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Destaque Rio

Rio mantém isolamento social devido a pandemia do novo coronavírus

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou que, até sábado, mais de 52 mil casos e cerca de 5.200 óbitos foram confirmados por coronavírus no estado. Até o momento, entre os casos confirmados, 37.470 pacientes se recuperaram da doença.

As cidades que lideram em número de casos confirmados são Rio de Janeiro (com 28.841 casos), Niterói (com 3.050 registros) e Nova Iguaçu (com 1.766 ocorrências).

Há dez dias, o governo do Rio de Janeiro apresentou um plano que prevê a retomada gradual da atividade econômica, o Pacto Social pela Saúde e Economia. O plano estabelece três bandeiras: vermelha, amarela e verde para a flexibilização do isolamento social e o retorno da população à rotina.

Com isso, o estado definiu a bandeira vermelha quando a ocupação dos leitos de UTI for superior a 90%. A Bandeira Amarela será usada quando a taxa de ocupação de leitos de UTI estiver entre 70% e 90%. Já a Bandeira Verde remete a uma situação de normalização, que só se configurará quando houver taxa de ocupação de leitos de UTI inferior a 70% e evolução negativa de novos casos.

Além das bandeiras, outros dois parâmetros servirão para balizar a retomada da economia fluminense: a evolução da curva de casos da doença e a taxa de ocupação de leitos em UTI nos hospitais públicos. Os ‘alertas’ serão feitos semanalmente, sempre às sextas-feiras, com base na análise das informações divulgadas.

 

 

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Entrevistas

César Boaes e sua paixão pela arte

Por Alessandro Monteiro

Luis César Boaes Melo, consagrado artista, produtor, diretor e comediante maranhense, nascido em São Luís. É o mais novo de três irmãos, e viveu uma infância tranquila na cidade de Pedreiras, onde cresceu acostumado a ver o pai ler, escrever e apresentar a eles a poesia e a música.

No currículo, são mais de 30 anos de carreira e sucesso absoluto do espetáculo “Pão com Ovo”, espetáculo recorde de público, visto por mais de 1 milhão de pessoas.

 

Qual o segredo desse grandioso sucesso da comédia “Pão com Ovo”?

Muito trabalho, acordamos e vamos dormir pensando e trabalhando. Temos um bom network e muita preocupação com o que é postado, tantos nas redes sociais do projeto, como nas nossas redes pessoais.

Pensamos um passo de cada vez, muita paciência. Estamos muito preocupados hoje com o bom conteúdo, um bom roteiro, sem pressão de fazer só por fazer. Às vezes, demoramos para entregar o vídeo novo, mas não criamos uma obrigação de entregar conteúdo para o nosso público, quando vem a inspiração fazemos.

Tudo é muito bem pensado, temos o marketing como um aliado. Somos muito gratos a todos que nos ajudaram nessa nossa trajetória de quase nove anos. Sempre mandamos mensagem, mimos e citamos essas pessoas. Temos muito respeito pelo nosso público e ao final de cada espetáculo, tiramos fotos com todos. É o mínimo que podemos fazer para retribuir o carinho que eles têm com o nosso trabalho.

Uma fila gigantesca é organizada para receber todos, até o último na praça ou no teatro. Guardamos sempre parte do que recebemos para um fundo da Companhia, esse dinheiro é investido em novos projetos, novas temporadas etc.

O empreendedorismo cultural nos faz ir a frente. E não paramos no tempo, não nos acomodamos, sempre temos novidades para o nosso público. É para eles que trabalhamos.

Com mais de 30 anos de carreira, você agrega um currículo de personagens fortes e dramáticos, não é? Como surgiu essa veia para comédia?

Na verdade, desde que comecei a fazer teatro aos 13 anos, estou com 47, soma aí o tempo de teatro (risos), sou péssimo com os números, tudo que eu fazia sempre ficava engraçado. Estudei um pouco a técnica do clown, cresci numa região do Maranhão onde as pessoas são muito engraçadas, sempre irônicas e debochadas, essa observação me ajudou muito.

Fiz um espetáculo de grande sucesso chamado “Catirina” com direção de Fernando Bicudo em que eu fazia a parte cômica do espetáculo. Depois enveredei só pelo drama, sou um ator dramático, e modéstia parte consigo passear pela comédia com tranquilidade.

Um grande mestre meu de teatro ensinou que na vida a gente ri e a gente chora, senão seria insuportável a vida sem esse equilíbrio. As pessoas se acostumaram comigo fazendo drama e esqueceram que eu fiz a comédia por seis anos em “Catirina”.

Quando eu comecei a fazer “Pão com Ovo”, uma comédia de costumes, com influência do nosso conterrâneo Arthur Azevedo, as pessoas estranharam muito. E hoje grande parte do público que acompanha meu trabalho se acostumou e esqueceu que eu fazia drama.  O maranhense é um povo engraçado. O nordestino ri de si mesmo, acho isso maravilhoso, não se leva tão a sério, a gente dessacraliza muita coisa.

Foto: Divulgação

A ideia de inserir tantas críticas sociais no espetáculo, seria uma forma de dar voz ao povo nordestino?

Sim, essa necessidade é gritante. Não podemos perder essa oportunidade de criticar uma sociedade tão machista, sexista, homofóbica e preconceituosa. O humor permite isso de forma muito direta.

Hoje temos um alcance enorme de público e através do nosso conteúdo, servimos de porta voz a muitos nordestinos, sem ser panfletária ou só o lacre pelo lacre.

O nosso Facebook tem 415 mil seguidores, não podemos fazer o humor só pelo humor, temos na mão uma ferramenta muito poderosa, muita gente sendo representada em nossos vídeos ou pelo que apresentamos no palco.

Com tantos problemas enfrentados pela Cultura, você acredita na possibilidade de o governo criar políticas de fato, para expansão da arte?

Fiquei muito triste com o tratamento que o atual governo federal tem dado à cultura, a coisa ainda não engrenou e não se se vai para a frente, talvez pelas perspectivas e nomes especulados. A gente vai continuar cobrando, dando pressão. Mas não vejo muita saída, nem uma luz no fim do túnel, a luz será nós artistas que iremos acender com muita criatividade, jogo de cintura e buscando novas alternativas.

Mas a cultura é também de responsabilidade do Estado, é uma obrigação, assim como, a saúde, segurança, educação, pois não existe nação sem cultura. Estamos aí, na luta pelo fundo de Cultura. Aqui no Maranhão, tenho muitas esperanças na boa vontade da Secretária de Cultura do Estado, inclusive em relação a essa crise da pandemia. Assim que começou a quarentena, a Secretaria lançou um projeto de lives pagas para os artistas como uma forma de proporcionar renda.

Foto: Divulgação

Uma paixão?

O teatro. Quando estou no palco não sinto falta de nada, me sinto completo.

Outra relação e influência bacana que você construiu, foi essa paixão das crianças. Como é receber esse carinho?

Temos um público infantil enorme, recebemos com frequência declarações, áudios de crianças que acompanham o “Pão com Ovo”. É uma geração que vai crescer e ter nosso trabalho como referência e lembrança. É muito gratificante, quando fazemos o espetáculo em praça pública o espaço da frente do palco e toda reservada para eles, é lindo de ver. São os erês que nos dão energia e nos motiva a continuar.

Como surgiu “Pão com Ovo”? 

Surgiu dentro das empresas, fomos contratados para fazermos duas secretárias que atendiam muito mal, aí criamos a Clarisse e Dijé, fizemos por dois anos, elas pagaram muitas contas nossas (risos). Eu percebi que funciona muito e que as pessoas riam bastante. Então, resolvi fazer um roteiro e transformar em espetáculo, que já se vão quase nove anos de história.

Podemos esperar alguma readaptação para esse ano?

Esse ano estreamos o “Cabaré do Pão com Ovo”, outro grande sucesso. Fizemos doze sessões no Teatro Arthur Azevedo, todas esgotadas. É um novo espetáculo.

Foto: Divulgação

 

O povo nordestino ainda sofre muito preconceito no país. Como tem vencido essa barreira?

A internet tem ajudado muito nessa divulgação. Hoje muitos artistas nordestinos não precisam estar nas grandes mídias nacionais para fazerem sucesso.

Aqui no Nordeste temos vários exemplos, a gente mesmo coloca sete mil pessoas em praça pública, vídeos com milhões de visualizações e não estamos na grande mídia nacional.

Nós sofremos preconceitos quando fomos pela primeira vez na nossa temporada para o sudeste, mas vencemos muitas barreiras, um grupo nordestino, atores desconhecidos, um espetáculo chamado “Pão com Ovo”, homens vestidos de mulheres em um teatro de shopping da zona sul do Rio de Janeiro, “o sertanejo é antes de tudo um forte” já dizia Euclides da Cunha.

A temporada foi um grande sucesso e até prolongamos por mais 15 dias. Já estamos na nossa quarta temporada nos grandes teatros do Rio e percorrendo outras capitais do Brasil. “A vida é combate que aos fracos abate”. A barreira é vencida porque o nordestino é um povo que tem orgulho da sua cultura.

Foto: Divulgação

 Me fala da Clarisse?

Uma mulher que me ensinou muito.  O personagem me fez entender muito o universo feminino. Clarisse é uma crítica a essa classe média brasileira que se acha rica, elitista, mesmo que para isso tenha que usar grifes falsificadas para se sentir aceita. Mas que no fundo gosta mesmo é do mocotó e tem um pé na breguiça que ela tanto crítica.

Uma saudade?

Dos que já se foram para o outro plano espiritual. Saudade de um Brasil sem esse fundamentalismo religioso, saudade de uma época eu que nem pensávamos na possibilidade da volta de um poderio militar no poder. E nessa época de pandemia saudade do contato com a natureza, até porque, o   Maranhão é exuberante.

O Estado do Maranhão é bastante rico culturalmente. O que mais te encanta?

A diversidade cultural, aqui é um celeiro de manifestações populares. Para mim que sou ator é encantador essa pesquisa nos terreiros e nos arraiais. O Brasil precisa conhecer a força e a riqueza dessa cultura.

A maior dificuldade hoje é?

Receber diariamente tantas notícias ruins e não surtar. Estou me afastando de pessoas que defendem as barbaridades e a ignorância. Isso não quer dizer que não aceito quem discorda de mim, não, não é isso, é de quem é cruel, desumano. Preciso me proteger de tanta negatividade. Hoje uso muito o filtro, não do Instagram (risos) mas os filtros da vida.

 

Foto: Divulgação

Teria algum projeto novo para depois da pandemia?

Um artista não pode viver sem projetos, sem sonhos. Nunca fui de ficar só reclamando, esperando cair do céu. Eu sempre me produzi. Durante esta pandemia estamos trabalhando bastante, estamos em casa gravando vídeos para nossas redes sociais.

Estamos no palco apresentando o “Pão com Ovo” em um projeto lindo do Sesi, um caminhão vira palco e apresentamos a comédia dentro de condomínios populares. As pessoas assistem das janelas e alguma descem mantendo o distanciamento necessário. São oito apresentações desse projeto, tem sido emocionante.

Temos que driblar a crise e procurar alternativas, este mês de junho, iremos estrear um programa de rádio “Barracão do Pão com Ovo”, um sonho antigo meu de fazer rádio.

Um programa ao vivo, numa grande emissora de São Luís, de segunda a sexta, com uma hora de transmissão. O programa será todo dedicado a cultura popular do período junino, já que não haverá a festa nas ruas.

O rádio será uma nova plataforma que iremos experimentar. Quando a pandemia passar voltaremos a gravar nosso quadro semanal de humor no programa “Daqui”, na TV Mirante afiliada Rede Globo local. E temos temporada de um fim de semana em Brasília no Teatro da Unip. Os ingressos já estavam quase todos vendidos quando chegou a pandemia. Além de uma temporada de dois meses no Teatro Ruth Escobar em São Paulo, o longa metragem do” Pão com Ovo” também seria gravado agora em junho, mas temos que rever a nova data de gravação.

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Saúde

Saiba mais sobre o polêmico uso da cloroquina em pacientes com covid-19

Da Redação

Em meio à polêmica sobre o uso da hidroxicloroquina para tratar pacientes com o novo coronavírus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu suspender os estudos com a droga. Segundo a organização, o objetivo é reavaliar sua segurança antes de retomar as pesquisas.

A decisão ocorreu depois de a revista científica Lancet ter publicado pesquisa com 96 mil pessoas internadas com coronavírus em 671 hospitais de seis continentes, mostrando que o uso de hidroxicloroquina e cloroquina estava ligado a um risco maior de arritmia e de morte. Cientistas de universidades como Harvard (EUA) e Heart Center (Suíça), responsáveis pelo estudo, também constataram que não houve benefício no uso das drogas após o diagnóstico de covid-19.

Nos últimos dois meses, a OMS vem coordenando o estudo internacional Solidarity em 18 países para avaliar a segurança e a eficácia de diferentes drogas para combater o coronavírus. Além de hidroxicloroquina, medicamentos como cloroquina, remdesivir, lopinavir com ritonavir e essas duas drogas combinadas com interferon beta-1a estão sendo testados.

De acordo com a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, a suspensão dos estudos sobre a hidroxicloroquina foi feito por precaução, devido ao fato de o estudo da Lancet ter sido feito com um número expressivo de pacientes e após questionamentos feitos por agências de saúde de vários países.

Segundo ela, será feita uma revisão e o conselho do Solidarity, formado por dez dos países participantes ─ o Brasil não faz parte da lista ─ vai decidir, nas primeiras semanas de junho, se retoma ou não os estudos com a droga. Seja qual for o resultado, a OMS diz que, por enquanto, cloroquina e hidroxicloroquina só devem ser usadas em experimentos, em hospitais e sob supervisão médica.

O estudo publicado na Lancet é um dos maiores já publicados. As descobertas são semelhantes a de outras pesquisas divulgadas nas revistas médicas BMJ, Jama e New England Journal of Medicine. Todas não apontaram benefício e mostraram possíveis danos no uso desse medicamento.

E no Brasil?

Mayra Pinheiro

Apesar da decisão da OMS, o Ministério da Saúde brasileiro decidiu que vai manter as orientações que ampliam o uso da cloroquina. Em maio, o órgão, após determinação do presidente Jair Bolsonaro, alterou o protocolo vigente para permitir que o medicamento seja usado também por pacientes com sintomas leves do novo coronavírus. Até então, seu uso era restrito a pacientes graves e críticos e com monitoramento em hospitais.

A médica Mayra Pinheiro, secretária de gestão em trabalho na saúde e coordenadora da elaboração do protocolo, informou, em 25 de maio, que o governo seguirá as diretrizes do documento. “Ela [recomendação do Ministério da Saúde] segue uma orientação feita pelo Conselho Federal de Medicina que dá autonomia para que os médicos possam prescrever essa medicação para os pacientes que assim desejarem. Isso é o que vamos repetir diariamente. Estamos muito tranquilos a despeito de qualquer entidade internacional cancelar seus estudos com a medicação”, disse.

Pinheiro também falou que o estudo da Lancet, na qual a OMS se baseou para tomar sua decisão, “não se trata de ensaio clínico, é apenas um banco de dados coletado de vários países. Isso não entra como critério para servir como referência a nenhum país do mundo”, disse.

“Nesses estudos, a forma de seleção dos pacientes, onde não havia uma dose padrão, uma duração padrão e medicação padrão para que possa ser considerado como ensaio clínico, nos faz refutar qualquer possibilidade de usar como referência para o Brasil recuar na sua orientação”, acrescentou.

Pinheiro destacou ainda que a decisão do Ministério da Saúde segue princípios de autonomia para pacientes. Mas ressalvou que o órgão pode rever sua posição se houver novos resultados de estudos. “Estamos conduzindo pesquisas, e o próprio ministério ajudará na condução de ensaios clínicos. E se constatarmos que não há uma comprovação, podemos recuar da nossa decisão”, disse.

Além de Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também é um ferrenho defensor da hidroxicloroquina e chegou a dizer que tomava uma dose diária do medicamento como forma de prevenção. No entanto, declarou depois que deixaria de fazer uso da droga. (com informações da BBC Brasil)

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Cultura O Rio que o Carioca Não Conhece

Em tours virtuais, museus do Rio trazem conhecimento até você

Da Redação

Pandemia, quarentena, lockdown. Essas palavras estão presentes em nosso vocabulário atualmente, isso é inegável. Mas nada disso impede de buscarmos um bem precioso: conhecimento. E isso você também pode encontrar em museus, pois neles viajamos no tempo e, dessa forma, podemos pensar no presente e refletirmos sobre o futuro.

A dica nesse isolamento social é o Google Arts & Culture, onde você pode conhecer mais de 20 museus nacionais. A plataforma oferece, de forma digitalizada e gratuita, passeios online por galerias e ainda visualizar obras raras em alta definição. Confira a seguir a lista dos museus do Rio de Janeiro que separamos para você e bom passeio!

Museu Nacional de Belas Artes

Situado no centro histórico do Rio de Janeiro, o Museu Nacional de Belas Artes é o mais importante museu de arte do país. Reúne um acervo de setenta mil itens entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros. São mais de dois ml itens e 16 mostras, entre elas ‘Renina Katz’, ‘Portinari’, ‘Djanira: cronista de ritos, pintora de costumes’ e ‘O Espaço da Arte’./ artsandculture.google.com/partner/museu-nacional-de-belas-artes

Museu de Arte Moderna

Criado em 1948, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) ocupa um lugar único no cenário da produção artística brasileira. Suas coleções de artes plásticas somam cerca de quinze mil obras, entre esculturas, pinturas, fotografias, desenhos, gravuras, instalações e mídias contemporâneas. Na tour virtual você pode conferir as mostras ‘Fotografia Africana’, ‘Um Museu Carioca’ e ‘Arquitetura e Construção’

artsandculture.google.com/partner/mam-rio-de-janeiro

Museu Imperial

O Museu Imperial foi inaugurado em 16 de março de 1943 com grande acervo de peças relativas ao período imperial brasileiro. Ao longo das últimas sete décadas, acumulou um acervo de quase 300 mil itens.

Além de conhecer os interiores do museu, você pode conferir mais de 400 itens e três mostras, entre elas ‘Paisagem Petropolitana’.

artsandculture.google.com/partner/museu-imperial

 

Museu Nacional

Mais antiga instituição científica do Brasil, o Museu Nacional é o maior museu de história natural e antropológica da América Latina. Criado em 1818, sofreu um grande incêndio em 2018. Entre as peças de seu acervo, muitas eram exemplares únicos, como esqueletos de dinossauros, múmias egípcias, além de utensílios produzidos por civilizações ameríndias durante a era pré-colombiana. Online, dá para conferir os mais de 100 itens e dez mostras.

artsandculture.google.com/partner/museu-nacional-ufrj

Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã é um ambiente de ideias, explorações e perguntas sobre a época de grandes mudanças em que vivemos e os diferentes caminhos que estão por vir. Inaugurado em dezembro de 2015 no Píer Mauá, oferece uma narrativa sobre como poderemos viver e moldar os próximos 50 anos. Tem mais de mil itens e cinco mostras, entre elas ‘Rios em Extinção’, ‘A Espécie Mais Perigosa do Planeta’, e ‘A Beleza Escondida da Matemática’.

artsandculture.google.com/partner/museu-do-amanhã

Museu Histórico Nacional

Numa ponta que avançava sobre o mar, conhecida como Ponta do Calabouço, entre as praias de Piaçaba e Santa Luzia, no centro histórico do Rio, em 1603 os portugueses construíram a Fortaleza de Santiago, origem do conjunto arquitetônico que hoje abriga o Museu Histórico Nacional. Além de conhecer os interiores do museu, você pode conferir mais de 200 itens e quatro mostras, entre elas ‘Rio de Leandro Joaquim’ e ‘Figurinos de Sophia’.

artsandculture.google.com/partner/museu-historico-nacional

CCBB Rio de Janeiro

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro tornou-se um dos mais importantes centros culturais do país. É o centro mais visitado do Brasil e está entre os 30 mais visitados do mundo. O edifício reúne vários espaços para diferentes atrações culturais, como música, teatro, cinema, exposições, biblioteca, biblioteca de vídeos e hospeda o Arquivo Histórico e o Museu do Banco do Brasil. / artsandculture.google.com/partner/ccbb-rio

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Fica a Dica

AquaRio mostra seus bastidores em lives semanais

Da Redação

Depois da lives de artistas e especialistas em diversos temas fazerem sucesso com o público, o AquaRio, fechado para visitação desde o dia 15 de março por causa da pandemia, também desenvolveu sua programação de lives. É o ‘Em Casa com AquaRio’, que mistura conhecimento sobre a vida marinha, curiosidades e fala sobre o dia a dia da equipe de Biologia do maior aquário marinho da América do Sul. E tudo isso para divertir, ensinar e entreter crianças e adultos nesse momento de isolamento social, sempre pelo canal do AquaRio no YouTube.

No dia 26 de maio o programa foi sobre a alimentação dos tubarões bebês. O público conheceu características e curiosidades desse animal desde os seus primeiros dias de vida e entendeu que, às vezes, as equipes técnicas do AquaRio precisam dar uma ‘mãozinha’ para a natureza na hora do parto dos tubarões. A live foi apresentada pela bióloga marinha Carol Laff.

Já no dia 28 de maio, o gerente técnico e também biólogo marinho Rafael Franco entra em cena para falar sobre os peixes-palhaços, imortalizados no cinema pelo personagem Nemo, e sua relação com as anêmonas. Nesse dia também acontecerá a primeira transmissão pela câmera que foi instalada nesse tanque e o lançamento do desafio ‘Procurando Inscritos’, para estimular o público a ficar atento às novidades do canal.

E tem mais: junho já começa com a programação definida até a segunda quinzena do mês e que pode sofrer alterações que serão comunicadas com antecedência nos canais do AquaRio. Sem dúvida, é lazer para encantar o público.

Veja a programação completa!

26/5, às 16h
Alimentação dos tubarões bebês
28/5, das 8h às 11h
Interações entre os peixes-palhaço e as anêmonas
03/6, às 14h
Peixes do Indo Pacífico
05/6, às 16h
Alimentação no grande tanque oceânico
09/6, às 16h
Cultivo de água-viva
11/6, às 14h
Sistema de suporte à vida
16/6, às 16h
Museu do Surf
18/6, às 14h
Condicionamento animal.
23/6, às 14h
Fragmentação de corais.

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Esportes

Clubes de futebol às voltas com esvaziamento de seus sócios-torcedores

Por Sandro Barros

Sem ter bola rolando nos gramados por tanto tempo por conta da pandemia da covid-19, os clubes de futebol do Brasil vão sentindo cada vez mais o prejuízo financeiro. Além de não contarem com as bilheterias dos jogos, eles também amargam a perda e a inadimplência dos seus programas de sócio-torcedor.

Com o futuro incerto quanto ao mercado de trabalho, e com muitos já sem empregos, mesmo os mais fiéis torcedores se vêem muitas vezes em um dilema: estar quite com a mensalidade ou colocar comida em casa. Levando isso em consideração, uma parte considerável vem escolhendo a segunda opção. Outra situação que pesa muito na decisão é o fato de estar em dia com o clube e não poder ir ao estádio, não gozando dessa forma do maior atrativo do programa. E a isso se acrescenta outro detalhe: mesmo quando os jogos retornarem, sabemos que no primeiro momento eles acontecerão sem torcida, como no campeonato alemão.

O Cruzeiro, que está na Série B do Brasileirão em 2020, vive intensamente essa difícil realidade. Com uma dívida de aproximadamente R$ 800 milhões, a diretoria do clube mineiro anunciou a perda de 50% na arrecadação do programa de sócio-torcedor durante a pandemia, em decorrência dos torcedores que não renovaram seus planos. A receita do clube caiu na mesma proporção.

Já o Flamengo ─ clube de maior torcida do país e que faturou quase R$ 1 bilhão em 2019 ─ já perdeu mais de dez mil sócios desde a paralisação dos campeonatos. Apesar disso, a diretoria do Rubro Negro carioca informou que as entregas prometidas pelo plano de sócio-torcedor serão integralmente cumpridas a partir do momento em que as autoridades derem sinal verde para a volta do futebol. Com jogos e treinos vetados, o Rio de Janeiro é um dos Estados mais afetados pela pandemia.

Incentivos dos clubes

O Vasco busca superar a situação dramática nas finanças, sufocadas por uma dívida de R$ 700 milhões, com a ajuda do torcedor. No ano passado, o clube ganhou mais de 150 mil novos sócios através de uma promoção. Porém, entre abril e maio de 2020, as baixas no programa superaram três mil torcedores. Para não perder mais contribuintes, a diretoria do Cruzmaltino disponibiliza bonificações a quem renovar o plano. Além disso, correntes políticas do clube também lançaram campanhas incentivando sócios a manter os pagamentos em dia.

Ainda no Rio de Janeiro, o Fluminense oferece descontos na mensalidade e na adesão. Com isso, a cada baixa no programa de sócios o tricolor carioca tem somado uma média de três novos contribuintes. No Bahia, a saída foi uma campanha para que torcedores antecipassem três parcelas de pagamento. O resultado foi muito positivo, com mais de mil sócios dando suas contribuições antecipadas ao programa, que, atualmente, é a sua única fonte de renda.

Outros clubes também se mobilizam para contornar a debandada de associados na crise. O Atlético-MG anunciou uma extensão gratuita de três meses aos planos de torcedores adimplentes e novos sócios. O Fortaleza adotou medida parecida, com dois meses a mais de gratuidade.

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Esportes

Membro do COI fala sobre problemas dos Jogos de Tóquio

Da Redação

John Coates, chefe do Comitê Olímpico Australiano e influente membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), reconheceu as grandes dificuldades para a organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021, adiados em um ano devido à pandemia do coronavírus. “Estamos diante de problemas de verdade, porque há atletas que vêm de 206 países diferentes”, disse ele durante coletiva de imprensa organizada pelo grupo News Corp.

Segundo ele, “os Jogos só podem ser disputados em 2021, não podemos adiá-los novamente. E temos que partir do princípio de que não haverá uma vacina [contra o coronavírus]. E se houver em um ano, não haverá tempo suficiente para compartilhá-la pelo mundo todo”, analisou.

Em 24 de março, o COI anunciou o adiamento dos Jogos, inicialmente previstos para serem disputados entre 24 de julho e 9 de agosto de 2020. As novas datas do evento são de 23 de julho a 8 de agosto de 2021.

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Mundo

ONU / ODS 17

Da Redação

Os 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) têm orientado suas decisões seguindo uma nova agenda: são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Lançada em setembro de 2015, a agenda é composta por 17 itens ─ tais como erradicar a pobreza, a fome e assegurar educação inclusiva ─ que devem ser implementados por todos os países do mundo até 2030.

Os Estados e a sociedade civil discutiram seus papéis para atingir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os ODS foram baseados nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que estabeleciam metas para o período entre 2000 e 2015 e obtiveram avanços consideráveis na redução da pobreza global, no acesso à educação e à água potável.

O Diário do Rio vem divulgando estes Objetivos no decorrer de suas publicações. Agora, chegou a hora de falarmos do 17º: fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Este 17º ODS busca a continuidade de importantes conquistas, como no caso da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (OAD), que levantou aproximadamente U$ 135 bilhões em 2014. O número de usuários da internet na África quase dobrou entre 2011 e 2015 e, em 2015, 95% da população mundial tinha cobertura de sinal de celular.

O conceito de desenvolvimento sustentável foi consolidado em 1992, durante a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92), que aconteceu no Rio de Janeiro. O termo, trazido para o discurso público em 1987 pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, é usado para designar o desenvolvimento em longo prazo, aquele em que o progresso econômico e as necessidades da atual geração não impliquem no esgotamento dos recursos naturais necessários para a sobrevivência das futuras gerações.

Desenvolvimento sustentável

Em essência, o desenvolvimento sustentável é um processo de mudança no qual a exploração de recursos, o direcionamento de investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e as mudanças institucionais estão todas em harmonia e aumentam o potencial atual e futuro para atender às necessidades e aspirações humanas.

Um mundo onde a pobreza e a desigualdade são endêmicas estará sempre propenso a crises ecológicas, entre outras. Portanto, o desenvolvimento sustentável requer que as sociedades atendam às necessidades humanas tanto pelo aumento do potencial produtivo como pela garantia de oportunidades iguais para todos.

Os conceitos de desenvolvimento sustentável e sustentabilidade andam juntos, sendo que o segundo é mais antigo e foi cunhado em 1972, durante a Conferência de Estocolmo. Enquanto a sustentabilidade abrange principalmente questões relacionadas à degradação ambiental e à poluição, o foco do desenvolvimento sustentável é voltado para o planejamento participativo e para a criação de uma nova organização econômica e civilizatória, bem como para o desenvolvimento social para o presente e para as gerações futuras.

Para que o conceito de desenvolvimento sustentável seja aplicado e tenha validade é importante que os direitos humanos sejam respeitados e protegidos. As empresas e os governos têm um papel importante nesse trabalho, pois precisam basear suas práticas na responsabilidade e no respeito tanto à natureza quanto aos direitos humanos, correndo o risco de enfraquecer a busca por um desenvolvimento sustentável caso priorizem apenas o lucro acima de qualquer coisa.

Envolver a população civil, os governos e as empresas na reflexão sobre o impacto que o estilo de vida e os hábitos de consumo têm sobre o meio ambiente é uma das preocupações do desenvolvimento sustentável. Buscar sempre por soluções baseadas na natureza é uma das formas de agir segundo os princípios do desenvolvimento sustentável.

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Rio

Rio de Janeiro entre os piores na transparência do combate à covid-19

Da Redação

A Transparência Internacional ─ Brasil lançou recentemente o Ranking de Transparência no Combate à Covid-19 para identificar e promover as melhores práticas de transparência de dados referentes a contratações emergenciais realizadas em resposta à pandemia.

O estado do Rio de Janeiro, com 44,3 pontos, possui a quarta pior pontuação dentre 26 estados avaliados, além do Distrito Federal. Por sua vez, a transparência da Prefeitura do Rio foi avaliada como regular, com 40,5 pontos, no limiar da pontuação com o grupo de cidades que foram classificadas como donas de práticas ruins de transparência.

A escala do ranking vai de zero a 100 pontos, na qual zero (péssimo). Praticamente metade dos estados obteve pontuação classificada como ótima ou boa. A outra metade teve notas que apontaram transparência regular ou ruim. Nenhum estado se enquadrou na categoria “péssimo”. Porém, além de Roraima, o estado mais rico do Brasil, São Paulo, também atingiu a categoria de “ruim”.

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Nossa Ideia é Notícias do Jornal Rio

Corrupção, uma velha doença que nos persegue

Editorial

Guarde bem esses nomes: André Corrêa (DEM), Marcos Abrahão (Avante), Luiz Martins (PDT), Chiquinho da Mangueira (PSC) e Marcus Vinicius Neskau (PTB). Todos eles são deputados estaduais do Rio de Janeiro e foram presos preventivamente em outubro de 2018 na Operação Furna da Onça, a mesma que investigou a corrupção entre parlamentares e empresas privadas, além do loteamento de cargos em órgãos públicos.

Segundo as investigações, o esquema teria movimentado R$ 54,5 milhões em propinas, entre 2011 e 2014, no segundo mandato do então governador Sérgio Cabral.

Os cinco deputados chegaram a ser empossados na prisão e os suplentes assumiram o cargo. Um ano depois, no dia 22 de outubro, a Assembleia Legislativa (Alerj) decidiu livrar os parlamentares da cadeia, depois que a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia entendeu que era responsabilidade da casa legislativa soltar ou manter os políticos presos.

A denúncia da soltura dos deputados foi matéria de capa do Diário do Rio (veja reprodução), somando-se, como de costume, à imensa indignação popular.

A posse dos deputados, no entanto, estava suspensa por decisão do Tribunal de Justiça do Rio, mas recentemente foi derrubada pelo STF. Então a Alerj recebeu a ordem para que os parlamentares reassumissem os mandatos no dia 27 de maio. E, escandalosamente, eles retomaram os seus mandatos um dia depois.

Quem vive do suor honesto do trabalho, trabalho esse que se torna cada vez mais difícil em tempos de pandemia, e não goza das mordomias pagas com o dinheiro público, tem todos os motivos para lamentar mais esse triste e vergonhoso episódio no legislativo fluminense. O que estamos assistindo é outra vitória da impunidade de criminosos.

Enquanto nos preocupamos em como conter o novo coronavírus, temos também muito que aprender em como combater uma velha doença brasileira, tão enraizada em nossa sociedade: a corrupção!