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Festival Acessibilidança estreia montagens premiadas do Centro-Oeste

Projetos do Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás serão exibidos em vídeos com audiodescrição e Libras, no canal da Funarte no YouTube.

A Fundação Nacional de Artes lança a quarta fase do Festival Funarte
Acessibilidança, com a Região Centro-Oeste, representada por
espetáculos premiados do Mato Grosso do Sul, do Distrito Federal e de Goiás.

A montagem  Capão Dançante, da Cia. Theastai de Artes
Cênicas (MS), abre a temporada no dia 15 de setembro, quarta-feira, às
20h. A programação segue com a performance Depois do Silêncio, da Arteviva Produções Artísticas e Universo Criativo (DF), no dia 22 de setembro. A agenda continua no dia 29, com Rodas em Dança: Livre e Lives, da Cia. de Dança Street Cadeirante (DF). No dia 6 de outubro, TransBordar, do Grupo Dança Inclusiva (GO), encerra a presença da  Região no festival.

As sessões em vídeos com audiodescrição e Libras ficam disponíveis
para acesso gratuito no canal da Funarte no YouTube  logo após o
lançamento. O Festival Funarte Acessibilidança teve início em junho,
com premiados da Região Norte. No mês de julho, foi a vez da Região
Sul e, entre o fim de julho e início de setembro, as montagens da
Região Nordeste foram exibidas na plataforma. Os projetos contemplados no Sudeste serão apresentados a partir de outubro.

No dia 15 de setembro, às 20h, o festival disponibiliza Capão
Dançante, da Cia. Theastai de Artes Cênicas, do Mato Grosso do Sul. O trabalho faz uma releitura de elementos culturais recorrentes do Estado, como festas nas fazendas e de padroeiros, bailes e tradições
sertanejas. Ao mesmo tempo, levanta questões como violência,
monocultura, monopólio político, machismo e coronelismo. O vídeo foi gravado no Teatro de Bolso do Sucata Cultural, em Dourados (MS), e dura 40 minutos.

Em cena, um DJ conduz o espetáculo, alterando e influenciando a
história. A companhia optou pelo personagem do DJ no lugar de um
sanfoneiro ou violeiro, referências musicais locais, para conferir uma
abordagem “mais moderna”.

Os intérpretes-criadores se utilizam
do bom humor e esperam seus convidados preparando um churrasco, com nuances de danças folclóricas, de forma estilizada, propondo técnicas da dança moderna, clássica e contemporânea, além das músicas tradicionais com o remix do DJ”, ressalta o grupo.

Na próxima quarta-feira, dia 22 de setembro, Depois do Silêncio, da
Arteviva Produções Artísticas e Universo Criativo, do Distrito
Federal, será exibido na plataforma. A encenação dialoga com os
elementos da dança e do teatro, com foco em coreografias que buscam
traduzir a dor, a revolta, a capacidade de comunicação e o afeto.
Alguns dos textos que compuseram a dramaturgia são inspirados na
história da educadora Anne Sullivan (1866-1936), conhecida por ter sido a professora de Helen Keller, uma menina surda e cega, por meio da Língua de Sinais pelo tato, nos anos 1920. A montagem traz depoimentos da realidade atual dos cegos e surdos.

Além de apontar os conflitos e as dificuldades, Depois do Silêncio
também aborda as conquistas das pessoas com deficiência.
“Pretende-se, assim, democratizar o acesso à cultura e contribuir com
a inclusão social, focando na capacidade produtiva das pessoas com
deficiência, numa encenação que sintoniza os sentidos e dialoga com a
dança, além de explorar os recursos cênicos da sonoplastia,
iluminação e projeções”, destaca a companhia.

Já no dia 29 de setembro, Rodas em Dança: Livre e Lives, da Cia. de
Dança Street Cadeirante, do Distrito Federal, será apresentado ao
público. Com a premissa “adaptar-se para superar obstáculos”, a
obra em vídeo tem tomadas cênicas dos trabalhos coreográficos, além
de depoimentos sobre a experiência vivida a partir de março de 2020.
As gravações foram realizadas entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021 e, muitas vezes, foram registradas pelos próprios bailarinos com seus celulares. Dois videoclipes gravados externamente também foram
incorporados.

O nome em inglês lives se trata de um jogo de palavras com a
respectiva tradução para o português, que são ‘vidas’. A
pandemia nos prejudicou, mas também nos trouxe benefícios.
Amadurecemos, nos adaptamos e nos superamos. Mais uma vez, mais uma dificuldade. E eu gosto de falar: a vida continua em movimento, sempre, como na dança – pondera a fundadora da companhia, Carla Maia.

O grupo mantém aulas gratuitas on-line, ao vivo, uma vez por semana. As atividades virtuais de dança são direcionadas a cadeirantes inscritos nas redes sociais da companhia.

Para encerrar a programação da Região Centro-Oeste, o Grupo Dança
Inclusiva, de Goiás, exibe TransBordar, dia 6 de outubro. Para criar
a obra e pesquisar os movimentos, a companhia se pautou em alguns
verbos: fazer, afetar e transbordar.

Transpor as bordas, desviar-se dos limites, invadir e/ou alargar as margens e os sentidos. Um espetáculo que transborda os limites geográficos do Brasil e deságua em outros territórios que compartilham corpos, dores, amores e afeto. Nos resta, então, perguntar: O que você deseja transbordar? –  questiona o grupo.

A dramaturgia do trabalho foi criada considerando o contexto pandêmico de isolamento social, bem como a necessidade de se conseguir filmar com segurança e de dançar com máscaras. O coletivo realizou encontros virtuais e outras atividades à distância, para que os integrantes da companhia (muitos deles do grupo de risco) continuassem suas atividades, produzindo arte apesar de todas as dificuldades. As reuniões com as equipes do Brasil e de Portugal também foram realizadas virtualmente, durante todo o processo de montagem, filmagem e edição.

O Festival Funarte Acessibilidança

O Festival Funarte Acessibilidança, em estreia na instituição, foi
criado a partir das ações do Prêmio Festival Funarte Acessibilidança
Virtual 2020. No concurso público, foram premiados 25 projetos de
vídeos de espetáculos, que promovem o acesso de todas as pessoas à
arte.

Com a iniciativa, a Funarte busca realizar novas ações a partir do uso
das mais recentes tecnologias, estendendo, desse modo, um novo modelo para todo o Brasil. Assim, a Fundação reforça seu compromisso de promover e incentivar a produção, a prática, o desenvolvimento e a difusão das artes no país; e de atuar para que a população possa cada vez mais usufruir das manifestações artísticas. Criada em 1975, a Funarte segue, portanto, empenhada em acompanhar as transformações no cenário artístico e social.

O coordenador de Dança da entidade, Fabiano Carneiro, destaca a
importância de se levar essa linguagem artística à população,
durante o período de distanciamento social. “Estamos estreando o
Festival Funarte Acessibilidança, um projeto inédito com foco na
acessibilidade e na inclusão. Ao longo dos próximos meses, serão
apresentados espetáculos de dança das cinco regiões do Brasil,
plenamente acessíveis ao público, contemplando uma enorme diversidade na sua programação”, explica o coordenador.

O festival foi lançado no dia 16 de junho, com Lua de Mel, da Cia.
Lamira Artes Cênicas (Tocantins). Na semana seguinte, foi exibido
Maculelê: Reconstruindo o Quilombo, do Grupo de Dança Reconstruindo o Quilombo (Rondônia). Solatium encerrou a agenda das companhias da  Região Norte. A segunda fase teve montagens premiadas da Região Sul.

Flamenco Imaginário, da Cia. Del Puerto (Rio Grande do Sul), deu
início à programação. Em seguida, Convite ao Olhar, da Cia. de
Dança Lápis de Seda (Santa Catarina), foi disponibilizado. _Do
Avesso, do Grupo Nó Movimento em Rede (Paraná), fechou a temporada da
região.

A terceira fase divulgou os trabalhos da Região Nordeste. A estreia foi
com Estado de Apneia, do Grupo Movidos Dança Contemporânea (Rio Grande do Norte). Depois, foi a vez da montagem Ensaio sobre o Silêncio, da coreógrafa Taciana Gomes (Pernambuco); de Maré –
Versão virtual e acessível, do Coletivo CIDA (Rio Grande do Norte);
de Rio sem Margem, do bailarino Elísio Pitta (Bahia); de Plenitude,
da Cia. Dança Eficiente (Piauí); e de Ah, se eu fosse Marilyn!, do
coreógrafo Edu O., (Bahia). _Proibido Elefantes_, da Cia. Gira Dança
(Rio Grande do Norte), encerrou a etapa Nordeste do evento. A fase atual apresenta as montagens da Região Centro-Oeste. Os contemplados no Sudeste serão exibidos a partir de outubro.

Os projetos ficam disponíveis no canal da Funarte no YouTube

No decorrer do festival, o coordenador de Dança da Fundação, Fabiano Carneiro, participará de uma “live” com diretores e artistas de
dança, além de convidados.

Festival Funarte Acessibilidança

Com audiodescrição e Libras

Agenda dos contemplados da Região Centro-Oeste

Dia 15 de setembro, quarta-feira, às 20h

Estreia com exibição do espetáculo Capão Dançante, da Cia.
Theastai de Artes Cênicas (Mato Grosso do Sul)

Dia 22 de setembro, quarta-feira, às 20h

Montagem de dança Depois do Silêncio, da Arteviva Produções
Artísticas e Universo Criativo (Distrito Federal)

Dia 29 de setembro, quarta-feira, às 20h

Espetáculo _Rodas em Dança: Livre e Lives, da Cia. de Dança Street
Cadeirante (Distrito Federal)

Dia 6 de outubro, quarta-feira, às 20h

Montagem TransBordar, do Grupo Dança Inclusiva (Goiás)

Agenda dos contemplados das demais regiões

Região Sudeste – Dia 13 de outubro

Região Norte (espetáculos já disponíveis): Lua de Mel, da Cia.
Lamira Artes Cênicas (TO); Maculelê: Reconstruindo o Quilombo, do
Grupo de Dança Reconstruindo o Quilombo (RO); e _Solatium_, do Corpo de Dança do Amazonas (AM)

Região Sul (espetáculos já disponíveis): Flamenco Imaginário, da
Cia. Del Puerto (RS); Convite ao Olhar, da Cia. de Dança Lápis de
Seda (SC); e Do Avesso, do Grupo Nó Movimento em Rede (PR)

Região Nordeste (espetáculos já disponíveis): Estado de Apneia, do
Grupo Movidos Dança Contemporânea (RN); Ensaio sobre o Silêncio, da coreógrafa Taciana Gomes (PE); Maré – Versão virtual e acessível,
do Coletivo CIDA (RN); Rio sem Margem, do bailarino Elísio Pitta
(BA); de Plenitude, da Cia. de Dança Eficiente (PI); Ah, se eu fosse
Marilyn!, do coreógrafo Edu O. (BA), e Proibido Elefantes, da Cia.
Gira Dança (RN)

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Brasil Cultura Destaque Música

Festivais de música lançam line-up e novas datas

*Por Giovanna Fraguito

O Festival Knotfest, um dos maiores eventos de metal e hard rock do mundo, anunciou na terça-feira (17/08/2021) o line-up da primeira edição do Festival no Brasil.

O festival acontecerá no Sambódramo do Anhembi, em São Paulo, capital, no dia 18 de dezembro de 2022. No total, 10 bandas que irão se apresentar no local durante as 12h de festival, divididas entre dois palcos. Além dos anfitriões Slipknot, o festival contará com Bring Me The Horizon, Sepultura, Mr. Bungle, Trivium, Motionless In White, Vended, Projet 46 e Armored Dawn.

No banner que divulgou o line-up, o Knotfest Brasil oculta um dos nomes, que estaria ao lado de Bring Me The Horizon, esse ainda será revelado pela organização.

Os ingressos para o festival começam a ser vendidos no dia 19 de agosto, às 10 horas, pela Eventim.

A curiosidade fica para a presença de três bandas brasileiras no festival, sendo elas: Sepultura, Project 46 e Armored Dawn. Além disso, a grande surpresa é a presença da jovem banda Vended, de Griffin Taylor, filho do vocalista Corey Taylor do Slipknot.

Já o Festival Rock The Mountain 2021 lança novas datas e mais informações.

Nessa semana (16/08/2021), foram abertas as vendas para um segundo fim de semana do festival, que acontecerá em novembro deste ano; em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Os ingressos para o primeiro final de semana do evento já estão esgotados.

São mais de 50 artistas apenas no line-up principal. De grandes nomes da música nacional, como Caetano Veloso, Gal Costa, Criolo, até artistas do cenário alternativo, o evento trará música para todos os gostos; espalhados entre seis palcos durante as 12h diárias da festividade.

A nova data foi lançada devido à demanda do público, nos dias 20 e 21 deste ano, e os ingressos podem ser adquiridos através do Sympla.

Vale frisar que a organização do evento deixa em aberto a possibilidade de adiamento do evento por conta da pandemia. Em setembro, será feito um estudo da situação do país, velocidade da vacinação, taxa de transmissão e outras informações para avaliar se é possível ou não realizar a festividade ainda este ano. Caso seja possível, será obrigatória a apresentação do cartão de vacinação ou teste negativo do coronavírus na entrada.

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Brasil Cinema Cultura Destaque

Festival de Curtas tem edição online com apresentação de 200 filmes

Por Agência Brasil

Em mais uma edição online por causa da pandemia do novo coronavírus, o tradicional Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo tem início nesta quinta-feira (19) apresentando 200 filmes de 39 países. A mostra é gratuita e vai até o dia 29 de agosto. A direção do festival é da produtora cultural Zita Carvalhosa.

Dentre os 200 filmes, 116 são títulos brasileiros. Entre eles estão Céu de Agosto, obra que foi recentemente premiada no Festival de Cannes, e Seiva Bruta, eleito melhor curta-metragem latino-americano no Directors Guild of America.

Céu de Agosto - Jasmin Tenucci
Céu de Agosto/Jasmin Tenucci

Já entre os destaques internacionais estão Estrela Vermelha, de Yohan Manca, e obras que foram premiadas no Festival de Clermont-Ferrand, mais importante evento dedicado aos curtas: Irmãs, Nadador e Ônibus Noturno. Outros destaques são a animação Casca, eleito melhor curta internacional do Festival de Annecy; A Montanha Lembra, vencedor da competição internacional do festival É Tudo Verdade; e Viagem ao Paraíso, produção do Vietnã premiado no Festival de Locarno.

Festival de Curtas /Reed Star
Festival de Curtas /Reed Star

Na edição deste ano, o festival presta homenagens à montadora Vânia Debs, falecida em junho, e aos cineastas Glauber Rocha e Chris Marker. Para homenagear Vânia Debs, o festival vai apresentar cinco curtas, entre eles, Morte, dirigido por José Roberto Torero e protagonizado por Paulo José, que morreu recentemente. O polêmico curta Di Cavalcanti Di Glauber, de 1976, será apresentado como uma homenagem ao cineasta brasileiro. Já o centenário de Chris Marker será celebrado com La Jetée, de 1962.

O festival também celebra a produção de jovens cineastas das periferias e a cultura indígena, com uma mostra dedicada ao festival Amotara, dedicado a mulheres indígenas cineastas. Além disso, encontros vão discutir temas como as plataformas de streaming, o cinema das mulheres indígenas e produções durante a pandemia, entre outros.

A cerimônia de abertura será nesta quinta-feira, às 20h. A cerimônia, os filmes e os encontros podem ser acessados pelo endereço http://www.kinoforum.org.br/

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Cultura Entrevistas Notícias do Jornal

“É preciso muita coragem para escolher viver de arte”

 

Nascido em Teresópolis e tendo vivido neste município por quase 25 anos, o ator Beto Corrêa é o idealizador do projeto Esqueterê,  primeiro festival competitivo de esquetes da charmosa cidade região serrana do Rio. Seu desafio é movimentar culturalmente um município que está fora do circuito teatral brasileiro.   Mesmo com todas as dificuldades em meio à pandemia, o Esqueterê contou com mais de cem trabalhos inscritos já nessa sua primeira edição, mas Beto, Bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO, conta em entrevista ao DR1 que essa história  está só começando.

DR1 – O que fez você decidir investir em um festival, ainda com todas as dificuldades e a pandemia?

Beto Corrêa – Esse projeto foi idealizado muito antes da pandemia. Quando nos demos conta que só seria possível realizar de forma online, confesso que foi um pouco desanimador, porque achávamos que o festival não alcançaria nossos objetivos, mas nunca pensamos em desistir. É claro que o ideal seria o formato presencial, com a aglomeração, a troca de experiências, o encontro entre os artistas. Hoje, com dois meses de produção, percebemos que vamos conseguir alcançar nossos objetivos da mesma forma.

DR1 – Teresópolis é uma localidade pequena da Região Serrana, porque  resolveu expandir as inscrições para grupos de todo Brasil?

Beto Corrêa – Sempre acreditei que um festival desses na cidade poderia trazer muitas vivências e experiências importantes para os artistas locais. A expansão a nível nacional se dá justamente pela troca de experiências, por esse intercâmbio cultural entre os artistas. Isso é maravilhoso e muito enriquecedor para o artista, para o pesquisador que recebe todo esse feedback e que, por conta disso, evolui o seu trabalho.

DR1 – Como vê Teresópolis diante o cenário nacional do teatro? Que dificuldades que enfrentou para ser um ator, fora dos grandes centros?

Beto Corrêa – Quando saí de Teresópolis e fui experimentar outras vivências artísticas, eu percebia, principalmente nos festivais nacionais, que tinha grupos de todo canto do Brasil, mas nunca havia grupos de Teresópolis participando. E  sei do potencial artístico que a cidade tem, não só no teatro.   E as dificuldades que passei não foram diferentes de qualquer artista. É uma profissão que não tem o valor reconhecido e, muitas vezes, o artista trabalha de graça para não ficar parado. As maiores dificuldades acabam sendo sempre financeiras. Já que fui obrigado a largar o Teatro para trabalhar em outras funções. Hoje em dia, é preciso muita coragem para escolher viver de arte. Principalmente no cenário em que nos encontramos atualmente.

DR1 – Conte a história do Esqueterê. Como tudo começou ?

Beto Corrêa – A ideia surgiu quando participei de meu primeiro festival competitivo. Eu fiquei tão impressionado com tudo, que queria muito que meus amigos artistas de Teresópolis experimentassem isso também. Não tinha nome ainda, eu só sabia que um festival assim deveria acontecer na cidade. E acredito que o festival competitivo apura o nosso olhar crítico da cena. Então, depois do desejo surgido, um belo dia resolvi colocá-lo no papel.

O festival teve inscrições de grupos de vários estados brasileiros (Foto: Victor Hugo)

DR1 Os concorrentes te surpreenderam em algum aspecto?

Beto Corrêa – Recebemos muitas inscrições e só isso já foi uma surpresa. Estamos muito felizes com tudo. Foram inscrições de todo Brasil, muita coisa do Rio e São Paulo. Tivemos inscrições do Distrito Federal, Paraná, Ceará, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, enfim, eu fico muito feliz de saber como tem grupos espalhados por esse Brasil e todos produzindo, mesmo diante de uma pandemia.

DR1 – E quanto ao patrocínio. Acha que as empresas ainda estão receosas de investir na arte ou o momento que vivemos agrava tudo?

Beto Corrêa – É um momento muito complicado para as empresas investirem em projetos, já que precisam se reestabelecer pelo prejuízo causado por conta da pandemia. O último evento que produzi em Teresópolis foi em 2013 e não senti dificuldade alguma em conseguir patrocínios e apoiadores. Mas agora, não é muito propício. Graças à aprovação na Lei Aldir Blanc, conseguimos uma verba para realizar a 1ª edição do Esqueterê. Para complementar essa verba, buscamos apoios em estabelecimentos que não sofreram tanto com a pandemia, como supermercados.

DR1 – Como será a programação, será aberta ao público?

Beto Corrêa – Sim. Será o Esqueterê Mostra Convida, que acontecerá no dia 27 de março às 20h. Serão 6 apresentações de artistas de Teresópolis, que terão um espaço de 5 a 10 minutos para mostrarem seus lindos trabalhos. Na programação teremos diversas linguagens como fotografia, dança de rua, cinema, música etc. Toda a programação será transmitida ao vivo pela plataformas digitais, aberta para quem quiser assistir.

DR1 – Como será a dinâmica da apresentação das esquetes selecionadas?

Beto Corrêa – Serão 24 esquetes selecionadas e dividimos as apresentações em 3 dias: 24, 25 e 26 de março, 8 esquetes por dia. Para selecionar as 24 esquetes, a curadoria levou em consideração a diversidade, a relevância dos temas, a pesquisa, entre outros fatores. Dessas 24 esquetes, 8 serão selecionadas pelos nossos jurados para a final, que será realizada no dia 28 de março. Toda a programação será transmitida on-line pelas plataformas digitais com início às 20h.  Os links estarão disponíveis no site www.esquetere.com.br

Foto: Divulgação

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Cultura Diário na Folia Fica a Dica

VI Rio Harp Festival a todo vapor no carnaval

 

Nem mesmo a pandemia do novo coronavírus no mundo impediu que o XV Rio Harp Festival fosse realizado em 2020. E o seu sucesso de crítica, mídia e público determinou na sua continuidade em 2021, que segue firme em pleno Carnaval. Graças à Lei Aldir Blanc, o XVI Rio Harp Festivla – versão latino-americana-virtual está sendo realizado desde o dia 29 de janeiro e segue até 22 de fevereiro com sua programação, tendo como foco os harpistas do nosso continente. A ideia é que a edição completa possa voltar a ser feita ainda em 2021, incorporando harpistas do mundo todo.

Esta versão virtual e compacta servirá de abertura e manutenção do evento, mas destacando os harpistas latino-americanos. Além do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Colombia, Venezuela, Peru, Equador e México estarão representados no evento.

São 15 músicos de 9 países, incluindo importantes artistas brasileiros e orquestras de projetos sociais.Apoiado pela Lei Aldyr Blanc da Secretaria Estadual de Cultura e Economia criativa, o evento está inserido no projeto “Música no Museu”, que em 24 anos de atividades ininterruptas de janeiro a dezembro de cada ano atinge o Brasil de norte a sul, além de sua vertente internacional, e há 16 anos dedica um mês à harpa.

                                      PROGRAMAÇÃO

17 de fevereiro – quarta-feira – 13hs.

Palestra: A história da harpa.

Newton Nazareth, pianista e pesquisador.

País: Brasil

18 de fevereiro – quinta-feira – 13hs.

Músico: Trio D`Ambrosio: Maria Helena Andrade, piano, Maria Célia Machado, harpa e Aizik Geller, violino.

País: Brasil.

 19 de fevereiro – sexta-feira – 13hs.

Músico:Lucas Petroni, harpa.

País: Argentina

20 de fevereiro – sábado – 13hs.

Músico: Clarp Ensemble/ Ecos Latinos, Patrice Fischer, harpa e Carlos Valadares, percussão.

País: Colombia, Guatemala

21 de fevereiro – domingo – 13hs.

Músico: Yns Even, harpa -Camerata do Uerê. Yins Even, harpa.

País: Peru/Brasil.

22 de fevereiro – segunda –  13hs.

Burning Symphony. Jonathas Faganello, harpa.,

País: Brasil

Por onde os concertos serão transmitidos:

www.musicanomuseu.com.br

www.radiomusicanomuseu.com

– Cedro Rosa Youtube
https://www.youtube.com/channel/UC25sT7ofudoMWTDOx5T2DdQ

– Cedro Rosa Facebook
https://www.facebook.com/cedrorosadigital.com.br/ )

– Cedro Rosa Twitter
https://twitter.com/cedrodigital )

Foto: Divulgação

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Cultura Notícias do Jornal

MOSTRA COMPETITIVA DO FESTIVAL DE CINEMA DE ALTER DO CHÃO 2020 

Foram selecionados em todas as categorias 121 filmes do Brasil e de países de todos os continentes. Destes, 80% são inéditos  demonstrando  que a produção cinematográfica é fértil e alinhada, no seu âmago, ao tema do festival : “Um olhar para a Amazônia, os povos do mundo, a valorização do cinema, das artes, o reconhecimento dos direitos globais e da natureza”. Dos selecionados, 51 filmes são de temáticas indígena, ambiental e amazônica.

Segundo o diretor-geral  do FESTALTER 2020 Locca Faria (cineasta, fotógrafo, produtor e diretor) , – “Teremos na Mostra Competitiva 42 horas de filmes da mais alta qualidade, ricos em conteúdos, com temáticas e olhares variados, trazendo informações diversas, fazendo de Alter do Chão e da Amazônia o palco do cinema brasileiro e mundial”.

coordenação da curadoria foi realizada pelo diretor e cineasta Anselmo Duarte Jr. , que trabalhou incansavelmente com uma equipe de curadores da mais alta qualidade formada por cineastas, jornalistas, profissionais do cinema, do audiovisual, produtores, diretores, roteiristas de várias regiões do Brasil, da Amazônia e do exterior, que analisaram os 2072 filmes de 105 países inscritos,  seleção que trouxe uma enorme dificuldade de escolha pela qualidade excelente dos filmes.

Troféu Muiraquitã

O júri do festival formado por grandes nomes como Pedro Bial, Célia Maracajá, Zezé Motta, Indaiá Freire, Marcelo Tas e Xavier de Oliveira (presidente) terá a árdua tarefa de dar aos vencedores, em suas categorias, o troféu Muiraquitã criado pelo artista artesão Rony Borari de Alter do Chão.

 Alguns filmes selecionados são de diretores conhecidos, outros de diretores novos, tanto do Brasil quanto do exterior como: “Amazônia – Sociedade Anônima” de Estêvão Ciavatta (Brasil), “Fio da Meada” de Silvio Tendler (Brasil), “Dança da Vida” de PeymanZandi (Irã), “O Doce Sabor do Pão Salgado e Cuecas” de Che Espiritu (Filipinas), “Mestre Cupijó e seu Ritmo” de Jorane Castro (Brasil), “Maquis” de Rubén Bure (Espanha).

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Destaque

Festival carioca “Ilumina Zona Oeste” realiza sua 4º edição de 06 a 08 de novembro e pela primeira vez de forma virtual

O Rio de Janeiro não é somente o terceiro estado mais populoso do país, mas também uma das cidades que mais apresenta diversidade cultural. Dentre seus bairros, a Zona Oeste, é a região mais populosa do Rio, e recebe do dia 06 a 08 de novembro de 2020 a quarta edição do ’Festival Ilumina Zona Oeste’, evento que promove a visibilidade das iniciativas culturais e sociais com a realização de oficinas, debates e apresentações artísticas. A pandemia da COVID-19 fez com que o Instituto Rio, realizador do festival desde 2017, transformasse a quarta edição do evento – que já faz parte do calendário do Rio – em formato virtual, ampliando o acesso para quem nunca pode estar lá pessoalmente e que agora terá a oportunidade de fazer parte desse universo multicultural.

O Ilumina Zona Oeste é uma realização do Instituto Rio em parceria Instituto Phi, e conta ainda com o apoio de diversos artistas e parceiros independentes. Este ano, o Festival foi selecionado no edital da empresa Via Rio, que patrocina o projeto com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (ISS) por meio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

Serão ao todo 03 dias dedicados a uma programação intensa de atividades que possuem os objetivos de: fortalecer a rede criativa e dar visibilidade às iniciativas socioculturais da Zona Oeste do Rio.

 

Foto: Ilumina Zona Oeste – Feira de economia criativa(Divulgação)

Conhecer todos esses projetos da Zona Oeste do Rio de Janeiro nos fez ter a certeza de que essas riquezas precisavam ser compartilhadas e reconhecidas por todo mundo, e assim nasceu o Festival, que a cada ano ganha novos parceiros e formatos e esse ano poderá chegar a mais e mais pessoas. “. Explica Luiza Serpa, fundadora do Instituto Phi, criadora e cogestora da iniciativa.

Neste formato virtual, o evento trará cerca de 20 apresentações artísticas das seguintes áreas: música, dança, artes visuais, teatro e literatura, além de oficinas e bate-papos para incentivar a criatividade, as trocas de experiências e a reflexão de todos os participantes.

O Festival esse ano priorizou artistas e projetos “iluminados” e que, em alguma medida, “iluminam” o seu entorno, ou seja, impactam positivamente em seus territórios de origem, utilizando a cultura como ferramenta para colaborar com um Rio socialmente justo e sustentável. O Ilumina é uma oportunidade de integrar a cena sociocultural da maior região da cidade. Um monte de artistas que não se conheciam passam a atuar em rede a partir deste encontro. A Zona Oeste é o pulmão da cultura carioca. O Festival é um canhão de luz e vida, um respiro meio ao caos da pandemia”. Afirma Pablo Ramoz, curador do Festival.

Temas relevantes para o território e seus habitantes, tais como:  sustentabilidade (Os ativos naturais da Zona Oeste do Rio: da Floresta do Camboatá ao Parque da Pedra Branca, do Parque do Mendanha à Baía de Sepetiba), economia criativa, comunicação popular, protagonismo negro, escrita criativa, entre outros farão parte do evento.

As transmissões acontecerão pelas redes sociais do Festival (Facebook, Instagram e Youtube), que este ano ganhou também um site exclusivo, reunindo diversas informações sobre a Zona Oeste e seus principais atores no campo sociocultural. A visão de longo prazo é que se torne uma plataforma para difundir conteúdo e facilitar a criação de redes colaborativas na região.

SERVIÇO: Ilumina Zona Oeste

 Realização: Instituto Rio

Curadoria: Pablo Ramoz

Produção: Motriz Sociocultural

Data: 06 a 08 de novembro

Classificação etária livre

Acesse a programação no site: www.iluminazonaoeste.org.br

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Cultura Destaque

“Renovar”, nova composição de Mauro Marcondes está na semifinal da Rádio MEC

Por Alessandro Monteiro

Mauro Marcondes, em parceria com Guto Marques, teve sua nova canção RENOVAR,  selecionada entre mais de 1000 músicas, no Festival de Música da Rádio MEC” https://radios.ebc.com.br/festivalradiomecna categoria de “Música Popular”.

No Brasil, dificilmente artistas populares ganham o destaque merecido e bons créditos à sua obra. Portanto, é importante o engajamento e o voto de todos, para que artistas nobres como ele, possam ter a cada dia, mais notoriedade de composições tão especiais, que merecem nossa atenção e reverência.

Atualmente, gerar conteúdo de qualidade para as mídias sociais tem sido a base da agenda de trabalho do cantor e compositor Mauro Marcondes, nos últimos anos, e é parte fundamental da estratégia de divulgação de sua obra e de seus parceiros.

https://www.facebook.com/MAUROMARCONDESCOMPOSITOR https://www.instagram.com/mauromarcondes.compositor/

https://www.youtube.com/channel/UCMDCQSyCLnI8rzf3OuaRAeQ?view_as=subscriber

 

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Fica a Dica

Megafestival online arrecada fundos contra o coronavírus

Quase uma centena de artistas e celebridades de diferentes nacionalidades confirmaram a participação no festival online One World: Together At Home (do inglês, Um Mundo: Juntos em Casa), que ocorre a partir das 15h (horário de Brasília) de hoje (18).

Além da brasileira Anitta, o evento criado pela organização não governamental (ONG) Global Citizen, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), terá apresentações musicais de Andrea Bocelli; Billie Eilish; Chris Martin (vocalista da banda Coldplay); Eddie Vedder (do Pearl Jam); Billie Eilish; Elton John; Jack Johnson; Jennifer Lopez; Juanes; Paul McCartney; Pharrel Williams; Rolling Stones; Stevie Wonder; The Killers, entre outros.

O objetivo é arrecadar recursos que serão doados para o combate ao novo coronavírus (covid-19) e reforçar a importância das pessoas permanecerem em casa para tentar conter a disseminação do vírus enquanto um remédio para a doença não é encontrado.

Além de se apresentar, a cantora e atriz norte-americana Lady Gaga ajudou a organizar as apresentações – que também incluem a participação de celebridades como o dono da Microsoft Bill Gates; o piloto de Fórmula 1, Lewis Hamilton; a apresentadora Oprah Winfrey e os atores Ellen Degeneres, Lupita Nyong’o e Samuel L. Jackson.

Cada convidado participará do evento de sua própria casa. As atrações musicais devem ser, em grande parte, acústicas ou pré-gravadas. Todas as intervenções serão retransmitidas pela internet e por emissoras de TV em vários países. No Brasil, as opções para acompanhar o pré-show, a partir das 15 h, incluem os canais da Multishow na TV e no Youtube, e a Globoplay, cujo sinal estará aberto.

As principais atrações musicais, no entanto, se apresentarão a partir das 21 h. Além de Multishow e Globoplay, a TV Globo exibirá o show completo logo após o programa Altas Horas.

Na internet será possível acompanhar desde o pré-show pela página da ONG Global Citizen na internet, e também nas redes sociais da ONG (YouTube, Twitter, Instagram e Facebook).

Segundo os organizadores, as contribuições de parceiros corporativos serão repassadas a um fundo da OMS para que a organização ajude a equipar com equipamentos de proteção individual (EPIs) profissionais de saúde em todo o mundo. “A OMS está melhor posicionada para liderar e coordenar a resposta global em todos os 194 países-membros”, diz a ONG.