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Estudo gera energia limpa com células solares fabricadas a partir de pétalas e frutos

A fabricação de dispositivos nanotecnológicos com alta sensibilidade em sistema inteligentes de energia de baixo custo e renováveis. Este é o objetivo de um projeto que está sendo tocado pelo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ).

A nanotecnologia é uma ciência que se dedica ao estudo da manipulação da matéria numa escala atômica e molecular. Pode ser utilizada em diferentes áreas, como a medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia dos materiais.

Um dos estudos visa a busca de eficiência em energia limpa com o desenvolvimento de células solares orgânicas, que podem ser fabricadas com corantes naturais extraídos de pétalas da floricultura brasileira como margaridas ou lantana, popularmente conhecidas como camará ou cambará, ou frutos como jabuticaba e o coco.

A pesquisadora Ana Lucia Ferreira de Barros, coordenadora do Laboratório de Física Experimental e Aplicada do Cefet/RJ, diz que essa é uma área bastante desenvolvida em países como Alemanha, mas ainda muito incipiente no Brasil, principalmente devido ao alto custo na transmissão da matriz energética.

As células orgânicas precisam de 20 vezes menos energia que os painéis comuns. Elas são compostas por estruturas semicondutoras sobre as quais é feita a aplicação do corante orgânico, que terá a função de absorver os fótons de luz e, uma vez que o mesmo seja excitado, transferirá elétrons até a superfície condutora, obtendo assim o efeito fotovoltaico.

“No contexto do Estado do Rio de Janeiro, o desenvolvimento de materiais de baixo custo e amigáveis ao ambiente assumem importância crucial, especialmente devido às severas limitações orçamentárias e a crise fiscal dos últimos anos”, ressalta.

Os investimentos da Faperj são ainda para o aperfeiçoamento de supercapacitores com aplicações em diversos áreas industriais como roupas, biosensores e até veículos híbridos. Em 2020, duas dissertações de mestrado e uma tese de doutorado foram defendidas por alunos do Cefet/RJ, sendo duas sobre supercapacitores e outra sobre células solares.

Os Supercapacitores são uma classe de dispositivos de armazenamento de energia que combinam as propriedades de baterias (alta capacidade de armazenamento) com as de capacitores (ultra-rápido carregamento e fornecimento de energia), tolerando grande número de ciclos de carga e descarga.

Os supercapacitores podem ser fabricados com materiais funcionais como azul de metileno, carbono ativado, entre outros, e aplicados como revestimentos em fibras de carbono, tornando-os altamente flexíveis, com boa resistência e baixo custo.

Além dessas atividades, o grupo do Cefet/RJ se dedica também à modelagem matemática em estudos de armazenamento de energia em supercapacitores. Nessa área, estão estudos de algoritmos e modelos estatísticos em computadores com alta performance.

A Faperj é vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. Já as pesquisas do Cefet/RJ contam com parcerias na Dinamarca, Coreia do Sul, Índia, França e Estados Unidos, além de laboratórios nacionais na UFRJ, Uerj e na PUC-Rio.

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Hemorio conclui parte de estudos que usam sangue com anticorpos para tratar covid-19

O Hemorio concluiu parte dos estudos para utilização do plasma convalescente no tratamento de pessoas com covid-19. Dados preliminares apontam que a técnica é eficiente nos pacientes em estágios iniciais de infecção, ao neutralizar o vírus. Até o momento, mais de 300 pessoas fizeram transfusão com plasmas doados no instituto, seja no âmbito de estudos clínicos ou em utilização compassiva (utilização em tratamento humanitário sem ser em um projeto de pesquisa).

O procedimento consiste em infundir o plasma, parte do sangue que contém anticorpos colhido de pacientes curados, em pacientes com Covid-19. O diretor do Hemorio, Luiz Amorim, explica que cada plasma coletado pode fornecer tratamento para até três pessoas. O plasma doado pelos pacientes curados fica na unidade e é distribuído mediante solicitação dos hospitais que tratam casos de covid-19.

“A expectativa é que haja melhora da evolução da doença e redução da mortalidade nos pacientes que recebam a terapia, desde não seja feita em fase avançada da doença, além de os riscos serem praticamente zero. Vamos continuar as pesquisas para tentar identificar os grupos nos quais o plasma estaria mais indicado”, disse Amorim.

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Diário do Rio Luciana Marques | Empreendedorismo Notícias do Jornal

Quem roubou o seu sonho? (Parte 2)

Você já percebeu a quantidade de anos, de tempo que nós passamos na escola aprendendo uma gama de conteúdos inúteis? Digo, de uma maneira geral para a nossa vida?

A verdade é que aprendemos coisas que são úteis e outras que não são. O sistema de ensino tradicional que nós conhecemos, como visto no artigo anterior, foi criado e amplamente desenvolvido na época da revolução industrial, quando as fabricas precisavam de pessoas formadas na escola para trabalharem nas indústrias. No entanto, aquela época nem de longe vislumbrava-se a era da informação, haja visto que não existia a libertadora internet, a apenas dois cliques de nossas dúvidas. Hoje em dia, as pessoas não precisam mais ir em bibliotecas, não precisam pesquisar em inúmeras fontes. Porque sim, a partir do seu celular ou do seu computador, você pode ter acesso a qualquer informação. Logo, a escola não é exatamente o lugar onde você irá acumular informações. Todavia, a escola deveria ser um lugar para que você aprendesse a pensar, para que você descobrisse como desenvolver conhecimentos e habilidades que sejam proveitosos para a sua vida. Posto isso, será ter sido mesmo importante você ter ficado decorando os nomes de montanhas e rios de outros países, enquanto estudava geografia? Em grande parte, as pessoas nem sequer lembram do que estudam na escola, porque a realidade é que elas ficam grande parte do tempo preocupadas em decorar e acumular informações, para enfim estarem preparadas para fazerem as provas. Nesse contexto, vão vivendo nesse sisteminha artificial de precisarem decorar para fazerem a prova.

A pergunta é: Os melhores alunos das turmas são aqueles que são mais bem-sucedidos na vida? Será que são esses mesmos alunos que estarão preparados para resolverem os problemas reais do cotidiano? A escola deveria se atualizar! A escola treina as pessoas para pararem de pensar, para ficarem inertes, ao invés de terem iniciativa e acaba por posicionar as pessoas como meros consumidores passivos de informação. O professor fala e as pessoas ali sentadas ruminam as informações passadas na sala de aula, para que posteriormente façam a prova com todas aquelas informações que só foram decoradas. Mas e depois?! Depois a maioria esquece de tudo o que aprendeu. E pasme, universitários muitas vezes saem da faculdade com a plena incapacidade de interpretar, compreender e ler com maestria um texto, apesar de terem passado mais de uma década com as nádegas sentadas nas cadeiras da escola, nas mãos do sistema de ensino. Será que o sistema de ensino, detém mesmo a competência? E se ao invés de estudar as diversas matérias inúteis que você teve na escola, você tivesse estudasse ou tivesse estudado por exemplo, direito do consumidor e educação financeira?

Finalmente, a pergunta que fica é: E se ao contrário disso a escola, o sistema adotasse um formato diferente para as pessoas, sem quaisquer distinções? E como poderia ser? Até o próximo artigo!

Luciana Marques
Executiva de Marketing e escritora
Instagram: @lucianamc10_

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Brasil Educação

Fundação Estudar abre inscrições para processo seletivo em programa de bolsas de estudos

Com 30 anos de existência, Programa de Líderes ajudou a formar mais de 700 nomes de peso de diferentes setores do Brasil; selecionados terão acesso a eventos exclusivos e programas de mentoria
Jovens inquietos que têm iniciativa, sonham grande, querem deixar um legado e estão buscando conhecimento de ponta, têm até o dia 05 de abril para se inscreverem no Programa Líderes Estudar , o maior processo seletivo de bolsas de estudo do país. A iniciativa, que completa 30 anos em 2021, seleciona estudantes interessados em obter ajuda da organização para concluírem a graduação ou a pós-graduação em instituições nacionais e internacionais.

Para participar, é necessário ser brasileiro ou brasileira, ter entre 16 e 34 anos, apresentar excelência acadêmica, e também é preciso estar em processo de aceitação, matriculado(a) ou cursando o ensino superior no Brasil ou exterior em uma das quatro categorias de bolsa: graduação completa no Brasil; intercâmbio acadêmico de graduação ou duplo diploma (intercâmbio), graduação completa no exterior ou pós-graduação no exterior.

Desde 1991, o Programa Líderes Estudar já colaborou com a formação de 725 nomes que se tornaram referências em áreas como Empreendedorismo, Negócios, Tecnologia, Gestão Pública, Ciência e Medicina, gerando impacto em importantes setores. Além do incentivo financeiro, que pode financiar até 95% dos estudos, os selecionados também ganham acesso a essa rede.

A Fundação Estudar tem buscado cada vez mais perfis mais plurais de liderança, para aumentar a diversidade da rede. Em 2019, entre os quase 70 mil pré-inscritos, a jovem trans e estudante de Direito Victória Dandara foi uma das selecionadas. A universitária é a primeira mulher trans aprovada no curso de Direito da USP e sonha em se tornar Ministra da Justiça. Outro líder que serve como inspiração é o estudante de Medicina, José Wellington. Membro da turma 2020, ele tem o objetivo de criar um cursinho para jovens negros que, assim como ele, possam ter a oportunidade de entrar em uma universidade pública.

“Damos todo o suporte necessário para alavancar a trajetória desses grandes talentos. Mais do que bolsas de estudos, esses estudantes terão a oportunidade de entrar para uma rede de líderes excepcionais, inquietos e transformadores. Eles serão inspiração para que outros jovens também sigam seus sonhos e trabalhem para melhorar o mundo ao seu redor”, afirma Anamaíra Spaggiari, diretora-executiva da Fundação Estudar.

O Programa de Líderes já ajudou a formar nomes de peso, como o do deputado federal Felipe Rigoni, primeiro cego a ocupar uma cadeira no Congresso Nacional, o empreendedor Hugo Barra, vice-presidente de Reality Labs do Facebook, Ana Paula Martinez, considerada a melhor advogada do mundo e a dupla Henrique Dubugras e Pedro Franceschi. Com apenas 23 anos, os dois se tornaram os mais jovens fundadores de unicórnios do mundo. Eles são os criadores da BREX, companhia de cartões de crédito avaliada em US﹩ 2,6 bilhões.

Serviço

Link das inscrições: https://bit.ly/2MvfeyR.
Taxas: R$75,00 para inscrição nos programas de graduação e intercâmbio, e R$150 para programas de pós-graduação.
Isenção: Jovens que não tiverem condições financeiras de arcar com o valor da taxa podem solicitar a isenção, comprovando a necessidade.
Tipos de bolsa: Graduação completa no Brasil; Intercâmbio acadêmico de Graduação ou duplo diploma; Graduação completa no exterior ou Pós-graduação no exterior.
Prazo: 05 de abril de 2021.

Etapas:

• Inscrição;

• Testes de perfil e lógica e análise da trajetória;

• Avaliação de vídeo;

• Entrevista de competências;

• Painel com líderes Estudar*

• Painel final*

* A Fundação Estudar irá definir se os painéis serão online ou presenciais. Todas as fases anteriores são online.*
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Destaque Educação

Pais acreditam que qualidade do ensino caiu na pandemia, diz pesquisa

Pesquisa do Instituto DataSenado divulgada nesta quarta-feira (12) aponta que, na percepção de 63% dos pais ou responsáveis ouvidos, a qualidade do ensino entre os alunos que tiveram aulas remotas, diminuiu. Para 22%, a qualidade das aulas permaneceu igual e apenas 8% indicam que houve melhora no ensino com a mudança de formato. Pelo levantamento, 75% dos pais que tiveram filhos em aulas remotas nos últimos 30 dias preferem que as aulas voltem a ser presenciais quando a pandemia acabar.

O levantamento, apresentado hoje para especialistas em educação de várias entidades, realizado por telefone entre os dias 24 e 28 de julho com 2,4 mil brasileiros, revela ainda que entre os pais com filhos matriculados em instituições públicas, 40% disseram que as aulas foram majoritariamente suspensas nos últimos 30 dias. No caso de matriculados em instituições privadas, o mesmo ocorreu com 18% dos ouvidos.

Acesso à Internet

A diferença de acesso à Internet entre rede pública e privada é outro dado da pesquisa. Nos lares com estudantes em aulas remotas na rede pública, 26% não possuem internet. Na rede privada, o percentual cai para 4%.Também segundo os resultados, o celular (64%) é meio mais utilizado para acessar aulas e material de estudo. O computador vem na segunda posição, utilizado por 24% dos alunos ouvidos.

“A tecnologia é algo fundamental no novo normal da educação e os que não a possuem são prejudicados, o que nos leva a inferir da necessidade urgente de políticas públicas que minimizem a desigualdade social que assola o Brasil e atinge horizontalmente o ensino”, ressaltou o senador Flávio Arns (Rede-PR), que é o relator do Novo Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] no Senado.

Para a professora Izabel Pessoa, que nos próximos dias assumirá a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, o ensino híbrido precisa ser levado mais a sério no Brasil. “Não se trata de escolher modalidade presencial ou à distância. A educação híbrida é uma realidade e não prescinde da educação presencial”, observou. Ela lembrou que o impacto com a suspensão das aulas é um desafio mundial. “ Isso vai ajudar a gente a se abrir. Há um preconceito com Educação à distância. Temos que compreender como a educação mediada pelas tecnologias pode ajudar a educação no Brasil. Vamos ter que encontrar as resposta juntos”, avaliou.

Um outro dado que a pesquisa traz é em relação aos alunos do ensino infantil, fundamental e médio que tiveram aulas remotas nos últimos 30 dias, sete em cada dez pais relataram que o filho recebeu as atividades da escola por meio online e outros 20% buscaram o material na escola, o que comprova o abismo educacional daqueles que não possuem acesso à internet.

Fundeb

No dia 20 de agosto, o Senado votará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 26/2020), que torna permanente o Fundeb e amplia gradativamente a participação da União para 23%. Para entrar em vigor, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos de votação e alcançar, em cada um deles, pelo menos, 49 votos favoráveis. O relatório do senador Flávio Arns mantém o mesmo texto já aprovado pelos deputados no mês passado.

Durante a apresentação da pesquisa, Arns destacou a importância do Fundeb para a valorização dos professores e para estimular que novos educadores ingressarem na carreira, já que mais da metade dos recursos vão para pagamento desses profissionais. O parlamentar exemplificou como uma das alternativas para melhorar a conectividade dos alunos, a aprovação da proposta do senador Confúcio Moura (MDB-RO) que trata da aplicação dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para ensino a distância. De acordo com o projeto (PL 2.599/2020), que aguarda análise do plenário do Senado, o dinheiro será destinado para a educação básica pública durante a emergência de saúde provocada pela covid-19 e poderá ser usado na aquisição de computadores e serviços de acesso à internet, entre outras finalidades.

Na avaliação da representante do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, por causa das novas necessidades impostas pela pandemia e do agravamento da crise na educação pela queda no orçamento de estados e municípios, o Fundeb é importante, mas não supre todas as necessidades da escola. Para Priscila Cruz, além de do Fundo, Executivo e Legislativo devem se dedicar à aprovação de um fundo emergencial específico para Educação para socorrer governadores e prefeitos.