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Metade dos pacientes do SUS com câncer se tratam fora de suas cidades

Um estudo publicado em dezembro e divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que cerca de metade dos brasileiros em tratamento contra câncer no Sistema Único de Saúde precisam deixar seus municípios de residência para receber assistência especializada.

Para dimensionar o acesso ao tratamento, foram analisados 12.751.728 procedimentos − cirúrgicos, radioterápicos e quimioterápicos − ao longo de dois períodos: 2009-2010 e 2017-2018. O trabalho foi coordenado pela pesquisadora Bruna Fonseca, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz, e concluiu que não houve melhora na comparação dos dois períodos estudados.

O mapeamento mostrou que entre 49% e 60% dos pacientes precisam deixar suas cidades para realizar o tratamento e que os deslocamentos são maiores nas regiões Norte e Centro-Oeste. Segundo o estudo, dependendo do tipo de tratamento, os pacientes dessas regiões chegam a percorrer uma média de 296 a 870 quilômetros, enquanto, no Sul e no Sudeste, as distâncias médias variam entre 90 e 134 quilômetros.

Os pesquisadores da Fiocruz destacam que os polos de atendimento estão concentrados nas regiões Nordeste e Sudeste. No Amapá e em Roraima, a maioria dos pacientes que necessitam de tratamento radioterápico precisou percorrer uma média de mais de 2 mil quilômetros para encontrá-lo.

Ainda que o Norte do Brasil tenha uma densidade populacional menor, a possibilidade de estabelecer novos centros de tratamento de câncer na região, sem dúvida, melhoraria o acesso de uma população que vive nos estados do Acre, Amazonas, Amapá e Roraima, onde pacientes com câncer precisam viajar mais de 1 mil quilômetros para receber diferentes tipos de tratamento”, diz o artigo.

O levantamento mostra que a cidade de Barretos, em São Paulo, foi o principal pólo de atração para todos os tipos de tratamento ao longo do tempo. Segundo o estudo, 95% dos pacientes que fazem cirurgia, radioterapia ou quimioterapia no município são de outras cidades. Em entrevista à Agência Fiocruz de Notícias, Bruna Fonseca ressaltou que é preciso entender também que aspectos podem estar envolvidos na percepção dos pacientes sobre os locais de tratamento, como a estrutura do lugar, anseios pessoais e o tipo de acolhimento oferecido. “Há a percepção popular do que é referência no tratamento de câncer, o que faz com que os pacientes se desloquem, independentemente das distâncias e do planejado nas políticas de saúde”.

O artigo cita trabalhos anteriores que apontam que pacientes que precisam se deslocar para o tratamento de câncer relatam diversas dificuldades, como fadiga, longos períodos de espera para retornar para casa, falta de alimentação adequada, falta de dinheiro para a viagem e interrupções contínuas de suas atividades rotineiras.

Como alguns tratamentos requerem visitas frequentes aos centros de assistência especializada, a pesquisa cita que estudos já indicaram que viagens longas para realizar radioterapia estão ligadas a um aumento no risco de mastectomia nos casos de câncer de mama e a uma menor probabilidade de uso de radioterapia entre pacientes com câncer em órgãos como reto, pulmão, ovário e próstata.

 

 

Agência Brasil

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Destaque Rio Saúde

Casos no Rio não são de doença da vaca louca, dizem Fiocruz e Mapa

Da Agência Brasil

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (INI/Fiocruz) informou por meio de nota que os dois pacientes que estavam com suspeita de Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida como a doença da vaca louca, “estão com suspeita da forma esporádica da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), considerando os aspectos clínicos e radiológicos”.

Na nota, assinada pelo vice-diretor de Serviços Clínicos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, Estevão Portela Nunes, o INI informa que essa forma esporádica não tem relação com o consumo de carne. “Reiteramos que os pacientes estão internados no Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 do INI e que ambos os casos não tem confirmação diagnóstica”.

No início da tarde dessa quinta-feira (11), em outra nota, assinada pelo vice-diretor, o INI informou que avaliava a situação clínica de dois pacientes com suspeita de Encefalopatia Espongiforme Bovina internados no Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 da unidade da Fiocruz.

“Detalhes que possam identificar os pacientes não serão divulgados em respeito à confidencialidade da relação médico-paciente, de acordo com o estabelecido pelo Código de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina”, informou o INI na nota.

Nota da Agricultura

Em nota oficial divulgada,  o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) disse  que os casos de doenças neurodegenerativas investigados pela Fiocruz, tratava-se de suspeitas da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Segundo o Mapa, esses casos não têm relação com consumo de carne bovina.

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Fiocruz e Astrazeneca assinam declaração para aquisição do Ingrediente Farmacêutico Ativo

Mais uma boa notícia na luta contra a Covid-19. Numa cerimônia realizada na sede da Astrazeneca, em Cambridge, no Reino Unido, A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou uma declaração conjunta de compromisso para aquisição de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), que visa à produção de 60 milhões de doses da vacina Covid-19 (recombinante) para compor as entregas da Fundação em 2022. O compromisso firmado pelas instituições tem por objetivo garantir uma ampla disponibilidade de doses da vacina ainda no primeiro semestre. Com a garantia do insumo importado, a Fiocruz poderá entregar, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), 120 milhões de doses de janeiro a junho do próximo ano, das quais 60 milhões com o IFA nacional e 60 milhões com o novo acordo. Desse modo, o Sistema Único de Saúde (SUS) deve receber 120 milhões de doses da vacina AstraZeneca contra covid-19 nos primeiros seis meses do ano que vem.
Dependendo da situação epidemiológica da Covid-19 no Brasil, a segurança de disponibilidade deste quantitativo permitirá ao Ministério da Saúde estabelecer diferentes protocolos de vacinação e dispor da vacina para implementar doses de reforço nos grupos em que ela for necessária. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, o CEO Global da AstraZeneca, Pascal Soriot, e o presidente da AstraZeneca no Brasil, Carlos Sánchez-Luis, participaram do evento.
O diretor da Bio-Manguinhos/Fiocruz, Mauricio Zuma, afirma que o acordo vai aumentar muito o número de doses da vacina já no início do novo ano. “ O novo compromisso, aliado à produção nacional, visa concentrar um número maior de doses no primeiro semestre de 2022 para garantir a possibilidade de implantação, pelo Ministério da Saúde, da estratégia de vacinação que se mostrar necessária diante de diferentes cenários que a pandemia possa apresentar”.

A presidente da Fiocruz, Nisia Trindade Lima, revelou que a parceria entre a Fundação e a Astrazeneca vem evoluindo cada dia mais. “A Fiocruz está buscando se antecipar aos possíveis cenários de evolução da pandemia para atender às demandas do Ministério da Saúde e da sociedade brasileira e a garantia desse IFA no início do ano que vem nos permitirá essa flexibilidade. Hoje, mais uma vez, contamos com a parceria da AstraZeneca, uma parceria que vem se fortalecendo e se expandindo inclusive para o enfrentamento de outros agravantes”, explicou.
Ainda no encontro, a presidente da Fiocruz e o o presidente da AstraZeneca no Brasil, Carlos Sánchez-Luis, assinaram uma carta de intenções que visa uma futura parceria entre a instituição britânica e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) no enfrentamento a Diabetes, Doença Renal Crônica e Insuficiência Cardíaca. No documento, as instituições se comprometem a discutir potenciais atividades de colaboração tecnológica, bem como ações de apoio à preparação ou ao desenvolvimento de estudos que possam contribuir para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde no enfrentamento a esses agravos.

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Fiocruz retoma produção da vacina contra covid-19

Da Agência Brasil

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) retomou nesta terça-feira (25) a produção da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19, que estava interrompida desde a última quinta-feira (20). A linha de produção pôde ser reativada porque um novo carregamento do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) chegou da China no último sábado (22).

A Fiocruz recebeu no fim de semana insumo suficiente para produzir 12 milhões de doses, o que assegura a produção de vacinas até a terceira semana de junho e entregas ininterruptas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) até 3 de julho.

O IFA é considerado o componente mais importante da vacina, por conter as informações genéticas que vão despertar a resposta imunológica contra o novo coronavírus. O insumo é transportado a uma temperatura de -55 graus Celsius e precisa ser descongelado lentamente ao chegar à fábrica.

O processo de produção das vacinas em Bio-Manguinhos inclui um longo protocolo de controle de qualidade, que demora até quatro semanas para garantir a eficácia e a segurança do lote fabricado, até a liberação para o Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde.

As doses que começarão a ser produzidas hoje devem ser entregues para o Sistema Único de Saúde (SUS) somente entre 14 e 19 de junho.

Próximas entregas

Cronograma apresentado na última quinta-feira (20) pelo vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz, Marco Krieger, à Comissão de Enfrentamento à Covid-19 da Câmara dos Deputados previa que as próximas entregas semanais seriam de 4,9 milhões, 5,1 milhões e 2,8 milhões de doses.

Na última sexta-feira (21), foram entregues 6,1 milhões – 800 mil doses a mais do que a previsão inicial. Segundo Krieger, a Fiocruz deve entregar mais 26 milhões de doses ao PNI até o início de julho e chegar ao total de 62 milhões com os carregamentos de IFA que já chegaram ao Brasil.

O acordo de encomenda tecnológica entre a Fiocruz e a farmacêutica AstraZeneca prevê a produção de 100,4 milhões de doses a partir da chegada de 14 lotes do IFA, que é produzido pelo laboratório chinês WuXi Biologics.

No carregamento do último sábado, a Fiocruz recebeu dois lotes, totalizando dez remessas já enviadas. A previsão é que mais dois lotes cheguem em junho, e os últimos dois, em julho.

Até o momento, a Fiocruz já produziu e entregou ao PNI 37,1 milhões de doses contra a covid-19. Além dessas, também chegaram aos postos de vacinação 4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca produzidas pelo Instituto Serum, da Índia.

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Rio e mais 7 estados têm aumento no número de casos graves de Síndrome Respiratória

Da Agência Brasil

Muitos estados, que tiveram redução do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas semanas anteriores, apresentam tendência de reversão ou aumento. O alerta é dado pelo novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta sexta (21) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os dados se referem à Semana Epidemiológica (SE) 19, que compreende o período de 9 a 15 de maio.

A análise mostra que oito das 27 unidades da Federação apresentam sinal de crescimento. É o caso do Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Tocantins, Distrito Federal e Rio de Janeiro.

De acordo com o boletim, a incidência de doenças respiratórias, que demandam hospitalização ou até mesmo resultam em óbitos, nos casos de maior gravidade, se deve em grande parte, atualmente, a infecções por Sars-CoV-2, o novo coronavírus, que causa a covid-19. Todas as regiões do país encontram-se na zona de risco, com ocorrência de casos muito alta.

Entre os demais estados, há indícios de interrupção da tendência de queda na Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Foi verificada também tendência de estabilização em Minas Gerais e Piauí, embora os indícios não sejam muito claros nos dois estados.

No Ceará e Pará, foi detectada probabilidade de queda dos casos de 95% no longo prazo, que envolve em torno de seis semanas; já no Amapá, Acre, Roraima e Rondônia, a possibilidade de redução de casos no longo prazo é de 75%. No curto prazo, estimado em três semanas, a tendência se mantém no mesmo percentual para Acre, Rondônia e Roraima, enquanto no Pará e no Ceará, o percentual de possível queda do número de casos passa também para 75%. Nesse cenário de curto prazo, a tendência no Amapá é de estabilidade no número de casos.

Pressão

O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, advertiu que boletins anteriores já sinalizavam que, apesar de redução ou estabilidade, os números de casos ainda permaneciam muito elevados em alguns estados, o que demonstrava pressão sobre o sistema de saúde. Ponderou que é importante “ter redução sustentada de número de casos para uma recomposição do sistema de saúde, inclusive com vistas a reduzir a taxa de ocupação de leitos”.

Marcelo Gomes destacou que desde a atualização da semana 14, alguns estados mantêm valores similares ou até mesmo superiores aos picos observados ao longo de 2020. “Tais estimativas reforçam a importância da cautela em relação a medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão de covid-19, enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos”.

Em função da elevação dos casos, os pesquisadores da Fiocruz alertam que a retomada das atividades de maneira precoce pode levar a um quadro de interrupção da queda ainda em valores muito distantes de um cenário de segurança. “Tal situação, caso ocorra, não apenas manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos, como também manterá a taxa de ocupação hospitalar em níveis preocupantes, impactando todos os atendimentos, não apenas aqueles relacionados a síndromes respiratórias e covid-19”, afirmou Gomes.

Na semana epidemiológica 9, que vai de 28 de fevereiro a 6 de março deste ano, quando o cenário epidemiológico se desenhava à beira do caos, com quase todos os estados em níveis críticos de ocupação de leitos, a incidência média de SRAG era de 15,5 casos por 100 mil habitantes. Esse indicador passou, no momento, para 11,4 casos por 100 mil habitantes, considerado um valor extremamente elevado. Isso abre a possibilidade de ocorrência de novos aumentos de casos em um cenário de flexibilização das políticas de contenção ou bloqueio da transmissão e da vigilância epidemiológica, “que poderiam reverter ao quadro crítico observado”, disse o pesquisador.

Capitais e interior

A análise relativa apenas a residentes das capitais aponta que seis delas já mostram sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Manaus, Palmas e Porto Alegre. Dentre as demais capitais, 12 apresentam sinal de queda na tendência de longo prazo e as demais indicam sinal de interrupção da queda ou estabilização.

Por outro lado, os dados agregados por macrorregiões de saúde mostram que 17 das 27 unidades da Federação têm ao menos uma macrorregião de saúde com sinal de crescimento, na tendência de longo prazo ou curto prazo. São elas Amazonas e Tocantins, no Norte; Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí no Nordeste; Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo no Sudeste; Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no Centro-Oeste; e Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, no Sul.

O Boletim revela que no Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, mais da metade das macrorregiões de saúde apresenta tendência de crescimento. No Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins, mais da metade das macrorregiões está em situação de crescimento ou interrupção de queda.

Óbitos

Os óbitos por SRAG, independentemente de presença de febre, encontram-se na zona de risco, com ocorrências de casos muito altas. Desde 2020 até a semana analisada, foram registrados 306.079 óbitos. Desses, 126.874 se referem a casos do ano epidemiológico 2021, sendo 109.091 (86%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 7.981 (6,3%) negativos e cerca de 3.115 (2,5%) aguardando resultado laboratorial. Entre os positivos, 0% influenza A, 0% influenza B, 0,1% vírus sincicial respiratório (VSR) e 99,0% Sars-CoV-2 (covid-19). Levando em conta a oportunidade de digitação, estima-se que já ocorreram 315.654 casos de SRAG desde 2020, podendo variar entre 312.654 e 319.326 até o término da semana 19 de 2021, segundo mostra o Boletim InfoGripe da Fiocruz.

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Em semana com pico de mortes, primeiras vacinas produzidas no Brasil são entregues pela Fiocruz

Essa foi mais uma semana de recordes de casos e mortes por causa da covid-19 no Brasil. No pior momento da pandemia, o país registrou média móvel de 2.096 óbitos, a maior desde a chegada da doença, há um ano. O pior dia da pandemia até agora foi na última terça-feira (16), quando atingimos um pico numa antes observado de 2.798 mortes em 24h. A boa notícia é que Fiocruz entregou ao governo os primeiros lotes produzidos em território nacional da vacina Oxford/AstraZeneca.

As vacinas foram fabricadas em Bio-Manguinhos, no Rio. O lote foi produzido a partir do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) importado. A Fiocruz entregou 1,080 milhão de doses produzidas no Brasil.Em março, serão entregues outras 3,8 milhões de doses da vacina. A expectativa da Fiocruz é chegar até o fim do mês com uma produção de cerca de um milhão de doses por dia.

Segundo a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, a partir de abril, serão produzidas mais de 20 milhões de doses mensalmente. Já o diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, afirmou que estão previstas entregas semanais em torno de 6 milhões de doses a partir de abril. “A gente deve seguir nesse ritmo até concluir os 100,4 milhões de doses previstas no contrato de encomenda tecnológica com a AstraZeneca. A expectativa é que as últimas doses deste contrato sejam entregues até julho deste ano”.

Outra boa notícia é que o governo federal assinou contratos com as farmacêuticas Janssen (do grupo Johnson & Johnson) e Pfizer que preveem, ao todo, a entrega de 138 milhões de doses de imunizantes contra a Covid – 100 milhões da Pfizer e 38 milhões da Janssen. Com os acordos com as empresas, o Ministério da Saúde ainda afirmou que já tem contratadas para 2021 a compra de 562 milhões de doses de vacinas.

Além disso, o Instituto Butantan entregou na sexta-feira (19) mais 2 milhões de doses CoronaVac ao Ministério da Saúde. O governo brasileiro também está cobrando da União Química documentação para autorização emergencial da vacina russa Sputnik V.

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Fiocruz confirma presença de variante brasileira da Covid-19 no Rio

Foi confirmada pela primeira vez nesta terça-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) o primeiro caso da variante brasileira da covid-19 no Rio de Janeiro.

Chamada de P.1., a variante foi identificada primeiro em Manaus e, segundo os especialistas, tem uma maior capacidade de transmissão. A mutação acontece quando ocorre uma alteração, de forma aleatória,  no material genético do vírus.

A Fiocruz informou que a variante foi identificada no Rio mediante análise laboratorial, por meio de sequenciamento genético de uma amostra.

O laudo da Fiocruz não aponta se há transmissão local dessa variante ou se a amostra é de alguém que pegou a mutação em outro lugar do país — também não foram divulgadas informações sobre o paciente. Mas o Ministério da Saúde informou que se trata de um caso importado.

Pesquisadores da Fiocruz já encontraram a variante P.1 do novo coronavírus também no Pará, Paraíba, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Além disso, os governos da Bahia, Ceará e de Pernambuco também já confirmaram presença da variante nos seus respectivos estados.

Além variante identificada em Manaus, outras duas têm causado preocupação em todo mundo: a B.1.1.7, identificada pela primeira vez no Reino Unido, e a 501Y.V2, descoberta na África do Sul.

A Organização Mundial da Saúde alerta que as mutações estão se espalhando rapidamente pelo mundo: a britânica já foi identificada em 80 países, a sul-africana em 41 países e a brasileira em 10 países.

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Social

DFL doa 3 mil testes de COVID para combate à pandemia nas comunidades carentes

 

Projeto tem como objetivo viabilizar o atendimento de saúde nas comunidades

Com foco em auxiliar o combate à pandemia da COVID-19 nas comunidades carentes, a DFL, empresa especialista em soluções para produtos odontológicos e médicos, doou três mil testes rápidos de diagnóstico da COVID-19 para o projeto Conexão Saúde: de olho na Covid-19, que é fruto da parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o Conselho Comunitário de Manguinhos, Redes da Maré, Dados do Bem, SAS Brasil e União Rio, e conta com o apoio da gestão municipal, por meio das unidades de saúde da Área Programática local.

“Em meio ao cenário desafiador da pandemia, é fundamental exercermos nosso papel solidário e auxiliar a expandir essa corrente do bem para regiões e famílias que necessitam. Temos que nos unir cada vez mais para viabilizar o acesso à saúde a todos”, afirma Joel Kos, CEO da DFL.

A ação tem como objetivo viabilizar o atendimento de saúde nas comunidades e contribuir para o enfrentamento da pandemia. O projeto garante desde a orientação e o apoio à população local, até a telemedicina, testagem molecular, rastreamento de contactantes e produção de mapas de risco dentro das comunidades.

Segundo os especialistas envolvidos, essas ações, implementadas de forma estruturada, constituem uma proposta de vigilância ativa que poderia ser considerada um modelo para o enfrentamento da pandemia em comunidades carentes e nos territórios populares, além de impactar significativamente na redução de mortes e de insegurança social entre os moradores das áreas mais vulneráveis.

“A partir do envolvimento de diversos parceiros, estamos conseguindo integrar a atenção básica, de maneira sistêmica, ao enfrentamento da pandemia na região, oferecendo uma cadeia completa de atendimento, desde a possibilidade de um diagnóstico precoce e acompanhamento clínico, até a testagem molecular e o rastreamento de contactantes.”, explica Valcler Rangel, coordenador do projeto pela Fiocruz.

A expectativa é que a iniciativa possa deixar um legado nos territórios onde seja implementada, com bases técnicas para o desenvolvimento de ações de Vigilância Ativa em Saúde, a construção de expertise para estratégias de distanciamento social em comunidades carentes, consolidação de modelos de comunicação voltado para emergências em saúde e ações de teleatendimento em psicologia e medicina adequado às condições de populações vulnerabilizadas.

A doação faz parte de uma das ações do Comitê de Ação Social, criado pela DFL, como forma de contribuir para o combate da pandemia da COVID-19 e auxiliar comunidades carentes durante o período de crise. “O Comitê de Ação Social já era um projeto desejado na DFL. Através dele, conseguimos espaço e recursos para análise e ações de responsabilidade social, um dos nossos pilares para o bem-estar da comunidade e equipe”, afirma Bárbara Facure, Gerente de Recursos Humanos da DFL.

Foto: Divulgação

Através do comitê, a empresa já doou mais de 1 tonelada de cestas básicas composta por alimentos e produtos de higiene para o Projeto Dom de Amar, na comunidade de Curicica, em Jacarepaguá. Também produziu e doou mais de 2 mil frascos de álcool em gel para a Polícia Civil e Rotary Club do Rio de Janeiro, associação de clubes de serviços com voluntários a fim de prestar serviços humanitários. Além da doação de 780 kg de alimentos para o Retiro dos Artistas, instituição localizada no bairro do Pechincha, em Jacarepaguá, que acolhe artistas idosos que passam por dificuldades financeiras e emocionais.

 

Sobre a DFL

Presente no mercado brasileiro há 80 anos, a DFL é líder no mercado nacional de anestésicos injetáveis e agulhas gengivais. Possui certificações importantes que regulamentam a segurança e eficácia dos produtos e serviços. Hoje a DFL exporta para mais de 45 países, em alguns dos mercados mais importantes do mundo com modernidade e inovação. A partir da tradição e know-how em anestésicos e alinhada às necessidades do mercado, em 2020 a empresa entrou no segmento médico, a começar pela distribuição de testes para a COVID-19 pensando em suprir importantes demandas médicas. https://dfl.com.br

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Mutação do Coronavírus faz mais de 40 países fecharem fronteiras aéreas com o Reino Unido

 

Uma nova mutação da Covid-19 observada no Reino Unido acendeu outra preocupação para com a doença no mundo, e já fez com que ao menos 40 países fechassem suas fronteiras, proibindo voos originados do epicentro na região da Europa. Na América latina, países como Argentina, Colômbia, Chile e Peru também fecharam suas fronteiras aéreas para o Reino Unido.

Aumento de casos de coronavírus no sudeste e leste inglês, incluindo Londres, está ligado à disseminação desta nova cepa, embora ela já seja encontrada em todo o país, de acordo com o governo britânico. Isso fez com que o primeiro-ministro Boris Johnson anunciasse medidas mais rígidas de isolamento para 20 milhões de pessoas na Inglaterra e em todo o País de Gales.  “É realmente muito cedo para dizer… Mas pelo que vimos até agora, está crescendo muito rapidamente, está crescendo mais rápido do que [uma variante anterior] jamais cresceu, mas é importante ficar de olho”, disse Boris, apos uma palestra

A nova variante, surgida no Reino Unido após mutações, se tornou a forma mais comum do vírus em algumas partes da Inglaterra em questão de meses. O governo britânico diz que há motivos para acreditar que ela seja bem mais contaminante, possivelmente 70% mais transmissível.

Segundo a epidemiologista da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, é importante ressaltar que ainda não é possível prever nenhum impacto nas vacinas desenvolvidas contra a doença. Também  não foi constatado se a cepa apresenta aumento na severidade da doença, informou. “Há estudos sobre isso em curso. O vírus apresenta mutações o tempo inteiro. Mas o que é interessante desta cepa específica é que é uma combinação de mutações: é mais de uma”, explicou a epidemiologista.

Até o momento, ao menos outros quatro países identificaram casos ligados à nova variante: Austrália, Dinamarca, Holanda e Bélgica.  No Reino Unido, a variante pode ter surgido em meados de setembro no sudoeste do país. Desde esse período, foi observado um aumento de 1.1 para 1.5 na taxa de transmissibilidade.

Amazônia pode ser porta de entrada

O Ministério da Saúde da Argentina convocou a reunião de emergência para avaliar a situação dos países vizinhos, especialmente do Brasil, onde o número de contágios voltou a crescer, alarmando os governos da região. É possível que o país endureça as medidas de controle.

No Brasil, o virologista e vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca comentou sobre a possibilidade de essa variante cegar ai país pela Amazônia.  Para evitar essa situação, seria necessário monitorar a pandemia com maiWor precisão no estado. “Existe uma possibilidade, por isso temos que ficar monitorando. Aqui no Amazonas já identificamos oito linhagens, mas existem centenas no mundo todo. Todas são derivadas de duas linhagens principais, chamadas de A e B”, explicou o especialista.

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Brasil Destaque

Enem disponibilizará salas especiais para grupo de risco

 

O Enem de 2020 será em um contexto diferente por conta do momento que o mundo vive. Para evitar aglomeração nos locais de prova, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) anunciou uma série de medidas preventivas contra a Covid-19. Os estudantes do grupo de risco ficarão em uma sala específica, havendo ampliação dos pontos de aplicação do exame.

A ocupação das salas deve ser de, aproximadamente, 50% da capacidade original de onde os participantes realizarão a prova, de acordo com o Inep. A previsão para este ano é de 205 mil salas em 14 mil pontos de aplicação, um aumento se comparado com a edição anterior. Em 2019, o Enem foi aplicado em 145 mil salas, em cerca de 10 mil locais de prova

As provas do Enem 2020 estão marcadas para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021 (versão impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 (versão digital). Além do número reduzido de pessoas por ambiente de aplicação, uma sala especial, com o limite de até 12 pessoas, será destinada aos participantes que, segundo o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), são mais vulneráveis à Covid. O Inep informa que esses perfis já foram identificados na base de inscritos e, assim, alocados nas salas especiais.

Algumas medidas de segurança foram implementadas para o Enem 2020, como a disponibilização de álcool em gel aos participantes e a obrigatoriedade do uso de máscara durante a prova. Todos poderão levar mais de uma máscara para troca ao longo do dia, elas serão verificadas pelos fiscais para evitar possíveis infrações, respeitando a distância recomendada.

Os Profissionais que vão trabalhar nos dias de prova, entre aplicadores, fiscais e demais colaboradores, também estão sendo capacitados por meio de cursos à distância, para se adequarem às medidas de segurança sanitária.