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Preço da gasolina tem 6º reajuste no ano e até quem não tem carro sofre

Os brasileiros foram surpreendidos mais uma vez na última semana com um novo aumento do preço da gasolina, o 6º reajuste em 2021. O combustível ficou 8,8% mais caro nas refinarias, a partir da terça-feira (9) – o litro subiu R$ 0,23 e passou a custar R$ 2,84. Desde o início do ano, a gasolina acumula absurda alta de 54% nas refinarias.

O preço do diesel também teve reajuste, o 5º no ao. O valor do litro subiu 5,5% e passou a custar R$ 2,86. No acumulado desde janeiro, o combustível já soma alta de 41,6%.

Os valores nas refinarias dependem dos preços e oferta no mercado internacional e da taxa de câmbio. E até chegar ao consumidor final, os preços sofrem ainda acréscimo de impostos, custo para a mistura de biocombustíveis, custo de manutenção dos postos e as margens de lucro das revendedoras.

Os aumentos afetam toda a cadeia econômica e pesam no bolso, sobretudo de quem sequer tem carro. As altas elevam os preços dos alimentos, por exemplo, já que impactam no custo da produção agropecuária e no escoamento. Há impacto ainda no valor dos transportes, frete de encomendas, remédios etc.

As altas acontecem em meio aos trâmites para a substituição do presidente da petroleira, Roberto Castello Branco. Incomodado com a alta dos preços, o presidente Bolsonaro anunciou a destitutição dele e a indicação do general Joaquim Silva e Luna para o cargo e ainda suspendeu a cobrança de PIS e Cofins sobre o diesel e o gás de cozinha para tentar amenizar a situação.

A Petrobras argumenta que “o alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido, sem riscos de desabastecimento”.

Só que o que se vê, na prática, é que essa política deixa a sociedade brasileira, sobretudo, os mais necessitados, refém de preços internacionais absurdos, mesmo sendo a Petrobras uma empresa brasileira, que explora o petróleo nacional e tem grande parte dos seus custos fixados em reais. É uma política que agrada somente os acionistas.

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Por que a gasolina não para de subir? Combustível já teve 5 reajustes no ano e está 41% mais caro

Por Alan Alves

Nos últimos meses, os brasileiros têm sido bombardeados com os aumentos dos combustíveis. Somente a gasolina teve cinco aumentos nas refinarias no ano e já acumula alta de 41% em 2021. O óleo diesel, com quatro elevações de preço desde janeiro, e o gás de cozinha também sobem desenfreadamente — acumulam altas de 33% e 17% no ano, respectivamente.

Só para se ter ideia do salto nos valores, em dezembro, o litro da gasolina custava em média R$ 1,84 nas definharias e o diesel R$ 2,02. Agora, depois do reajuste mais recente, na terça-feira (2), o litro da gasolina passou a custar R$ 2,60 para a venda às distribuidoras e o preço do óleo diesel R$ 2,71.

Os preços reajustados pela Petrobras se referem ao produto vendido às distribuidoras. Até chegar ao consumidor final, o valor sofre ainda acréscimo de impostos estaduais e federais, custo para a mistura de biocombustíveis, custo de manutenção dos postos e as margens de lucro das revendedoras.

E o que sobra para o consumidor são os valores astronômicos. Além disso, como toda a cadeia produtiva depende de combustível, insumo básico para a economia, a elevação de preços reflete em outros setores. Contribui para a alta dos alimentos, já que que impacta na produção agropecuária e no escoamento, uma vez que os combustíveis são essenciais para o deslocamento dos itens até os consumidores. Há impacto ainda no valor dos transportes, frete de encomendas, remédios etc.

Política de paridade com mercado internacional da Petrobras encarece combustíveis. (Foto: ABr)

Os reajustes seguem ordem do presidente da petroleira, Roberto Castello Branco, que está prestes a deixar a empresa. Incomodado com a alta dos preços, Bolsonaro já anunciou a destitutição dele e a indicação do general Joaquim Silva e Luna para o cargo. A substituição deve acontecer após Assembleia Extraordinária da Petrobras, ainda sem data.

Para tentar segurar os preços, Bolsonaro ainda suspendeu a cobrança de PIS e Cofins sobre o diesel (em março e abril) e o gás de cozinha (por tempo indeterminado), o que provocará uma perda de cerca de R$ 3,65 bilhões na arrecadação federal. Para compensar o rombo, o governo aumentou impostos sobre bancos — a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobe de 20% para 25%.

Bolsonaro zerou impostos para tentar conter alta dos combustíveis. (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Mas porque mesmo com a autossuficiência na produção de petróleo, após as descobertas gigantes no pré-sal, e com 17 refinarias no Brasil (com capacidade para processar 2,4 milhões de barris por dia), a Petrobras não baixa o preço dos combustíveis?

O primeiro motivo está na falta de investimento em tecnologia para as refinarias, que não conseguem refinar todo o petróleo que a gente produz. O petróleo brasileiro é do tipo pesado, mais denso e difícil de refinar e, com isso, as refinarias precisam mistura-lo com o óleo leve, importado países como Nigéria e Arábia Saudita, para conseguir fazer o processo. Como o óleo pesado é mais barato, se ganha menos com a exportação e gastamos mais com a importação. E isso, claro, impacta no preço.

Presidente da petroleira, Roberto Castello Branco, está prestes a deixar cargo. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

A política de preços da Petrobras, de competir de acordo com as condições de mercado, seguindo a cotação internacional e o câmbio, viabiliza inda a importação de derivados, como diesel e gasolina. A paridade internacional permite que produtos de fora tenham preços competitivos com os do mercado interno. Alem disso, a combinação de dólar alto e aumento da cotação internacional do petróleo, como agora na pandemia, sempre vai pesar no bolso no consumidor — e, segundo os especialistas, há espaço para mais reajustes, já que os preços no Brasil ainda estão menores que os cobrados no exterior.

Essa política, que agrada e beneficia somente aos acionistas, deixa a sociedade brasileira a mercê de preços internacionais, mesmo sendo a Petrobras uma empresa brasileira, que explora o petróleo nacional e tem grande parte dos seus custos fixados em reais.

Na prática, é como se a empresa, que encerrou o quarto trimestre de 2020 com lucro recorde de R$ 7 bilhões, apesar do momento de crise, não fosse brasileira e não pertencesse aos brasileiros. A expectativa é que a troca de comando na estatal possa mudar um pouco essa ideologia de mercado.

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Com isolamento social, gasolina despenca 5,96% no país na primeira quinzena de abril

O preço médio da gasolina comum no Brasil caiu 5,96%, em média, na primeira quinzena de abril em comparação com o valor registrado no mês de março. Conforme levantamento da ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas, na comparação com a primeira quinzena do mês anterior, a queda nos primeiros 15 dias de abril foi ainda maior: 7,07%.

A expressiva redução no preço do combustível é resultado de sucessivas diminuições do valor nas refinarias da Petrobras – desde janeiro, o valor do combustível já caiu 48% – e também reflete a queda no consumo registrada após o começo da pandemia do coronavírus. Nos primeiros 15 dias de abril, o preço médio do produto no país foi de R$ 4,324.

Na comparação com março, os estados que registraram maiores quedas no preço na primeira quinzena de abril foram no Paraná (-11,82%), Distrito Federal (-10,43%), Mato Grosso (-8,46%) e Piauí (-8,37%). No período de 30 dias encerrado em 15 de abril, as maiores reduções de preço foram registradas no Paraná (-13,28%), Distrito Federal (-12,75%), Espírito Santo (-10,05%) e Mato Grosso (-9,79%).

Por outro lado, na comparação com março, as menores quedas do preço na primeira quinzena de abril ocorreram no Amazonas (-2,72%) e no Acre (-3,69%). No período de 30 dias encerrado em 15 de abril, as menores reduções foram registradas no Amazonas (-3,38%) e no Acre (-3,69%). O Amapá foi o único estado onde o preço subiu, tanto no comparativo quinzenal (4,44%) como no mensal (2,03%)

Obtidos por meio do registro das transações realizadas na primeira quinzena de abril com o cartão de abastecimento da ValeCard em cerca de 20 mil estabelecimentos credenciados, os dados mostram que Acre (R$ 4,801) e Rio de Janeiro (R$ 4,741) são os estados com o combustível mais caro. Já Paraná (R$ 3,866), Santa Catarina (R$ 3,957) e Distrito Federal (R$ 3,977) são os estados com os preços mais baratos do país.

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Novo horário de funcionamento para os postos de gasolina

Já está valendo a determinação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) regulamentando a redução no horário de funcionamento dos postos de combustíveis e os de revendas gás liquefeito de petróleo (GLP). Os revendedores de combustíveis automotivos em todo o país passam a funcionar, no mínimo, de segunda-feira a sábado, das 7h às 19h. Até então, o horário mínimo de funcionamento era das 6h às 20h. A medida foi publicada ontem (23) no Diário Oficial da União (DOU) e foi tomada em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“As medidas reforçam o cuidado com a garantia do abastecimento nacional e flexibilizam algumas obrigações, entre elas o horário de funcionamento dos postos de combustíveis”, informou a agência.

A resolução determina ainda que os representantes dos operadores de terminais e dutos de petróleo, dos transportadores de gás natural, distribuidores de GLP, de postos revendedores de combustíveis automotivos deverão informar à ANP “quaisquer alterações nas rotinas operacionais que possam comprometer total ou parcialmente o abastecimento nacional”.