MPF pede conclusão de processo sobre prédio do antigo IML na época da ditadura
Acervo da ditadura na Lapa voltou ao centro das discussões após o Ministério Público Federal (MPF) solicitar à Justiça Federal a conclusão do processo que trata da preservação dos documentos guardados no antigo prédio do Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio de Janeiro. A nova manifestação apresentada pelo MPF contesta posicionamentos da União e do governo do estado e reforça a necessidade de medidas imediatas para proteger registros históricos da Polícia Civil, além de documentos relacionados a violações de direitos humanos durante o período da ditadura militar. O documento foi assinado pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto, Julio Araujo. Segundo ele, o impasse entre União e estado mantém o prédio em um “limbo administrativo”, situação que dificulta a adoção de ações efetivas para preservar o material. Apesar de o imóvel pertencer oficialmente à União, o edifício continua sob gestão do governo estadual. Essa indefinição, de acordo com o MPF, faz com que nenhuma das partes assuma integralmente a responsabilidade pela conservação do patrimônio documental. Entre os materiais guardados no local estão cerca de 2,9 mil metros lineares de documentos e aproximadamente 440 mil itens iconográficos, como fotografias e microfilmes produzidos entre as décadas de 1930 e 1960. Esses registros são considerados fundamentais para investigações relacionadas a desaparecimentos políticos e outros casos de violações de direitos humanos ocorridos durante o regime militar. “A proteção desse acervo não é apenas uma questão administrativa ou patrimonial. São documentos fundamentais para a memória coletiva e para o cumprimento das obrigações internacionais do Brasil junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos”, afirmou Julio Araujo. O Ministério Público Federal também destacou que inspeções técnicas realizadas no prédio identificaram diversos problemas estruturais. Entre as irregularidades encontradas estão infiltrações, janelas quebradas, sujeira, umidade e até a presença de invasores no imóvel. Segundo o órgão, essas condições aumentam o risco de deterioração dos documentos históricos armazenados no local. A ação civil pública foi apresentada em setembro de 2025. Desde então, a Justiça determinou algumas medidas emergenciais, como o reforço da vigilância do prédio e a remoção parcial de parte do acervo. Mesmo com essas determinações, o processo ainda não foi concluído, o que mantém a situação indefinida. Agora, o MPF pede que a Justiça reconheça formalmente a propriedade federal do prédio e determine que a União finalize o processo de reversão do imóvel. O órgão também solicitou a realização de uma nova audiência de conciliação entre União, governo do estado e demais envolvidos.…
Trio e preso no Grajaú por lavagem de dinheiro e com mais de R$ 124 mil em agência bancária
Lavagem de dinheiro no Grajaú levou à prisão de três homens na tarde deste sábado (14), após uma ação de agentes do programa Segurança Presente em uma agência bancária localizada na Rua Barão de Mesquita, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De acordo com os agentes, a equipe foi acionada depois que surgiram informações sobre movimentações consideradas suspeitas em caixas eletrônicos da agência. A denúncia indicava que havia pessoas realizando operações repetidas nos terminais. Ao chegarem ao local, os policiais identificaram três homens utilizando os caixas eletrônicos ao mesmo tempo. A abordagem aconteceu logo depois que os suspeitos deixaram o interior da agência. Durante a revista, os agentes encontraram uma grande quantidade de dinheiro em espécie com os homens. Além disso, foram apreendidos cartões bancários pertencentes a terceiros e comprovantes de depósitos. As buscas continuaram em um veículo ligado a um dos suspeitos. Dentro do carro, os policiais localizaram outra bolsa contendo dinheiro, aumentando ainda mais o valor apreendido na ação. No total, os agentes recolheram R$ 124.700 em espécie, quatro cartões bancários, cinco comprovantes de depósitos e dois telefones celulares. Após a prisão, os três homens foram encaminhados para a 20ª DP (Vila Isabel), onde o caso foi registrado. Eles permaneceram presos e devem responder pelos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação deve seguir para apurar a origem do dinheiro e identificar possíveis vítimas ou outros envolvidos no esquema. Enquanto isso, o caso reforça o alerta das autoridades sobre movimentações suspeitas em agências bancárias da cidade.
Opinião: Com a Ditadura da Toga as vítimas é o povão
Antes que o país quebre de vez, as ações da Suprema Corte precisam ser bloqueadas…
Serra: Santana do Piraí – Piraí
Desde a segunda metade do século XVIII, o plantio de café já estava sendo desenvolvido…
Ars Gratia Artis: O cosmo, síntese do seu pensamento
Foi em Berlim Leste, na RDA, que, ao passar frente à Universidade que tem o…










