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Justiça autoriza quebra de sigilo e descobre comunicações e influências de Dr. Jairinho

Foto: Brunno Dantas/ Divulgação Polícia Penal RJ
Foto: Brunno Dantas/ Divulgação Polícia Penal RJ

Justiça autoriza acesso ao celular de Dr. Jairinho encontrado em sua cela

A Justiça do Rio de Janeiro deu um passo crucial na investigação que envolve Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, condenado pela morte do menino Henry Borel. Foi autorizada a quebra do sigilo de um celular apreendido na cela do ex-vereador, onde ele cumpre pena. A extração e análise dos dados ficarão a cargo da Divisão Especial de Inteligência Cibernética (DEIC) do Ministério Público do Rio de Janeiro. 

O aparelho foi descoberto na última quarta-feira (1º), durante uma revista de rotina realizada pela Polícia Penal no Complexo de Gericinó, onde Jairinho está detido. A decisão de liberar o acesso ao conteúdo do celular foi tomada na sexta-feira (3) pela juíza Elizabeth Machado Louro, que presidiu o julgamento que condenou Jairinho.

O Ministério Público acredita que a análise completa do celular pode trazer informações valiosas, especialmente sobre possíveis comunicações que o condenado manteve enquanto estava preso preventivamente. A intenção é verificar se ele tentou influenciar pessoas fora da prisão, identificar contatos, mensagens e possíveis articulações que possam ter impactado o andamento do processo criminal. Essas informações são consideradas importantes para esclarecer todas as pontas soltas do caso e para o andamento de outras ações penais contra o ex-vereador. Conforme divulgado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Busca por elucidação de influências e contatos externos

O promotor Fábio Vieira dos Santos explicou que a medida visa apurar se Dr. Jairinho exerceu alguma influência sobre pessoas fora do ambiente prisional. A investigação busca identificar com quem ele se comunicava e se havia alguma articulação em andamento que pudesse interferir no curso da justiça.

Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação no processo, reforçou a importância da apuração. Ele declarou que a investigação deve determinar quem forneceu o celular a Jairinho, há quanto tempo ele o utilizava e com quem mantinha contato. A possibilidade de tentativas de intimidação ou interferência no processo também está sendo considerada, especialmente porque Jairinho responde por coação no curso do processo.

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