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Rio terá Bosque da Memória em homenagem a vítimas da Covid-19 e profissionais de saúde

A Alameda Sandra Alvim, no Recreio dos Bandeirantes, foi selecionada para a criação de um Bosque da Memória, projeto apoiado pela ONU, em homenagem às vítimas da Covid-19 e aos profissionais de saúde que atuaram e que seguem se dedicando ao enfrentamento da pandemia no novo coronavírus. A iniciativa, que conta com o apoio da Fundação Parques e Jardins (FPJ), terá duas cerimônias em 12 e 13 de junho com plantios simbólicos de 30 árvores em uma área de 600 m².

Mudas de ipê amarelo, guriri, pau-brasil, pitanga, grumixama, graviola, caju, acerola, aroeira e amora foram doadas por familiares e amigos de vítimas da doença, respeitando o bioma local da Alameda, a vegetação nativa de restinga. Cada família escolheu uma espécie para plantar e as árvores serão identificadas com o nome da pessoa falecida, representando as mais de 25 mil vidas perdidas no Rio e os mais de 45 mil profissionais de saúde da cidade.

Os 30 plantios simbólicos serão divididos em dois dias para evitar aglomerações: no sábado (12/06) e no domingo (13/06), das 10h às 11h30. Durante os plantios serão realizadas cerimônias ecumênicas com a presença do projeto sinfônico A Quarta Corda, formado por adolescentes de diferentes comunidades.

De acordo com a arquiteta Isabelle de Loys, adotante da Alameda Sandra Alvim, as 30 vítimas nominadas representam as mais de 48 mil vidas perdidas na cidade do Rio de Janeiro e os mais de 45 mil profissionais de saúde. “A ideia é fazer do Bosque da Memória um espaço acolhedor para que se possa homenagear aqueles que se foram e todos aqueles que trabalharam bravamente. Plantar uma árvore é também uma forma de renascer”, destaca Isabelle.
Para a realização dos plantios, a Fundação Parques e Jardins irá preparar os berços que irão receber as novas mudas, além de fornecer equipamentos, hidrogel e terra adubada.

O projeto está aberto a receber famílias interessadas em participar, até o dia 30 de maio. Mais informações pelo email grupo.patativas@gmail.com

Bosques da Memória

As entidades Rede de ONG´s da Mata Atlântica (RMA), Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) e Pacto pela Restauração da Mata Atlântica se uniram e idealizaram um projeto de alento e solidariedade às famílias enlutadas, criando os Bosques da Memória.

Os plantios são apoiados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em alinhamento com as ações da Década da ONU da Restauração de Ecossistemas 2021-2030.

É um esforço da ONU, com aprovação dos países-membros, para criar um movimento global de recuperação, reverter a perda de espécies e ajudar no cumprimento de metas de redução de emissões de carbono.

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Brasil

DPVAT não é cobrado de motoristas mas vítimas continuam a receber indenização

 

 

Mudança na cobrança do DPVAT não altera o direito da vítima à indenização

No Brasil, uma pessoa morre a cada 15 minutos vítima de acidente de trânsito, segundo dados do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV). Além disso, milhares de pessoas sofrem acidentes com sequelas anualmente no País. Essa realidade difícil, muitas vezes é agravada pelo desconhecimento da população sobre seus próprios direitos.

Desde 1974, condutores, passageiros e pedestres têm direito a indenização por danos pessoais em acidentes de trânsito, mesmo que tenham responsabilidade sobre o ocorrido. Essa indenização, assegurada pelo DPVAT, cobre morte, invalidez ou gastos médicos.

Em 2021 o DPVAT sofreu uma grande mudança em sua administração e agora é de responsabilidade da Caixa Econômica Federal. Essa alteração trouxe muita confusão e desinformação para quem precisa receber o seguro, principalmente após a notícia de que os proprietários de veículos não precisariam mais pagar o DPVAT, que até então era obrigatório.

É importante ressaltar que o DPVAT continua ressarcindo e indenizando vítimas de trânsito! A decisão da não cobrança do seguro para os proprietários de veículos não altera sua função: dar suporte para a vítima de acidentes de trânsito.

O DPVAT indeniza vítimas que com sequelas decorrentes de acidentes e herdeiros e familiares de vítimas fatais em até R$13.500 reais, além de reembolso de despesas médicas, como remédios, exames e consultas, no valor de até R$2.700 reais.

Saiba mais sobre o seguro DPVAT e indenizações para vítima de trânsito.

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Destaque Mulher

A vítima é a prioridade

Por Sabrina Campos

Neste último 07 de julho muito se comemorou. A Marinha do Brasil, por exemplo, comemorou 40 anos do ingresso das mulheres em suas fileiras, em 1980.

Enquanto estas mulheres até hoje se dedicam a salvar vidas, especialmente na pandemia do COVID-19, outras mulheres, porém, lutam para se manterem vivas e protegerem os filhos.

Com o aumento da violência doméstica durante o surto do coronavírus, em 07 de julho de 2020 nasceu um bom motivo para celebrar: a Lei 14.022, que cria medidas mais eficazes no combate à violência familiar.

A nova Lei facilita a proteção e defesa pelo Estado às vítimas de violência em desvantagem no isolamento e quarentena, quais são: mulheres, crianças e adolescentes, pessoas idosas e pessoas com deficiência.

Ela se aplica em conjunto à Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), Lei 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso), Lei 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), e o Decreto- Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal Brasileiro).

A partir de agora, é possível ir além do Boletim de Ocorrência feito online, mas também realizá-lo com um telefonema, e, conseguir medida protetiva de urgência para afastamento do agressor.

Além disto, o Poder Público realizará, o atendimento presencial para as situações de feminicídio, lesão corporal de natureza grave, lesão corporal dolosa de natureza gravíssima, lesão corporal seguida de morte, ameaça praticada com uso de arma de fogo, estupro, estupro de vulnerável, corrupção de menores, satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente, descumprimento de medidas protetivas de urgência.

Também se tornou prioritário, o exame de corpo de delito, que, poderá ser feito no local em que se encontrar a vítima, sem que esta precise se deslocar.

Visa tornar mais ágil o atendimento às vítimas, principalmente se há risco de morte e de prejuízo à integridade física. E, os casos atendidos pelos números 180 e 100, devem ser respondidos em até 48 (quarenta e oito) horas.

Resta obrigatório que os órgãos de segurança pública disponibilizem canais de comunicação que garantam interação simultânea, compartilhem de documentos para atendimento virtual, e, aguarda-se que o Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, e os demais órgãos do Poder Executivo façam o mesmo para resguardar a celeridade no atendimento.