na produtividade. “Uma noite mal dormida é, provavelmente, a principal responsável pela falta de concentração e atenção e vai nos afetando de uma forma que pode levar a doenças como obesidade, diabetes e hipertensão, e comprometer ainda mais nossa saúde mental, levando inclusive à depressão”, alerta.                               

   Técnicas para  amenizar o problema

Para tentar contornar essa dificuldade ou, pelo menos, amenizá-la, o médico elaborou uma série de vídeos sob a chancela “Viva livre da insônia” e criou um treinamento digital gratuito, a Maratona do Sono, onde usa técnicas da Terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I). Para contribuir para noites de sono mais tranquilas, o psiquiatra tem recomendações básicas:

1. Evite eletrônicos, como celular e tablets, enquanto estiver na cama e antes de dormir, pois são estimulantes.

2. Deite-se apenas quando estiver com sono.

3. Evite café, chá preto, refrigerantes ou medicamentos que contenham cafeína pelo menos quatro horas antes de se deitar.

4. Não consuma bebidas alcoólicas no mínimo 6 horas antes de dormir.

5. Não faça refeições pesadas antes de dormir, como feijoada ou churrasco.

6. Cuidado com as sonecas durante o dia.

7. Faça exercícios físicos no máximo de 4 a 6 horas antes de dormir e de preferência ao ar livre.

8. Procure expor-se à luz solar todos os dias, pela manhã ou no final da tarde

Foto: Pixabay